Contribuições das mulheres para a cartografia foram negligenciadas por muito tempo

Imagem
A cartografia tem sido tradicionalmente uma área dominada por homens, desde a projeção de Mercator do mundo no século XVI, passando por agrimensores como George Washington e Thomas Jefferson, que mapearam propriedades no século XVIII, até o desenvolvimento de sistemas de informação geográfica por Roger Tomlinson na década de 1960. A cartografia e os campos relacionados às tecnologias geoespaciais continuam sendo dominados por homens. Mas, como geógrafa e especialista em sistemas de informação geográfica, tenho observado como as oportunidades para mulheres como cartógrafas mudaram ao longo das últimas cinco décadas. O advento de tecnologias como os sistemas de informação geográfica aumentou as oportunidades de educação, emprego e pesquisa para mulheres, tornando a cartografia mais acessível. O cenário feminino As mulheres sempre foram essenciais para como as pessoas veem e compreendem o mundo. O conceito da Mãe Terra ou Mãe Natureza como centro do universo e fonte de toda a vida permeia...

‘O Planeta necessita que mudemos de modelo de vida’


Do IHU On-line

planeta Serge Latouche, professor emérito de Economia da Universidade de Paris-Sul (Orsay), é um dos teóricos do decrescimento, uma proposta que rechaça o crescimento pelo crescimento e a sociedade de consumo. Convidado pelo Instituto do Território, Latouche alertou, em uma conversa em Valência, para a superexploração do Planeta. Urge uma mudança, razão pela qual, para Latouche, “a crise é uma boa notícia”.

Segue a entrevista que Serge Latouche concedeu a Cristina Vázquez e está publicada no jornal espanhol El País, 30-03-2009. A tradução é do Cepat.

Esses tempos de crise são um momento propício para as teorias do decrescimento, não?

Sim e não. Sim, porque a crise econômica está conectada ao desastre econômico, o que nos leva a um choque terapêutico que exige outro sistema [de produção]. E não, porque a reação de todos os Governos e dos poderes econômicos não é corrigir, mas reproduzir o atual sistema; mais indústrias automobilísticas e mais cimento, o que é uma contradição. Os Governos admitem isso, mas fazem o contrário para evitar tensões sociais e seguem ajudando os bancos, o capital...

A sua proposta não é utópica?

É uma revolução e toda revolução implica uma mudança de mentalidade. Temos o exemplo do Maio de 1968, que não foi violento. As pessoas saíram às ruas para pedir outro modelo de vida. Não foi uma mudança tão espetacular como a revolução francesa, mas trouxe transformações. O Planeta necessita que mudemos de estilo de vida.

Há alguém que possa liderar este movimento?

As mudanças não serão produzidas com as estruturas atuais, que são do século XIX. Serão associações, mas não necessariamente um partido político. Eu, ao menos, não tenho intenção de criá-lo.

Que mudanças vão empreender?

A relocalização, porque permite desmundializar, questiona os mercados financeiros e encontra um sentido diferente para a produção local e ecológica.

Um retorno ao campo?

Não apenas um retorno ao campo. Mas creio que haverá uma agricultura não produtivista. Não deve ser entendido como um retorno ao passado; será preciso reinventar uma agricultura mais próxima, menos produtivista e que use menos pesticidas e produtos químicos para engorda.

O desemprego é o grande drama desta crise. O que você faria?

Os Governos reimpulsionam o crescimento, o que nos empurra novamente contra a parede. Há soluções fáceis como aumentar a população agrícola, reduzir as horas de trabalho ou potencializar a reciclagem. A indústria automobilística poderia produzir tecnologia solar em vez de carros.

Como vive um crítico do crescimento?

Não é preciso ser de uma sobriedade masoquista. Mas eu, por exemplo, não ando de avião, prefiro o trem. Andar de carro pela cidade também é bastante desagradável. Se pudermos andar de bicicleta, melhor. Não gosto de beber água engarrafada. Prefiro as biocooperativas aos shoppings centers e coisas do gênero.

É o decrescimento incompatível com a internet?

Todos aqueles que fizeram uma opção radical de voltar ao campo, ser autônomos e produzir seus próprios alimentos, têm computador. O decrescimento não demoniza necessariamente a internet.

> Cultura consumista está acabando com o planeta. (novembro de 2008)

> Aquecimento global e o desequilíbrio da ecologia.

Comentários