Avô de Isabella foi a apartamento logo após enterro (G1)


Livro de portaria confirma presença de Antônio Nardoni (foto) por 15 minutos no Edifício London. Questionado pela polícia, ele diz que não destruiu provas no apartamento.


O avô paterno de Isabella, Antonio Nardoni, ficou cerca de 15 minutos no Edifício London dois dias depois da morte da menina. Ele chegou com parentes horas depois de acompanhar o enterro da neta. A entrada do advogado é confirmada pelo livro de registros do prédio.

Dois carros da família Nardoni chegaram ao prédio de onde Isabella foi jogada duas horas e vinte minutos após o enterro da menina no Cemitério Parque dos Pinheiros, na Zona Norte de São Paulo.

O livro de registros do Edifício London mostra que, em 31 de março, por volta das 12h, o senhor Nardoni entrou de carro pela garagem e, logo em seguida, interfonou do apartamento de Alexandre, de número 62, dizendo que o cunhado dele estava descendo para pegar a chave do apartamento 63, que é de Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre.

O que a polícia quer saber é se Antonio Nardoni e as pessoas que estavam junto com ele no prédio dois dias depois da morte de Isabella mexeram no apartamento.

Na quarta-feira (23), Antonio Nardoni prestou depoimento e confirmou que foi ao Edifício London no dia do enterro. Mas ele afirma que apenas retirou roupas.
Ao ser questionado pela polícia, o pai de Alexandre negou ter destruído evidências do crime.

A irmã de Alexandre Nardoni, Cristiane, também foi ouvida na quarta-feira (23), e também negou que tenha destruído provas quando entrou no apartamento na noite do crime.

O apartamento só foi lacrado quatro dias depois do crime, e será reaberto no próximo domingo (27), às 9h. Nesta quinta-feira (24), policiais começaram a preparar a reconstituição. O espaço aéreo em torno do prédio, num raio de 3 km, será fechado por 14 horas. A rua será parcialmente interditada e só será permitida a passagem de moradores.

Para a reconstituição, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deverão voltar ao Edifício London. Também participarão o porteiro do prédio, dois vizinhos, funcionários do resgate, a mulher do subsíndico, o avô paterno, a tia de Isabella, Cristiane, e a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, também vão participar da reconstituição.

Juntos, eles Vão tentar refazer a seqüência dos fatos daquela noite de 29 de março, registrada assim no livro da portaria do Edifício London:

O funcionário escreveu: "Aproximadamente à meia-noite, escutei um barulho bem alto. Quando olhei para fora da guarita, tinha uma menina na grama. Imediatamente interfonei para o senhor Lúcio - um morador - para ligar para polícia e para as ambulâncias." Ele termina: "a menina ainda estava viva."

> Caso Isabella.

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