Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Fumar na adolescência pode causar depressão na vida adulta, diz estudo

Da BBC Brasil:

Fumar na adolescência pode levar à depressão na vida adulta, sugere um estudo americano publicado na edição desta semana da revista científica Neuropsychopharmacology.

Os pesquisadores da Universidade Florida State injetaram ratos adolescentes por 15 dias com doses diárias de nicotina ou uma substância de água com sal.

Depois desse período, os cientistas submeteram os ratos a diversos experimentos para testar as reações dos animais a situações estressantes, assim como a resposta à oferta de recompensas.

Os resultados indicam que os ratos que receberam nicotina passaram a apresentar sintomas associados à depressão, como ansiedade, repetição dos hábitos de limpeza e uma diminuição no consumo de recompensas como doces.

Além disso, os animais ainda demonstraram imobilidade em situações estressantes.

"O estudo é interessante porque é o primeiro a mostrar que a exposição à nicotina na vida adolescente pode ter conseqüências neurobiológicas a longo-prazo", disse Carlos Bolanos, que coordenou o estudo.
 
Segundo os pesquisadores, os resultados observados nos roedores sugerem que o mesmo pode acontecer com humanos.

Para testar o efeito da exposição a nicotina na vida adulta, os pesquisadores injetaram a mesma quantidade da substância em um grupo de roedores adultos.

Depois de realizar os mesmos testes, os pesquisadores não observaram sintomas de depressão nos ratos adultos.

Segundo Bolanos, ainda não se sabe ao certo como a nicotina trabalha no cérebro e no sistema nervoso para induzir esses resultados.

No entanto, ele afirma que a exposição tem efeitos tóxicos em diversas regiões do cérebro e do sistema neurotransmissor em períodos distintos do crescimento.

Os cientistas esperam poder realizar outros estudos sobre como esse processo pode ocorrer no sistema nervoso.

"A mensagem aos adolescentes é para que não fumem e nem experimentem", disse Bolanos.
 
"Se fumarem, eles precisam estar cientes dos potenciais efeitos a longo prazo que o cigarro pode trazer para o corpo", afirmou o pesquisador.

Mais sobre cigarro.

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