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Mostrando postagens de fevereiro 27, 2011

Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

'Abusos sexuais são o 11 de setembro católico', diz jornalista

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por John L. Allen Jr. para o  National Catholic Reporter Massimo Franco (foto) é um jornalista veterano que escreve para o jornal Corriere della Sera , o jornal diário de maior prestígio da Itália. Recentemente ele publicou um livro intitulado C'era Una Volta un Vaticano [Era uma vez um Vaticano], argumentando que, por trás dos colapsos de relações públicas e das crises internas do Vaticano no pontificado de Bento XVI, encontra-se uma radical mudança histórica – do Vaticano como capelão do Ocidente para umVaticano como representante de uma subcultura minoria. A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no sítio , 28-02-2011. Durante séculos, defende ele, o Vaticano pensou e agiu como o representante de uma maioria cultural no Ocidente – uma mentalidade forjada na época da Cristandade e que ganhou uma vida nova durante a Guerra Fria, quando o Vaticano e as grandes potências ocidentais estavam fundamentalmente na mesma página. Isso não se adéqua mais para a paisagem cultur...

Deus é uma hipótese desnecessária

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por Márcia Junges Deus é uma hipótese desnecessária, pois o surgimento do cosmos e da vida são demonstráveis através de proposições explicadas pela ciência, garante o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para dar sustentação ao seu argumento, vale-se da “Navalha de Ockham”, conceito criado pelo filósofo medieval cristão, o inglês Guilherme de Ockham, para assinalar que pluralidades não devem ser postas sem necessidade. “O relativismo dos valores é uma consequência lógica do ateísmo”, completa. Em seu ponto de vista, “a inteira história humana é, de fato, diacrônica e sincronicamente um gigantesco afresco de valores relativos, incompatíveis uns com os outros”. Dessa forma, o relativismo de valores é um fato, o que não implica, necessariamente, o niilismo, “que consiste em considerar todos os valores como equivalentes”. Para D’Arcais, não há sentido na pergunta “no cenário ocidental de relativismo dos valores, qual é o espaço para ...