História da discriminação brasileira contra os japoneses sai do limbo


Tema esquecido pela historiografia brasileira, discriminação social e institucional contra japoneses foi defendida por grandes nomes do pensamento nacional, como o sociólogo Oliveira Vianna (foto)

por Matinas Suzuki Jr, para a Folha

Durante a Assembléia Nacional Constituinte de 1946, no Palácio Tiradentes, no Rio capital da República, o então senador pelo Distrito Federal Luiz Carlos Prestes fechou questão a favor da emenda 3.165, de autoria do médico, empresário ligado à extração do sal e deputado carioca Miguel Couto Filho, do Partido Social Democrático.

Prestes liderava a bancada comunista de 14 deputados (ela teve 15 por três meses, com a interinidade de um suplente), composta por, entre outros, Jorge Amado, eleito pelos paulistas, Carlos Marighela, pelos baianos, João Amazonas, o mais votado do país, escolha de 18.379 eleitores do Rio, e o sindicalista Claudino Silva, único constituinte negro, também eleito pelo Rio. A emenda 3.165 dizia: "É proibida a entrada no país de imigrantes japoneses de qualquer idade e de qualquer procedência".

O deputado carioca do PSD retomava, 12 anos depois, o espírito de várias emendas propostas à Constituição de 1934 -sendo que uma delas ficou conhecida com o nome de seu pai, Miguel Couto, médico, educador, presidente da Academia Nacional de Medicina e membro da Academia Brasileira de Letras.

O retórico Miguel Couto, pai, eleito pelo Partido Economista do Distrito Federal, era a maior expressão da "bancada médica", que contava com 60 membros, incluindo a paulista Carlota Pereira de Queiroz, a primeira mulher ("e que médica!", bradou Couto da tribuna) brasileira na Câmara.

A maioria da bancada defendia, com teses "científicas" que vinham do darwinismo social e da eugenia racial, surgidos na Europa na segunda metade do século 19, a necessidade do "branqueamento" da população brasileira.

Médicos como o destacado sanitarista Artur Neiva, eleito pelo PSD da Bahia (foi interventor naquele Estado em 1931), e Antonio Xavier de Oliveira, eleito pela Liga Eleitoral Católica do Ceará, encheram boa parte dos 22 volumes dos anais da constituinte com ataques aos degenerados "aborígenes nipões".

Ainda que no corpo final da Constituição de 34 o espírito "niponófobo" resultasse abrandado, a emenda teve aprovação acachapante: 171 votos contra 26. O texto estabelecia cotas (2% do total de ingressantes no país nos últimos 50 anos) sem fazer menção a raça ou nacionalidade e proibia a concentração populacional de imigrantes.

Insolúvel como enxofre

Uma dúzia de anos depois, em 27 de agosto de 1946, o ex-vice-presidente da República, senador pelo PDS mineiro e presidente da Constituinte, Fernando de Melo Viana, colocou em votação a emenda de Couto Filho (que viria a ser, em 1953, o primeiro ministro da Saúde, em cargo criado por Getúlio Vargas, e, entre 1955 e 58, governador do Rio).

O deputado Prado Kelly, da UDN do Rio, achava que ela "amesquinharia a nossa obra" e propôs que fosse deslocada para as disposições transitórias.

Na hora do voto, 99 constituintes favoráveis à proibição da imigração de japoneses ficaram sentados; os que eram contra a emenda levantaram-se, e também eram em número de 99. Melo Viana, o voto de Minerva, foi contra -e a Constituição de 1946 não se amesquinhou.

Um dos ideólogos do antiniponismo era Francisco José de Oliveira Vianna, autor de "Populações Meridionais do Brasil" (1918), considerado um clássico do pensamento nacional. Além dessa obra, Oliveira Vianna é notoriamente reconhecido pela autoria de frases como "os 200 milhões de hindus não valem o pequeno punhado de ingleses que os dominam" e "o japonês é como enxofre: insolúvel".

Quando, no raiar do século 20, começaram as especulações em torno de uma possível imigração japonesa, o diplomata, primeiro biógrafo de d. João 6º e encarregado de negócios da inaugural missão diplomática brasileira no Japão, Manuel de Oliveira Lima, deu parecer contra o projeto.

Em 1901, ele escreveu ao Ministério das Relações Exteriores alertando sobre o perigo de o brasileiro se misturar com "raças inferiores".

Na sua edição de 5 de dezembro de 1908, a revista carioca "O Malho" editava uma página de charges criticando a imigração de japoneses. Em uma das legendas, lia-se: "O governo de São Paulo é teimoso. Após o insucesso da primeira imigração japonesa, contratou 3.000 amarelos. Teima pois em dotar o Brasil com uma raça diametralmente oposta à nossa".

Os japoneses passaram a sofrer uma discriminação múltipla: à visão de uma raça inferior vieram se somar os temores com relação ao expansionismo militarista do império nipônico (após as vitórias nas guerras contra a China, em 1895, e a Rússia, em 1905) e o ressentimento pela sensação de que o imigrante japonês resistia a se integrar -era "inassimilável", um "quisto", conforme o vocabulário do momento.

Os "súditos do Eixo"

As idéias racistas, a paranóia derivada da ameaça do "perigo amarelo" (a expressão é atribuída ao kaiser Guilherme 2º, da Alemanha, quando incitou os russos a guerrearem contra o Japão; mas ela ganhou força na crise da imigração japonesa nos EUA. De lá teria vindo para o Brasil) passam a tomar forma de ação ao se articular com as forças repressivas.

