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Superior dos jesuítas alemães admite que houve abusos sexuais em seus colégios

do site espanhol Religión Digital, edição de 2 de fevereiro de 2010
Padres pedófilos O Superior Provincial dos Jesuítas na Alemanha, Stefan Dartmann, informou, no dia 01 de fevereiro, que os casos de abusos sexuais cometidos em escolas jesuítas nas décadas de 1970 e 1980 não se limitaram à Alemanha, mas que ocorreram também na Espanha e no Chile.

“Peço desculpas por todos aqueles que na época se calaram, não viram ou não reagiram com a força necessária”, disse Dartmann em entrevista coletiva dada em Berlim para explicar os detalhes do escândalo que se tornou público no final de janeiro.

O religioso explicou que até agora se sabe de 25 casos de abusos sexuais na Alemanha, 20 deles no Colégio Canisius, de Berlim, três no Colégio St. Ansgar de Hamburgo e dois no Instituto St. Blasien, na Floresta Negra.

Os dois professores implicados, Peter R., de 69 anos, e Wolfgang S., de 65, supostamente abusaram de seus alunos entre 1975 e 1984.

De acordo com Dartmann, Wolfgang S. admitiu ter abusado de menores também em sua passagem pelo Chile e Espanha, entre 1985 e 1990.

Wolfgang S., um dos sacerdotes implicados e que atualmente mora no Chile, confessou, em mensagem de arrependimento enviada às suas vítimas, que abusou sexualmente de dezenas de alunos, divulgou a imprensa alemã. S., como é chamado pela revista Der Spiegel em uma entrevista publicada na sua nova edição, foi professor de educação física no Canisius Kolleg e, dos dois acusados pelos fatos, é o único que os admitiu.

“É um fato triste, cometi abusos e maus-tratos contra jovens e crianças com desculpas pseudopedagógicas”, disse o religioso de 65 anos à revista. “Não há nada que desculpar” a esse respeito, acrescentou. De acordo com as últimas informações, entre 1975 e 1982, cerca de 22 crianças e jovens foram vítimas de tratos desonestos por parte de ao menos dois professores do Colégio.

Em 1992, S. abandonou a vida religiosa, depois de trabalhar nos anos 1980 nas escolas jesuítas da Alemanha St. Ansgar de Hamburgo e St. Blasien, na Floresta Negra. “Parto da suposição de que também em St. Blasien houve casos de abuso sexual”, disse o diretor desse Colégio, padre Johannes Siebner.
O religioso acrescentou que a certeza lhe produz “tristeza, raiva e vergonha”. S. contou a
Der Spiegel que em 1991 revelou os seus atos ao seu “então Superior hierárquico, o provincial alemão”, medida com a qual colocou a ordem jesuíta a par dos múltiplos abusos cometidos durante cerca de 19 anos. A ordem tinha, portanto, conhecimento dos fatos, como confirmou o atual provincial dos jesuítas, Stefan Dartmann.


Agora, trata-se de “determinar com precisão o quanto os jesuítas sabiam e que consequências houve para os responsáveis”. Dartmann assinalou que fará todo o possível para esclarecer os fatos.
Mas, não apenas os jesuítas, mas também o Vaticano tinha conhecimento dos fatos: em todo momento a mais alta hierarquia católica contou com “testemunhos de minha sinceridade, o que não desculpa em nada o que fiz”, assinalou S.


Desde que foi morar no Chile, o sacerdote teve “contato constante tanto com torturadores (da ditadura de Augusto Pinochet) como com suas vítimas”. “Assim, me vi confrontado quase que diariamente com a minha imagem de abusador de crianças”. Declarações de pessoas que sofreram abusos também ampliaram, durante o fim de semana, a dimensão do caso. Um deles garantiu ao jornal Berliner Zeitung ter sido abusado no sótão do Colégio entre 1975 e 1979 por um dos dois sacerdotes envolvidos.

Além disso, em 1981, sete alunos escreveram uma carta às autoridades do Colégio e ao arcebispo da jurisdição. “Nunca tivemos resposta”, disse outra vítima ao jornal Berliner Morgenpost. Acrescentou que até hoje sofre as consequências dos fatos: aos 47 anos sofre problemas com bebidas e diversas perturbações sexuais.

O atual reitor colégio, o padre Klaus Mertes, criticou severamente a política da Igreja católica em relação aos homossexuais. “A Igreja está cheia de homofobia”, disse em declarações reproduzidas pelo jornal Tagesspiegel am Sonntag. “A homossexualidade está silenciada, e os clérigos que têm essa inclinação têm sérios conflitos em relação ao modo de lidar com sua sexualidade”, acrescentou.

O escândalo do Canisius fez com que o arcebispado de Berlim decidisse tornar público também a investigação que, desde 2009, está realizando na comunidade Heilig Kreuz, do distrito berlinense de Hohenschönhausen, por supostos abusos sexuais de um sacerdote.

O religioso, que está a ponto de se aposentar, é acusado de ter abusado sexualmente de um jovem em 2001. Em julho de 2009, o caso chegou ao arcebispo de Berlim, Georg Sterzinsky, que proibiu ao acusado qualquer trato com jovens e destinou-o a tarefas confessionais. Também na diocese de Essen há uma investigação em curso de um religioso por supostos abusos sexuais.

O caso tornou-se o mais comentado na Alemanha na quinta-feira [28 de janeiro], depois que o próprio Mertes o divulgou em Berlim, ao escrever uma carta a cerca de 600 ex-alunos dos anos 70 e 80, época em que foram cometidos os abusos.

> Vaticano exige de bispos segredo para sexo no confissionário. (fevereiro de 2010)

> Casos de padres pedófilos. 

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