Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Para promotor, casal chorou mais durante entrevista à TV (Folha)


DA REPORTAGEM LOCAL

O promotor Francisco José Taddei Cembranelli, responsável pela ação do Ministério Público Estadual contra o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, disse que "a quantidade de lágrimas" foi o que mais chamou a sua atenção na entrevista concedida pelo casal ao "Fantástico".

Para Cembranelli, foi bastante significativo comparar as reações de Nardoni e da mulher na frente das câmeras às que ambos tiveram durante as várias horas em que foram interrogados na sexta-feira.

"Na delegacia, só um deles chorou e, ainda assim, não mais do que uns 30 segundos. Já na entrevista, eles choraram bastante", disse Cembranelli.

"A discrepância maior entre a entrevista concedida ao "Fantástico" e os depoimentos prestados no Distrito Policial foi exatamente essa: não houve nenhuma emoção lá no distrito, eles responderam friamente as perguntas e negaram tudo."

O promotor se referiu ao choro de Nardoni no 9º Distrito Policial (Carandiru). Ao ser interrogado, ele se emocionou apenas quando os delegados que cuidam do caso colocaram à sua frente um álbum com várias fotos da filha viva e também morta. "Na delegacia, ela [Anna] não chorou por um só instante", disse o promotor.

Para Cembranelli, que tem acompanhado de perto o trabalho da polícia na investigação da morte de Isabella, o indiciamento do casal no inquérito policial aberto para esclarecer o assassinato da menina foi uma decisão correta dos delegados Calixto Calil Filho e Renata Helena Pontes.

Na opinião do promotor, os depoimentos de várias testemunhas, aliados aos laudos de peritos do IC (Instituto de Criminalística) e de médicos-legistas do IML (Instituto Médico Legal), foram importantes para que a polícia pudesse imputar ao casal a responsabilidade pela morte de Isabella. Entre hoje e amanhã, a polícia pedirá a prisão preventiva do casal.

Nos próximos dias, Cembranelli decidirá se denuncia o casal à Justiça pelo homicídio. (AC)

> Caso Isabella.

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