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Mostrando postagens de julho 11, 2010

Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Primeira bispa luterana renuncia por ter encoberto caso de pedofilia

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do  Corriere della Sera , em 16 de julho de 2010 Maria Jepsen (foto) subestimou as denúncias de pedofilia em 1999. Mentiu sobre o conhecimento dos abusos: "Não sou mais confiável. Não posso mais anunciar a boa nova". Ela tinha escrito uma página da história, em 1992, quando havia sido a primeira mulher do mundo a ser eleita bispa da Igreja Luterana. Nesta quinta-feira, Maria Jepsen, 65 anos, escreveu uma nova página, mais modesta e triste: é a primeira pessoa do episcopado protestante alemão a renunciar por ter encoberto e subestimado um caso de violência sexual ocorrido na sua diocese. "A minha credibilidade foi colocada em discussão", disse Jepsen, bispa de Hamburgo. "Consequentemente, não me vejo na condição de anunciar a boa nova, como havia prometido diante de Deus". É a confirmação de que a longa série de violência e abusos sexuais denunciados naAlemanha nos últimos meses não se referem apenas à Igreja Católica – que viu a renúncia do bispo ...

Matam-se no Brasil mulheres feito moscas, afirma promotora

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“Enquanto o machismo não acabar, as mulheres continuarão morrendo”, diz a promotora de Justiça Luiza Nagib Eluf (foto), especialista em crimes contra a mulher e homicídios passionais em entrevista à revista IstoÉ, edição 21-07-2010. Com cinco livros publicados, entre eles o best seller A Paixão no Banco dos Réus, no qual analisa os principais crimes passionais que ocorreram no País,Luiza diz que as leis atuais são boas, mas há ineficiência da polícia e do Judiciário quando a mulher denuncia a agressão ao poder público. “Só a prisão do agressor pode salvar a vida da mulher inocente”, diz ela, há 31 anos no Ministério Público, quase todos na vara criminal. A entrevista. Eliza Samudio deu queixa contra Bruno à polícia, as agressões dele foram comprovadas e mesmo assim, tudo indica, ela morreu numa emboscada dele. Por que o Estado não a protegeu? Essa é a grande questão. Nós temos leis boas, como a lei Maria da Penha, a Constituição, que proíbe a discriminação contra as mulheres. ...