Orientações sobre a gripe suína (Influenza A / H1N1)

do site da AMB
gripe-suinas
A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Infectologia divulgaram nesta sexta-feira, 8 de maio, dois documentos contendo orientações sobre a gripe influenza A (H1N1) destinados à comunidade médica e também à população. Eles foram produzidos por profissionais que integram a equipe técnica do Comitê Científico de Influenza/Gripe da SBI, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Sociedade Brasileira de Medicina dos Viajantes, Associação Brasileira de Infecções Hospitalares e a Associação Pan-Americana de Infectologia. Trata-se de uma espécie de protocolo para a prática eficaz no diagnóstico, acompanhamento e tratamento de pacientes, além de prevenção.
Documento para o público em geral
Introdução
A gripe causada pelo novo vírus Influenza A/H1N1 (inicialmente chamada de gripe suína) é uma doença transmitida de pessoa a pessoa através de secreções respiratórias, principalmente por meio da tosse ou espirro de pessoas infectadas. A transmissão pode ocorrer quando houver contato próximo (aproximadamente um metro), principalmente em locais fechados, com alguém que apresente sintomas de gripe (febre, tosse, coriza nasal, espirros, dores musculares). Caso ocorra transmissão os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após o contato. Não há registro de transmissão da Influenza A/H1N1 para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados. Este novo vírus não resiste a altas temperaturas (70ºC).
1 – PROCEDIMENTOS PARA A POPULAÇÃO
CUIDADOS
1.1 – Onde HÁ casos detectados de gripe pelo vírus Influenza A/H1N1
O paciente com uma suspeita de infecção pelo vírus Influenza A(H1N1) deverá utilizar máscara desde o momento em que for identificada a suspeita de até a chegada no local de isolamento hospitalar ou domiciliar.
1.2 – Onde NÃO HÁ casos detectados de gripe pelo vírus Influenza A/H1N1
Não há evidências que comprovem proteção para o uso de máscaras cirúrgicas para a população em ambiente aberto.
2 – PROCEDIMENTOS A PESSOAS E FAMÍLIAS
Pessoas que apresentarem febre alta de maneira repentina (> 38ºC) E tosse podendo estar acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória,
E
a. Ter apresentado sintomas até 10 dias após voltar de viagens ao exterior, de países que reportaram casos de Influenza A/H1N1;
OU
b. Ter tido contato próximo1, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de Influenza A/H1N1.
2.2 – Procedimentos em relação aos casos suspeitos Procurar atendimento médico, mas somente nos casos acima.
3 – RECOMENDAÇÕES
Se você esteve em área afetada pela gripe suína e apresenta alguns dos sintomas acima, adotar quarentena domiciliar voluntária:
- Permaneça em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável.
- Não vá ao trabalho ou à escola.
- Meça sua temperatura três vezes ao dia.
- Fique atento para o surgimento de tosse.
- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
- Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
- Cubra o nariz e boca quando tossir ou espirrar.
- Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
- Manter o ambiente ventilado.
- Evitar contato próximo com pessoas.
4 – PERGUNTAS E RESPOSTAS
>> O que é Influenza A/H1N1 (a gripe suína)?
É uma doença transmitida por um novo tipo de vírus da mesma família que transmite a gripe. A partir de agora você vai ouvir na televisão, rádio e ler nos jornais o nome Influenza A/H1N1 e não mais gripe suína.
>> Como é transmitida a Influenza A/H1N1?
É transmitida de pessoa para pessoa especialmente através de tosse ou espirro. Algumas pessoas podem se infectar entrando em contato com objetos contaminados. Não há registro de transmissão do novo subtipo da Influenza A/H1N1 por meio da ingestão de carne de porco ou produtos derivados.
>> Quais são os sintomas da Influenza A/H1N1?
São sintomas semelhantes aos da gripe: febre alta e tosse, mas em alguns casos também podem aparecer: dor de cabeça e no corpo, garganta inflamada, falta de ar, cansaço, diarréia e vômitos.
>> Qualquer pessoa pode pegar a Influenza A/H1N1?
No momento, esse contágio está acontecendo de forma restrita em alguns países. Então, por enquanto, está mais sujeito a pegar a “gripe suína”, quem viajar para esses lugares. Mas o mundo está em alerta, porque hoje em dia muitas pessoas viajam para diversos países.
>> O que eu devo fazer se tiver dúvida sobre ter contraído a Influenza
A/H1N1?

