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Mostrando postagens com o rótulo economia

Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Grandes bancos são cúmplices de crime contra a humanidade

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por Eduardo Febbro , do Página 1|12 Os bilhões que são roubados a cada ano dos países mais pobres seguem sempre o mesmo caminho que os leva aos maiores bancos das democracias ocidentais. É um crime contra a humanidade. Um crime contra a humanidade. Silencioso, sem violência aparente. Uma espantosa máquina de pilhagem dos povos levada a cabo com a cumplicidade do sistema bancário mundial. As fortunas dos ditadores estão dormindo nos bancos ocidentais enquanto dezenas de milhares de pessoas morrem de fome ou não têm condições de pagar o tratamento da Aids. Jean Claude Duvalier no Haiti, Ali Ben na Tunísia, Hosni Mubarak no Egito,Joseph Mobutu no Zaire (atual República Democrática do Congo), Sanu Abacha na Nigéria, Omar Bongo no Gabão, Manuel Noriega no Panamá, Um-ssa Mu-Traoréem Mali Augusto Pinochet no Chile, Muammar Kadafi na Líbia, Ferdinand Marcosnas Filipinas e N'guesso Sassu no Congo Brazzaville. As fortunas desses tiranos são depositados em bancos internacionais ou tran...

Pesquisa indica que 53,5% da população negra chegou à classe média

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do Estado de S.Paulo Mais da metade dos negros brasileiros, e pouco menos da metade dos mestiços (pardos), pertencem hoje à classe média, incluindo a classe C, a nova classe média popular. Segundo recente levantamento do economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 53,5% dos negros e 47,3% dos mestiços no Brasil pertenciam às classes A, B e C em 2008. Entre negros e mestiços juntos, 48% são de classe média, e 52% estão nas classes D e E, mais características da pobreza. Os porcentuais incluem também os muito ricos, mas que são estatisticamente pouco significantes. Esses números, tirados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostram uma grande evolução nos últimos 15 anos. Em 1993, menos de um quarto dos negros (23,8%) e pouco mais de um quinto dos mestiços (21,7%) pertenciam às classes A, B e C. Tomados em conjunto, apenas 22% dos negros e mestiços estavam na classe média, com quase 80% nas classes D e E. Os ...

A cerveja: bebendo gato por lebre

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É inexplicável que sejam tão omissas as autoridades brasileiras quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo por Rogério Cezar de Cerqueira Leite (*) , para a Folha, em 18 de janeiro de 2009 O Brasil é o quarto maior produtor de cerveja, com pouco mais de 10 bilhões de litros por ano. A China é o maior de todos, com 35 bilhões, e os EUA são o segundo, com 24 bilhões. A Alemanha vem em terceiro, com uma produção apenas 5% maior que a brasileira. Segundo norma autorregulatória da indústria cervejeira alemã, a cerveja é composta única e exclusivamente por apenas três elementos, cevada, lúpulo e água, tendo como interveniente um fermento. Tradicionalmente, o termo malte designa única e precisamente a cevada germinada. O malte pode substituir a cevada total ou parcialmente. A malandragem começa aqui. Com frequência, lê-se em rótulos de cervejas a expressão "cereais maltados" ou simplesmente "malte", dissimulando assim a natureza do ingredie...

Degelo no Ártico abre rota de navegação

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por Thomaz Favaro , de Veja O triunfo humano sobre as forças da natureza é, desta vez, um triste sintoma da saúde do planeta. Dois cargueiros alemães estão prestes a se tornar os primeiros a navegar por inteiro a Passagem Nordeste, como é conhecido o trajeto via Ártico entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Essa rota marítima mais curta entre a Europa e a Ásia sempre foi um risco no mapa impossível de ser navegado. Durante o verão, quando a camada de gelo da calota polar se retrai, somente comboios liderados por navios quebra-gelo trafegam pela imensa costa russa – e apenas por trechos curtos. Essa situação já tem data marcada para acabar. Salvo algum contratempo imprevisível, os dois navios, que já ultrapassaram os trechos mais difíceis, devem completar a viagem até o fim do mês. E aqui está a má notícia: a proeza dos cargueiros alemães só foi possível devido ao encolhimento progressivo da calota polar do Ártico, provocada pelo aquecimento global. A temperatura no Ártico aumentou...

