quarta-feira, 8 de julho de 2009

Governo identifica ossada de militante da Guerrilha do Araguaia

do Jornal da Globo

O governo identificou nesta terça-feira a ossada de mais um militante morto na Guerrilha do Araguaia e que havia sido encontrada há 13 anos.

Bergson Gurjão Farias era estudante de química na Universidade Federal do Ceará quando entrou para a luta armada, em 1968. Quatro anos depois, aos 25 anos de idade, teria sido o primeiro a morrer na Guerrilha do Araguaia, em combate com militares do Exército.

A ossada dele, encontrada em 1996, só agora foi identificada, graças a uma nova técnica de exame de DNA. "Isso é muito importante no sentido de reforçar o empenho que deve ser de todo o Brasil de assegurar a outras famílias de mortos e desaparecidos políticos esse direito elementar que essa família viu respeitado a partir de hoje", afirma o Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

Outras dez ossadas encontradas no Araguaia passarão pelo mesmo exame. O cenário da Guerrilha do Araguaia foi a chamada região do bico do papagaio, na divisa de Tocantins, Pará e Maranhão. O movimento reuniu cerca de 70 militantes do PC do B, entre 1972 e 1974.

O Exército realizou três operações para caçar os guerrilheiros na região. A maioria deles desapareceu e os corpos nunca foram encontrados. Mesmo depois de tantos anos, muito do mistério continua. Como os guerrilheiros morreram e onde estão os corpos?
 
Agora, graças à uma decisão da Justiça Federal, o Exército está preparando uma nova expedição ao local, no mês que vem, para tentar recuperar mais ossadas e responder as perguntas que ainda continuam sem resposta.

> Mais sobre a Guerrilha do Araguaia.

Informações sobre a ditadura militar brasileira.

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