Se você chegou de uma viagem internacional e nos últimos 10 dias da sua chegada surgirem sintomas como febre alta (maior do que 38°C), tosse, dor de cabeça, dor no corpo, garganta inflamada, procure um serviço de saúde e informe sobre sua viagem. O médico avaliará se você é um caso suspeito ou apenas um caso em que deve ser acompanhada a evolução dos sintomas.
>> A Influenza A/H1N1 pode apresentar complicações?
Como qualquer gripe pode evoluir para sinusite ou até para um quadro com
comprometimento pulmonar.
>> Se eu pegar a doença, tem tratamento?
Sim, existe remédio por via oral que combate o vírus da Influenza A/H1N1. Outras medidas como repouso, ingestão de líquidos e boa alimentação podem auxiliar na recuperação da sua saúde.
>> Existe uma vacina?
Ainda não existe uma vacina contra a Influenza A/H1N1. Os grandes institutos de pesquisa do mundo já estão trabalhando na produção de uma vacina. Os pesquisadores acreditam que será possível ter uma vacina para a Influenza A/H1N1 ainda em 2009.
>> O que devo fazer para a prevenção da Influenza A/H1N1?
Para proteger as pessoas próximas, cubra sempre o nariz e a boca quando espirrar ou tossir. Lave as mãos frequentemente com água e sabão porque você pode ter tocado uma superfície que contenha saliva de uma pessoa infectada e ao levar as mãos à boca ou olhos pode se infectar. Sempre que possível evite aglomerações ou locais pouco arejados. Mantenha uma boa alimentação e hábitos saudáveis.
5 – OUTRAS INFORMAÇÕES
Disque Saúde: 0800-61-1997
Sites oficiais nacionais: Ministério da Saúde (www.saude.gov.br), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) (www.saude.gov.br/svs), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (www.anvisa.gov.br), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br)
Sites oficiais internacionais: Organização Mundial da Saúde (em inglês) (http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html), Organização Panamericana de Saúde (em espanhol) (http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es), Governo dos Estados Unidos da América (em inglês) (http://www.cdc.gov/swineflu/?s_cid=swineFlu_outbreak_001), Governo dos México (em espanhol) (http://portal.salud.gob.mx/)
Endereços com informações específicas: Portal sobre Influenza do Ministério da Saúde (http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area
=1534), Informações aos viajantes na Anvisa (http://www.anvisa.gov.br/viajante)