A lição de sabedoria das vacas loucas

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por  Claude Lévi-Strauss Traduzido do francês por Nádia Farage Para os ameríndios e para a maior parte dos povos que por longo tempo permaneceram sem escrita, o tempo dos mitos foi aquele em que homens e animais não eram realmente distintos uns dos outros e podiam se comunicar entre si. Tomar como início dos tempos históricos a Torre de Babel, quando os homens perderam o uso de uma língua comum e deixaram de se compreender, pareceria àqueles povos uma visão singularmente estreita. Do seu ponto de vista, o fim da harmonia primitiva se produziu num âmbito muito mais vasto: atingiu não apenas os humanos, mas todos os viventes. Pode-se dizer que, ainda hoje, temos certa consciência daquela solidariedade primeira entre todas as formas de vida. Buscamos imprimir o sentimento dessa continuidade no espírito de nossas crianças desde cedo: nós as cercamos de simulacros de animais em borracha ou em pelúcia, e os primeiros livros de figuras que colocamos sob seus olhos lhes mostram o ...

Bastaria desperdiçar menos para alimentar toda a população mundial

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Diariamente, o planeta recebe 200.000 bocas para alimentar. Até 2050, a população mundial deverá atingir 9,2 bilhões de habitantes ante os atuais 6,7 bilhões. A resposta mais comum para enfrentar este desafio é dizer que será preciso aumentar a produção mundial de alimentos em 50% até lá. A reportagem é de Laurence Caramel , Le Monde, 19-02-2009. A tradução é do Cepat. Mas não é isso que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ( PNUMA ) defende em seu relatório dedicado à crise alimentar, publicado nesta terça-feira, 17 de fevereiro, por ocasião de sua reunião anual em Nairóbi. Para sair da cilada das necessidades alimentares crescentes, a organização privilegia a reciclagem das milhões de toneladas de alimentos hoje perdidos ou desperdiçados, e afirma que uma melhor eficácia só da cadeia produtiva alimentar permitiria alimentar o aumento da população esperada para 2050. “Este caminho foi até agora muito pouco explorado quando teria, além disso, a vantagem de reduzir a pr...

Brasil se mantém em 70º no IDH e é ultrapassado por Venezuela

Do Estado de S. Paulo O Brasil apresentou uma leve melhora, mas manteve a 70ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado nesta quinta-feira, 18. O levantamento leva em conta dados socioeconômicos de 179 países e índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor é o resultado. De acordo com os números, o Brasil atingiu IDH de 0,802 em 2005 e de 0,807 em 2006, ficando em 70º nos dois anos. Em relação ao ranking passado, o Brasil foi ultrapassado pela Venezuela (61º no ranking, IDH de 0,826), que subiu 13 posições; pela ilha de Santa Lúcia, nas Antilhas (66º, IDH de 0,821); e pela entrada de duas novas nações na lista: Montenegro e Sérvia (64º e 65 º, respectivamente). Em compensação, ultrapassou quatro nações: Rússia, Ilhas Maurício, Bósnia Herzegovina e Tonga. Com a pontuação obtida no levantamento, o Brasil continua a integrar a lista, hoje já não mais tão seleta, de nações que alcançam alto IDH, acima de 0,800, o que significa boas condições de...

Cultura consumista está acabando com o planeta

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  Kalle Lasn (foto) é um sujeito religioso. Fala sobre consumismo e os malefícios da publicidade com a mesma empolgação de um fanático em guerra contra o demônio. É um pregador, na essência. Esse estoniano de 66 anos é o responsável por uma das maiores campanhas mundiais anticonsumo. Criou há 20 anos, com Bill Schmalz, em Vancouver, Canadá, a Adbusters, ONG que publica uma revista bimestral com a sua pregação social, ambiental e não-consumista. Para essa pregação, ele usa o mesmo veneno que acusa na oposição: peças com linguagem publicitária para abdução de seus adeptos e venda de "material de campanha" para a difusão de suas idéias. De seu escritório em Vancouver, ele falou à Folha, por telefone. A entrevista é de João Wady Cury e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 29-11-2008. Eis a entrevista. Consumo é doença? Sim, consumo é doença. Foi a onda consumista que levou o planeta à mudança climática e, finalmente, agora, nos levou a esta enorme crise fi...

Recessão no Japão: dekasseguis são os primeiros demitidos

por Eduardo Nunomura , d’O Estado de S. Paulo No outro lado do planeta, a recessão se confirmou. O ex-jogador de futebol e hoje operário Jeferson Minohara, de 30 anos, já sabia. Ele é um órfão da Toyota. Licenciado por um acidente numa fábrica terceirizada da montadora, Minohara recebeu há poucas semanas a notícia de que seu contrato não seria renovado. “Com a crise, qualquer motivo já basta para mandarem embora.” O brasileiro já procurou recolocação, mas as empreiteiras de mão-de-obra sugeriram procurar em março ou abril. Nem a mulher,Michelle Okada, pode ajudar. Ela também está desempregada e para cuidar do filhoJeferson, de 3 anos, e de Julia, de 5 meses, ensina japonês para dekasseguis. Mas dos sete alunos que chegou a ter só resta um. Um dos motores da economia e empregadoras de dekasseguis, as montadoras japonesas amargam perdas substanciais com a crise mundial. Exportadora de sucesso de automóveis de luxo para os Estados Unidos, a Toyota perdeu competitividade com o iene ...

