<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999</id><updated>2012-02-03T00:09:40.745-02:00</updated><category term='animais'/><category term='sociedade'/><category term='justiça'/><category term='religião'/><category term='antropologia'/><category term='Valdemiro Santiago'/><category term='bate-boca'/><category term='jornal'/><category term='lula'/><category term='tramóia'/><category term='negócio'/><category term='mundo'/><category term='governo'/><category term='livro'/><category term='mídia'/><category term='educação'/><category term='economia'/><category term='outros temas'/><category term='violência'/><category term='Igreja Mundial'/><category term='política'/><category term='maracutaia'/><category term='biografia'/><category term='ecologia'/><category term='cultura'/><category term='história'/><category term='internet'/><category term='saúde'/><category term='tv'/><category term='ciência'/><category term='comportamento'/><category term='revista'/><category term='brasil'/><title type='text'>Íntegras</title><subtitle type='html'>Transcrição de textos citados no Paulopes Weblog ou sugeridos para leitura</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1014</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8262101559038271204</id><published>2011-07-04T01:29:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T01:29:59.286-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Um dia as máquinas vão começar a pensar como os humanos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fC1QRksxjxo/ThFBQJpOowI/AAAAAAAASqI/pTwcyYCQn8k/s1600/maquina+pensante.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-fC1QRksxjxo/ThFBQJpOowI/AAAAAAAASqI/pTwcyYCQn8k/s1600/maquina+pensante.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;por &lt;b&gt;Adam Gopnik&lt;/b&gt; para o jornal La Repubblica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequeno, no Instituto Franklin, na Filadélfia, havia uma máquina que jogava o jogo da velha e nunca perdia. Independentemente de onde você colocava o seu X, o O dele sempre era o certo. Ele conseguia vencer sempre ou lhe obrigava a um empate, mesmo que você tivesse a vantagem de começar e ocupava a casa do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela máquina parecia extremamente inteligente para um menino de oito anos, mas a minha mãe – grande lógica, linguista, especialista já então da linguagem de programaçãoFortran – em uma de nossas frequentes visitas àquele museu, me explicou que a inteligência era apenas a última das qualidades dessa máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Substancialmente, de fato, essa máquina sabia fazer uma única coisa: aquele jogo fundamentalmente banal – e ela sabia jogar bem apenas porque havia sido programada para seguir uma rede automatizada de interruptores on-off. Portanto, não pensava. Mantinha apenas um registro daquilo que acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas máquinas e os novos programas são verdadeiramente mais inteligentes? Os céticos apontam que o que eles sabem fazer não é, na verdade, o que nós definimos como "inteligente". Eles contêm uma ampla gama de exemplos, uma grande casuística, mas a sua capacidade lógica não é muito diferente daquela da máquina que jogava o jogo da velha no museu de ciências. Têm memórias poderosas e uma extraordinária capacidade de analisá-las rapidamente para encontrar o que é útil em uma dada circunstância, mas tudo isso não demonstra que saibam pensar, programar, encontrar estratégias, surpreender ou conceber um plano tão absurdo a ponto de funcionar perfeitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora em planos diferentes, em substância, se limitam ainda a combinar um cenário familiar "A" a uma solução pré-determinada "A". Reconhecem um movimento ou uma situação particular no tabuleiro e conseguem encontrar na sua memória o movimento a ser feito que, na maioria das vezes, leva à vitória quando jogam contra seres humanos, mas isso – resmungam os céticos – é simplesmente uma estupidez bem indexada, não autêntica inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre pensei que o teste de Turing [usado para medir se uma máquina é capaz de pensar] era abstração pura, um problema de filósofos, e, ao contrário, ele me levou ao nascimento de verdadeiras competições – como se o paradoxo de Zenão tivesse levado a autênticas corridas entre tartarugas e guerreiros gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os detalhes dos testes de Turing e das competições são o assunto tratado pelo maravilhoso livro de Brian Christian, poeta e apaixonado por computadores, que se intitula The Most Human Human (Ed. Doubleday), um dos raros herdeiros literários de sucesso de Gödel, Escher, Bach, no qual arte e ciência se reencontram em uma mente comprometida, e o seu encontro produz verdadeiras faíscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christian avança em uma ideia mais sutil e poética quando afirma que a linguagem humana não é apenas troca de axiomas, ou mesmo de abreviações codificadas em nível emotivo, mas sim uma atividade realizada no limite entre a "perda de qualidade" de uma comunicação comprimida e a versatilidade com a qual nós a comprimimos; entre a nossa consciência de que de qualquer coisa que dizemos devemos necessariamente excluir muitíssimas informações por motivos econômicos e a nossa capacidade de tornar tal economia eloquente e informativa em qualquer caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem das crianças pequenas, por exemplo, é um exemplo perfeito de compressão bem equilibrada com a concisão. O que ao estranho soa limitado e repetitivo, para o ouvinte informado é cheio de nuances, como Henry James.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a inteligência humana tem outro ponto a seu favor: o senso de urgência que confere à inteligência humana uma força totalmente particular. Talvez a nossa inteligência acaba apenas com a nossa mortalidade: em grande medida, é a nossa mortalidade. Imaginemos por um momento que damos a seguinte disposição a uma série de computadores interconectados e capazes de se corrigir, programados para chegar a um objetiva deliberadamente indeterminado e de longo prazo: "Façam o máximo de cálculos significativos que vocês conseguirem e tentem fazer mais do que qualquer outro computador do laboratório".&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imaginemos, depois, que cada um desses computadores tenha uma banana de explosivos conectado ao seu microprocessador (CPU, unidade central de processamento), com um fusível de ação retardada e uma instabilidade de alguém de 70 anos, e que cada um deles saiba disso. Acrescentemos que o ácido corrosivo que detona o fusível desacelera todas as funções do computador, de modo que, provavelmente, ele faça cálculos mais significativos em interface com um outro computador antes que as suas conexões se desgastem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os computadores, portanto, em qualquer momento, deveriam tomar decisões  terrivelmente difíceis e avaliar se vale a pena investir em um determinado cálculo, levando em conta o mais genérico encargo por tempo limitado de efetuar cálculos verdadeiramente significativos. Eles, portanto, deveriam, por exemplo, avaliar as vantagens e as desvantagens relacionadas ao fato de trocar informações rapidamente perante a consciência da sua iminente destruição e das exigências de todos os outros encargos que é necessário que desenvolvam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns se jogariam para trás e não fariam nada mais do que efetuar cálculos por conta própria. Alguns fariam conexões de modo frenético. Outros ainda se perguntariam se vale a pena tentar vencer um programa de televisão de quiz, já que o objetivo principal era vencer a disputa dos "cálculos mais significativos". Os computadores efetuariam cálculos sobre a justa relação entre o tempo necessário e o significado alcançado e os distribuiriam em toda a rede criada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando-se em conta as pressões devidas aos limites temporais, os cálculos provavelmente seriam breves – digamos de dez ou onze linhas, no máximo – e o mais significativo em toda a probabilidade seria compartilhado com todas as outras máquinas (poderiam até mesmo se tornar mais facilmente memorizáveis graças aos ritmos e às configurações melódicas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas máquinas, sem dúvida, começariam a produzir subprogramas que meditem mais abstratamente sobre as dificuldades de ser uma máquina inteligente, com um iminente risco de explosão ("Às minhas costas, sinto um programa incumbente se aproximar cada vez mais", "Reunam todas as suas funções, enquanto podem!").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de uma geração, ironia, poesia, ambiguidade, êxtase se tornarão partes integrantes da produção e da percepção dos computadores. Serão inteligente e limitados, exatamente como nós somos inteligentes e limitados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2011/05/russo-desenvolve-cyborg-para-hospedar.html"&gt;Russo desenvolve cyborg para hospedar a alma; igreja protesta.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;maio de 2011&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8262101559038271204?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8262101559038271204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/07/um-dia-as-maquinas-vao-comecar-pensar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8262101559038271204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8262101559038271204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/07/um-dia-as-maquinas-vao-comecar-pensar.html' title='Um dia as máquinas vão começar a pensar como os humanos'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fC1QRksxjxo/ThFBQJpOowI/AAAAAAAASqI/pTwcyYCQn8k/s72-c/maquina+pensante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-2869883588456118374</id><published>2011-06-09T07:53:00.000-03:00</published><updated>2011-06-09T07:53:16.356-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas</title><content type='html'>da &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/"&gt;BBC Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JQ_Mb6eqH-4/TfClNQ3UwqI/AAAAAAAASRs/V59gZKzSzzk/s1600/sapo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; display: inline !important; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-JQ_Mb6eqH-4/TfClNQ3UwqI/AAAAAAAASRs/V59gZKzSzzk/s320/sapo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer", disse. "Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe de pesquisadores também descobriu que o sapo Bombina maxima (Bombinatoridae) produz uma proteína que pode estimular o crescimento de vasos sanguíneos, o que pode ajudar pacientes a se recuperar de ferimentos e operações muito mais rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isto tem o potencial para tratar uma série de doenças e problemas que precisam do reparo rápido dos vasos sanguíneos, como a cura de feridas, transplantes de órgãos, ulcerações diabéticas e danos causados por derrames ou problemas cardíacos", disse Shaw.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o professor, os cientistas e companhias farmacêuticas do mundo todo ainda não conseguiram desenvolver um medicamento que possa, de forma eficaz, ter como alvo o controle do crescimento de vasos sanguíneos, apesar dos investimentos em torno de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O objetivo de nosso trabalho na Queens (University) é revelar o potencial do mundo natural - neste caso, as secreções encontradas na pele de anfíbios - para aliviar o sofrimento humano", disse Shaw.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos totalmente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos de nossos problemas, precisamos apenas fazer as perguntas certas", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao comentar o trabalho da equipe de Chris Shaw, o professor Brian Walker e o Dr. Tianbao Chen, do painel julgador do prêmio Medical Futures Innovation, afirmaram que querem estimular os pesquisadores, para que eles progridam com seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muitas das grandes descobertas ocorreram através do acaso e a ideia do professor Shaw é, sem dúvida, muito inovadora e animadora", afirmou o painel. "É importante perceber que a inovação está em primeiro estágio e é necessário muito trabalho para tornar isto em uma terapia clínica."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-2869883588456118374?