Documento elaborado pela equipe técnica: Dra. Clarisse Martins Machado – Comitê Científico de Influenza/Gripe – SBI, Dra. Gerusa Maria Figueiredo – Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, Dra. Marta Heloísa Lopes – Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Dr. Mauro José Costa Salles – Sociedade Brasileira de Infectologia, Dra. Nancy Cristina Junqueira Bellei – Comitê Científico de Influenza/Gripe – SBI
Documento para a comunidade médica
Introdução
A gripe causada pelo novo vírus Influenza A/H1N1 (inicialmente chamada de gripe suína) é uma doença transmitida de pessoa a pessoa através de secreções respiratórias, principalmente por meio da tosse ou espirro de pessoas infectadas. A transmissão pode ocorrer quando houver contato próximo (aproximadamente um metro), principalmente em locais fechados, com alguém que apresente sintomas de gripe (febre, tosse, coriza nasal, espirros, dores musculares). Caso ocorra transmissão os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após o contato. Não há registro de transmissão da Influenza A/H1N1 para pessoas por meio da ingestão de carne de porco e produtos derivados. Este novo vírus não resiste a altas temperaturas (70ºC).
1 – DEFINIÇÃO DOS CASOS
1.1 – Caso em MONITORAMENTO
São considerados casos em monitoramento aqueles procedentes do exterior, com febre não medida E tosse, podendo ou não ser acompanhada dos demais sintomas referidos na definição de caso suspeito.
1.2 – Caso SUSPEITO
Apresentar febre alta de maneira repentina (> 38ºC) E tosse podendo ser acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória E
a. Ter apresentado sintomas até 10 dias após voltar de viagens ao exterior, de países que reportaram casos pela Influenza A(H1N1).
OU
b. Ter tido contato próximo1, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de Influenza A (H1N1).
2 – RECOMENDAÇÕES GERAIS E PARA USO DE MÁSCARAS EM AMBIENTE COMUNITÁRIO
2.1 – Indivíduos saudáveis assintomáticos
Manter distância de no mínimo um metro de qualquer indivíduo com sintomas de gripe, e:
- Evitar levar as mãos à boca e ao nariz.
- Higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas.
- Reduzir o máximo possível o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes.
- Reduzir o máximo possível a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.
- Nos ambientes que estiver frequentando, melhorar o fluxo de ar, abrindo as janelas por exemplo.
SOBRE O USO MÁSCARA
Fora do ambiente de serviços de saúde, não há evidências que demonstrem benefícios do uso de máscaras cirúrgicas ou respiratórias para a proteção contra a exposição ao vírus em ambientes abertos.
Se optar por utilizar máscara, o uso adequado das mesmas segue os seguintes parâmetros:
- Colocar a máscara cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e ajuste-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.
- Evitar tocar na máscara durante o seu uso. Se tocar na máscara, para removê-la, por exemplo, higienizar as mãos utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas.
- Trocar a máscara quando apresentar umidade.
- Utilizar máscara isoladamente, sem seguir as recomendações descritas acima, não garante proteção.
2.2 – Indivíduos com sintomas respiratórios (febre, tosse, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações ou dificuldade respiratória)
- Higienizar as mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas, principalmente após tossir ou espirrar
- Cobrir o rosto (boca e nariz) quando tossir ou espirrar
- Permanecer em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável
- Reduzir contatos sociais desnecessários
- Mensurar a temperatura três vezes ao dia
- Ficar atento para o surgimento de febre maior que 38º C e tosse
- Procurar imediatamente serviço de saúde de referência para avaliação se os sintomas acima persistirem
2.3 – Profissionais de Saúde
Para os pacientes com sintomas respiratórios que procuram as Unidades Básicas de Saúde (UBS), pronto socorros ou consultórios médicos:
- Deve-se oferecer a máscara cirúrgica e orientá-los a permanecer utilizando a máscara até receber orientação médica para retirá-la, se for o caso.
- Orientar a higienização das mãos com freqüência, utilizando água e sabão ou soluções alcoólicas, especialmente se tocar a boca e nariz ou superfícies potencialmente contaminadas, principalmente após tossir ou espirrar
- Disponibilizar álcool líquido à 70% e papel toalha para a higienização da bancada e demais superfícies após o atendimento do paciente suspeito.
Quem deve utilizar Equipamento de Proteção Individual (EPI): máscara respiratória, avental com abertura para trás, gorro, óculos de proteção e luvas de procedimentos:
a) Os profissionais de saúde devem utilizar máscara de proteção respiratória que apresenta eficácia mínima de filtração de 95% das partículas dispersas (máscaras do tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3) quando:
- Entrar em quarto com paciente com diagnóstico ou suspeita de infecção pelo novo vírus influenza A/H1N1.
