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Mostrando postagens de julho 26, 2009

Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Por que para a Igreja Católica o sexo é o ‘pecado da carne’

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do IHU Online Sacralizando o casal, os evangelhos celebram a sexualidade como rito íntimo. O pensamento agostiniano e o monaquismo ocidental vão em seguida reduzir o sexo ao “pecado da carne”. Uma educação culpabilizante que marcará gerações de católicos. Essa é a opinião de Elisabeth Dufourq , doutora em ciências políticas da França , em entrevista a Jennifer Schwarz , publicada na revista Le Monde des Religions , 02-07-2009. A tradução é de Benno Dischinger . A entrevista. O que nos dizem os evangelhos sobre a questão da sexualidade ? Jesus realiza seu primeiro milagre por ocasião de um casamento (Jo 2). As bodas de Caná são uma festa em que o vinho da felicidade deve correr em abundância. A humanidade do evangelho é sexuada e feliz de o ser. Mas, o casamento é uma festa quem implica um casamento duradouro, ainda mais definitivo do que na tradição judaica (Mt 19,4). Jesus considera o casal como gerador da humanidade (Gn l: “Homem e mulher Ele os fez... e os dois serão um...

Cabo Anselmo reaparece em São Paulo e quer anistia

Ex-marinheiro tira impressões digitais em São Paulo para recuperar documentos. Líder dos marinheiros em 1964, Anselmo atuou como informante do Dops em organizações de esquerda durante a ditadura militar por Lucas Ferraz , da Folha de S.Paulo Um dos personagens mais controversos e polêmicos da história recente do país, cabo Anselmo deu ontem o último passo para voltar a ser José Anselmo dos Santos, nome de batismo do ex-marujo que precipitou a queda do governo João Goulart e marcou o início da ditadura militar (1964-85). Vivendo clandestino e sem documentos oficiais há 45 anos, quando foi preso e expulso da Marinha, Anselmo fez na 8ª Vara da Justiça Federal de SP exame para comparar suas impressões digitais com as que constam em documentos disponibilizados pela Força. Este é o último passo do processo em que a União foi forçada, em dezembro, a apresentar dados que durante anos foram considerados desconhecidos. A Marinha disponibilizou ficha "individual datiloscópic...

Brasil colocou alemães, italianos e japoneses em campos de concentração na 2ª Guerra

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por Valéria Dias , da Agência USP Os campos de concentração costumam ser associados ao nazismo na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Entretanto, vários países, incluindo o Brasil, utilizaram esse recurso para internamento de prisioneiros durante toda a primeira metade do século XX. De acordo com a historiadora Priscila Perazzo, entre 1942 e 1945, o Brasil manteve campos de concentração nos estados do Pará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro (2), São Paulo (2), Santa Catarina (2) e Rio Grande do Sul. “O processo de aprisionar os ‘súditos do Eixo’ [alemães, italianos e japoneses] no Brasil fazia parte do alinhamento com a política dos Estados Unidos. Era uma forma de demonstrar o quanto o nosso País estava alinhado com a orientação norte-americana”, conta Priscila. De acordo com a historiadora, esses campos foram usados em todo o mundo a partir de 1899 até o final da Segunda Guerra. Tratava-se de uma prática muito disseminada na época e usada tanto por países do Eixo ...