Com o acirramento dos sentimentos nacionalistas a partir do Estado Novo, em 1937, e com a entrada do Japão na Segunda Guerra ao atacar Pearl Harbor, em dezembro de 1941, o preconceito antinipônico deixa de atuar apenas no campo das idéias. Uma série de medidas contra os "súditos do Eixo" -alemães, italianos e japoneses- foram tomadas, e algumas delas foram particularmente doloridas para a comunidade nikkei no Brasil.

Mais de 200 escolas de japonês foram fechadas. A língua japonesa foi proibida de ser falada em público; para a maioria dos nipônicos no país, essa era a única forma de se comunicar.

A publicação dos jornais em japonês ficou muito cara (passou a ser obrigatória a edição bilíngüe, japonês-português), e eles deixaram de circular. Em 1939, uma pesquisa da Estrada de Ferro Noroeste, de São Paulo, mostrava que 87,7% dos japoneses assinavam jornais na sua língua materna, um índice altíssimo para os padrões do setor no Brasil.

Os bens das empresas nipônicas foram confiscados. Japoneses não podiam viajar sem salvo-conduto. Aparelhos de rádios pertencentes às famílias eram apreendidos -para que não se ouvissem transmissões em ondas curtas do Japão.

Os "súditos do imperador" estavam proibidos de dirigir veículos de sua propriedade, mesmo os comerciais -os choferes tinham que ser designados por uma autoridade policial brasileira.

Sem que houvesse indícios de que organizações político-militares ligadas às armas imperiais do Japão estivessem atuando no país (como foi o caso de núcleos do Partido Nazista entre os imigrantes alemães), civis japoneses e muitos de seus descendentes nascidos no Brasil foram tratados como prisioneiros de guerra.

Em 1942, a colônia japonesa que serviu para o cultivo da pimenta em Tomé-Açu, no Pará, foi transformada em campo de concentração (expressão da época), embora nenhuma atividade contra a "segurança nacional" por parte de seus membros tivesse sido detectada.

De Washington, o embaixador brasileiro Carlos Martins Pereira e Sousa incentivava o Brasil a adotar, a exemplo dos EUA, os "campos de internamento": áreas de confinamento para as quais foram levados, sem respaldo jurídico, mais de 120 mil nisseis (muitos já cidadãos americanos). Eles viveram nesses "campos-prisão" até o final da guerra, em condições humanas precárias.

A delação -como diz Tzvetan Todorov, a delação no Estado totalitário é um modo de colocar "o terror à disposição de todos"- contra os japoneses tornava-se popular.

"Desavenças de vizinhos, dívidas não pagas e até brigas de crianças eram motivos para que os japoneses fossem delatados anonimamente às autoridades", conta Fernando Morais em "Corações Sujos".

A suspeita não tinha limites: em dezembro de 1942, o jornalista Hideo Onaga e um grupo de jovens foram presos em um piquenique na represa Eldorado, distrito de Santo André (SP), porque havia uma desconfiança de que eles estivessem construindo um submarino (!), conforme relatou à historiadora Marcia Yumi Takeuchi. Marchinhas de Carnaval ironizavam Hiroito e a "terra do micado".

Os pintores japoneses do grupo Seibi (Tomoo Handa e Yoshiya Takaoka, entre outros), que se reuniam para pintar na rua e no campo, foram obrigados a entrar em reclusão e atuar clandestinamente, o que não ocorreu com o grupo Santa Helena, por exemplo, composto em sua maioria por italianos.

Cômodos no porão

Em 10 de julho de 1943, sem aviso prévio, cerca de 10 mil "súditos do Eixo" (90% eram japoneses) foram obrigados a abandonar Santos em poucas horas, deixando todos os seus bens para trás.

Em 3 de maio de 1944, o delegado-chefe do serviço de salvo-condutos, José Antonio de Oliveira, nega pedido de Miya Tekeuti, que estava em São Paulo e queria voltar a residir na Baixada Santista para ficar perto dos sete filhos, o menor deles com 12 anos.

A ladeira Conde de Sarzedas, no centro de São Paulo, foi um marco para os japoneses. O aluguel dos cômodos nos porões dos sobrados era uma bagatela, e grupos de japoneses passaram a morar nesses quartos, a partir de 1912. Ela passa a ser conhecida como a rua dos Japoneses, iniciando a história da Liberdade como o bairro nipônico -nasciam ali os primeiros restaurantes japoneses da capital paulista. Em 2 de fevereiro de 1942, os já numerosos nikkeis da Conde de Sarzedas e da rua dos Estudantes são acordados durante a noite por agentes do Dops; foram avisados de que teriam de abandonar a área em 12 horas. A cena se repetiria na véspera do Sete de Setembro, desta vez com os japoneses tendo dez dias para se mudarem definitivamente da região.

Em 25 de maio de 1945, a mais famosa dupla do jornalismo brasileiro, composta pelo repórter David Nasser e pelo fotógrafo Jean Manzon, publica, em "O Cruzeiro", uma matéria-ilustração inspirada em algo parecido feito pela americana "Time", com o objetivo de ensinar os brasileiros a distinguirem um japonês de um chinês. O japonês, segundo Nasser, entre outras coisas, é "de aspecto repulsivo, míope, insignificante".

Nas palavras do historiador Roney Cytrynowicz, em seu livro sobre o impacto da Segunda Guerra no dia-a-dia do paulistano ("Guerra sem Guerra"), "a opressão contra os imigrantes japoneses, diferente do que ocorreu com italianos e alemães em São Paulo, deixa claro que o Estado Novo moveu contra eles -a pretexto de acusação de sabotagem- uma campanha racista em larga escala".

