Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

"Ações da Universal e Força Sindical são chantagem", diz diretor da ANJ (Comunique-se)

por Carla Soares Martin

O diretor do Comitê de Liberdade de Expressão da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Paulo de Tarso Nogueira, disse na quarta-feira (12/03) que as ações de fiéis e da Universal, além da análise por parte dos advogados da Força Sindical das reportagens sobre a central sindical e o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, com a possibilidade de entrar com ações contra a mídia por danos morais, são um “processo de chantagem”.

Nogueira deu as declarações durante o lançamento do 7º Prêmio ANJ de Criação Publicitária, na manhã de quarta, em café da manhã no Hotel Fasano, em São Paulo. Nogueira, jornalista, advogado e também assessor jurídico do Estadão, acredita que a entrada das ações é uma “tentativa de chamar a atenção”, tanto por parte da Universal como da Força.

“O cidadão tem o direito de ser informado. A liberdade de expressão é a base da cidadania. O compromisso com a verdade, no entanto, sempre deve existir”, afirmou. Nogueira argumentou que o Código de Ética (dos jornais que pertencem à ANJ) está aí, para que o jornalista exerça sua função com responsabilidade.

Deadline

O diretor do Comitê de Liberdade de Imprensa da ANJ acrescenta que o deadline – tempo determinado para fechar uma edição – atrapalha a apuração e provoca deslizes no jornalismo. “O jornalista nunca deve sacrificar a qualidade pela rapidez. Não pode se pautar pelo boato.”

Nogueira afirma, no entanto, que o tempo também tem a sua limitação. “O que aconteceria se a redação não respeitasse o deadline? Não fecharia”, afirmou.

O outro lado

A reportagem do Comunique-se tentou localizar representantes da Universal para comentar as declarações, mas não teve resposta. Paulinho disse que seus advogados poderiam comentar a questão. Procurado pelo Comunique-se, o advogado da Força, Luiz Flávio D’Urso, não foi encontrado.

Comentários