Contribuições das mulheres para a cartografia foram negligenciadas por muito tempo

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A cartografia tem sido tradicionalmente uma área dominada por homens, desde a projeção de Mercator do mundo no século XVI, passando por agrimensores como George Washington e Thomas Jefferson, que mapearam propriedades no século XVIII, até o desenvolvimento de sistemas de informação geográfica por Roger Tomlinson na década de 1960. A cartografia e os campos relacionados às tecnologias geoespaciais continuam sendo dominados por homens. Mas, como geógrafa e especialista em sistemas de informação geográfica, tenho observado como as oportunidades para mulheres como cartógrafas mudaram ao longo das últimas cinco décadas. O advento de tecnologias como os sistemas de informação geográfica aumentou as oportunidades de educação, emprego e pesquisa para mulheres, tornando a cartografia mais acessível. O cenário feminino As mulheres sempre foram essenciais para como as pessoas veem e compreendem o mundo. O conceito da Mãe Terra ou Mãe Natureza como centro do universo e fonte de toda a vida permeia...

Palavras 'eu' e 'nós' eram usadas há 40 mil anos, diz estudo

Da BBC Brasil:

Cientistas da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, acreditam que palavras como "I" e "we" ("eu" e "nós" em inglês, respectivamente) já eram usadas há cerca de 40 mil anos.

Entre outros termos que estariam entre os mais antigos da língua inglesa também figuram "two" ("dois") e "three" ("três").

Os pesquisadores usaram um supercomputador IBM para analisar a taxa de mudanças das palavras ao longo do tempo e dizem que podem, inclusive, prever termos que têm chances de serem extintos.

Segundo eles, fazem parte deste grupo palavras com múltiplos significados e usos, como "squeeze" ("espremer" ou "aperto"), "guts" ("tripas" ou "coragem") e "bad" ("mal", "mau" ou "ruim", entre outras traduções).

Os cientistas descobriram que na raiz da pesquisa está um léxico de 200 palavras que representam conceitos que não mudaram ao longo do tempo ou de país para país.
"Temos listas de palavras que linguistas produziram e que nos mostram que, muitas vezes, dois termos em línguas relacionadas são, na verdade, derivadas de um ancestral comum", explicou à BBC Mark Pagel, biólogo especializado em evolução da Universidade de Reading.

"Temos descrições de como as palavras mudam, e essas descrições podem ser transformadas em uma linguagem matemática", explicou.

Usando o supercomputador, eles rastrearam as relações conhecidas entre as palavras para desenvolver estimativas da época em que um termo ancestral se divergiu em duas línguas diferentes.

Em seguida, integraram o resultado em um algorítimo que produz uma lista de palavras relevantes em uma determinada data.

"Você escolhe uma data no passado ou no futuro e o computador fornece uma lista de termos que teriam mudado ou que ainda vão mudar", afirmou Pagel.

"Dessa lista, você pode tirar um pequeno guia de palavras que poderia usar se quisesse conversar com Guilherme, o Conquistador (rei da Inglaterra de 1066 a 1087)
, por exemplo", disse.

"Muitas coisas que dizemos hoje, ele não entenderia. Palavras como "big" ("grande"), "bird" ("pássaro"), "heavy" ("pesado") e "here" ("aqui")."

Segundo o cientista, o vocabulário usado naquela época vinha de uma raiz diferente daquela que originou algumas palavras do inglês moderno.

Os pesquisadores também descobriram que quanto mais uma palavra é usada, menor sua variação ao longo do tempo. Isso explicaria os motivos da "resistência" dos pronomes e números.

"Os sons usados para pronunciar essas palavras eram os mesmos usados por todas as pessoas que falavam os idiomas indo-europeus ao longo da História", explicou Pagel.
"Quando conversamos uns com os outros, é como se estivéssemos em um grande jogo de 'telefone sem fio'. Mas de alguma maneira, nosso idioma consegue reter sua fidelidade."

> Das 6.700 línguas faladas no mundo, 2.500 estão ameaçadas, 190 no Brasil. (fevereiro de 2009)

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