Com o fim da Segunda Guerra, os japoneses ganharam mais estigmas: os de fanáticos e terroristas. Eles estavam ligados às ações da organização Shindô-Renmei, uma tentativa desesperada de preservar o espírito nipônico e a veneração ao imperador japonês em terras estrangeiras, de criar uma pátria para despatriados.

Seus membros jamais aceitaram "suportar o insuportável", não atendendo às históricas palavras de Hiroito ao comunicar aos súditos, por rádios e alto-falantes, a rendição japonesa.

Em um dos casos históricos mais curiosos de tentativa radical e desesperada de preservação de um passado em terra estrangeira, os membros da Shindô-Renmei (31.380 nisseis, segundo a polícia paulista, eram suspeito de pertencer à organização; em 1946, o Dops fichou 376 deles) e a maioria da comunidade japonesa no Brasil se recusavam a aceitar que o Japão havia perdido a guerra. A organização matou 23 e feriu 147 nipônicos, acusando de serem "derrotistas" aqueles que aceitavam a derrota do império do sol nascente.

Linchamento

Por causa do assassinato do caminhoneiro Pascoal de Oliveira, o Nego, pelo -também caminhoneiro- japonês Kababe Massame, após uma discussão, em 31 de julho de 1946, a população de Osvaldo Cruz (SP), que já estava à flor da pele com dois atentados da Shindô-Renmei na cidade, saiu às ruas e invadiu casas disposta a maltratar "impiedosamente", na palavra do historiador local José Alvarenga, qualquer japonês que encontrasse pela frente.

O linchamento dos japoneses só foi totalmente controlado com a intervenção de um destacamento do Exército, vindo de Tupã, chamado pelo médico Oswaldo Nunes, um herói daquele dia totalmente atípico na história de Osvaldo Cruz e das cidades brasileiras.

Com o final da Segunda Guerra Mundial, o eclipse do Estado Novo e o desmantelamento da Shindô-Renmei, inicia-se um ciclo de emudecimento, de ambos os lados, sobre as quatro décadas de intolerância vividas pelos japoneses. Do lado local, foi sedimentando-se no mundo das letras a idéia do país como um "paraíso racial".

Do lado dos imigrantes, as segundas e terceiras gerações de filhos de japoneses se concentraram, a partir da década de 1950, na construção da sua ascensão social.
A história foi sendo esquecida, junto com o idioma e os hábitos culturais de seus pais e avós. Como diz a historiadora Priscila Nucci, da Unicamp, no seu trabalho "Os Intelectuais Diante do Racismo Antinipônico no Brasil -Textos e Silêncios", até os estudos sobre a imigração japonesa passaram a se focar nas questões ligadas à "assimilação, integração e aculturação", deixando um vácuo, um "silenciamento ou minimização das discussões sobre o racismo contra os japoneses no Brasil".


Pesquisadores tiram "racismo amarelo" do limbo

Embora eu enalteça as realizações da comunidade nikkei, que se desenvolveu e se faz respeitar no Brasil, concentrei os meus estudos no lado B da imigração", diz Marcia Yumi Takeuchi, pesquisadora e coordenadora do módulo Japoneses do Proin -uma parceria entre o Arquivo do Estado de São Paulo e o departamento de história da USP, apoiado pela Fapesp.

Ela faz parte de uma nova geração de historiadores que passou a tratar mais abertamente a questão do racismo e da intolerância contra os japoneses na história brasileira (a maior parte das informações contidas na reportagem acima foram obtidas nas obras que serão citadas a seguir). Um núcleo importante desses estudos está ligado à professora Maria Luiza Tucci Carneiro, da USP, que coordena o Proin e o Leer/USP -Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação.

Takeuchi acaba de lançar, dentro da coleção "Imigrantes no Brasil", da editora Lazuli, o volume "Japoneses - A Saga do Sol Nascente", um relato conciso e esclarecedor dos principais momentos vividos pela colonização centenária. Em maio, ela lança pela editora Humanitas a sua dissertação de mestrado "O Perigo Amarelo - Imagens do Mito, Realidade do Preconceito (1920-1945)", um dos principais estudos sobre a questão do racismo contra os japoneses no Brasil.

Rogério Dezem, do Proin, é autor de "Matizes do "Amarelo'" (Humanitas, 2005), que, além dos japoneses, analisa o preconceito contra a pequena imigração chinesa no século 19 -os primeiros chineses vieram por solicitação da corte de d. João 6º para iniciar o cultivo de chá no Brasil.

Dezem e Takeuchi haviam pesquisado os prontuários da repressão aos japoneses no Dops e publicaram "Shindô-Renmei - Terrorismo e Repressão" (de Dezem, em 2000) e "O Perigo Amarelo em Tempos de Guerra" (de Takeuchi, em 2002), ambos pelo Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado.

Constituinte

Roney Cytrynowicz, também da área de história social da USP, em seu livro "Guerra sem Guerra" (Geração Editorial/Edusp, 2000), mostra que, durante a Segunda Guerra, o racismo em São Paulo foi mais forte contra os japoneses do que contra alemães e italianos.

Ele faz um breve, mas oportuno, relato sobre o pintor, memorialista e imigrante Tomoo Handa e o grupo Seibi.

A dissertação de mestrado em história na USP de Flávio Venâncio Luizetto, defendida em 1975, "Os Constituintes em Face da Imigração", chamou a atenção para o conteúdo racista de grande parte dos debates e dos projetos da Constituinte de 1934.

O trabalho do brasilianista Jeffrey Lesser ("A Negociação da Identidade Nacional", ed. Unesp, 2001), centrado nos imigrantes não-europeus, foi outro dos iniciadores do processo de revisão histórica da questão do racismo no Brasil.