Mapa descreve onde e como vivem os pobres mais pobres do Brasil

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por Lisandra Paraguassú, do Estado de S.Paulo Os pobres mais pobres do Brasil estão onde o assistencialismo público equivale a pouco mais do que uma esmola social e o trabalho assalariado praticamente inexiste. A combinação desses dois fatores com a baixíssima escolaridade faz do Amazonas o Estado com a pior situação de miséria, seguido do Pará e Maranhão. Nove dos 10 municípios com os muito pobres do Brasil são da Região Norte. Esse mapa sobre como vivem e onde vivem os miseráveis brasileiros, a que o Estado teve acesso com exclusividade, foi montado pelo Ministério do Desenvolvimento Social com a ajuda do Cadastro Único, um monumental estoque de informações sobre as famílias assistidas pelo Bolsa-Família. Para organizar esses dados, o governo criou o Índice de Desenvolvimento Familiar (IDF), que será apresentado amanhã. O IDF juntou seis itens - vulnerabilidade familiar, escolaridade, acesso ao trabalho, renda, desenvolvimento infantil e condições de habitação - e revela que o...

Renda do negro é metade da do não-negro

DENYSE GODOY, DA REPORTAGEM LOCAL da Folha O trabalhador negro (preto e pardo) ganha apenas cerca da metade do que o não-negro (branco e amarelo) recebe na Grande São Paulo. São R$ 4,36 por hora, em média, contra R$ 7,98, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese. Quanto maior o nível escolar, maiores as disparidades. O rendimento real do indivíduo negro que não concluiu o ensino fundamental é de R$ 3,44 por hora, e o do não-negro, R$ 4,10 -uma diferença de 19,2%. Já na comparação entre duas pessoas que terminaram a universidade o abismo atinge 40%: o negro recebe R$ 13,86 por hora e o não-negro, R$ 19,49. O levantamento foi realizado em 2007, mas os valores tiveram correção monetária até julho. "Considerando a média de R$ 4,36 por hora e o fato de que o negro escravo do Brasil Imperial contava com a renda indireta da comida e da moradia, pode-se falar que nada mudou", argumenta o presidente da ONG Afrobras e reitor da Unipalmares (Universidade d...

Mais de um bilhão de pessoas deverão passar fome em 2009

A recente queda dos preços das matérias-primas alimentares não mudará nada, ao menos de imediato. O número de pessoas que deverão passar fome aumentará em 2008. E ultrapassará um bilhão de indivíduos em 2009, alertou Olivier de Schutter , relator da ONU para o direito à alimentação, nesta segunda-feira, dia 27 de outubro. A reportagem é de Hervé Morin e publicada no Le Monde , 29-10-2008. A tradução é do Cepat . “A crise alimentar não acabou”, preveniu de Schutter . Em setembro, a FAO havia indicado que em 2008 ao menos 925 milhões de pessoas eram atingidas pela fome, contra 848 milhões entre 2003 e 2005. “Mas esses dados fazem referência ao começo do ano. Depois, as estimativas indicam que 44 milhões de pessoas a mais entraram na lista”, precisou de Schutter , que duvida que o número total de um bilhão seja ultrapassado no começo de 2009. Segundo ele, a esperança de atingir os Objetivos do Milênio fixado em 2000 pela ONU – de reduzir pela metade a fome no mundo até 2015 – se di...

Humanidade já usa 1,3 planeta, diz relatório

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O mundo não é o bastante. O título de um dos filmes de James Bond cai como uma luva nos prognósticos ambientais para o futuro da Humanidade. A reportagem é de Carlos Albuquerque e publicada pelo jornal O Globo, 29-10-2008. Segundo o relatório “Planeta vivo 2008”, divulgado ontem pelo WWF, nosso consumo dos recursos naturais já excede em 30 por cento a capacidade de o planeta se regenerar. Se mantivermos o ritmo atual, somado ao crescimento populacional, em torno de 2030 precisaríamos de mais dois planetas para nos mantermos. — Essa é a chamada pegada ecológica, o registro da pressão humana sobre o planeta e seus recursos naturais— explica Irineu Tamaio, coordenador do Programa de Educação para Sociedades Sustentáveis do WWF-Brasil. — O relatório mostra que o consumo desses recursos está num ritmo tão acelerado que, se for mantido, em breve precisaremos de dois planetas para atender a essa demanda. O cálculo foi feito em torno da capacidade de o planeta recuperar esse recursos ...

