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Mostrando postagens de setembro 20, 2009

Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Colesterol alto atinge 25,4% da população, revela pesquisa.

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por Thaís Leitão , da Agência Brasil O número de brasileiros com alteração nos níveis do colesterol de baixa densidade (LDL), também conhecido como colesterol ruim, aumentou de 18% para 25,4% entre os anos de 2004 e 2008. A elevação foi percebida tanto entre os homens como entre as mulheres, mas é na população masculina que o problema se dá com mais frequência. O aumento de casos em mulheres, no entanto, ocorreu num ritmo mais intenso. Entre os homens o índice pulou, no mesmo período, de 21,8% para 26,4%; e entre as mulheres, de 14,4% para 23,7%. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada por uma empresa que comercializa planos de saúde, que coletou os dados relativos a 43.165 de seus clientes com idades entre 20 e 49 anos, em 12 estados. O objetivo é alertar a população sobre os fatores de doenças cardiovasculares em função do Dia Mundial do Coração, comemorado amanhã (27). Embora o Ministério da Saúde não tenha os dados específicos sobre o problema entre os brasileiros em ...

Limite da cirurgia contra obesidade está na prevenção

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por Drauzio Varella   para a Folha de S.Paulo As cirurgias para tratamento da obesidade grave estão cada vez mais populares.   Recebe o nome de bariátrica esse tipo de operação, na qual o volume do estômago é reduzido radicalmente e, conforme a técnica, o comprimento do intestino também. É intervenção de alta complexidade, que requer internação hospitalar muitas vezes prolongada, UTI, disciplina na dieta, mudanças comportamentais, prática regular de atividade física e acompanhamento médico pelo resto da vida. Por meio dela, os pacientes trocam uma doença difícil de tratar e cheia de complicações como a obesidade por outra de curso mais benigno: a desnutrição crônica. Os benefícios obtidos com o passar dos anos graças ao tratamento cirúrgico foram bem documentados em pelo menos dois estudos. No primeiro, pesquisadores suecos compararam as evoluções de 2.010 portadores de obesidade grave submetidos a cirurgia com 2.037 outros tratados clinicamente. Num período d...

Oficinas ensinam idosos a lidar com perda de memória

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por Patrícia Cerqueira , para a Folha Após certa idade, esquecer onde colocou os óculos pode ser normal -mas olhar para uma caneta e não conseguir nomeá-la pode ser indicativo de um problema grave. O declínio na capacidade de memorizar e na atenção é esperado no envelhecimento, desde que não comprometa as atividades de lazer, autocuidado e produtividade do idoso. "Se os esquecimentos interferem na qualidade de vida, algo está fora do compasso e deve ser investigado", diz Mariela Besse, terapeuta ocupacional e membro da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia). Os "apagões" naturais podem não comprometer o dia a dia, mas irritam. "Passei a ficar chateado e preocupado com os meus esquecimentos, pois não sabia se era indício de Alzheimer", diz o engenheiro agrônomo José Cassiano dos Reis, 73. Idosos que não são portadores de nenhuma demência podem compensar o declínio da memória e da atenção com recursos externos (anotar tudo, colocar ...