Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Caso Isabella: laudo aponta que não há 3º suspeito (Estadão)

Peritos dizem que só Alexandre e Anna Carolina, além das crianças, estiveram no apartamento na noite do crime

Bruno Tavares e Marcelo Godoy

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) concluíram que ninguém além do casal Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá e das crianças - Isabella, Cauã e Pietro - esteve no apartamento da Rua Santa Leocádia na noite da morte de Isabella. A menina foi arremessada no dia 29 pela janela do 6º andar do Edifício Residencial London, na Vila Isolina Mazzei, zona norte.

A conclusão toma por base um princípio usado pela perícia criminal de que todo contato deixa uma marca. Como nenhum vestígio foi achado no apartamento, além dos pertencentes às cinco pessoas da família, os peritos têm certeza de que ninguém entrou. A suspeita existia desde o dia do crime. Naquela noite, o imóvel foi vasculhado pelos peritos em busca de impressões digitais. A análise mostrou que predominavam as digitais de Alexandre, Anna Carolina e das três crianças.

Os peritos também verificaram que as pegadas e manchas de sangue achadas no prédio pertenciam a pessoas da família - o sangue era de Isabella e a pegada era de Alexandre. Não foi encontrado nenhum sinal de arrombamento no apartamento e o tempo que um suposto criminoso teria para cometer o crime seria tão exíguo que tornaria quase impossível que alguém conseguisse entrar e sair do imóvel, agredir e esganar a menina até deixá-la inconsciente, romper a tela de proteção de um dos quartos e jogá-la pela janela sem deixar rastros. Também não há indício ou prova de que o condomínio sofreu invasão na noite do crime.

Há duas semanas, a polícia já sabia da inexistência de prova material ou testemunhal que apontasse para um outro adulto. É por isso que a delegada Renata Helena da Silva Pontes escreveu em seu relatório, publicado pelo Estado na terça-feira, que “não há nenhum indício de que uma terceira pessoa possa ter estado na cena do crime”. Essa convicção só foi corroborada pelas análises do IC. A perícia achou ainda indícios de que o criminoso usou uma fralda e uma toalha para enxugar o sangue de Isabella e concluiu que a menina morreu ao cair da janela, além de achar nas roupas de Alexandre partículas de náilon da tela da janela.

O casal prestará novo depoimento hoje, dia em que Isabella completaria 6 anos.

O QUE O IC CONCLUIU


Não havia um terceiro elemento na cena do crime

Uma toalha e uma fralda encontradas no apartamento foram usadas para limpar os ferimentos de Isabella, antes de ela ser jogada

O náilon achado na bermuda de Alexandre era da tela de proteção

A menina morreu em decorrência da queda do 6.º andar

> Caso Isabella.


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