Uma visão histórica do impacto da criação do SUS no acesso, custo e qualidade da saúde no país

Ana Beatriz Romeiro da Silva graduanda em Ciências e Biotecnologia, Universidade Federal Fluminense (UFF) Poucas políticas públicas brasileiras impactaram de forma tão profunda o cotidiano da população quanto o Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído pela Constituição de 1988 e regulamentado em 1990, o SUS representa um dos maiores avanços da história da saúde pública no país ao estabelecer a saúde como um direito universal. Antes, o acesso à assistência médica era limitado e profundamente desigual , condicionado ao vínculo formal de trabalho ou à caridade de instituições filantrópicas. A maioria dos serviços de saúde estava restrita aos trabalhadores formais vinculados à previdência social. Pessoas sem emprego com carteira assinada ficavam à margem do sistema público e precisavam pagar por consultas, exames e medicamentos ou depender de ações assistenciais pontuais. Na prática, isso significava adiar diagnósticos, abandonar tratamentos e procurar atendimento apenas em situações emer...

Homens que nunca fumaram vivem mais e melhor, diz estudo

A saúde e a qualidade de vida do homem pioram em proporção direta ao número de cigarros fumados diariamente, mesmo em indivíduos que deixaram de fumar, diz um estudo incluído na mais recente edição da revista científicaArchives of Internal Medicine.

O pesquisador Arto Y. Strandberg e colegas da Universidade de Helsinki, na Finlândia, acompanharam 1.658 homens brancos nascidos no país entre 1919 e 1934 que estavam saudáveis em uma primeira avaliação, realizada em 1974.

Em 2000, os participantes receberam questionários pelo correio. As perguntas avaliavam se ainda fumavam, sua saúde e qualidade de vida.

Os pesquisadores entraram em contato com o cartório nacional da Finlândia para obter informações sobre participantes mortos.

Os especialistas constataram que, no intervalo de 26 anos entre as duas avaliações, 372 (22,4%) dos homens morreram.

Os que nunca haviam fumado viveram em média dez anos mais do que os que consumiam mais de 20 cigarros por dia.

Os não-fumantes também tiveram as melhores pontuações em qualidade de vida associada à saúde.
image Entre os fumantes, a qualidade de vida se deteriorou em proporção direta ao número de cigarros fumados por dia.

Fumantes pesados apresentaram um declínio equivalente a dez anos de envelhecimento.

"Embora muitos fumantes tenham deixado de fumar entre a entrevista de base, em 1974, e a segunda avaliação, em 2000, o efeito do status de fumante sobre a mortalidade e a qualidade de vida na velhice continuaram fortes", escreveram os autores.

"No total, os resultados apresentados são preocupantes para os que fumavam mais de 20 cigarros por dia 26 anos antes."

"Apesar de um índice de 68,9% de abandono do hábito no período seguinte, 44,1% dos que mais fumavam morreram e aqueles que sobreviveram até uma idade média de 73 anos apresentaram qualidade de vida relacionada à saúde significativamente menor do que a dos que nunca fumaram." (BBC Brasil)

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