Um dos estudos pioneiros em abordar a questão do racismo contra japoneses na era Vargas é "Sacralização da Política" (Papirus, 1986), de Alcir Lanharo. Para o autor, o racismo à brasileira é "pragmático, cínico e hipócrita".

Campos de concentração

Em 2000, no departamento de história da Unicamp, Priscila Nucci, pesquisadora do Centro de Estudos Brasileiros daquela universidade, defendeu a dissertação de mestrado "Os Intelectuais diante do Racismo Antinipônico no Brasil - Textos e Silêncios". Trata-se de uma original e corajosa leitura dos estudos antropológicos e sociológicos sobre a imigração japonesa feitos nas décadas anteriores, que, em nome de uma suposta nova cientificidade, evitaram a questão do racismo.

O complexo tema do tratamento de internos civis no Brasil como prisioneiros de guerra é discutido na tese de doutoramento em história social de Priscila Ferreira Perazzo, "Prisioneiros de Guerra - Os Cidadãos do Eixo nos Campos de Concentração Brasileiros" (USP, 2002).

Ela também estuda como funcionou o campo de concentração da colônia japonesa de Tomé-Açu, no Pará.

Os trabalhos sobre a Shindô-Renmei acabaram contribuindo para que ficasse mais clara a discriminação que ocorreu em relação aos japoneses. O livro "Corações Sujos" (Cia. das Letras, 2ª edição de 2007), de Fernando Morais, é uma instrutiva e cativante leitura sobre um dos episódios mais marcantes da história das colonizações japonesas em todos os países.

O relato detalhado sobre a violência e a humilhação que foram os primeiros anos de vida no Brasil e sobre como um imigrante passou a ser zona de influência da Shindô-Renmei se encontra em "O Súdito" (ed. Terceiro Nome), do jornalista Jorge J. Okaburo, que escreve sobre sua própria família.

Uma clara visão da história e de tópicos da vida do Japão atual pode ser encontrada em "Os Japoneses" (Contexto, 2007), de Célia Sakurai, da Unicamp e do Museu Histórico da Imigração Japonesa.

Ela é autora da tese ("Imigração Tutelada - Japoneses no Brasil", Unicamp, 2000) de que a imigração japonesa recebia coordenação do Estado japonês e estava dando resultados bastante promissores quando a Segunda Guerra rompeu as relações diplomáticas entre os dois países. (MATINAS SUZUKI JR.)


Cronologia


Primeiros imigrantes japoneses chegaram pelo Kasato Maru

Anos 1880 - O Japão incentiva a saída de trabalhadores, por meio de contratos com outros governos

1888 - Brasil abole a escravidão. Produção cafeeira sofre escassez de mão-de-obra

1895 - Em 5 de novembro, Brasil e Japão assinam o Tratado da Amizade, Comércio e Navegação

1907 - O Brasil cria Lei de Imigração e Colonização

1908 - Em 18/6, chega a Santos o navio Kasato Maru, proveniente de Kobe, com os primeiros imigrantes japoneses. As 781 pessoas são instaladas em fazendas de café da região, com previsão de estada de cinco anos; a maioria sai das fazendas no mesmo ano

1911 - Primeira compra de terra por japoneses, no interior de São Paulo

1914 - A população japonesa no Brasil é estimada em 10 mil pessoas. O governo de São Paulo interrompe a contratação de imigrantes

Década de 1920 - A rua Conde de Sarzedas (SP) torna-se pólo dos imigrantes japoneses. Mais tarde, com o crescimento da comunidade, o entorno consolida-se como bairro japonês (Liberdade)

1941-45 - Na Segunda Guerra, milhares de imigrantes japoneses são expulsos do Brasil. Nos anos seguintes, a normalização das relações é dificultada pela atividade da Shindô-Renmei, que perseguia conterrâneos que aceitassem publicamente a derrota do país na guerra

> Brasil colocou alemães, italianos e japoneses em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. (julho de 2009)

Comentários

  1. Ótimo post! O (parco) conhecimento que eu tinha provinha apenas da leitura da obra "Corações Sujos".
    Uma triste época que sequer é conhecida nos dias atuais.

    att

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  2. Realmente muito interessante o post. Eu ja havia lido essa reportagem em uma apostila de escola.
    É terrivelmente chocante como a história de nosso país pode ser tão vergonhosa. Contudo sempre há falsos heróis para esconder as fezes do passado. "Hérois" mencionados nessa mesma reportagem. Aclamados pela sua luta contra as desigualdades sociais, mas que na verdade mostraram ser grandes racistas. Escritores, políticos, revolucionários parecem perder seu brilho diante da hipocrisia dos próprios. O preconceito para com os imigrantes japoneses é uma grande das inúmeras manchas vergonhosas da história do Brasil.

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  3. Parabéns pelo post. Qdo ouvimos falar sobre preconceito e racismo só ouvimos falar sobre os negros, como se o racismo qto aos orientais não existisse. Só qm já sofreu e ainda sofre racismo por ser japonês nesse país racista sim, intolerante sim e pior de tudo, hipócrita, sabe como é. Infelizmente percebemos por essa matéria que essa hipocrisia é algo "construído" e encorajado ao longo do tempo, e vem de longe!

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  4. É triste vermos que permanece tudo igual e o único caminho para alterarmos essa escalada de imbecilidade (racismo, eugenia) é a educação, esta, que pode ser visto no artigo - no pós guerra -, muda totalmente a cara da 'pecha racista' do 'povo inferior' em um dos/ se não o 'mais evoluído', avançado na face da Terra!
    Excelente postagem!!