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/2869883588456118374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/06/peles-de-sapos-podem-tratar-mais-de-70.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2869883588456118374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2869883588456118374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/06/peles-de-sapos-podem-tratar-mais-de-70.html' title='Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JQ_Mb6eqH-4/TfClNQ3UwqI/AAAAAAAASRs/V59gZKzSzzk/s72-c/sapo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-9044043583099934910</id><published>2011-06-03T08:15:00.000-03:00</published><updated>2011-06-03T08:15:39.907-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antropologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Hominídeo macho de há 2 milhões de anos era 'caseiro', diz estudo</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Marco Varella&lt;/b&gt;, colaborador da &lt;a href="http://www.folha.uol.com.br/"&gt;Folha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores acabam de mostrar que, entre ancestrais do homem que viveram na África, as fêmeas é que costumavam se aventurar para longe de seu grupo de origem na hora de acasalar.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8qewgXMTpEs/TejCFfPeqTI/AAAAAAAASNw/sP3XG3FBg4o/s1600/Australopithecus+africanus.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-8qewgXMTpEs/TejCFfPeqTI/AAAAAAAASNw/sP3XG3FBg4o/s320/Australopithecus+africanus.jpg" width="296" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já os machos das espécies Australopithecus africanus [na reprodução] e Paranthropus robustus, que viveram há cerca de 2 milhões de anos, tendiam a ficar em casa ""no caso, um conjunto de cavernas na África do Sul"" após a puberdade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A novidade do estudo, que está na revista &lt;i&gt;Nature&lt;/i&gt;, é que ele usa uma tecnologia de ponta, a chamada ablação a laser, para "buscar novas formas de fazer ossadas antigas falarem", diz Matt Sponheimer, da Universidade do Colorado, um dos autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma técnica não invasiva em que o laser identifica o nível de variantes do elemento químico estrôncio presentes no esmalte dos dentes dos hominídeos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O estrôncio ocorre naturalmente em rochas e no solo e é incorporado por animais durante a alimentação. A proporção das variantes do elemento, o estrôncio-87 e o estrôncio-86, deu aos cientistas pistas precisas sobre os locais de alimentação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Até agora essa inferência era mais indireta, feita, por exemplo, a partir da forma dos dentes. Mas, com o uso de ferramentas, essa relação pode ser mascarada, pois os alimentos duros podem ser processados antes. A nova técnica "diminui essas fontes de incerteza", diz Patrícia Izar, primatóloga do Instituto de Psicologia da USP.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O estudo mostrou que 75% das fêmeas cresceram em locais distantes das cavernas, contra só 17% dos machos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo Izar, a chave para entender o fenômeno é a disponibilidade de alimentos de alta qualidade, os que são cruciais para a reprodução.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se eles existem em grande quantidade e com alta qualidade, e podem ser monopolizados, as fêmeas permanecem no seu grupo de origem, formando coalizões de defesa baseadas no parentesco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já se os alimentos estão uniformemente distribuídos no habitat, sendo difíceis de monopolizar pelas fêmeas, os machos é que ficam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Esse segundo cenário é, por exemplo, a situação de chimpanzés e de muitos grupos humanos. "Se eles estiverem certos, os padrões de busca de alimento e estrutura social previstos para o nosso gênero já estavam presentes nessa época", afirma Izar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/10/grupo-acha-o-mais-antigo-esqueleto-de.html"&gt;Grupo acha o mais antigo esqueleto de ancestral humano.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outubro de 2009&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-9044043583099934910?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/9044043583099934910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/06/hominideo-macho-de-ha-2-milhoes-de-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/9044043583099934910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/9044043583099934910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/06/hominideo-macho-de-ha-2-milhoes-de-anos.html' title='Hominídeo macho de há 2 milhões de anos era &apos;caseiro&apos;, diz estudo'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8qewgXMTpEs/TejCFfPeqTI/AAAAAAAASNw/sP3XG3FBg4o/s72-c/Australopithecus+africanus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-7867242446639365460</id><published>2011-05-23T09:57:00.000-03:00</published><updated>2011-05-23T09:57:44.568-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><title type='text'>Estudo identifica tribo amazônica que não conhece conceito de tempo</title><content type='html'>da &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/"&gt;BBC Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lLEUYPJcRjo/TdpZed0h5lI/AAAAAAAASGY/lgYjd1GCzO4/s1600/tempo-do-relogio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-lLEUYPJcRjo/TdpZed0h5lI/AAAAAAAASGY/lgYjd1GCzO4/s1600/tempo-do-relogio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pesquisadores brasileiros e britânicos identificaram uma tribo amazônica que, segundo eles, não tem noção do conceito abstrato de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamada Amondawa, a tribo não tem as estruturas linguísticas que relacionam tempo e espaço – como, por exemplo, na tradicional ideia de “no ano que vem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo feito com os Amondawa, chamado “Língua e Cognição”, mostra que, ainda que a tribo entenda que os eventos ocorrem ao longo do tempo, este não existe como um conceito separado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia é polêmica, e futuras pesquisas tentarão identificar se isso se repete em outras línguas faladas na Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro contato dos Amondawa com o mundo externo ocorreu em 1986, e, agora, pesquisadores da Universidade de Portsmouth (Grã-Bretanha) e da Universidade Federal de Roraima começaram a analisar a ideia de tempo da forma como ela aparece no idioma falado pela tribo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não estamos dizendo que eles são ‘pessoas sem tempo’ ou ‘fora do tempo’”, explicou Chris Sinha, professor de psicologia da língua na Universidade de Portsmouth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O povo Amondawa, como qualquer outro, pode falar sobre eventos e sequências de eventos”, disse ele à BBC. “O que não encontramos foi a noção de tempo como sendo independente dos eventos que estão ocorrendo. Eles não percebem o tempo como algo em que os eventos ocorrem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que a tribo não tem uma palavra equivalente a “tempo”, nem mesmo para descrever períodos como “mês” ou “ano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas da tribo não se referem a suas idades – em vez disso, assumem diferentes nomes em diferentes estágios da vida, à medida que assumem novos status dentro de sua comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez o mais surpreendente seja a sugestão dos pesquisadores de que não há interconexão entre os conceitos de passagem do tempo e movimento pelo espaço. Ideias como um evento que “passou” ou que “está muito à frente” de outro são comuns em muitas línguas, mas tais construções linguísticas não existem entre os Amondawa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso não significa que (as construções) estão além das capacidades cognitivas da tribo”, prosseguiu Sinha. “Apenas não são usadas no seu dia-a-dia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Amondawa aprenderam português – que está se tornando mais comum entre eles -, eles facilmente incorporam a noção do tempo em sua linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese dos pesquisadores é de que a ausência do conceito de tempo se origina da ausência da “tecnologia do tempo” – por exemplo, sistemas de calendário e relógios. Isso, por sua vez, pode estar relacionado ao fato de que, como muitas tribos, o sistema numérico detalhado dos Amondawa é limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais argumentos não convencem Pierre Pica, linguista teórico do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS), que foca seus estudos em uma outra língua amazônica, conhecida como Mundurucu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Relacionar número, tempo e espaço por uma simples ligação causal parece sem sentido, com base na diversidade linguística que conheço”, disse ele à BBC News.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pica diz que o estudo sobre os Amondawa “tem dados muito interessantes”, mas argumentos simplificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociedades pequenas como os Amondawa tendem a usar termos absolutos para relações espaciais normais – por exemplo, referir-se à localização específica de um rio que todos na comunidade conhecem bem, em vez de usar uma palavra genérica para rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, enquanto os Amomdawa podem ver a si mesmos se movendo através de arranjos temporais e espaciais, seu idioma talvez não reflita isso de uma maneira óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos estudos devem aprofundar o conhecimento sobre o assunto, diz Sinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Queremos voltar (à tribo) e verificar (a teoria) novamente antes que a língua desapareça – antes que a maioria da população comece a aprender desde cedo a usar sistemas de calendário.” &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-7867242446639365460?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/7867242446639365460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/05/estudo-identifica-tribo-amazonica-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7867242446639365460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7867242446639365460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/05/estudo-identifica-tribo-amazonica-que.html' title='Estudo identifica tribo amazônica que não conhece conceito de tempo'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lLEUYPJcRjo/TdpZed0h5lI/AAAAAAAASGY/lgYjd1GCzO4/s72-c/tempo-do-relogio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1200806856064852265</id><published>2011-05-19T12:38:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T12:38:04.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Família colombiana é esperança em pesquisa sobre o Alzheimer</title><content type='html'>da &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/"&gt;BBC Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-twIb5XDFqLg/TdU4iffEnfI/AAAAAAAASBo/hartb_wiyRc/s1600/esquecimento.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/-twIb5XDFqLg/TdU4iffEnfI/AAAAAAAASBo/hartb_wiyRc/s320/esquecimento.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma família colombiana que sofre com a alta incidência de um tipo hereditário de Mal de Alzheimer está participando de uma série de testes envolvendo drogas que, esperam cientistas, podem levar a uma cura para a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado em uma cadeira, Johnhaider esfrega uma de suas pernas compulsivamente. Seus olhar é vago e ele não consegue mais falar. Ele não sabe onde está e não reconhece sua irmã, Patrícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnhaider está no estágio final do Alzheimer, mas seu caso surpreende por duas razões: ele tem apenas 53 anos, enquanto a maioria dos pacientes atinge esta fase aos 65 anos ou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na família deste paciente, 50% dos integrantes sofrem do Mal de Alzheimer bastante cedo em suas vidas, segundo pesquisadores que vêm monitorando o grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os especialistas que estudam o caso têm esperanças de que as pesquisas com a família - descrita por um cientista como um "laboratório natural" - vão ajudar a acelerar a corrida na busca de uma cura para a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três séculos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta grande família tem hoje cerca de 5 mil integrantes, espalhados por cidadezinhas remotas em um trecho da cordilheira dos Andes que cerca Medellín, a maior cidade da Colômbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos descendem de um único casal de origem basca que se mudou para a região em torno de 1700.