A IA está prestes a alterar radicalmente as estruturas de comando militar que não mudaram muito desde o exército de Napoleão

Apesar de dois séculos de evolução, a estrutura de um estado-maior militar moderno seria reconhecível por Napoleão. Ao mesmo tempo, as organizações militares têm lutado para incorporar novas tecnologias à medida que se adaptam a novos domínios — ar, espaço e informação — na guerra moderna. Benjamin Jensen professor de Estudos Estratégicos na Escola de Combate Avançado da Universidade do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos The Conversation plataforma de informação produzida por acadêmicos e jornalistas O tamanho dos quartéis-generais militares aumentou para acomodar os fluxos de informação e os pontos de decisão expandidos dessas novas facetas da guerra. O resultado é a diminuição dos retornos marginais e um pesadelo de coordenação — muitos cozinheiros na cozinha — que corre o risco de comprometer o comando da missão. Agentes de IA — softwares autônomos e orientados a objetivos, alimentados por grandes modelos de linguagem — podem automatizar tarefas rotineiras da equipe, redu...

Opus Dei perde poder no Vaticano

 

Nos últimos anos, a eleição de Bento XVI e a publicação do livro Código Da Vinci deDan Brown, parecem ter causado um prejuízo à Opus Dei. A reportagem é do jornal espanhol El Economista, 23-09-2008.

Se com o livro de Dan Brown tiveram que afrontar sua primeira “crise” séria de imagem, a chegada de Bento XVI lhes poder ter causado um problema ainda maior: o de terem perdido poder de influência no Vaticano, segundo constata a imprensa britânica.

Nesse contexto é que o jornal britânico The Guardian descreve o intento de modernização do Opus Dei onde se destaca a criação de um campus bio-médico em Roma onde também se darão aulas universitárias que podem ser entendidas como uma busca de dissipar mitos e medos sobre a organização.

O novo centro contará com 28 laboratórios, 18 salões de atos, um heliporto e cerca de 200 camas. O centro prevê o emprego de 300 pesquisadores que estudarão novas técnicas de medicina, mas sempre respeitando os rigorosos preceitos católicos. Assim, não realizarão pesquisas com células tronco.

Segundo explicaram os membros da congregação, os pesquisadores não precisam pertencer à Opus Dei e nem sequer católicos, mas terão que aceitar e respeitar os seus preceitos de atuação.

Para Paolo Maria Rossini, o objetivo é desenvolver pesquisas que possam concorrer com as instituições científicas seculares, dedicando parte dos invejáveis recursos à neurociência e à oncologia.

Perda de influência com Bento XVI

O jornal britânico descreve a atual situação da Opus Dei no Vaticano, onde, parece, que perdeu influência depois da morte de João Paulo II.

O jornal ressalta o fato da ausência de Bento XVI na inauguração do centro médico e a substituição de Joaquin Navarro Vals, membro da Opus Dei e porta-voz de João Paulo II, como sinais de claro distanciamento.

A imprensa britânica recorda o estatuto privilegiado de que desfrutava a Opus Dei no papado de João Paulo II, que era um grande admirador das teorias do seu fundador,Jose Maria Escrivá de Balaguer, que foi canonizado, de maneira fulgurante – o The Guardian lembra que seu processo foi estranhamente muito rápido -, há seis anos.

Fonte: IHU Online.

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