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  5. ótimo post! Infelizmente ainda existe racismo! Não adianta ser demagogo e falar que o Brasil é livre de racismo! Hoje moro em SC bem na região do alto vale Catarinense e muitas vezes sofro racismo "contido nas palavras". Algumas nem vale a pena falar outras do tipo: "você está de olho aberto ou fechado?" você consegue ver normal? umas idiotices sem tamanho...

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  6. Algo que os nipo-brasileiros podem se orgulhar é a forma como nossos ancestrais imigrantes superaram essas atrocidades praticadas por esses seres "superiores" que os acossavam.. hehe..
    Hoje, resta a alguns espíritos rasteiros e de baixíssimo nível, um racismo de quinta categoria, por meio de ridicularizações dos descendentes daqueles bravos guerreiros. De minha parte, nao me importo com a piadas nem com estigmas idecorosos de que tentam nos imputar. Nosso silencio é a melhor resposta e a prova de estamos seguros sobre quem somos. E nossas conquistas, a melhor evidencia do que somos capazes. Invejinha não tem vez contra um povo que vive a séculos uma ética de honradez, de prontidão para a guerra e eternamente dispostos a encarar a vida de frente! Matheus.

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  7. Algo que os nipo-brasileiros podem se orgulhar é a forma como nossos ancestrais imigrantes superaram essas atrocidades praticadas por esses seres "superiores" que os acossavam.. hehe..
    Hoje, resta a alguns espíritos rasteiros e de baixíssimo nível, um racismo de quinta categoria, por meio de ridicularizações dos descendentes daqueles bravos guerreiros. De minha parte, nao me importo com as piadas nem com estigmas idecorosos de que tentam nos imputar. Nosso silencio é a melhor resposta e a prova de estamos seguros sobre quem somos. E nossas conquistas, a melhor evidencia do que somos capazes. Invejinha não tem vez contra um povo que vive a séculos uma ética de honradez, de prontidão para a guerra e eternamente dispostos a encarar a vida de frente!

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  8. Infelizmente a discriminação contra orientais ainda é muito forte, as pessoas acham normal ofender e fazer piadinhas contra orientais justamente pelo oriental se manter em silêncio. Assim como os afro descendentes conseguiram obter o reconhecimento de que quaisquer palavras e atos que agridam a integridade moral de um negro, é crime, o mesmo deve ocorrer para com os orientais. Após a mídia ser proibida de fazer qualquer piada que degrina os afro descendentes, atualmente fazem isso para com os orientais. Infelizmente boa parte dos crimes mais ediondos noticiados na mídia são contra os orientais, antigamente eram os negros que sofriam este tipo de agressão.

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    1. Concordo com o que você disse. Porém, alguns pontos merecem ser analisados. O oriental de uma maneira geral é mais cauteloso e, como isso, faz com que o mesmo, diante de uma situação de conflito, tenha mais auto controle. Isso pode ser bom por um lado, pois, toda vez que você parte para agressões físicas ou verbais, você acaba perdendo a razão. Por outro lado, ficar quieto sem dizer nada também não é bom. No caso, a melhor coisa a se fazer, a depender da situação (o ofensor não for um bêbado armado), é argumentar de forma racional e com bom senso, sem se alterar ou esquentar a cabaça. Com relação aos negros, a situação deles foi diferente, pois os mesmos foram escravizados, o que causa um impacto moral maior na sociedade. Soma-se o fato deles serem muito mais numerosos que os japoneses aqui no Brasil, o que dá a eles um maior poder de reivindicação e de defesa.

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    2. Tem certeza? Pois há situações que o indivíduo que odeia japoneses pode provocar uma discussão e até uma luta pelo simples prazer de mostrar que os orientais são uma raça inferior.
      Por mais auto controle que um oriental possa ter há um certo limite de tolerância. E em muitos casos nem o argumento soluciona o problema.
      Mesmo em cidades onde há uma certa concentração de orientais, este preconceito acontece.

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    3. Para isso que há um limite. Passou o limite, pode-se utilizar-se de legítima defesa, rebater com outra ofensa ou registrar um boletim de ocorrência e entrar com uma ação de danos morais contra o ofensor. Acho que depende muito do "japonês", pois tem uns que são mais "asiáticos" que os outros, tanto na aparência, como no jeito de pensar e se comportar. Estes tendem a sofrer mais discriminação com certeza. Se o "japonês" for bem articulado, com um bom tom de voz, social, com certeza ele será muito mais respeitado. Eu, por exemplo, sou descendente e, onde eu vou, sou bem respeitado, justamente porque gosto de conversar, puxar papo, debater assuntos, falar sobre mulher, futebol, política e outros assuntos. O bom de ter crescido no meio dos latinos me fez saber lidar melhor com a sociedade brasileira. Me sinto muito mais um brasileiro latino do que um brasileiro japonês. Assim, posso dizer que amo morar no Brasil e, com certeza, irei me casa com uma tipica brasileira e terei orgulho de tê-la como esposa.