- Estiver trabalhando a distância inferior a um metro do paciente cm diagnóstico ou suspeita de pelo novo vírus influenza A/H1N1.
- Atuar em procedimentos com risco de geração de aerossol. Exemplos: entubação, aspiração nasofaríngea, cuidados em traqueostomia, fisioterapia respiratória, broncoscopia, autópsia envolvendo tecido pulmonar e coleta de espécime clínico para diagnóstico etiológico da influenza. Os procedimentos com geração de aerossol devem ser realizados apenas em áreas restritas, sem a presença de outros pacientes e com equipe de saúde reduzida.
- A máscara deve ser corretamente utilizada, cobrindo a boca e o nariz e ajustando-a corretamente para melhor adaptação ao formato do rosto.
b) Todos os profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente, tais como: médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, os profissionais do Centro de Material e Esterilização (CME) e lavanderia (área suja), durante manipulação de artigos ou roupas/tecidos provenientes de paciente com influenza suspeita ou confirmada.
c) Toda a equipe de suporte, incluindo pessoal de limpeza e nutrição.
d) Todos os profissionais de laboratório, durante coleta, transporte e manipulação de amostra de paciente com influenza suspeita ou confirmada.
e) Familiares e visitantes que tenham contato com o paciente.
O uso da máscara incorretamente poderá aumentar o risco de transmissão ao invés de reduzi-lo.
3 – PROCEDIMENTOS
3.1 – Profissionais de Saúde
3.1.1 Procedimentos em relação aos casos suspeitos Uma vez atendida a definição de caso suspeito, contatar o CVE local se houver em sua cidade e encaminhar para o Hospital de Referência (veja link ao final do documento).
- É importante anotar as informações do paciente, tais como: nome, endereço, telefone, e-mail para fácil localização, caso o paciente não se apresente ao Hospital de Referência.
- Notificar imediatamente os casos suspeitos (conforme Portaria SVS/MS – Nº 05/2006) à Secretaria de Saúde Municipal e/ou Estadual. Encontra-se disponível a notificação eletrônica pelo e-mail: notifica@saude.gov.br
- Realizar busca ativa de contatos dos casos suspeitos;
Qualquer dúvida, deve-se ligar para o Disque Central Médica do Centro de Vigilância Epidemiológica – 0800 555466
3.1.2 Procedimentos em relação aos casos em monitoramento
- Notificar imediatamente os casos que se enquadrem nos critérios
de casos em monitoramento (conforme Portaria SVS/MS – No.05/2006) à Secretaria de Saúde Municipal e/ou Estadual.
- Encontra-se disponível a notificação eletrônica pelo e-mail: notifica@saude.gov.br
- Coletar amostras de sangue e de secreção respiratória, se disponível, segundo protocolo de investigação epidemiológica. (conferir no link ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/RESP/protocolo09_gripeA_I AL.pdf)
- Não é recomendada a internação hospitalar e tampouco o tratamento específico antiviral contra o novo vírus Influenza A(H1N1) nesta fase de investigação.
- Adotar quarentena domiciliar voluntária e: A) Utilizar máscara cirúrgica descartável. B) Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal. C) Evitar tocar olhos, nariz ou boca. E) Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. F) Manter o ambiente ventilado. H) Evitar contato próximo com pessoas.
- Adotar monitoramento clínico diário até o 10º dia do início dos sintomas, conforme protocolo de investigação epidemiológica. Até esse período:
- Caso apresente os sintomas de acordo com a definição de caso suspeito considerar como caso suspeito.
- Caso não apresente os sintomas de acordo com a definição de caso suspeito ou tiver outro diagnóstico, considerar descartado.
4 – DIAGNÓSTICO
- Atualmente o diagnóstico do novo vírus Influenza A/H1N1 é realizado através do teste de Imunofluorescência indireta (IFI), seguido da reação em cadeia pela polimerase (PCR), específica para este novo vírus, que permite caracterizar casos altamente suspeitos.
- Testes comerciais rápidos para identificação do vírus Influenza A e B em secreções respiratórios não permitem a confirmação diagnóstica do novo vírus Influenza A/H1N1, portanto não devem ser utilizados para esta suspeita diagnóstica.
5 – TRATAMENTO
Não é recomendada a prescrição de medicamentos sintomáticos e a automedicação deve ser desencorajada. O uso de medicamentos antivirais também não é recomendado, sendo restrito para o tratamento de pacientes nos Hospitais de Referência. O uso indiscriminado de antivirais pode induzir resistência rapidamente.
6 – OUTRAS INFORMAÇÕES
Disque Saúde: 0800-61-1997
Sites oficiais nacionais: Ministério da Saúde (www.saude.gov.br), Secretaria de Vigilância em Saúde (www.saude.gov.br/svs), Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde/SP (www.cve.saude.sp.gov.br), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (www.anvisa.gov.br), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br)
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Influenza A: Perguntas e respostas




