Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Em Maceió, passeata faz alerta contra o abuso sexual de crianças (Folha)

Uma passeata reuniu ontem cerca de 3.000 pessoas, em Maceió (AL), para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A estimativa é do MPE (Ministério Público Estadual), que organizou o evento. A Polícia Militar não realizou contagem.

Com faixas, cartazes e panfletos, os manifestantes percorreram a orla da capital alagoana. Das 8h às 11h30, pessoas ligadas a ONGs de direitos humanos, crianças, servidores das secretarias de assistência social estadual e municipal, entre outros, distribuíram um código de condutas para prevenir a exploração sexual de crianças e adolescentes.

Os panfletos foram entregues em hotéis e a taxistas de Maceió. Segundo a assessoria de imprensa do MPE, "há taxistas cúmplices do abuso contra crianças e adolescentes".

Para a promotora Myriã Tavares, uma das coordenadoras da campanha, no Nordeste há muita exploração de crianças pelo chamado turismo sexual.

"Precisamos fazer um alerta à população sobre esse tipo de crime que é pouco denunciado. Muitas vezes as denúncias não são feitas, porque o crime ocorre dentro das famílias, em sua maioria, de classe baixa",disse Tavares.

Em Alagoas, de 2006 a 2008, 358 inquéritos foram abertos para apurar crimes contra crianças e adolescentes e 300 processos estão no MPE, de acordo com Tavares.

No Brasil, o número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes feitas pelo Disque 100, do Ministério da Justiça, cresceu 80% em 2007 em relação a 2006 - de 13.823 para 24.924. (CÍNTIA ACAYABA)

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