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    4. Interessante cara, após 5 anos resolvi responder seu infeliz comentário, não porque não tinha respostas na época, mas por estar mais ocupado com minha vida pessoal e estimo que a sua continue bem como você alegou.
      Cara você foi muito burro naquela época. Rebater um desaforo? Foi isto que eu li? Ah mas como este cara é babaca. Quando você rebate um desaforo, esta dando liberdade e razões para o agressor te processar, então um processo por danos morais e calunia que você teria direito, é anulada a tua pessoa e passa para o agressor como forma de defesa, ai você se ferra, mané!
      Agora quanto a sua maneira de falar a respeito de "asiáticos", realmente tem muitos que seguem os traços da cultura oriental. E só pra te informar, o termo oriental não se aplica apenas para japoneses, e sim para quaisquer pessoas com descendência na Ásia Oriental, se oriente mais a respeito destes detalhes.
      Tenho minhas dúvidas quanto a você ser realmente "japonês", mas se alega ser, ok. Ser articulado com bom tom de voz, não é garantia de respeito e a sua concepção de respeito é estranha. Creio que você ouve muitas piadinhas, provocações e ironias e leva tudo na esportiva, perfeito. E na certa você deve ser um destes "orientais" que ao ver um amigo teu ofender de graça um "oriental" nas ruas só pelo prazer de desmoralizar um ser humano, você ache graça disto. Creio também que sua condição social e econômica seja favorável o suficiente para que pessoas à sua volta o respeitem, por conta de seu poder, podendo ser de classe alta e dono de seu próprio negócio. É óbvio que qualquer pessoa irá te respeitar e inclusive quaisquer mulher irá se interessar por você.
      Não entendo também esta sua última frase, "com certeza, irei me casa com uma tipica brasileira e tereri orgulho de tê-la como esposa". Realmente espero que você tenha conseguido realizar o seu sonho de casar-se com uma "típica brasileira". Por um acaso você quis dizer que as descendentes de orientais, sejam elas chinesas, coreanas, japonesas, taiwanesas, etc são menos brasileiras que as suas "típicas brasileiras"? Percebe como você rotula até as mulheres? Cara você é um completo idiota, não sabe de nada, só falou merdas e sequer prestou atenção ao meu comentário antes de impor a sua forma de pensar e de viver pensando que todos os descendentes de orientais possuem este seu belíssimo estilo de vida.
      É esta sua forma de pensar que ajuda a proliferar a discriminação e o racismo contra orientais no Brasil. Parabêns babaca.
      Antes de vir latir em meu comentário, sugiro que refaça suas pesquisas pois de 2013 até 2017 e pelos anos que se seguirão, cada vez mais é possível notar grupos de orientais lutando contra a discriminação e o racismo no Brasil. E me refiro a Discriminação quanto a não aceitação das diferenças físicas e culturais dos orientais e racismo pelo ódio e desrespeito que pessoas arrogantes fazem questão de demonstrar contra os orientais.
      Os descendentes de orientais são tão brasileiros quanto os seus "típicos brasileiros".

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    5. Esqueci de mencionar, não interessa se os afro descendentes são maioria, TODOS MERECEM RESPEITO.
      Não use aquela resposta idiota em seu primeiro comentário "...Com relação aos negros, a situação deles foi diferente, pois os mesmos foram escravizados, o que causa um impacto moral maior na sociedade. Soma-se o fato deles serem muito mais numerosos que os japoneses aqui no Brasil, o que dá a eles um maior poder de reivindicação e de defesa."
      Todo ser humano merece respeito, não é só os afro descendentes pela sua maioria, orientais, árabes, todos merecem respeito, maioria e minoria não são e nunca devem ser utilizadas como desculpa para favorecer ou desfavorecer os valores e os direitos. Quando te chamei de babaca, tive razões para tal, pois você não foi capaz elaborar um comentário inteligente e sim burro, em seus dois comentários.
      E mais uma coisa BABACA, quaisquer descendente de orientais, nascidos no Brasil, também são LATINO AMERICANOS. Pois vivemos a cultura deste país maravilhoso.
      Aguardo uma resposta sua, pra ver a opinião do babaca após 5 anos. De oriental você não tem nada, mané.

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    6. Sem contar que esta mané esteriotipou o padrão correto do "oriental" no Brasil, ou seja, rotulou os seus descendentes. E não é capaz de perceber o quanto estas "típicas brasileiras" rotulam os orientais e muitas nos evitam por conta das piadas e frases que sempre denegriram os orientais no país e que muitos são rotulados pela sociedade como sendo "japoneses" e não "brasileiros" quando todos nós somos realmente brasileiros.
      É triste como em 2013 havia orientais burros capazes de desmoralizar os seus próprios descendentes. Mas aguardo a resposta do mané. Ah, babacão, desculpe os adjetivos é o meu jeito brasileiro de ser.

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  9. Excelente matéria. Dificilmente é comentado sobre a discriminação sofrida pelos brasileiros descendentes de japoneses aqui no Brasil, pois, como se sabe, só é racismos o cometido contra negros. No caso dos nipo-descendentes, a discriminação é uma coisa aceita no meio social, infelizmente. Talvez pelo fato dos japoneses serem parte da minoria aqui no Brasil (cerca do 1% da população) o que, por serem muito poucos, ficam mais vulneráveis de sofrerem discriminação, eis que é mais difícil de se defenderem ou obterem apoio. Mas creio que a situação melhorou muito de uns anos para cá, pois em muitos lugares do Brasil, onde as pessoas tem a mente mais aberta, os descendentes de japoneses são bem tratados e estão bem integrados à sociedade, contribuindo para o crescimento do Brasil. Eu, por exemplo, já sofri discriminação, principalmente na infância e adolescência, mas também não foi algo traumático. Lembro-me de um amigo que, sempre que podia, menosprezava os japoneses, sempre com comentários depreciativos. Mas posteriormente vim a descobrir que o mesmo tinha sido molestado quando criança, assim descontava toda a sua angústia nos amigos "diferentes". Hoje o coitado é viciado em drogas. Sinto pena dele e espero que saia dessa. Por isso que no caso de certas pessoas, o fato de discriminarem um certo grupo étnico com comentários depreciativos, é pelo fato de terem sofrido algum abuso na infância ou adolescência, ou tenham passado ou passam por algum problema grave e traumático na família. O resto das pessoas que discriminam por discriminar, é pelo fato da ignorância mesmo. Mas como eu disse, as coisas aos poucos estão melhorando.

