Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Brasileiro come poucas frutas e hortaliças

Menos de 40% das crianças e somente 18% dos adultos brasileiros comem cinco porções de frutas e verduras diariamente, medida recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados, levantados pelo Ministério da Saúde, indicam que o consumo destes alimentos no país é apenas um terço do recomendado pela OMS. A informação é preocupante, já que a maioria das vitaminas e dos minerais que ajudam a prevenir uma série de doença, em especial o câncer, estão nas frutas, nas verduras e nos legumes frescos. A notícia foi publicado pelo jornal O Globo.

Outro dado alarmante é que apenas 25% das 14 mil crianças brasileiras que participaram da pesquisa comem frutas pelo menos cinco dias na semana. Por outro lado, quase metade consome diariamente bebidas com açúcar como os refrigerantes e os sucos prontos.

A situação é ainda pior no caso de crianças entre cinco e dez anos, quando elas começam a decidir o que gostariam de comer. Nesta faixa etária, apenas 38,3% informaram consumir frutas diariamente, e 26,6% afirmaram que balas, biscoitos recheados, chocolates e outros doces fazem parte das suas dietas pelo menos cinco vezes na semana.

‘Diferentes estudos nacionais e internacionais demonstram que um consumo adequado de frutas e hortaliças reduz o número de doenças crônicas’, avalia Ana Beatriz Vasconcellos, coordenadora da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

Segundo a OMS, o consumo insuficiente de frutas e hortaliças contribui, anualmente, para 2,7 milhões de mortes e por 31% das doenças isquêmicas do coração, 11% das doenças cérebro-vasculares e 19% dos cânceres gastrointestinais ocorridos em todo o mundo. O ideal é consumir 400 gramas por dia, o equivalente a dois copos de requeijão, ou uma banana, duas maçãs e um prato grande de salada.

> Alimentos não saudáveis.

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