Promotor do caso Isabella chega ao prédio de onde menina caiu (G1)

Francisco Cembranelli pretende ter uma visão espacial do ponto de vista das testemunhas

Nesta manhã, ele disse ver contradições no depoimento do pai e da madrasta de Isabella


por Marcelo Mora

O promotor que acompanha as investigações sobre a morte de Isabella Nardoni, Francisco José Taddei Cembranelli, chegou por volta das 17h30 desta sexta-feira (4) ao prédio onde a menina morreu. Dentro de um carro da Polícia Civil, ele entrou pela garagem, sem falar com a imprensa.

O promotor, que teve acesso ao inquérito, explicou que a visita servirá para ter uma visão espacial do local do ponto de vista das testemunhas. Esta manhã, Cembranelli, concedeu entrevista coletiva sobre o caso, por cerca de uma hora e meia.

Isabella, de 5 anos, morreu no sábado (29). A polícia trabalha com a versão de que a menina tenha sido arremessada pela janela do apartamento onde mora o pai, no sexto andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo. Mas o promotor disse, nesta manhã, que não descarta a possibilidade de ela ter sido colocada na grama do jardim e não ter sido arremessada.

“Isso vai se comprovar com a conclusão das investigações policiais”, disse Cembranelli.

Na opinião do promotor, entre os pontos que devem ser esclarecidos, está o momento em que a família chegou ao prédio e subiu ao apartamento. De acordo com o inquérito, o casal teria chegado ao prédio por volta das 23h30 e o porteiro diz ter ouvido um barulho, que seria da queda de Isabella, entre 23h45 e 23h55.

Segundo a versão dada pelo pai à polícia, não se passaram mais que 5 ou 7 minutos o período em que ele leva a criança para o apartamento, retorna ao carro e volta a subir para o apartamento no 6º andar.

Ainda segundo Cembranelli, até que os bombeiros e policiais chegassem, o corpo de Isabella não foi tocado. “Não foi mexido. Não houve desespero de ninguém em prestar um socorro imediato”, afirmou.

Perícia

Esta manhã, o prédio passou por uma nova perícia, entre as 11h30 e as 13h. Técnicos do Instituto de Criminalística (IC) mediram o muro que cerca o prédio e verificaram qual seria a área abrangida pelo circuito de câmeras, caso ele estivesse em funcionamento no dia crime. O local foi novamente fotografado porque as fotos tiradas na perícia anterior, realizada na noite de quarta-feira (2), ficaram escuras.

> Dossie do caso Isabella.


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