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico que identificou o caso foi o Francisco Lopera, um neurologista da Universidade de Antioquia, em Medellín.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lopera se deparou com o primeiro caso no início da década de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu vi um homem de 47 anos com um tipo de demência que era muito similar ao Mal de Alzheimer. Aquilo era curioso, porque ele era muito jovem", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lopera ficou sabendo que o pai, o avô e vários irmãos do paciente haviam sofrido de demência. "Vi que havia três gerações afetadas e que, em cada geração, a metade das crianças era afetada. Isso era hereditário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lopera e uma pequena equipe de sua universidade rastrearam a região, apesar dos perigos de se depararem com traficantes de drogas e rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase uma década depois, o médico havia formado uma árvore genealógica que se estendia ao longo de quase 300 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma década depois, os especialistas conseguiram isolar o gene associado a casos prematuros de Mal de Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma mutação genética chamada "paisa", nome do povo da região de Medellín.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o pai ou mãe tem o gene paisa, há 50% de chances de que seu bebê também o tenha. Metade da família colombiana carrega o gene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mutação tão rara encontrada em uma população isolada atraiu o interesse de cientistas do Banner Institute, em Phoenix, Arizona (Estados Unidos). O instituto é líder de pesquisas sobre doenças neurológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um neurologista geriátrico da equipe, Adam Fleisher, disse que o Mal de Alzheimer é uma "pandemia que se aproxima".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o aumento na expectativa de vida da população e o número de casos crescendo exponencialmente, a doença tem o potencial de devastar sistemas públicos de saúde em países desenvolvidos, alerta o médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A verdade é que (o Mal de Alzheimer) vai afetar todo mundo, e sua capacidade de obter tratamentos médicos, quer você sofra de Alzheimer ou não. Nós precisamos encontrar uma cura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas do Banner Institute vão testar na família drogas criadas para atacar a placa neural que se acumula nos cérebros de todos os pacientes com Alzheimer. A placa, de consistência grudenta, parecida com goma de mascar, é resultado de uma disfunção que leva o organismo a produzir uma proteína chamada amiloide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles esperam que as drogas consigam inibir o desenvolvimento da placa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família colombiana oferece as condições perfeitas para que os pesquisadores avaliem os efeitos das drogas, testando os medicamentos em pessoas saudáveis antes de que elas desenvolvam o Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários tipos de exames serão usados para monitorar os participantes, que receberão injeções de drogas experimentais e também de placebos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores esperam poder iniciar os testes no final de 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles têm grande esperança de que as drogas consigam atrasar, ou mesmo impedir, o desenvolvimento da doença, mas até o momento, tudo não passa de conjecturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe ainda se a placa amiloide é causa ou efeito do Mal de Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o pesquisador Joseph Arboleda, da Harvard University, que vem trabalhando com Lopera, há a possibilidade de que a droga iniba a formação da placa, mas ainda assim a família pode desenvolver a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a família, no entanto, a inevitabilidade de uma condição que afetará a metade de seus integrantes supera todos os temores em relação aos riscos de ingerir drogas cuja segurança ainda não foi comprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnhaider tinha por volta de 45 anos quando os sintomas surgiram. Nesse período, sua mão já havia morrido vítima da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã de Johnhaider, Patricia, não sabe se carrega o gene. Aos 49 anos, ela ainda não apresenta sintomas e se diz esperançosa porém apreensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tenho opções", disse. "Estou um pouco preocupada, mas quero participar. Por mim, por minha família e pelo resto do mundo".&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/11/problema-para-lidar-com-dinheiro-e.html"&gt;Problema para lidar com dinheiro é sinal inicial de Alzheimer.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;novembro de 2010&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de Alzheimer.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1200806856064852265?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1200806856064852265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/05/familia-colombiana-e-esperanca-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1200806856064852265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1200806856064852265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/05/familia-colombiana-e-esperanca-em.html' title='Família colombiana é esperança em pesquisa sobre o Alzheimer'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-twIb5XDFqLg/TdU4iffEnfI/AAAAAAAASBo/hartb_wiyRc/s72-c/esquecimento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1164848771759031923</id><published>2011-05-01T17:50:00.000-03:00</published><updated>2011-05-01T17:50:20.415-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>As abelhas sumiram!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Zlt0n4X4AC4/Tb3HFmVTD8I/AAAAAAAARyk/Ccoc1Z2QSFY/s1600/abelha.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zlt0n4X4AC4/Tb3HFmVTD8I/AAAAAAAARyk/Ccoc1Z2QSFY/s320/abelha.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;do&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/"&gt; IHU On-Line&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Primeiro, as abelhas começaram a desaparecer nos Estados Unidos, depois no Canadá e, então, no Brasil. “Nós, em Santa Catarina, tivemos um problema muito sério na primavera passada. Álias, esse problema tem se agravado muito e sempre nesta mesma épóca do ano”, explica o professor Afonso Inácio Orth, um dos principais especialistas em abelhas do país e que tem acompanhado os estudos que buscam respostas para o desaparecimento dos insetos desde que este problema foi detectado. “O primeiro grande risco é a fragilização da produção mundial de alimentos, principalmente pelo fato de nós dependermos quase que exclusivamente das abelhas. Além disso, um risco secundário, mas não menos importante, é o de afetarmos toda a ecologia local, porque essas abelhas também acabam polinizando as plantas nativas e, a partir do momento em que você elimina os polinizadores, essas plantas nativas deixarão de se reproduzir e, com isto, nós poderemos estar alterando profundamente os ecossistemas”, apontou na entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Inácio Orth é graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em Entomologia pela Universidade Federal do Paraná e doutor em Biologia pela University of Miami (EUA). Atualmente, é professor no Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line – Que fatores estão causando o desaparecimento das abelhas das colmeias?  Desde quando esse fenômeno está ocorrendo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Afonso Inácio Orth&lt;/b&gt; – Esse fenômeno do desaparecimento das abelhas e o colapso das colmeias nos países do hemisfério Norte, Estados Unidos e Europa, começou em 2007 e várias causas foram atribuídas a ele, embora não se tenha encontrado nenhuma resposta definitiva. No Brasil houve em vários momentos diferentes supostos desaparecimentos de abelhas, mas não necessariamente na mesma dimensão verificada no hemisfério Norte. Nós, em Santa Catarina, tivemos um problema muito sério na primavera passada. Álias, esse problema tem se agravado muito e sempre nesta mesma época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O desaparecimento das abelhas já pode ser considerado um fenômeno mundial?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Congresso Nacional dos Estados Unidos liberou verbas específicas para pesquisas sobre este tema, já que esse é um problema sério para o país. No entanto, até hoje não se chegou a nenhuma conclusão que explique esse desaparecimento. No início se achava que era algum vírus ou contaminação por agrotóxicos. Mais recentemente existiu uma suspeita muito forte em cima de algumas moléculas de agrotóxicos novos. No entanto, mesmo com todas as pesquisas, até agora não se chegou a nenhum veredicto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não existe nenhuma prova definitiva do que está acontecendo, fica muito difícil você dizer que todos os problemas na apicultura foram causa única. Aqui em Santa Catarina, nós temos um cuidado muito grande em não caracterizar como o mesmo problema dos Estados Unidos, mesmo porque nós temos abelhas totalmente distintas daquelas que são criadas lá. As nossas abelhas são africanas e, na teoria, são muito mais resistentes a problemas patológicos em relação às abelhas estadunidenses. A desvantagem é que a espécie que criamos abandona mais facilmente a colmeia e produz menos mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que danos o sumiço das abelhas causa à fruticultura e agricultura?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, existe o dano direto aos apicultores e a perda da produção apícula, que é principalmente caracterizada pela produção de mel, própolis, cera e pólen. Além disso, temos uma perda bastante significativa na agricultura. Neste caso, a abelha é considerada pelo menos dez vezes superior como produtora de alimentos. Por exemplo, não se produz maçã sem a ajuda das abelhas no país. Nós da parte Sul do país temos uma vocação muito forte para a produção de frutas de clima temperado, e praticamente todas elas são altamente dependentes da polinização mediada pelas abelhas. Além disso, a polinização interfere diretamente em outras culturas, como a do girassol e a da soja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sem abelhas para fertilizar as plantações, a produção de alimentos pode ser alterada?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Inácio Orth – Algumas espécies de cereais são polinizadas basicamente pelo vento, tais como o milho, o trigo, o arroz. Grande parte das espécies que produzem proteínas, por exemplo, as frutas, é polinizada por abelhas. Portanto, pode-se afetar tanto a alimentação animal quanto a da própria espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que riscos o sumiço das abelhas pode gerar para a humanidade? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grande risco é a fragilização da produção mundial de alimentos, principalmente pelo fato de nós dependermos quase que exclusivamente das abelhas. Além disto, um risco secundário, mas não menos importante, é de afetarmos toda a ecologia local, porque essas abelhas também acabam polinizando as plantas nativas e, a partir do momento que você elimina os polinizadores, essas plantas nativas deixarão de se reproduzir e, com isto, nós poderemos estar alterando profundamente os ecossistemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O ambientalista James Lovelock, em Hipótese de Gaia, diz que as abelhas podem estar pressentindo as mudanças climáticas ou um nível de poluição que os equipamentos humanos não são capazes de detectar. O sumiço desses animais pode ser um aviso de que a saúde do nosso planeta corre perigo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não só em relação à poluição e às mudanças climáticas os animais são mais sensíveis, mas até adventos bastante traumáticos como, por exemplo, existem estudos que associam a movimentação de insetos e abelhas e de pássaros prevendo ocorrência de abalos sísmicos na crosta terrestre. Embora tenhamos poucos estudos que possam claramente relacionar estes dois temas, acredito que a abelha é um excelente fator biológico para detectar alterações nos ecossistemas causados pela poluição do homem. E é claro que esta influência do homem pode afetar indiretamente as mudanças climáticas como, por exemplo, o aumento da temperatura. Por isso, concordo, sim, com as colocações de Lovelock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que função as abelhas desempenham na cadeia produtiva e a responsabilidade delas no meio ambiente? Nesse sentido, qual a importância de preservá-las?