Perdas de energia superam uma hidrelétrica

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por Marta Salomon, da Folha Os números são de auditoria sobre o setor elétrico feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Repassadas aos usuários nas tarifas de luz, essas perdas representaram, no ano passado, uma conta bilionária: R$ 4,7 bilhões foram pagos pelos consumidores. "Um certo nível de perdas é inevitável, mas, certamente, é gerenciável e passível de regulação", diz o relatório. Chamou a atenção dos auditores a tendência de crescimento nas perdas, um sinal de ineficácia do sistema. Entre 2003 e 2007, segundo o tribunal, as perdas comerciais e técnicas aumentaram 15%, num ritmo mais acelerado do que o crescimento registrado na oferta de energia no período. No ano passado, as perdas técnicas - vinculadas à manutenção e à qualidade dos equipamentos usados na transmissão e na distribuição- representaram o volume de energia suficiente para abastecer por um ano três Estados: Bahia, Pernambuco e Ceará juntos, com 11,6 milhões de consumidores. Já as perdas come...

Desigualdade entre ricos e pobres aumentou

A desigualdade entre ricos e pobres nos países mais ricos do mundo aumentou, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Dados disponíveis dos 30 países da organização indicaram que a desigualdade aumentou em 7% no período que vai de 1985 a 2005. O documento diz que os salários das 10% de pessoas mais ricas do bloco eram, em média, nove vezes maiores que os rendimentos das 10% pessoas mais pobres. Essa diferença é bem maior em países como México, Turquia e Estados Unidos, e menor em países nórdicos como Dinamarca, Suécia e Finlândia. As informações sobre distribuição de renda cobrem pela primeira vez todos os países da OCDE até a metade da primeira década do século 21. No lançamento do relatório nesta terça-feira em Paris, o secretário-geral da organização, Angel Gurría, alertou para os perigos que a desigualdade entre ricos e pobres pode representar. "A crescente desigualdade traz discórdia. Polariza sociedade, divide regiões dentro de pa...

O negócio verde é a salvação

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“A posição do governo italiano arrisca a levar a Europa rumo ao abismo. Berlusconi tem o olhar voltado ao passado, vê e pensa na velha economia: mas nessa estrada não tem escapatória, porque a crise tem uma dimensão que não pode ser enfrentada com os parâmetros tradicionais. Para salvar-se, é preciso inovar, lançar-se, arriscar-se ao futuro”. Jeremy Rifkin , o teórico americano da nova Europa , vê Bruxelas como o único motor capaz de tirar o mundo do pântano da grande crise. A reportagem é de Antonio Cianciullo , do jornal italiano La Repubblica , 18-10-2008. A tradução é de Moisés Sbardelotto . A Itália sustenta que o custo da luta pela estabilização do clima é muito alto, que a defesa da ecologia afunda a economia. É exatamente o contrário: só o green business é capaz de reaquecer a economia, porque não estamos frente a uma dificuldade conjuntural, mas na passagem entre duas eras. Um momento muito parecido a 1929, ainda que desta vez seja pior: naquela época, havia uma ...

Crise financeira deixa psiquiatras em alerta

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Brasília - A discussão sobre a crise financeira mundial ganhou espaço entre psiquiatras do mundo inteiro reunidos em Brasília no Congresso Brasileiro de Psiquiatria. O sobe-e-desce das Bolsas de Valores, a incerteza no mercado, as grandes perdas de capital, para especialistas, podem ter efeitos graves sobre a sociedade, que vão desde o agravamento de sinais de depressão e de distúrbios mentais até o aumento de casos de suicídio. O tema não chegou a ser título de alguma palestra, mas permeou várias discussões. Entre os especialistas, há um consenso: quanto mais uma sociedade coloca o dinheiro como um valor maior, mais transtornos psíquicos ocorrem em tempos de crise financeira. “É sim uma questão de valor. O indivíduo coloca o dinheiro como um grande fim, como um valor maior, quando ele vê isso desmoronando, quando vê tudo isso ruindo, fica sem perspectiva, se vê sem saída”, disse o psiquiatra Marco Antônio Brasil, especialista no tratamento da depressão e professor do Hospital Uni...