Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Sargentos homossexuais são transferidos para Brasília (AG)

gays_epoca Os sargentos do Exército Laci Marinho de Araújo (à esquerda) e Fernando de Alcântara de Figueiredo, que assumiram, publicamente, o relacionamento homossexual, foram transferidos hoje, contra a vontade, de São Paulo para Brasília. Araújo está detido na Base Aérea da capital federal, sob acusação de deserção. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que negocia com o Ministério da Defesa e a Força uma solução para o caso, esteve com ele hoje.

Figueiredo foi hoje ao Senado para aguardar notícias do companheiro. Figueiredo denunciou ao Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) ter sido forçado a embarcar num avião Bandeirante rumo à capital. Segundo o advogado do Condepe, Lúcio França, ele relatou que os dois foram retirados do Hospital Militar do Cambuci, na capital paulista, num helicóptero militar. A dupla de militares assumiu a relação gay, em entrevista à revista Época.

Logo depois de a publicação chegar às bancas, no fim de semana, eles passaram a receber ameaças de morte e tiveram o apartamento funcional em Brasília depredado. Os episódios foram relatados por Figueiredo ao Condepe. Para França, o caso expõe a homofobia no Exército. "É evidente que é uma questão homofóbica", disse. "Eles tiveram a coragem de se expor. Desde então, têm passado por graves violações aos seus direitos humanos e de expressão." A reportagem tentou contato por telefone o Exército, mas obteve retorno.

Araújo rebateu a acusação de deserção e afirmou ter se afastado do trabalho por questões psiquiátricas. Os laudos do Exército, no entanto, negam a doença. Para pôr fim à duvida, o Condepe enviou hoje ao hospital militar um médico psiquiatra independente, representante do Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo. O médico Paulo César Sampaio diagnosticou que o sargento sofre de "psicose orgânica, estresse traumático e depressão".

Mesmo assim, os militares mantiveram o sargento preso e o transferiram para Brasília. (Carolina Freitas)

> Exército se excede na prisão de sargentos gays.

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