Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Homens ficam mais abalados pela crise do que as mulheres

Da Reuters

Pintura de Gogh LONDRES - A recessão que atinge economias em todo o mundo vai afetar os homens mais fortemente que as mulheres, na medida em que a insegurança no emprego ameaça o senso inato de masculinidade, prejudicando a saúde mental, disseram pesquisadores britânicos este mês.

Um estudo da Universidade Cambridge mostrou que, apesar de mais mulheres que homens estarem perdendo seus trabalhos na Grã- Bretanha devido ao arrocho do crédito, os homens que acham que podem ser despedidos tendem a ficar mais estressados e deprimidos que as mulheres na mesma situação.

À medida que a recessão se arrasta, os efeitos da insegurança no trabalho serão piores para a saúde dos homens que para o das mulheres, constatou o estudo.

"Há em parte a ideia machista de o homem ser o ganha-pão da casa", disse o Dr. Brendan Burchell, do departamento de sociologia da Universidade de Cambridge, que compilou o estudo.

"Diferentemente das mulheres, os homens têm poucas maneiras positivas, excetuando o trabalho, de definir-se entre o período em que completam seus estudos e quando se aposentam."

Burchell disse que, apesar de várias décadas de oportunidades iguais de trabalho para homens e mulheres, os homens ainda conservam a ideia tradicional de que uma ameaça a seu emprego representa uma ameaça a sua masculinidade.

O estudo citou uma pesquisa Populus divulgada neste ano que mostrou que as mulheres se dizem mais preocupadas que os homens com a possibilidade de perder seus empregos.
Mas o estudo de Cambridge constatou que, embora os homens possam ostentar uma fachada mais corajosa, a insegurança no trabalho provoca mais sintomas de ansiedade e depressão entre eles que entre as mulheres.

Analisando dados de 300 funcionários britânicos atuais, além de uma pesquisa feita com milhares de pessoas pelo Conselho de Pesquisas Econômicas e Sociais, mapeando os efeitos das transformações econômicas e sociais desde 1991, o estudo constatou que, quando homens desempregados passam a trabalhar em empregos inseguros, não apresentam melhora em sua saúde psicológica.

Para mulheres desempregadas, mesmo um emprego inseguro já ajuda a restaurar sua saúde psicológica.

Burchell disse que o declínio de longo prazo no bem-estar mental pode ser pior para pessoas ameaçadas de perder seus empregos que para aquelas que são demitidas de fato.

"Como a maioria das previsões dá conta de que a recessão será longa, com período de recuperação lento, muitas pessoas -- especialmente homens -- podem estar ingressando num período de infelicidade prolongada e crescente."

> 22% dos paulistanos afirmam ter sintomas de depressão. (outubro de 2008)

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