Vítima de atentado durante ditadura se sente injustiçado (Folha)

DA REPORTAGEM LOCAL

Vítima de um atentado praticado pela Vanguarda Popular Revolucionária, em 1968, contra o consulado dos EUA no Brasil, Orlando Lovecchio Filho, 62, descobriu que seu algoz ganha do governo federal uma ajuda mensal de R$ 1.627 mais R$ 400 mil por atrasados, conforme informou anteontem o colunista Elio Gaspari.

Em janeiro, o governo reconheceu o economista gaúcho Diógenes Carvalho de Oliveira, ex-petista e um dos que participaram do atentado, como anistiado político.
"O governo negou duas vezes o meu pedido de ajuda. O autor do dano tem mais direito do que a vítima", disse.

Ele perdeu parte da perna após a explosão de uma bomba e ainda teve de provar que não tinha responsabilidade no atentado. Hoje recebe do governo R$ 571 mensais.
Também participaram da ação os arquitetos Sérgio Ferro, que vive na França, Rodrigo Lefèvre, morto em 1984, Dulce Maia, que mora no interior paulista, e um homem não identificado.

"Eu era um estudante comum, nem de direita nem de esquerda. Voltava para casa quando fui ferido." A explosão o arremessou para o outro lado da calçada. O tímpano esquerdo foi furado.

"Foi o fim do sonho de ser piloto comercial", afirmou.

O Ministério da Justiça informou que é lei é para perseguido político e que Lovecchio não se enquadra nesse perfil. Diógenes não foi localizado pela reportagem.

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