Caso Isabella: madrasta terá psicólogo na cadeia (Estadão)

Isolada, Anna Carolina não receberá visitas por 10 dias

Josmar Jozino, Marcela Spinosa e Simone Menocchi

Anna Carolina Jatobá (foto), de 24 anos, madrasta de Isabella, vai ter acompanhamento psicológico na Penitenciária Feminina de Tremembé, no Vale do Paraíba, a 135 km de São Paulo, para onde foi transferida na noite de quinta-feira. Ela está em cela isolada na ala do seguro, chamada Casa Nova, onde ficam as recém-chegadas e detentas com problemas no convívio.

Segundo agentes penitenciários, Anna Carolina chegou cansada e abatida. Um funcionário contou que a presa estava traumatizada com as hostilidades sofridas nas 11 horas em que permaneceu na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, no Carandiru, zona norte. As presas da capital a chamaram de assassina e ameaçaram matá-la. Por isso, ela foi transferida.

A ala Casa Nova tem dois pavimentos. Na parte superior ficam 11 celas de cada lado. Na parte inferior estão instaladas as escolas. O xadrez de Anna Carolina tem 10 m². No mesmo espaço há um banheiro com bacia de louça e chuveiro com água quente. A cela não tem TV.

Do lado oposto da Casa Nova fica o setor habitacional, com dois pavimentos. Na parte de cima, estão as celas coletivas. Embaixo, funcionam as oficinas de trabalho. Um pátio para banho de sol separa a parte inferior da Casa Nova e do setor habitacional. O presídio tem capacidade para 140 presas e abriga 180.

Anna Carolina ganhou roupa de cama, se alimentou e passou a noite chorando. Ela não vai receber visitas por pelo menos dez dias, período em que ficará em Regime de Observação (RO), tomando banho de sol por uma hora diária sozinha e não tendo qualquer contato com as outras presas.

O período de adaptação varia de 10 a 30 dias e serve para a administração do presídio saber como será a reação das presas quando a acusada passar a fazer parte da rotina da unidade. Foi o que aconteceu com Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por matar os pais. Em fevereiro de 2006, Suzane foi transferida para Tremembé onde foi bem recebida, depois do período de adaptação, de 30 dias. Tremembé tem 35 mil habitantes e quatro penitenciárias, onde hoje estão 4 mil presos. Ontem, nenhum advogado esteve na penitenciária.

ALEXANDRE

A presença de Alexandre no 13º Distrito Policial, onde está preso desde quarta-feira, tem incomodado os outros detentos. Por causa do clima de hostilidade, às 17 horas de ontem o supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE), delegado Luiz Antonio Pinheiro, foi ao local para dizer aos 33 presos que eles terão de aceitar Alexandre. Havia rumores de que Alexandre seria transferido.

Ontem foi dia de visitas. Antônio e Cristiane Nardoni, respectivamente pai e irmã de Alexandre, chegaram atrasados ao local, às 13h10. Só o pai pôde ver o acusado. Nardoni disse que ele passa bem. No almoço, os presos receberam marmita com arroz, feijão, carne, farofa e salada.

> Caso Isabella.

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