Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Telejornais crescem até 46% com caso Isabella (Folha)

por Daniel Castro

O trágico caso Isabella está fazendo a felicidade dos telejornais. A audiência desses programas cresceu até 46% na primeira quinzena deste mês em relação ao mesmo período de março. Foi o caso do "Brasil Urgente" (Band). Outro jornal sensacionalista, o "Balanço Geral", da Record, cresceu 25%.

Anteontem, o "Jornal da Band" (crescimento de 24%) atingiu sua melhor média no ano: 7,5 pontos. O "Jornal Nacional" e o "Jornal da Record" aumentaram seus públicos em 9%. O "JN" saltou de 31,4 para 34,2 pontos. Atribui-se também ao caso Isabella as consecutivas lideranças da Record no período matutino.

O sucesso explica em parte o investimento na cobertura. A Globo mobilizou 18 repórteres, 8 produtores e 20 cinegrafistas. Eles fazem plantões permanentes, até de madrugada, em casas de parentes da menina e delegacias. Deram vários furos de reportagem.

Ontem, o "SP TV - 1ª Edição" dedicou mais de meia hora à história. No estúdio, os apresentadores entrevistavam o repórter Walmir Salaro _numa tática que lembra a Rede TV!.

No "Jornal Nacional", a cobertura chegou a ocupar 15 minutos e 20 segundos na edição da última terça, o equivalente a 37% do telejornal. Naquele dia, a emissora teve acesso ao inquérito. Anteontem, foram só quatro minutos (10,8%).

A Record informa ter deslocado para a cobertura 30 repórteres e produtores e 20 cinegrafistas. Sua cobertura, muitas vezes, esbarra no exagero.

Ontem, o "Balanço Geral" tinha em seu cenário uma cama, como se fosse a de Isabella. O apresentador manchava roupas com tinta vermelha e depois as lavava, para mostrar como age um produto usado por peritos para descobrir sangue. Já o "Fala que Eu Te Escuto", da Igreja Universal, "reconstituiu" o crime com atores.

Na Band, entre três e dez equipes (repórter mais cinegrafista) cobrem o caso, dependendo do noticiário, além de cinco produtores. Até o SBT priorizou Isabella. Mobilizou quatro repórteres e sete cinegrafistas. Parece pouco, mas é quase metade do time da emissora. O SBT tem apenas nove repórteres em São Paulo.

Comentários