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das fases cruciais na existência de uma planta é o seu estágio reprodutivo, e hoje sabemos que 90% das plantas dependem da polinização realizada por animais, como abelhas e outros insetos. Se não tivermos esses animais, nós romperemos o ciclo de reprodução continuada das plantas. Isso poderá afetar profundamente a sobrevida destas espécies no mundo todo, no ecossistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje boa parte do produto que exploramos depende das abelhas para produzir adequadamente. Por isso, precisamos preservar o equilíbrio ambiental. Sem as abelhas nós não conseguiremos preservar as espécies de vegetais e animais que vivem nos diferentes ecossistemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A exemplo do Canadá, Estados Unidos e Europa, os apicultores do estado de Santa Catarina apontam para o sumiço de abelhas. Já se sabe quais são as causas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Federação das Associações de Agricultores e Apicultores de Santa Catarina começou a receber muitas reclamações de sumiços de abelhas na primavera do ano passado. Depois de ocorrido o fato nós começamos a pensar um pouco sobre a dimensão deste problema. A primeira ação desta federação foi criar uma comissão técnico-científica da qual eu faço parte. Primeiramente, fizemos um levantamento da realidade desta mortandade e chegamos a dados bastante preocupantes. Tivemos agricultores que relataram perda de 80% de sua produção; outros que não relataram quase nenhuma perda. E essa perda estava presente em pequenos, médios e grandes agricultores e apicultores que praticavam a cultura orgânica. Então, não houve apenas problemas na apicultura tradicional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao motivo dessas perdas nós não temos ainda dados concretos para discutirmos isso, até porque começamos este levantamento após o fato ter ocorrido, sendo relatado, somente então, para a federação. Houve alguns casos em que foram feitos estudos que revelaram intoxicação por agrotóxicos. É possível que as alterações climáticas tenham relação com o desaparecimento. Tivemos, na primavera do ano passado, problemas de temperatura e precipitação, o que pode ter afetado a alimentação das abelhas. Mas isso é uma hipótese, não podemos afirmar categoricamente. Nos formulários que os apicultores nos enviaram, eles sugeriram problemas de doenças ou parasitas, principalmente ácaros.Não podemos, todavia, tomar nenhuma posição sem dados concretos sobre o fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, de uma forma concreta, sabemos que o problema ocorreu, que foi bastante sério. Inclusive, nós tememos que faltem colmeias para a próxima polinização. Mas ainda não conseguimos detectar claramente o que está acontecendo. Só nesta semana recebemos algumas chamadas: uma do oeste, outra da região serrana e uma terceira chamada do sul do Estado. Aparentemente, o problema – a perda das colmeias – continua este ano, nos deixando preocupado. Mas nós não temos um diagnóstico do que ocorreu ano passado e o que está acontecendo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A abelha convive num sistema de extraordinária organização. Pode nos explicar como se dá essa organização e hierarquia nas colmeias? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Inácio Orth – Uma colmeia de abelhas é constituída basicamente por uma fêmea reprodutiva, a rainha, machos reprodutivos, que são os zangões, e a mesma quantidade de fêmeas não reprodutivas que são as operárias. Na verdade, as operárias executam diferentes tarefas no decorrer da vida adulta delas, iniciam trabalhando mais dentro de casa. Como as próprias crianças nos lares dos seres humanos, as abelhas trabalham com a limpeza, a nutrição das larvas, com a colmeia, depois trabalham na defesa da colmeia e a última atividade que elas executam é a atividade forageira, quando elas voam para os campos a fim de coletar/conduzir pólen, néctar e água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma cadência lógica bastante grande no exercício das atividades. Por outro lado, caso não tivermos um mínimo de abelhas novas para alimentar as larvas, nós não temos como perpetuar a colmeia por meio de produção de novas abelhas, porque vai faltar alguém que alimente essas larvas. Na verdade, existe todo um sistema complexo, embora a colmeia possa sempre se adaptar. Porém, se não têm abelhas campeiras, normalmente elas começam a se deslocar para o campo mais precocemente. A mesma coisa pode acontecer permanecendo mais tempo dentro do ninho. São situações extremamente anormais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Poucas são as pessoas que pesquisam sobre este assunto no Brasil. Por que isso acontece?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Inácio Orth – Talvez a biologia organismal ou a própria ecologia do organismo tem recebido pouca atenção não só no caso específico das abelhas, mas de animais e plantas de uma maneira geral. Essa é uma realidade no Brasil e no mundo afora. Hoje se investe muito recurso em cima de sofisticados estudos tecnológicos, mas algumas questões simples nós deixamos de fazer, e isso acaba não gerando informações importantes das quais precisamos para preservação do meio ambiente e para a produção agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, em países onde o problema se agravou rapidamente, que é o caso dos Estados Unidos, começaram a ser liberados recursos para a realização de pesquisas em larga escala, justamente para tentar fazer frente ao problema da falta de abelhas. No último ano, por exemplo, eles importaram mais de um milhão de colmeias de outros países, principalmente da América Latina e da Nova Zelândia, para suprir a deficiente das colmeias. Espero que aqui no Brasil tenhamos a liberação de dinheiro para projetos desta envergadura e estudos de espécies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Brasil tem algum plano de proteção a esses animais?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Inácio Orth – Acredito que é preciso analisar a ampla acessibilidade que nós temos para a utilização de agrotóxicos. Hoje, nós somos um dos maiores consumidores de agrotóxico. A utilização excessiva de agrotóxicos não é compatível com um programa de proteção de abelhas. Atualmente, apesar de não sermos a maior economia mundial, nem o maior produtor agrícola, nós somos o maior consumidor de agrotóxicos. Há algo de muito errado nisso.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2008/10/brasil-desenvolve-soro-antiveneno-de.html"&gt;Brasil desenvolve soro antiveneno de abelha.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;outubro &amp;nbsp;de 2008&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1164848771759031923?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1164848771759031923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/05/as-abelhas-sumiram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1164848771759031923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1164848771759031923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/05/as-abelhas-sumiram.html' title='As abelhas sumiram!'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Zlt0n4X4AC4/Tb3HFmVTD8I/AAAAAAAARyk/Ccoc1Z2QSFY/s72-c/abelha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-4662973227659396579</id><published>2011-04-29T07:22:00.000-03:00</published><updated>2011-04-29T07:22:10.704-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>FAB jogou bomba em SP durante cerco a Lamarca</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Rubens Valente &lt;/b&gt;e &lt;b&gt;João Carlos Magalhães&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documento das Forças Armadas liberado após 41 anos de sigilo revela que, em 1970, aviões da FAB despejaram bombas em áreas civis na região do Vale do Ribeira, em São Paulo, durante cerco ao grupo do guerrilheiro Carlos Lamarca, da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O papel confirma o que poderia antes parecer exagero dos relatos feitos pelos militantes de esquerda que participaram do conflito: "Aviões B-26, da FAB, bombardearam regiões suspeitas".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues, 69, hoje capitão da reserva do Exército e na época braço direito do ex-capitão do Exército Lamarca, confirmou ontem à Folha que durante dez dias viu aviões sobrevoando a região e ouviu explosões que ele julgou serem de bombas caindo na região de Jacupiranga, a cerca de 30 km de Registro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Eles escolhiam para bombardear as reentrâncias da serra do Mar, onde achavam que estávamos escondidos. Jogavam as bombas no início da manhã e à tarde."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Para eles, não era só nos caçar, era também fazer exercício de guerra diferente."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em fuga, Rodrigues, o "Leo", se escondeu na mata até ser preso, agredido e levado a São Paulo, onde foi submetido a torturas diárias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele era um aliado de Lamarca desde os anos 60, quando deixou o Exército para seguir o capitão. Depois, exilou-se em Cuba até 1980.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Folha também localizou o motorista de Lamarca, Joaquim dos Santos, o "Monteiro". Ele escapou da região e avisou outros membros da VPR, mas acabou preso pela Oban (Operação Bandeirante). Lá ouviu de policiais relatos sobre o bombardeio. "Eles falavam que tinha é que jogar bomba mesmo."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O relatório que cita o bombardeio foi produzido pelo CIE (Centro de Informações do Exército), redistribuído pela Aeronáutica e integra o lote de 50 mil documentos entregues recentemente ao Arquivo Nacional de Brasília.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O texto descreve a "Operação Registro", desencadeada pelo Exército, pela Aeronáutica e pela Polícia Militar de São Paulo entre 27 de abril de 5 de maio de 1970.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A partir das primeiras informações fornecidas sob tortura, por presos no Rio, o Exército chegou à região do grupo de 19 guerrilheiros liderados por Lamarca.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele, contudo, conseguiu romper o cerco militar e conseguiu chegar ao sertão da Bahia, onde foi cercado e morto no ano seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2008/12/h-40-anos-militares-assassinavam.html"&gt;Há 40 anos, militares assassinavam a liberdade.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;dezembro de 2008&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-4662973227659396579?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/4662973227659396579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/04/fab-jogou-bomba-em-sp-durante-cerco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4662973227659396579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4662973227659396579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/04/fab-jogou-bomba-em-sp-durante-cerco.html' title='FAB jogou bomba em SP durante cerco a Lamarca'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8183851057572122503</id><published>2011-04-03T02:57:00.000-03:00</published><updated>2011-04-03T02:57:47.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>E se houvesse uma pílula que desse poder intelectual ilimitado?</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Marcelo Gleiser&lt;/b&gt; para Folha&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: navy; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Imagine uma&amp;nbsp;pílula que ofereça poderes intelectuais ilimitados, que cause uma avalanche de atividade neuronal, elevando o cérebro a um nível de percepção incomparável. Você toma aquilo e, por algumas horas, vira uma espécie de deus.