1. Existe transmissão sustentada do vírus da Influenza A (H1N1) no Brasil?

Desde 24 de abril, data do primeiro alerta dado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre o surgimento da nova doença, até o dia 15 de julho, o Ministério da Saúde só havia registrado casos no país de pessoas que tinham contraído a doença no exterior ou pego de quem esteve fora. No dia 16 de julho, o Ministério da Saúde recebeu a notificação do primeiro caso de transmissão da Influenza A (H1N1) no Brasil sem esse tipo de vínculo. Trata-se de paciente do Estado de São Paulo, que morreu no último dia 30 de junho. Esse caso nos dá a primeira evidência de que o novo vírus está em circulação em território nacional. Todas as estratégias que o MS deveria adotar numa situação como esta já foram tomadas há quase três semanas. O Brasil se antecipou. A atualização constante de nossas ações contra a nova gripe permitiu que, neste momento, toda a rede de saúde esteja integrada para manter e reforçar as medidas de atenção à população.

2. Qual a diferença entre a gripe comum e a Influenza A (H1N1)?

Elas são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza. Os sintomas são muito parecidos e se confundem: febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Por isso, não importa, neste momento, saber se o que se tem é gripe comum ou a nova gripe. A orientação é, ao ter alguns desses sintomas, procure seu médico ou vá a um posto de saúde. É importante frisar que, na gripe comum, a maioria dos casos apresenta quadro clínico leve e quase 100% evoluem para a cura. Isso também ocorre na nova gripe. Em ambos os casos, o total de pessoas que morrem após contraírem o vírus em todo o mundo é, em média, de 0,5%.

3. Quando eu devo procurar um médico?

Se você tiver sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, procure um médico ou um serviço de saúde, como já se faz com a gripe comum.
4. O que fazer em caso de surgimento de sintomas?

Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe deve procurar seu médico de confiança ou o serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento adequado. Nos casos de agravamento ou de pessoas que façam parte do grupo de risco, os pacientes serão encaminhados a um dos 68 hospitais de referência.

5. Por que o exame laboratorial parou de ser realizado em todos os casos suspeitos?

Essa mudança ocorreu porque um percentual significativo — mais de 70% — das amostras de casos suspeitos analisadas em laboratórios de referência, antes dessa mudança, não era da nova gripe, mas de outros vírus respiratórios. Com o aumento do número de casos no país, a prioridade do sistema público de saúde é detectar e tratar com a máxima agilidade os casos graves e evitar mortes.

6. Se o exame não é realizado em todas as pessoas, isso significa que o número de casos registrados será subnotificado?

É importante ficar claro que vários países estão adotando a mesma prática, por recomendação da Organização Mundial da Saúde. Vamos continuar a registrar o número de casos. Como já ocorre com surtos de gripe comum, vamos confirmar uma amostra de casos e todos os outros que tiverem os mesmos sintomas e no mesmo ambiente, seja em casa, na escola, no trabalho, na igreja ou no clube, serão confirmados por vínculo epidemiológico. Além disso, temos no Brasil 62 unidades de “Rede Sentinela” em todos os estados, com a função de monitorar a circulação do vírus influenza e ocorrência de surtos. Essa rede permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência de surtos devido ao vírus da gripe comum — e, agora, do novo vírus — por meio da coleta sistemática de amostras e envio aos laboratórios de referência. É importante ficar claro que, a partir de agora, o objetivo não é saber se todos os que têm gripe foram infectados por vírus da influenza sazonal ou pelo novo vírus. Com o aumento no número de casos, passamos agora a trabalhar com o diagnóstico coletivo, exceto para aqueles que podem desenvolver a forma grave da doença, seja gripe comum ou gripe A.

7. Quais os critérios de utilização para o Tamiflu?

Apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o Tamiflu. Os demais terão os sintomas tratados, de acordo com indicação médica. O objetivo é evitar o uso desnecessário e uma possível resistência ao medicamento, assim como já foi registrado no Reino Unido, Japão e Hong Kong. É importante lembrar, também, que todas as pessoas que compõem o grupo de risco para complicações de influenza requerem avaliação e monitoramento clínico constante de seu médico, para indicação ou não de tratamento com o Tamiflu. Esse grupo de risco é composto por: idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), e também pessoas com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

8. O medicamento está em falta?

Não. O Ministério da Saúde possui estoque suficiente de medicamento para tratamento dos casos indicados. Além de comprimidos para uso imediato, temos matéria-prima para produzir mais nove milhões de tratamentos.

9. Os hospitais estão preparados para atender pacientes com a Influenza A (H1N1)?

Atualmente, o Brasil possui 68 hospitais de referência para tratamento de pacientes graves infectados pelo novo vírus. Nestas unidades, existem 900 leitos com isolamento adequado para atender aos casos que necessitem de internação. Todos os outros hospitais estão preparados para receber pacientes com sintomas leves de gripe.

