Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Apesar do crescimento econômico, aumenta número de pobres no mundo

GENEBRA (Reuters) - Os índices recordes de crescimento econômico registrados nos países mais pobres do mundo não conseguiram evitar o aumento do número total de miseráveis, afirmou na quinta-feira a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

A disparada do preço dos alimentos ameaça minar os avanços modestos eventualmente realizados, e três quartos dos moradores dos países menos desenvolvidos (LDCs) continuam sobrevivendo com menos de 2 dólares por dia, afirmou o órgão em um relatório.

Uma renda de menos de 2 dólares por dia não permite que uma pessoa satisfaça suas necessidades básicas de comida, água, moradia, saúde e educação, afirmou o Relatório 2008 sobre os Países Menos Desenvolvidos.

Os 49 LDCs registraram crescimentos recordes de 7,9 por cento em 2005, de 7,5 por cento em 2006 e de, segundo estimativas, 6,7 por cento em 2007, disse o documento.

Mas as altas taxas de expansão da economia, resultado em muitos casos da alta dos preços de combustíveis e minérios, pode não ser sustentável, afirmou o relatório.

"Quando se analisa o que ocorria dez anos atrás, metade dos LDCs experimentou uma desindustrialização, que se manifesta em uma queda da participação dos produtos manufaturados no PIB (Produto Interno Bruto)."

O crescimento recorde deveria ter oferecido uma oportunidade para melhorias substanciais nas condições de vida da população, mas um aumento dessas populações e outros fatores fizeram com que cerca de 581 milhões de moradores dos LDCs em 2005, de um total de 767 milhões, continuassem vivendo sob condições de privação material, afirmou.

As taxas de crescimento, ainda, distribuem-se de forma desigual. Em 2006, a Guiné Equatorial e Timor Leste viram seus PIBs diminuírem, ao passo que o Chade, a Somália, o Haiti, a Eritréia, o Nepal, o Lesoto, Comores, Tuvalu e Kiribati registraram menos de 3 por cento de crescimento.

A expansão econômica teve algum impacto sobre os índices de pobreza absoluta, definida como o estado dos que vivem com menos de 1 dólar por dia. Esses índices caíram para 36 por cento da população dos LDCs em 2005 -- que formam ainda um grande contingente de 277 milhões de pessoas --, de 44 por cento em 1994, afirmou o relatório. (Jonathan Lynn)

Comentários