"Ações da Universal e Força Sindical são chantagem", diz diretor da ANJ (Comunique-se)

por Carla Soares Martin

O diretor do Comitê de Liberdade de Expressão da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Paulo de Tarso Nogueira, disse na quarta-feira (12/03) que as ações de fiéis e da Universal, além da análise por parte dos advogados da Força Sindical das reportagens sobre a central sindical e o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, com a possibilidade de entrar com ações contra a mídia por danos morais, são um “processo de chantagem”.

Nogueira deu as declarações durante o lançamento do 7º Prêmio ANJ de Criação Publicitária, na manhã de quarta, em café da manhã no Hotel Fasano, em São Paulo. Nogueira, jornalista, advogado e também assessor jurídico do Estadão, acredita que a entrada das ações é uma “tentativa de chamar a atenção”, tanto por parte da Universal como da Força.

“O cidadão tem o direito de ser informado. A liberdade de expressão é a base da cidadania. O compromisso com a verdade, no entanto, sempre deve existir”, afirmou. Nogueira argumentou que o Código de Ética (dos jornais que pertencem à ANJ) está aí, para que o jornalista exerça sua função com responsabilidade.

Deadline

O diretor do Comitê de Liberdade de Imprensa da ANJ acrescenta que o deadline – tempo determinado para fechar uma edição – atrapalha a apuração e provoca deslizes no jornalismo. “O jornalista nunca deve sacrificar a qualidade pela rapidez. Não pode se pautar pelo boato.”

Nogueira afirma, no entanto, que o tempo também tem a sua limitação. “O que aconteceria se a redação não respeitasse o deadline? Não fecharia”, afirmou.

O outro lado

A reportagem do Comunique-se tentou localizar representantes da Universal para comentar as declarações, mas não teve resposta. Paulinho disse que seus advogados poderiam comentar a questão. Procurado pelo Comunique-se, o advogado da Força, Luiz Flávio D’Urso, não foi encontrado.

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