10. Como eu posso me prevenir da doença?

Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

Páginas oficiais nas redes sociais
www.youtube.com/msgripesuina
www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=ls&uid=10770038514992764886
http://twitter.com/msinfluenzaa




Comentários

  1. minha professora deu um trabalho sobre a gripe suína, e neste trabalho está perguntando por quê não há tratamento específico. procurei em todos os sites possíveis e nao encontrei. alguém pode me dizer o por quê?

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  2. Gabriella,
    Há sim um tratamento específico para a Influenza A (H1N1). Tanto é que, no Brasil, foram confirmados oito casos. Todas essas pessoas foram tratadas adequadamente e passam bem. A automedicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência ao vírus. Para mais informações: fernanda.rocha@saude.gov.br.

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  3. Existe tratamento o tamiflu, so que ser tomado nas primeiras 48HS, perguntinha capsiosa... Se os laboratórios q confirmam a infecção demoram mais do que esse tempo para dar o veredito, entre envio e retorno, quem vai efetivamente ser beneficiar desse único específico medicamento? Se somente é para procurar a instituição de saúde se tiver agravamento do quadro de gripe (porque o caos na saúde é tanto que as emergencias nunca deram conta das situações cotidianas o que dirá um nova epidemia), quem irá se beneficiar desse medicamento específico? Se para ter letalidade a informação é que a pessoa tenha comorbidades, por que faleceram gestantes e pessoas relativamente jovens (20 a 50) hígidas previamente? Por que mascarar o obvio... O Brasil não possui a menor condição de oferecer um tratamento digno para as doenças já conhecidas, uma epidemia nova é a pá de terra que falta para enterrar o péssimo sistema de saúde pública brasileiro!

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  4. Bem. tenho tosse, não estou com febre,mas viajei para Goiânia e Brasilia, lugares q há presença do viros influenza, corro o risco de está com o víros? Chegui de lá fazem 4 dias hoje,25 de julho. Moro em Marabá, Pará, por ser interior acredito que não tenha estrutura p/ combater um possivel caso de h1n1. O quê devo fazer? estou preocupada pois tenho um filho de 5 anos.Sigo as orientãções dadas na mídia, só que vejo pessoas ainda morrendo no Brasil e no mundo. Estou apavorada com isso.Li o comentário anterior de MEGS e vejo que o que ele ou ela fala é a mais pura verdade. Comecei a tomar Nimesulida e um xarope,pois estou com garganta inflamada e tosse. NÃO QUERO MORRER.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Bem. tenho tosse, não estou com febre,mas viajei para Goiânia e Brasilia, lugares q há presença do virus influenza, corro o risco de está com o vírus? Chegui de lá fazem 4 dias hoje,25 de julho. Moro em Marabá, Pará, por ser interior acredito que não tenha estrutura p/ combater um possivel caso de h1n1. O quê devo fazer? estou preocupada pois tenho um filho de 5 anos.Sigo as orientãções dadas na mídia, só que vejo pessoas ainda morrendo no Brasil e no mundo. Estou apavorada com isso.Li o comentário anterior de MEGS e vejo que o que ele ou ela fala é a mais pura verdade. Comecei a tomar Nimesulida e um xarope,pois estou com garganta inflamada e tosse. NÃO QUERO MORRER.

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  7. hoje as 17:00 comecei a tossir e ja estava com a garganta infeccionada, estou com um pouco de dificuldade para respirar, estou preocupada, estou tomando nimesulida há tres dias. o que devo fazer.

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  8. Guilhermina: vá a um médico. Não tome remédio por conta própria porque isso poderá mascarar os sintomas da doença e dificultar o diagnóstico do médico.

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  9. Olá,sou estudante de enfermagem. Gostaria de saber quais são os cuidados de enfermagem com um paciente que está com a nova gripe.

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  10. oie !
    bom to com os sintomas da gripe ha uns 5 dias fui ao ps central e ele apenas me deu uma besetacil e disse que era da gragantah estou preocupada pois continuo com os sintomas.Devo procuara outro médico?

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  11. hola! Eu realmente gostei deste blog

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  12. Thanks for your tips are very good ... this is now needed in a pandemic has Convert! Thanks for the comment!

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  13. quais são os cuidados de enfermagem com a INFLUENZA A??

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