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  10. Sofri preconceito desde criança. Lembro-me bem que tendo apenas 12 anos, me olhava no espelho procurando o que eu tinha de tão diferente em relação aos outros ! Na adolescente, percebi que o tipo oriental não era o padrão desejado pelas meninas. Quando adulto, sempre sofria preconceito travestido de "brincadeiras" e "piadas", no trabalho, no clube e até em igreja. Cresci com problemas. Quando comentava com alguém sobre isso, me culpavam por dar tanta atenção a uma "bobeira" como essa !! Pior é que vejo muitas crianças descendentes sofrendo a mesma discriminação, talvez, mais atenuada nos dias de hoje. E falam claramente que não gostam de serem chamadas de japoneses. Os adolescentes odeiam namorar outros descendentes e preferem brasileiros. Outro dia, presenciei um fato muito triste: um senhor japonês de 80 anos sendo xingado por um brasileiro que questionou o porquê dele não voltar para sua terra o Japão, como se, tendo nascido aqui no Brasil, esta terra não foi seu berço. Triste... é o preconceito que se esconde em cada brincadeira, em cada piada, em cada sorriso sarcástico, mas que não admite ser contrariado, afinal é só uma "brincadeirinha" inocente !!!

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    1. Caro amigo, lamento muito a sua triste experiência com esse preconceito aceito em nossa sociedade. Creio que, assim como você, muitos outros descendentes estejam passando pela mesma situação. Como sabemos, nós, sim, somos a minoria aqui no Brasil. Por consequência, somos mais vulneráveis. Seria legal que você citasse o nome da cidade onde você sofreu e vem sofrendo preconceito, para que outros descendentes de japoneses possam evitar de ir parar em um lugar como esse. Baseado na minha experiência, eu recomendo a todos os descendentes a evitarem cidades onde não há muitos japoneses, pois as pessoas não vão estar habituadas com japoneses e irão discriminar mesmo. Como os descentes em um lugar assim serão minoria, não terão como lutar contra uma multidão ignorante. Outro lugar que os descendentes devem evitar são as cidades pequenas, pois, no geral (há exceções, claro), as pessoas de cidades pequenas são mais ignorantes e preconceituosas, além da vida em uma cidade pequena ser patética e sem nada de interessante para se fazer. Outra coisa que eu recomento é, sempre que possível, fazer boletim de ocorrência nos casos de racismo. Se tiverem testemunhas para comprovar a ofensa, levem a diante e denunciem, mesmo que não dê em nada (como quase tudo aqui no Brasil).

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    2. E quando as próprias testemunhas detem o mesmo racismo que o indivíduo em questão e se voltam contra você?
      Neste caso o oriental acaba perdendo todas as chances de abrir um processo contra o vizinho problemático.
      Mudar de cidade ou de bairro também pode não ser uma opção tão viável por conta dos custos que atrapalham quaisquer planos deste tipo, a não ser que não tenha uma casa própria.
      Passo por esta situação e é um inferno, quando não tenho obrigações e passo o dia em casa isto se torna um sinal para que meu vizinho racista comece a bisbilhotar minha casa aguardando o momento que possa me ver para soltar os desaforos, tenho aturado a imaturidade do infeliz por 15 anos, e não é apenas um e sim sua família inteira, não bastando ainda os vizinhos que residem próximo a residência deste indivíduo ficam do lado do sujeito.
      Resultado: Acabo ficando preso dentro de casa, impossibilitado de ficar na janela ou no quintal, para evitar desgastes com o desgraçado.

      Esta dificil aturar esta situação...ainda mais quando recebem visitas de amigos e familiares, pois passam a soltar desaforos em alto e bom som.

      Caso alguém saiba de alguma alternativa para acabar meu problema, agradeço pois o caso é muito sério e isto esta atrapalhando minha vida, a qualquer hora posso cometer um homicídio para encerrar de vez o meu problema e não quero ter que chegar a este ponto.

      Tenho 31 anos e desde os 17 quando este vizinho chegou ao bairro, a minha vida se transformou num inferno.

      O problema do brasileiro em geral é quando não tem o que fazer, procura sarna pra se coçar.

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    3. E só pra completar, eu jamais dei motivos para meus vizinhos me detestarem, sempre mostrei respeito, porém é muito facil perceber que estas pessoas que tem preconceito contra orientais mostrarem toda sua ignorância pra defender alguém da mesma laia.

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    4. Nesse seu caso, pelo que você descreveu, a melhor opção é se mudar para outro lugar. Sei que mudanças não são simples, mas você deve achar uma solução para os seus problemas e não esperar que outros façam isso por você. Se a casa for sua, saia dela e alugue-a, e, com o aluguel, vc aluga outra casa em outro lugar. A internet existe para isso: para fazer pesquisas e achar soluções para os problemas.

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    5. Caso tais pessoas estiverem proferindo ofensas de cunho racial, faça o seguinte: pegue um gravador ou câmera e grave/filme o ocorrido. De uma forma que os ofensores não saibam. Caso for conversar com eles, já vai com um gravador preparado e grave toda a conversa desde o início. Já vá preparado para ficar calmo e não perder a linha, afinal, você quer que eles te ofendam. Se quiser algo mais apurado, tente ir com outra pessoa para que esta grave a cena. Daí contrate um bom advogado e deixa o pau torar. Ah, depois que vc tiver gravado ou filmado, vc chega para os ofensores e fala que vai colocar no youtube para o Brasil inteiro ver. Taí a minha dica, amigão.

