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Mostrando postagens de janeiro 30, 2011

Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Documento revela que Ratzinger defendeu uma reforma do celibato

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por  Miguel Mora e Laura Lucchini , do El País Em 1970, Joseph Ratzinger (foto) pensava que o celibato não era uma instituição intocável. Mais que isso: era partidário da sua reforma e de que a Igreja católica voltasse à tradição antiga oriental: padres casados, bispos celibatários. A posição consta, preto no branco, num documento nunca publicado, assinado pelo atual Papa, que na época era professor em Tübingen, e por outros oito teólogos alemães, que foi publicado pela revista Pipeline, do grupo católico crítico Aktionskreis Regensburg (AKR). O texto era um relatório preparatório solicitado pela Conferência Episcopal Alemã aoSínodo dos Bispos que se realizaria no ano seguinte em Roma. Os teólogos alemães indicavam que a obrigação de não casar era uma das principais causas pela falta de vocações e de jovens padres. O documento tem a data de 2 de fevereiro de 1970 e foi assinado por estudiosos de fama mundial como os teólogos Karl Rahner, Otto Semmelroth e os atuais cardeais K...