Pular para o conteúdo principal

Brasileiros são os que mais esperam apoio da família na velhice

A pesquisa da multinacional de seguro de saúde Bupa, conduzida pela universidade London School of Economics, foi feita com mais de 12 mil entrevistados em junho deste ano. No Brasil, 1.005 pessoas foram ouvidas.

Três em cada quatro brasileiros entrevistados (76%) disseram acreditar que sua família vai sustentá-los na velhice. Em países como França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha, menos de 70% das pessoas acreditam que serão sustentadas pelos parentes ao chegarem a velhice.

Os brasileiros também estão entre os que mais acreditam que a responsabilidade de ser sustentado na velhice é dos seus familiares – dois em cada três entrevistados (66%) manifestaram esta visão na pesquisa da Bupa. Na Grã-Bretanha, menos de 30% atribuem à família a responsabilidade de sustentá-los na velhice.

O estudo também revelou que os brasileiros são os que mais têm expectativas positivas sobre chegar à terceira idade - 17%.

Os brasileiros só perdem para os franceses na "sensação" de juventude. Entre os entrevistados com 65 anos ou mais, 72% disseram que não se sentem velhos, e 67% se declararam saudáveis.

No entanto, apesar da perspectiva positiva sobre a terceira idade, 64% dos brasileiros disseram não estar se preparando financeiramente para a velhice. Menos de 7% das pessoas disseram estar separando dinheiro para quando pararem de trabalhar.

"É realmente animador ver que tantos brasileiros não se sentem velhos e estão até com boas expectativas sobre a velhice, mas as pessoas não podem ser complacentes", disse o diretor médico da Bupa International, Sneh Khemka.

Os brasileiros também estão entre os que menos atribuem ao Estado o papel principal no sustento das pessoas idosas. Como nos Estados Unidos, Alemanha e Índia, menos de 10% dos brasileiros acreditam que a responsabilidade maior no cuidado de idosos é do Estado.

Na China e Grã-Bretanha, mais de 25% dos entrevistados esperam que o Estado os sustentará na velhice.

A pesquisa revelou que a principal preocupação das pessoas ao chegar à velhice é com doenças como câncer (para 34% dos entrevistados nos 12 países) e demência (23%).


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Artigos de Luiz Felipe Pondé

Marketing social é coisa de gente mentirosa e egoísta.
Título original: Marketing social (3 de setembro de 2012)

Quem acha 'todo outro lindo' deveria defender apedrejadores.
Título original: Sensibilidade cultural (13 de agosto de 2012)

Ser humano só revela o que tem de melhor quando é esmagado.
Título original: "Bonequinha de Luxo" (6 de agosto de 2012)

Todo mundo quer ser 'legal' e ninguém quer ser pecador.
Título original: Ideologia de privada (30 de julho de 2012)

Espiritualidade trágica dos gregos é a melhor.
Título original: Nêmesis (23 de julho de 2012)

Mercado do apocalipse verde tem tudo do fanatismo
Título original: O infiel (16 de julho de 2012)

Todo mundo que crer salvar o mundo é autoritário
Título original: Demagogia verde dos salvadores (15 de junho de 2012)

Inferno não são os outros, mas o 'marketing do eu', diz Pondé
Título original: Meu inferno mais íntimo (4 de junho de 2012)

Só mentirosos negam que sejamos responsáveis por nossas escol…

O que muda na língua portuguesa com a reforma ortográfica

A reforma ortográfica só será obrigatória a partir de 2012, mas as novas regras já podem começar a ser aplicadas a partir de 2009. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa uniformiza o português do Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Veja o que muda neste texto do professor Sérgio Nogueira. 



> Regras especiais


1ª) Regra dos hiatos (abolida pela reforma ortográfica):
Como era?
Todas as palavras terminadas em “oo(s)” e as formas verbais terminadas em “-eem” recebiam acento circunflexo: vôo, vôos, enjôo, enjôos, abençôo, perdôo; crêem, dêem, lêem, vêem, relêem, prevêem.

Como fica?
Sem acento: voo, voos, enjoo, enjoos, abençoo, perdoo; creem, deem, leem, veem, releem, preveem.


Que não muda?
a) Eles têm e eles vêm (terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos TER e VIR);

b) Ele contém, detém, provém, intervém (terceira pessoa do singular do presente do indicativo dos verbos derivados de TER e VIR: conter, deter, manter, obter, provir, intervir, convir);���…

Europa tem 75 mil prostitutas do Brasil

Em ruas de prostituição de Genebra, na Suíça, português é língua corrente. Nos classificados de jornais europeus, apresentar-se como “brasileira” costuma render mais clientes e programas mais caros. Não por acaso estrangeiras fingem ser do País para competir pela atenção dos homens.


do Estado de S.Paulo

Estimativas da Organização Internacional de Migrações (IOM), agência ligada à ONU, apontam quase 75 mil prostitutas brasileiras trabalhando hoje na Europa. E esse número só cresce. “Espanha, Holanda, Suíça, Alemanha, Itália e Áustria são os principais destinos”, diz a entidade. E o total de mulheres que deixam o Brasil é bem superior ao de homens. Na Itália, dos 19 mil brasileiros vivendo legalmente no País em 2000, 14 mil eram mulheres. O número elevado de prostitutas contribui para a diferença.

Dados do governo espanhol apontam existência de 1,8 mil prostitutas brasileiras no país e 32 rotas de tráfico de mulheres. Muitas usam Portugal como porta de entrada e praticamente todas chegam…