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Lrce-a-lTVQ/TZgLd-tiYMI/AAAAAAAARe0/GAR7aUSWHDQ/s1600/sem+limites.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-Lrce-a-lTVQ/TZgLd-tiYMI/AAAAAAAARe0/GAR7aUSWHDQ/s400/sem+limites.JPG" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa é a premissa do novo filme "Sem Limites", dirigido por Neil Burger e baseado no romance de Alan Glynn. O enredo nos apresenta Bradley Cooper no papel de um escritor fracassado que é transformado num gênio pelos poderes de uma milagrosa droga psicotrópica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Imagine se o cérebro tivesse um poder tremendo, uma capacidade ilimitada de percepção e dedução anestesiada pela rotina? O que chamamos de criatividade, de "insights" geniais, são meras fagulhas do que poderia ocorrer, a percepção de uma realidade que tudo engloba, uma nova dimensão da existência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Será possível abrirmos as portas para essa realidade, libertando-nos da "trivialidade" a que somos acorrentados pelo uso de apenas uma fração do nosso córtex?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a ideia de que usamos apenas 10% do cérebro é um mito. Usamos o órgão por inteiro, cada parte com uma função bem conhecida. Caso contrário, teríamos evoluído de forma diversa, com cérebros menores e mais econômicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o ponto não é ativar áreas adormecidas do cérebro, mas criar conexões mais eficientes entre os neurônios: o segredo está em aumentar o número de pontes entre eles, intensificar o trânsito, por assim dizer, criando novas ressonâncias que levem a um patamar mais elevado de consciência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Será que uma pílula pode realmente fazer isso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe. Mas vejamos onde estamos hoje. Milhões de pessoas, incluindo crianças, tomam vários medicamentos à base de anfetaminas, todos estimulantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As drogas aumentam a quantidade de dopamina no cérebro, otimizando o foco e a atenção, a libido e o nível geral de eficiência cognitiva do paciente. Essas drogas são, de certa forma, versões simplificadas da NZT 48, a pílula mágica do filme: a ficção ampliando o que já existe. Será que a ciência pode chegar a algo assim? E, se puder, quem a tomaria?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Vemos aqui mais uma versão moderna da lenda de Fausto. Agora o Diabo veste as roupas da indústria farmacêutica, ou as de um traficante de drogas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No romance "A Pedra Filosofal", de 1969, Colin Wilson imaginou um cenário semelhante: com o implante de eletrodos em pontos estratégicos do córtex pré-frontal, seria possível catapultar o cérebro a um nível de funcionamento inimaginável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O "homem liberado" que resulta do experimento é transformado num profeta, num gênio, num deus, capaz de ver o passado e o futuro, de decifrar significados profundos sobre o Universo que as pessoas mais comuns nem sonham existir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Será que nós podemos acender todas as luzes sem queimar o fusível central? Qual a vantagem de uma mente ilimitada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No filme, as vantagens que temos permanecem: quem é mais inteligente continua mais inteligente. Talvez possamos extrair uma lição importante do filme e do livro: o que torna a vida interessante não é atingir níveis fantasiosos de percepção, mas aprender a aceitar nossas limitações ao mesmo tempo em que tentamos transcendê-las.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8183851057572122503?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8183851057572122503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/04/e-se-houvesse-uma-pilula-que-desse.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8183851057572122503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8183851057572122503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/04/e-se-houvesse-uma-pilula-que-desse.html' title='E se houvesse uma pílula que desse poder intelectual ilimitado?'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Lrce-a-lTVQ/TZgLd-tiYMI/AAAAAAAARe0/GAR7aUSWHDQ/s72-c/sem+limites.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-5738300468383593116</id><published>2011-04-01T19:03:00.000-03:00</published><updated>2011-04-01T19:03:15.677-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><title type='text'>Grandes bancos são cúmplices de crime contra a humanidade</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Eduardo Febbro&lt;/b&gt;, do Página 1|12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bilhões que são roubados a cada ano dos países mais pobres seguem sempre o mesmo caminho que os leva aos maiores bancos das democracias ocidentais. É um crime contra a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um crime contra a humanidade. Silencioso, sem violência aparente. Uma espantosa máquina de pilhagem dos povos levada a cabo com a cumplicidade do sistema bancário mundial. As fortunas dos ditadores estão dormindo nos bancos ocidentais enquanto dezenas de milhares de pessoas morrem de fome ou não têm condições de pagar o tratamento da Aids.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LfQR3KshLPc/TZZLScKdsiI/AAAAAAAAReE/V6tkRecF2TQ/s1600/crime+contra+a+humanidade.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-LfQR3KshLPc/TZZLScKdsiI/AAAAAAAAReE/V6tkRecF2TQ/s320/crime+contra+a+humanidade.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Jean Claude Duvalier no Haiti, Ali Ben na Tunísia, Hosni Mubarak no Egito,Joseph Mobutu no Zaire (atual República Democrática do Congo), Sanu Abacha na Nigéria, Omar Bongo no Gabão, Manuel Noriega no Panamá, Um-ssa Mu-Traoréem Mali Augusto Pinochet no Chile, Muammar Kadafi na Líbia, Ferdinand Marcosnas Filipinas e N'guesso Sassu no Congo Brazzaville.  As fortunas desses tiranos são depositados em bancos internacionais ou transformadas em investimento fabulosos em propriedades em Londres, Paris, Nova York ou Dubai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos dias atrás, a UE decidiu congelar os bens do governante líbio, da Autoridade de Investimentos da Líbia – LIA, e do Banco central da Líbia. Ambos os depósitos representam 150 bilhões de dólares. Colossal. A revista de gestão de ativos My Private Banking estima que 33% das fortunas de África e do Oriente Médio no exterior são depositados em bancos suíços, que representam 74 bilhões de dólares. Cada ano, entre 20 e 20 bilhões de dólares saem ilegamente dos países em desenvolvimento. Nos últimos 15 anos, apenas 5 bilhões foram devolvidos. A Suíça gerencia 30% dos ativos offshore do mundo e Londres uma quarta parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os déspotas ou políticos corruptos que levam o dinheiro para o exterior têm um nome específico na linguagem bancária: politically exposed individuals. Isso não os impede, entretanto, de colocarem o seu dinheiro onde bem entendem. E há de todas as cores. Os muito eficazes e discretos –  os “shadow banking” (bancos da sombra) são os responsáveis pela reciclagem do dinheiro manchado de sangue. A imprensa britânica calculou que a fortuna do clã Mubarak chega a de 70 bilhões de dólares. O ditador da Tunísia foi muito mais modesto no saque do seu povo, com uma fortuna de 5 bilhões de dólares, quase a metade do que foi roubado pelo déspota Ferdinand Marcos nas Filipinas, durante o quarto de século em que martirizou o seu país – cerca de 10 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta estes três, o ditador haitiano Jean-Claude Duvalier, Baby Doc,parece um pobretão, com 200 milhões de dólares transferidos para a Suíça. E o pobreAugusto Pinochet e seus 20 milhões de dólares roubados se assemelha a um triste mendigo de um bairro rico. Depositou no Riggs Bank of America e, é claro, em paraísos fiscais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-presidente Omar Bongo do Gabão tem 39 propriedades na França, 70 contas bancárias e nove carros de luxo. Sassu N'guesso tem 18 propriedades e 112 contas bancárias abertas na França. Depois de intermináveis processos judiciais, o tribunal francês aceitou que se abrisse uma investigação sobre os "bens ilícitos." O sociólogo político suíço Jean Ziegler, atual vice-presidente de Direitos Humanos da ONU estima que dos "905 bilhões do dinheiro estrangeiro depositado na Suíça, 280 bilhões provém de países da Ásia, América Latina e África. Em 90% dos casos, se trata de dinheiro roubado das pessoas mais pobres do planeta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os inescrupulosos Joseph Mobutu do Zaire, Sabu Abacha da Nigéria, Omar Bongodo Gabão e Mussa Traoré do Mali são um exemplo claro da análise de Jean Zigler. Após cinco anos de poder despótico, o nigeriano Abacha roubou 2,2 bilhões de dólares do banco do Estado. O maliense Traore tinha 2,4 bilhões de dólares na Suíça e em Mônaco. A Confederação Suíça identificou 3,4 bilhões de de dólares pertencentes ao ex-presidente Joseph Mobutu do Zaire – 34 anos no poder –, e esse montante é apenas uma fração dos 10 bilhões que roubou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relatório do Banco Mundial calcula conservadoramente os fundos a cada ano roubados pelos ditadores de suas aldeias, entre 20 a 40 bilhões de dólares. A sede desses assassinos de suas próprias sociedades, com a cumplicidade do sistema bancário internacional não tem limites. A impunidade e a conivência do Ocidente são perfeitamente comparáveis aos crimes contra a humanidade quando se sabe que apenas 100 milhões de dólares por ano possibilitaria o tratamento de 600 mil pessoas com Aids. Entretanto, no interior do moralista G-20, países como a Alemanha e o Japão ainda não ratificaram a Convenção da ONU contra a Corrupção, Cnucc – a Convenção de Mérida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rotas dessa espoliação são bem conhecidas: Londres, Luxemburgo, Suíça, Bélgica, Mônaco, Ilhas Cayman. O dispositivo Stolen Assetes Recovery – Recuperação de Ativos Roubados – que a ONU e o Banco Mundial usam para combater a corrupção, colide muitas vezes com os argumentos jurídicos. A Stolen Assetes Recovery colaborou com o governo haitiano em processos judiciais com vistas à restituição de 7 milhões de dólares da família do ditador Jean-Claude Duvalier congelados na Suíça. O Estado suíço colaborou, mas, em seguida, o Supremo Tribunal suíço anulou a sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, para os atores anti-corrupção, as revoltas em todo o mundo árabe e a subsequente onda de bloqueio e congelamento de contas de fundos irá mudar as coisas.Daniel Lebègue, presidente da Transparência Internacional da França, destacou que "percorreu-se em três semanas mais do que em 15 anos." Os problemas políticos, financeiros-militares de Muammar Khadafi demonstram o absurdo de como o sistema financeiro internacional, cujo coração está nas grandes democracias do Ocidente, desempenha um papel fundamental na protecção dos fundos dos ditadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 2003, a Líbia não participava do mercado global de finanças. A partir desse anoKhadafi se reconciliou com o Ocidente e a Líbia deixou de estar sob o peso das sanções internacionais. O ocidente abriu as portas do seu capital, dos seus bancos, de suas empresas e da ONU. Em 2006, o regime de Tripoli copiou o famoso modelo dos fundos soberanos de países do Golfo e criou a LIA – Líbia Investment Authority. Esse fundo, com sede em Trípoli e em Londres, moveu entre 65 e 75 bilhões de dólares. O tesouro americano bloqueou até o momento 32 bilhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O LIA investiu o seu capital em grandes empresas italianas (bancos, a Fiat, a Finmeccanica) e empresas de informática na França e na Grã-Bretanha, entre outros países. O fundo de soberano não tem nada. Em vez de beneficiar o povo líbio, a LIA é controlada inteiramente por um dos filhos de Kadafi, Seif al Islam. O bloqueio de contas pessoais Khadafi e dez de seus parentes permitiu imobilizar em Londres 1,5 bilhões de dólares do ditador dólares e de cinco membros de sua família. Mas esse montante não é nada da verdadeira fortuna escondida no exterior, calculado em 14 bilhões de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior obstáculo é como identificar os fundos. Tony Wicks, especialista em lavagem de dinheiro e diretor do Actimize Nice, uma empresa especializada no combate à fraude, destacou que a transcrição dos nomes árabe é um dos grandes truques para evitar a detecção. "Na França, Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, o nome de Khadafi pode ser escrito como Qadafi ou Gaddafi. Calculamos que com o nome e o sobrenome completo de Muammar Khadafi se podem fazer 115.000 combinações possíveis”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ONG britânica Global Witness levantou duas questões pertinentes que abrange a conduta ocidental frente aos ditadores: Esses dinossauricos assassinos permaneceriam no poder sem a cumplicidade bancária das grandes democracias? Teria sido necessário a intervenção militar na Líbia, se os bancos ocidentais se recusassem a trabalhar com o dinheiro de Khadafi? Sem dúvida, as coisas seriam diferentes. "Ao aceitar esse dinheiro, os bancos permitiram a esses regimes brutais pagar aos seus amigos políticos, fraudar eleições e aterrorizar suas populações", observa a Global Witness.