Para delegado, queda de menina em prédio foi homicídio (G1)

Ainda não se sabe quem jogou a garota de 5 anos de prédio na Zona Norte de SP

Em depoimento, pai afirmou que criminoso invadiu o edifício, diz polícia


por Marcelo Mora

O delegado Calixto Calil Filho, titular do 9º DP (Carandiru), disse na tarde deste domingo (30) que a queda de uma menina de 5 anos de um prédio na Zona Norte de São Paulo foi um homicídio de autoria desconhecida. Calil Filho afirmou, no entanto, que, até o momento, a polícia não tem como apontar quem jogou a criança do sexto andar do prédio do pai dela no fim da noite deste sábado (29). "Não há indício forte contra ninguém. Não há indício algum de participação deste ou daquele", afirmou.

Segundo o delegado, a polícia trabalha com duas hipóteses: o criminoso pode ser ligado à criança ou ter invadido o apartamento. O pai e a madrasta da garota, que chegaram à delegacia à 1h deste domingo (30), serão liberados ainda nesta noite, disse Calil Filho.

De acordo com o titular do 9º DP, o pai da criança, que é consultor jurídico, contou durante o depoimento que um criminoso teria invadido o edifício. Calil Filho afirmou que vê com reservas essa versão, pois nada foi levado do apartamento. O consultor teria afirmado ainda que tem um inimigo, que será procurado pela polícia. A perícia constatou que a tela da janela do quarto onde a menina estava foi cortada.

Em seu depoimento na delegacia, o pai contou que chegou no prédio por volta das 23h de sábado (29) com sua atual mulher e os três filhos - a menina, da primeira união, e os dois meninos, um de 3 e outro de 10 meses -, todos dormindo. Ele subiu com a menina para o apartamento, enquanto a mulher ficou no carro com os outros meninos.

Depois de deixá-la no quarto, com a luz apagada, trancou a porta e voltou para a garagem. Ao retornar ao apartamento, a porta continuava trancada, mas a luz de um abajour estava acesa no quarto onde a menina foi deixada e já havia um buraco na rede de proteção.

A criança será enterrada na manhã desta segunda-feira (31) no Cemitério Parque dos Pinheiros, na Zona Norte. O corpo foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML) nesta tarde por um tio e pelo avô materno. Eles disseram que a mãe da garota está em estado de choque.

> Dossie do caso Isabella.

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