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    6. Ah tá certo, mudar de casa e aceitar as injúrias proferidas por pessoas sujas? E onde fica o orgulho? É preciso ser muito idiota e burro para falar tanta asneira e é por isto que atitudes negativas se espalham na sociedade. Quem mora no mesmo bairro tem o dever como cidadão de respeitar os seus vizinhos sejam eles orientais, árabes ou europeus. Sou mais a favor daquele comentário que a pessoa falou que era melhor gravar, obter provas e processar os agressores ao invés de aceitar as ofensas, calunias e difamações e mudar de bairro com o rabo entre as pernas por uma coisa que você não fez.

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  11. No meu ponto de vista, baseado na minha vivência, o preconceito sofrido pelos japoneses no Brasil, por parte de alguns brasileiros, não é por racismo, mas sim por mera ignorância mesmo. Muitos, por desconhecer a cultura japonesa, bem como o país em si, faz com que os mesmos passem a odiar um determinado grupo étnico, sem ao menos ter nenhuma noção sobre tal grupo. Já morei em várias cidades do Brasil e, dependendo do lugar, as pessoas são mais ignorantes e, com isso, tendem a discriminar mais. A solução, na maioria das vezes, é vazar fora do lugar, principalmente em se tratando daquelas cidades do interior onde as pessoas são caipiras, xucras e ignorantes. Não tem como mudar a cabeça de um bando de ignorantes. Logo, a melhor coisa a ser feita é procurar uma cidade melhor, pois morar em um fim de mundo cheio de caipiras ridículos é atraso de vida total. Hoje, por exemplo, eu moro em uma cidade média do Paraná, na qual, infelizmente, eu vejo que ainda há um certo preconceito contra os japoneses. Ocorre que, pelo que eu tenho visto, essa mentalidade estúpida é mais de pessoas sem estudo, problemáticas, frustradas e sem cultura, pois no meu grupo de amigos de trabalho, não há nenhum ignorante. Por isso que eu digo que, quanto mais ignorante for a pessoa, mais preconceituosa vai ser ela. Quanto mais instruída for a pessoal, mais cabeça aberta ela vai ser com os japoneses. Eu me lembro que, quando eu era criança, eu costumava a ler aquelas gibis da Turma da Monica e, ao ler o gibi do Chico Bento, tinha uma história em que o pai do Zé Lelé saiu da roça e foi para a cidade grande. Ao chegar lá e ver o metro, coisa que ele, por morar na roça, nunca tinha visto, começou a xingar, jogar objetos e a tentar a laçar o metro. A mesma coisa se aplica às pessoas que tem preconceito contra os japoneses. Quando alguém está discriminando, xingando um descendente de japoneses, é a mesma coisa do pai do Ze Lelé na cidade grande xingando o metro.

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    1. Fácil falar quando você vive em casa alugada, até parece que é fácil vender a casa comprada com tanto suor e vendê-la para ir morar em outro lugar só por causa de um bando de ignorantes.
      Há moradores que não gostam da presença de novos vizinhos, principalmente se a casa ao lado for alugada, por conta da bagunça, desrespeito, conduta típica de pessoas que vivem de aluguel, embora alguns se salvem. E isto não tem nada haver com preconceito, mas é óbvio se você descende de orientais e faz merda para com seus vizinhos é lógico que eles irão te ofender pela sua descendência por não saberem o seu nome.
      Os descendentes de japoneses, sofrem preconceito mais em parte das mulheres que acreditam naqueles "mitos" populares contra orientais e em relação aos homens é mais por conta de no Japão, os homens se embelezarem tanto a ponto de se assemelharem à mulheres, ou seja, acham que os descendentes aqui no Brasil são tão afeminados quanto os do Japão, e isto não é verdade pois vivemos a cultura latino americana.
      O que degrine a imagem de um descendente de orientais, assim como os afro descendentes e não excluindo as religiões como os judeus e muçulmanos, todos sofrem discriminação racial e preconceito por meio da mídia. A Rede Globo principalmente é uma das maiores responsáveis por gerar tanta polêmica em cima de outras culturas e muitas vezes deixam a má impressão de que descendentes de orientais, são preconceituosos, racistas e são a escória da sociedade brasileira quando isto não é verdade.
      Há muitas pessoas que tratam normalmente os orientais, afro descendentes, judeus, muçulmanos, etc como pessoas normais, independente da classe social. Porém, existe sim um pequeno número, embora relevante, de pessoas ignorantes que agridem verbal e fisicamente não só orientais, mas como todos a sua volta e me refiro aos marginais que se ocultam na figura de pessoas comuns.
      Isto é retrato de um país legitimamente "falido". E por fim, você chamou as pessoas ignorantes de caipiras e taxou os moradores de cidades do interior de fúteis em seu modo de dizer. Quer dizer que você quer combater o preconceito sendo tão ou até mais preconceituoso que as poucas pessoas que te degrinem moralmente? E se sofreu com a ignorância, diga o por quê não reuniu provas para processar os indivíduos que te insultaram?
      Esta de ouvir desaforos, se calar e consentir saindo de fininho para morar em outro canto, não convence.
      A imagem dos japoneses no Brasil é esta que você como tantos outros passam, de que orientais são covardes e fugiram pro Brasil para buscar refúgio durante a 2ª Guerra Mundial. Seja você homem ou mulher, mostre o seu orgulho por descender de uma raça tão admirada no mundo e que você não é nada do que as pessoas te rotulam.
      Você não é o único brasileiro a "engolir sapos", todos dotamos da mesma "dieta", mas é preciso ter "maturidade" e "sabedoria" para lidar com situações delicadas como o racismo, o preconceito e a ignorância gerada pela impunidade.

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