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação às fortunas fabulosas guardadas no exterior pelo presidente egípcio Hosni Mubarak, o tunisiano Ben Ali, ou mesmo de Khadafi, Anthea Lawson, um ativista daGlobal Witness Cleptocracia, observa que " os bancos nunca poderiam ter aceito esse dinheiro e nem os governos poderiam ter permitido". Mas o dinheiro não tem cheiro. Vem de um bordel, de um pacote de cocaína, dos circuitos sujos do sistema financeiro internacional ou do sangue dos povos oprimidos pelos tiranos do mundo e fica “limpo” no mesmo lugar: os bancos.&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-5738300468383593116?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/5738300468383593116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/04/grandes-bancos-sao-cumplices-de-crime.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5738300468383593116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5738300468383593116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/04/grandes-bancos-sao-cumplices-de-crime.html' title='Grandes bancos são cúmplices de crime contra a humanidade'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LfQR3KshLPc/TZZLScKdsiI/AAAAAAAAReE/V6tkRecF2TQ/s72-c/crime+contra+a+humanidade.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3664625410767595357</id><published>2011-03-12T01:18:00.000-03:00</published><updated>2011-03-12T01:18:19.533-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Infidelidade feminina quase que dobrou em uma década</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Patrícia Diguê&lt;/b&gt;, da Istoé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres estão traindo mais, indicam as pesquisas. Levantamento da Fundação Perseu Abramo e do Sesc com 2.365 brasileiras mostrou que 12% delas admitiram ter pulado a cerca pelo menos uma vez na vida – há nove anos eram 7%. Outro estudo, do Projeto de Sexualidade (Prosex) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pela médica Carmita Abdo, mostra que, em média, metade já eve algum envolvimento extraconjugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-NuDhycy-OmQ/TXrzDzhUFiI/AAAAAAAARUM/kCCFS_f39ko/s1600/traicao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="https://lh6.googleusercontent.com/-NuDhycy-OmQ/TXrzDzhUFiI/AAAAAAAARUM/kCCFS_f39ko/s400/traicao.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mais surpreendentes do que os números são os motivos que as fazem infiéis. Na pesquisa recém-divulgada da fundação, “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços públicos e privado”, aparece a vingança como a grande motivadora para elas procurarem outro homem. Uma em cada três (35%) disse que só enganou o parceiro porque descobriu que havia sido traída e desejava provocar ciúme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A advogada C.V., 23 anos, seguiu essa cartilha. Após três anos de namoro, ela descobriu que o namorado se encontrava com outras. “Todo mundo sabia, foi humilhante”, conta C.V., que chegou a surpreender o amado abraçado a uma moça. A primeira reação da advogada foi ceder às investidas de um colega de classe. “Na hora me deu tanta raiva que eu só pensei em dar o troco, nem estava apaixonada.” A pulada de cerca foi passageira e o namoro ainda durou três meses. “Mas eu não conseguia mais confiar nele e terminei tudo.” Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, elas dizem que foram empurradas para o colo de outro por vingança porque, mesmo inconscientemente, sabem que é mais aceitável do que assumirem uma atração física. “Culpar o homem pela traição, é uma desculpa social, já que em nossa sociedade não é aceito que as mulheres tenham o desejo de ter mais de um homem”, explica a autora de “Por que os Homens e as Mulheres Traem?” (editora Record). Em suas pesquisas, Mirian encontrou um índice de traição feminina de 47%. “As mulheres estão mais ativas no comportamento sexual, mas no discurso continuam se colocando como vítimas”, completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda justificativa para trair o parceiro apontada na pesquisa da Perseu Abramo é a carência afetiva – 26% responderam que foram infiéis por não se sentirem amadas suficientemente pelos namorados ou maridos. Em terceiro lugar vem a insatisfação sexual (14%). Quando ficou grávida de seu filho, 15 anos atrás, a astróloga Denise Rodrigues, 51 anos, teve de enfrentar não somente uma gravidez complicada, mas também a rejeição do marido. “Tive uma gestação de risco e fui para perto da minha família em outra cidade nos últimos quatro meses. Quando voltei, ele tinha arrumado uma amante.” Depois de um ano de humilhações, uma depressão e muitos quilos a menos, ela encontrou alento no vizinho divorciado que a galanteava havia seis meses. “Eu estava extremamente carente e me sentia atraída por ele. Foi uma paixão louca, me senti bonita e desejada de novo, com mais vida”, conta. Apesar de o marido ter descoberto o romance, ela permaneceu com o companheiro até a morte dele, dois anos atrás. “Fizemos terapia de casal e ficamos mais 12 anos tentando, ele continuou a ter casos e era frio comigo, mas não tive mais ninguém, acabei jogando minha energia em outras coisas da vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra especialista em relacionamentos amorosos, a psicanalista Regina Navarro Lins, autora do best seller “A Cama na Varanda” (editora Best Seller), explica que as mulheres lançam mão de motivos dramáticos para justificar um comportamento não aceito pela sociedade porque são educadas a ser frígidas. “Feminilidade no século XIX era não gostar de sexo e até hoje elas têm dificuldade de dizer que gostam”, explica a médica, que, em levantamento pela internet para escrever o livro “A Cama na Rede” (editora Best Seller), no ano passado, registrou índice de 72% de pessoas que já traíram, tanto homens quanto mulheres. Somente 11% das entrevistadas na pesquisa da Perseu Abramo admitiram que o que as levou aos braços de outro foi simplesmente a atração física. Ainda aparecem como causas da traição feminina o fato de ter casado por obrigação, a violência do marido e a ausência de vida sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de Regina Navarro, foi a invenção da pílula anticoncepcional, há 51 anos, que abriu o caminho para a igualdade de gênero também no item traição. “As mulheres tinham menos relações extraconjugais porque tinham medo de uma gravidez indesejada, mas a pílula mudou isso”, avalia. Para a psicanalista, o que ainda impede que elas traiam tanto quanto os homens é o fato de ainda sentirem mais medo e culpa do que eles. E isso se deve à educação dada às meninas: não separar sexo de amor. “Ainda somos regidos pela ideia do amor romântico, que entrou para valer na década de 1940 e prega a existência de uma fusão entre os amantes, em que um vai preencher todas as necessidades do outro”, explica Regina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os homens não cresceram sob esse tabu e conseguem fazer a separação com facilidade. Tanto que os índices de traição masculina continuam altos. Na pesquisa da Perseu Abramo, que também entrevistou 1.181 homens, 45% deles disseram já ter traído. “Sexo e amor são coisas distintas, você pode amar e não querer ter sexo e gostar de ter sexo e não querer casar. Está mais do que na hora de acabar com essa ideia de que uma pessoa tem que contemplar tudo. É por isso que existe tanta frustração nas relações”, defende Regina. E as mulheres, segundo ela, são as que mais sofrem e se mostram mais insatisfeitas nos casamentos. “Por causa desse pacto de exclusividade, que na prática é uma ficção, 80% dos casais vivem mal. Não sou contra casamento, mas essa fórmula que está aí não está dando certo”, preconiza a pesquisadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, os estudiosos das relações amorosas são uníssonos: homens e mulheres vão encontrar cada vez mais novas formas de se relacionar. “O jeito como lidamos com o amor está em constante transformação. É só imaginar que até há muito pouco tempo adultério era considerado crime”, lembra Carmita Abdo, da Prosex/USP. Para Mirian Goldenberg, a vantagem é que os casais terão mais opções. “Alguns manterão a exclusividade sexual como principal valor do casamento, outras experimentarão maior liberdade.”&amp;nbsp;Regina Navarro vai mais longe. “Acredito no poliamor, quando se pode amar e ser amado por mais de uma pessoa.” Pelo jeito, se relacionar com o sexo oposto ficará mais e mais complexo daqui para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2011/01/iurd-tera-de-pagar-r-26-milhoes-pastor.html"&gt;Iurd terá de pagar R$ 2,6 milhões a pastor expulso por suposto adultério.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;janeiro de 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2008/11/casos-de-adultrio.html"&gt;Casos de traição conjugal.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para a frente. Mas quem disse que um dia foi simples?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3664625410767595357?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3664625410767595357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/infidelidade-feminina-quase-que-dobrou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3664625410767595357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3664625410767595357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/infidelidade-feminina-quase-que-dobrou.html' title='Infidelidade feminina quase que dobrou em uma década'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-NuDhycy-OmQ/TXrzDzhUFiI/AAAAAAAARUM/kCCFS_f39ko/s72-c/traicao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3840888013546235694</id><published>2011-03-09T20:44:00.000-03:00</published><updated>2011-03-09T20:44:35.038-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Perfil genético influi na escolha dos amigos, diz pesquisa</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;da Veja&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; list-style-image: initial; list-style-position: initial; list-style-type: none; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: none; outline-width: initial; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;As pessoas que têm a variante de um gene relacionado ao alcoolismo,  chamado DRD2, costumam ser amigas de quem tem a mesma variante. E as pessoas que não têm essa variante genética, e que portanto têm menos propensão ao alcoolismo, tendem a ser amigos de pessoas que também não a têm. As afinidades valem também para adolescentes que não têm o hábito de ingerir álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta é de cientistas das universidades da Califórnia em San Diego e Harvard em um estudo que mostra como alguns genes não apenas estão relacionados em pessoas de uma mesma família, mas em um mesmo grupo de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo resultados apresentados ontem na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, há um segundo gene chamado CYP2A6 que também apresenta um padrão estável em grupos sociais. Trata-se de um gene com uma variante que confere uma personalidade extrovertida e outra variante relacionada a uma personalidade mais introvertida. Nesse caso, os pesquisadores descobriram que as pessoas com o perfil genético extrovertido tendem a declarar-se amigas de pessoas de perfil mais introvertido e vice-versa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes resultados são frutos de dois estudos de saúde baseados em análises genéticas de milhares de voluntários. No Estudo Nacional de Saúde Adolescente foram analisados os genes relacionados ao comportamento social para alunos de 142 instituições americanas. Foi descoberto que dois de seis genes – o DRD2 e o CYP2A6 – estavam relacionados entre amigos. A observação foi confirmada depois com dados de outros 9.237 voluntários no Estudo Framingham do Coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os cientistas, "a estrutura genética das populações humanas pode ser resultado não só das relações de reprodução, mas das relações de amizade". A evolução humana, dessa perspectiva, "não está limitada ao entorno físico e biológico, mas inclui o entorno social, que pode ser uma força evolutiva em si mesma".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3840888013546235694?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3840888013546235694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/perfil-genetico-influi-na-escolha-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3840888013546235694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3840888013546235694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/perfil-genetico-influi-na-escolha-dos.html' title='Perfil genético influi na escolha dos amigos, diz pesquisa'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3490178383939916519</id><published>2011-03-05T11:37:00.002-03:00</published><updated>2011-03-05T15:27:38.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>'Abusos sexuais são o 11 de setembro católico', diz jornalista</title><content type='html'>por &lt;b&gt;John L. Allen Jr.&lt;/b&gt; para o&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ncronline.org/"&gt;National Catholic Reporter&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-RTja-w_bn80/TXKAguHJRGI/AAAAAAAARRI/UzzCVPn4XGo/s1600/Massimo+Franco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-RTja-w_bn80/TXKAguHJRGI/AAAAAAAARRI/UzzCVPn4XGo/s1600/Massimo+Franco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Massimo Franco&lt;/b&gt; (foto) é um jornalista veterano que escreve para o jornal &lt;i&gt;Corriere della Sera&lt;/i&gt;, o jornal diário de maior prestígio da Itália. Recentemente ele publicou um livro intitulado &lt;i&gt;C'era Una Volta un Vaticano&lt;/i&gt; [Era uma vez um Vaticano], argumentando que, por trás dos colapsos de relações públicas e das crises internas do Vaticano no pontificado de Bento XVI, encontra-se uma radical mudança histórica – do Vaticano como capelão do Ocidente para umVaticano como representante de uma subcultura minoria.&lt;br /&gt;A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no sítio , 28-02-2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante séculos, defende ele, o Vaticano pensou e agiu como o representante de uma maioria cultural no Ocidente – uma mentalidade forjada na época da Cristandade e que ganhou uma vida nova durante a Guerra Fria, quando o Vaticano e as grandes potências ocidentais estavam fundamentalmente na mesma página. Isso não se adéqua mais para a paisagem cultural modificada do século XXI, diz ele – e a inabilidade das autoridades de alto escalão do Vaticano de se adaptarem a esse novo mundo é a força fundamental, argumenta, por trás de sua aparente desorientação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seu livro parece mais forte no diagnóstico do que na cura. Você apresenta um argumento convincente de que o Vaticano não respondeu adequadamente a essa transição do catolicismo de maioria a minoria, mas você não explica realmente como seria um Vaticano capaz de responder a essa nova situação cultural.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou surpreso com o que você diz, porque sou jornalista. Eu não sou um Papa, não sou um cardeal, não sou um intelectual. Tenho que analisar as origens dessa crise, mas não cabe a mim ditar as soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você deve ter algumas ideias a respeito.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o problema é uma das categorias intelectuais. É um problema de linguagem, de estar em sintonia com o mundo ocidental. Esse não é o caso neste momento. O Vaticano, claro, se orgulha de ser contracultural, mas às vezes eu acho que essa é uma forma de autoconsolação. Na verdade, eu acho que o Vaticano está certo quando diz que, no futuro, o Ocidente terá que retornar para a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: qual religião? Será que o Vaticano vai estar lá no momento certo para responder às perguntas que as pessoas estarão se fazendo? Eu não tenho a resposta, mas posso dizer que há uma desconexão entre o Ocidente e o Vaticano do ponto de vista da linguagem. Não é o fato de os católicos serem uma minoria, mas sim de serem um modelo autorreferencial, não um modelo criativo, com nenhuma capacidade de expansão. É isso que eu temo. O risco é de dar voltas em si mesmo cada vez mais, divorciados do mundo externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quanto da capacidade da Igreja de se comunicar com o mundo externo depende, na verdade, do Vaticano?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito, eu acho. Mas é importante dizer que o Vaticano não tem só um problema de comunicação externa – o problema também é interno. Todas as gafes, os mal entendidos, os erros dos últimos anos não foram realmente provocados pela falta de habilidades de comunicação com o mundo exterior. Essa é uma dimensão dela, mas o verdadeiro problema é que, dentro do Vaticano, a discussão não é livre e ampla o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você acha que não é tão simples quanto reformar as estruturas de comunicação.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, é reformar a máquina dentro do Vaticano. Eu acho que as decisões não são cuidadosa e suficientemente levadas em consideração, ou amplamente compartilhadas entre as pessoas do alto escalão. O caso do bispo que negou o Holocausto é um exemplo clássico, porque não foi fundamentalmente um problema de comunicação externa. Não foi estudado o suficiente, não foi discutido o suficiente, por isso o resultado não foi apenas um desastre externo, mas também a demonstração de que não há um profissionalismo real no Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos outro exemplo: você não pode simplesmente dizer, como algumas autoridades do Vaticano, que a pedofilia está associada com a homossexualidade. É cientificamente incorreto. O que isso mostra é que há uma confusão cultural profunda [no Vaticano], e eles estão muitas vezes retrocedendo. Você tem que saber bem de um assunto antes de se atrever a falar sobre ele – você não pode simplesmente inventar. Houve uma verdadeira subestimação do que estava em jogo, já que as pessoas falavam sem qualquer preparação real. Foi impressionante como as reações foram amadoras, especialmente no começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Parece que o que você está dizendo é que o verdadeiro desafio é ter pessoas com profundidade cultural em posições-chave, antes de falarmos em mudar estruturas ou sistemas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí. É um problema de cultura e de linguagem, porque a linguagem reflete a cultura. O problema não é simplesmente que você tem uma mensagem clara e não consegue comunicá-la corretamente. O problema é que, muitas vezes, a própria mensagem é confusa e desordenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você diz que, para consertar tudo isso, provavelmente teremos que aguardar outro pontificado. Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este pontificado tem sido muito difícil, porque foi preciso reconciliar a herança de João Paulo II e o fim da Guerra Fria com a necessidade de mudança. Isso é muito difícil. Bento XVI não herdou apenas a glória, mas também o fardo do pontificado de João Paulo. Por exemplo, ele teve que dar uma abordagem diferente para a crise dos abusos sexuais. Este Papa foi forçado a olhar para a frente e para trás ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, Bento XVI é o bode expiatório de uma situação histórica diferente. João Paulo II foi o último Papa da Guerra Fria, e ele era um homem profundamente da Guerra Fria. Este Papa foi o arquiteto intelectual do pontificado de João Paulo II, mas está sendo forçado a agir em um mundo pós-Guerra Fria. É um tempo de transição, e acho que ele está pagando por algo que ele não foi responsável. Ele tem sido subjugado por problemas não resolvidos do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O seu livro também parece sugerir que ele está rodeado por um regime que, às vezes, é disfuncional.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um resultado do fato de que este é um tempo de transição. É preciso não esquecer que este Papa já era velho quando foi eleito e está cercado por pessoas em que confia, mas sem uma estratégia clara para o governo. O resultado é que algumas escolhas não foram felizes. Aqui está o quadro geral: o problema é que o Vaticano ainda é dominado por uma cultura moldada pela Guerra Fria, mas o mundo mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que os atentados das Torres Gêmeas foram para os Estados Unidos, os escândalos dos abusos sexuais são para a Igreja. As Torres Gêmeas significaram que o unilateralismo e a hegemonia militar norte-americanos haviam terminado, e os escândalos dos abusos sexuais significaram que o unipolarismo ético da Igreja Católica acabou. O Ocidente está em crise, de um ponto de vista militar, tecnológico, econômico e moral. Ambos os impérios paralelos hoje estão aprendendo mais interiormente, estão mais fracos e não colaboram um com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há poucos anos, você escreveu um livro sobre as relações EUA-Vaticano. Como você vê essa relação hoje?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a relação foi delegada para os bispos dos EUA mais do que gerenciada pelo Vaticano. Em segundo lugar, tenho a impressão de que o governo Obama está muito bem informado sobre o que está acontecendo no Vaticano. Terceiro, eu acho que não há muita simpatia ou coincidência de opiniões sobre valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sempre ouço nos círculos do Vaticano é que Obama não tem uma cosmovisão religiosa. Há menos pontos de convergência do que no passado. Tanto o comunismo quanto o fundamentalismo islâmico aproximaram os EUA e o Vaticano uma vez, mas hoje o comunismo acabou e, como o Vaticano acusa silenciosamente os Estados Unidos por ter perdido terreno e credibilidade no mundo islâmico, ele sente que tem que manter a sua distância. Como resultado, os blocos de construção básicos da relação não existem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No início, falava-se muito de uma parceria entre Vaticano-Obama na virada de página com o mundo islâmico. As pessoas indicavam, por exemplo, que os discursos de Bento XVI na Terra Santa, em 2009, e o discurso de Obama no Cairo eram notavelmente similares.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles eram semelhantes, mas a realidade é que Obama está sobrecarregado com problemas norte-americanos, e Bento está sobrecarregado com problemas católicos no Ocidente. Cada um deles tem crises internas que estão tentando resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você tem um capítulo sobre as lutas do cristianismo no Oriente Médio. Há algo que o Vaticano pode fazer de forma realista com relação a isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil, porque o controle do Vaticano sobre essas realidades não é tão forte. Eles deveriam ter tido uma estratégia há mais tempo, porque acho que o declínio já era muito claro antes da guerra no Iraque, e a guerra apenas o acelerou. Eu sei que eles dizem para que pessoas fiquem, mas minha impressão é de que eles estão dizendo isso quasepro forma, porque eles sabem que a decisão de ficar, hoje, é quase heroica Não há mais nenhuma perspectiva real para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que você acha que os cristãos no Ocidente são muito menos propensos a reagir quando outros cristãos são atacados do que, digamos, os judeus quando outros judeus são ameaçados, ou os muçulmanos quando outros muçulmanos estão com problemas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, há uma profunda ignorância da presença cristã fora do Ocidente. Em segundo lugar, eles tendem a considerá-los em primeiro lugar como árabes, ou paquistaneses, ou indianos, e apenas em segundo lugar como cristãos. Nacionalidade, cultura e raça, muitas vezes, tendem a ser mais fortes do que a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há algum outro exemplo da sua afirmação de que os cristãos não se adaptaram a ser uma minoria? No Ocidente, os cristãos tendem a tomar por certa a sua identidade religiosa, de uma forma que os judeus e os muçulmanos não fazem. Por isso, o bem-estar dos cristãos em outras partes do mundo não mexe com as nossas almas da mesma forma.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está certo. Eu concordo com isso totalmente. Muitas desilusões dos católicos, e no Vaticano, dependem desse fato. Eles pensam como se fossem uma maioria. Quando Bento XVI diz que devemos nos comportar como uma minoria criativa – o que, na prática, significa muitas vezes que devemos nos comportar como os judeus fazem – pode parecer paradoxal, mas é uma intuição válida do que está acontecendo. (Tradução de Moisés Sbardelotto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/03/fundamentalismo-do-vaticano-destroi-as.html"&gt;Fundamentalismo do Vaticano destrói as bases da tolerância.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;março de 2009&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2008/09/casos-de-padres-pedfilos.html"&gt;Casos de padre pedófilo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3490178383939916519?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3490178383939916519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/os-abusos-sexuais-sao-o-11-de-setembro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3490178383939916519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3490178383939916519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/os-abusos-sexuais-sao-o-11-de-setembro.html' title='&apos;Abusos sexuais são o 11 de setembro católico&apos;, diz jornalista'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-RTja-w_bn80/TXKAguHJRGI/AAAAAAAARRI/UzzCVPn4XGo/s72-c/Massimo+Franco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8667449438889333100</id><published>2011-03-02T00:21:00.000-03:00</published><updated>2011-03-02T00:21:25.513-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Deus é uma hipótese desnecessária</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-BOKQ8szHaCw/TW22qChppLI/AAAAAAAARPw/riZ1DbAgQMw/s1600/ateismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="https://lh3.googleusercontent.com/-BOKQ8szHaCw/TW22qChppLI/AAAAAAAARPw/riZ1DbAgQMw/s400/ateismo.jpg" width="520" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Márcia Junges &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é uma hipótese desnecessária, pois o surgimento do cosmos e da vida são demonstráveis através de proposições explicadas pela ciência, garante o filósofo italiano Paolo Flores D’Arcais, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para dar sustentação ao seu argumento, vale-se da “Navalha de Ockham”, conceito criado pelo filósofo medieval cristão, o inglês Guilherme de Ockham, para assinalar que pluralidades não devem ser postas sem necessidade. “O relativismo dos valores é uma consequência lógica do ateísmo”, completa. Em seu ponto de vista, “a inteira história humana é, de fato, diacrônica e sincronicamente um gigantesco afresco de valores relativos, incompatíveis uns com os outros”. Dessa forma, o relativismo de valores é um fato, o que não implica, necessariamente, o niilismo, “que consiste em considerar todos os valores como equivalentes”. Para D’Arcais, não há sentido na pergunta “no cenário ocidental de relativismo dos valores, qual é o espaço para a solidariedade e a tolerância?”. Outro tema debatido pelo italiano é a “revanche Deus”: “Quando diminui a esperança terrena na luta política e social, é natural que retorne o seu sub-rogado celeste. O fenômeno da ‘revanche de Deus’ diminuirá tão logo tornem maciças as lutas pela democracia radical, com perspectivas críveis de sucesso ao menos parcial”. O terreno comum entre cristãos e ateus “não depende da fé, mas das escolhas ético-políticas de cada um, seja ele ateu ou crente”, define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D’Arcais é diretor da revista MicroMega, colaborador dos jornais El País, Frankfurter Allgemeine Zeitung e Gazeta Wyborcza. Professor e pesquisador na Faculdade de Filosofia La Sapienza, da Universidade de Roma, escreveu sua tese de doutorado sobre Adam Smith e Karl Marx. Considerado um dos mais importantes críticos de esquerda da Itália, escreveu inúmeros livros, dos quais destacamos: Esistenza e libertà: a partire da Hannah Arendt (Genova, Marietti, 1990); Etica senza fede (Torino, Einaudi, 1992); L' individuo libertario: percorsi di filosofia morale e politica nell'orizzonte del finito (Torino, Einaudi, 1999); e Il sovrano e il dissidente (Milano: Garzanti, 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IHU On-Line - Há algum nexo causal entre ateísmo e relativismo de valores?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paolo Flores D’Arcais - O ateísmo é a simples constatação que: 1) a história inteira do cosmos, do Big Bang até hoje, o nascimento da vida sobre o planeta Terra e a evolução da vida da lombriga até o homo sapiens, são perfeitamente explicados pela ciência, sem necessidade de recorrer à “hipótese Deus” (e segundo a “navalha de Ockham ”, é sempre filosoficamente inaceitável levantar a hipótese de uma causa oculta quando já temos explicações suficientes). E que: 2) o cérebro do homo sapiens é somente uma evolução e modificação do cérebro de um macaco, e todas as partes de um cérebro se desfazem com a decomposição que segue a morte, como também aqueles segmentos extraordinários do neocórtex do pós-símio sapiens que reassumimos sob o nome de “consciência”. Pelo que, após a morte, não pode existir nenhuma vida pessoal, não pode existir algum “do lado de lá”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relativismo dos valores é uma consequência lógica do ateísmo. Mas, continuaria inevitável também sem o ateísmo. A inteira história humana é, de fato, diacrônica e sincronicamente um gigantesco afresco de valores relativos, incompatíveis uns com os outros, visto que, como já recordava Pascal (de fato nada ateu e mesmo catolicíssimo), “... (lei) universal não existe nenhuma. O furto, o incesto, o assassinato dos filhos e dos pais, tudo encontrou seu próprio lugar entre as ações virtuosas”. O relativismo dos valores é um fato, inelutável. Há muitos ateus (ou agnósticos) que procuram remover este fato com inexauríveis e falimentares tentativas de redescobrir uma inencontrável “moral natural”. São as várias formas de “cognitivismo ético” que, no entanto, não resistem à reflexão crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém ainda conseguiu, de fato, demonstrar (no mesmo sentido da geometria, ou pelo menos da física e da biologia) que uma asserção moral seja verdadeira recorrendo somente a dados empíricos acertados e à lógica. Para fundar uma asserção moral é, ao invés, sempre inevitável recorrer a uma asserção moral precedente, num regresso ao infinito. O valor primeiro (ou último) que funda toda a cadeia é, portanto, indemonstrável. Para alguém será a dignidade igual entre todos os seres humanos, para outro o direito do mais forte a tornar escravo o mais débil. Entre estas duas morais (e muitas outras possíveis) a questão não é de verdade e falsidade, mas de luta (frequentemente mortal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No cenário ocidental de relativismo de valores, qual é o espaço para a solidariedade e a tolerância?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paolo Flores D’Arcais - A partir do que expliquei acima, o relativismo dos valores é, portanto, um fato. Mas não implica realmente o niilismo que consiste em considerar todos os valores como equivalentes. Quando se reconhece – o que é inevitável na ótica de um pensamento crítico – que o “cognitivismo ético” e toda pretensão de “moral natural” são ilusões metafísicas, disso não segue, de fato, a equivalência dos valores, mas o dever de escolher explicitamente os próprios valores, na consciência que o valor primeiro (ou último) constitui precisamente uma escolha, uma decisão, que não é fundável no plano da verdade. A moral do nazista não é “falsa”, é abjeta porque eu escolhi como fundamento ético da minha existência a igual dignidade entre todos os homens. Mas, sem esta escolha não estou em condições nem de refutar a opção nazista do ponto de vista argumentativo, nem de combatê-la do ponto de vista prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o Ocidente moderno nasce, com o Iluminismo, precisamente a partir desta escolha. O valor de fundo que permite o produzir-se da modernidade ocidental é a autonomia do ser humano (a partir da sinergia historicamente imprevisível e de todo contingente de ciência + heresia). Autós-nomos, dar-se, de si mesmo, a própria lei. O que implica que tal autonomia considere todos e cada um, pois, caso contrário, seria uma nova forma de heteronomia, de submissão da maioria a alguns privilegiados autocratas. Por isso, não tem nenhum sentido perguntar-se: “no cenário ocidental de relativismo dos valores, qual é o espaço para a solidariedade e a tolerância?”, a partir do momento em que o “cenário ocidental” nasce precisamente escolhendo tolerância e solidariedade como inevitáveis articulações do princípio de autós-nomos. Inevitáveis ambas – a tolerância e a solidariedade – sob o perfil lógico, também se historicamente serão conquistadas através de um processo histórico feito de lutas e sofrimentos ao longo de um par de séculos, da revolução americana até o wellfare dos anos 1960; e o princípio de tolerância se tornará então, desde o início, um pôr em jogo da modernidade, sendo que a solidariedade deverá esperar a irrupção no palco do movimento operário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa razão, de vez em quando se reduz no Ocidente a solidariedade e a tolerância e são os próprios valores do Ocidente que acabam sendo traídos. Deste ponto de vista, podemos dizer que a história da modernidade é a história de um conflito de resultados alternativos entre os valores do autós-nomos (para todos e para cada um) e as resistências do privilégio e do obscurantismo, que aceitam a modernidade somente sob a vertente das vantagens tecnológicas garantidas pelo progresso científico. Mas, ao mesmo tempo, obstaculizam a modernidade e a combatem enquanto possibilidade de conduzir desencanto, laicismo e democracia às suas lógicas consequências libertário-igualitárias. Deste ponto de vista, a modernidade é também a história da luta entre a democracia levada a sério e o establishment que a quer redimensionar como instrumento de conservação. Mas, neste conflito, que em anos mais recentes está assinalando preocupantes vitórias para os impulsos mais reacionários, a Igreja Católica hierárquica tem andado com as oligarquias e contra a “tolerância e solidariedade” (e também é impróprio continuar repetindo que, do ponto de vista histórico e ideológico, o conceito de autonomia é “tributário” à igualdade cristã, pois são duas coisas muitíssimo diversas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A partir do diagnóstico nietzschiano do niilismo e da morte de Deus, abriu-se espaço para uma compreensão do homem que descambou em relativismo de valores. Por outro lado, há um retorno a Deus como salvação para os totalitarismos e a nadificação ou nulificação dos sujeitos. Que impasses e avanços surgem desse panorama do ponto de vista existencial e de autonomia do ser humano?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paolo Flores D’Arcais - A “revanche de Deus” não nasce como tentativa de salvação contra os totalitarismos e a aniquilação dos sujeitos. Esta é a tese de Wojtyla e Ratzinger, falsa no plano histórico e insustentável nos planos lógico e filosófico (Wojtyla e Ratzinger fazem remontar os totalitarismos ao iluminismo e à pretensão do autós-nomos!). O Deus da Igreja Católica até encontrou, com os totalitarismos fascistas, formas mais que confortáveis de convivência e Mussolini foi até mesmo gratificado por Achille Ratti, mais conhecido como Papa Pio XI , com o título de “homem da Providência”. A onda atual de “revanche de Deus” (etiqueta que cobre fenômenos entre si muito diversos e não assimiláveis, desde os fundamentalismos – seja o islâmico ou o dos telepregadores protestantes, ou ainda o das católicas “Comunhão e libertação ” ou dos “Legionários de Cristo ” – aos sincretismos de religiosidade “new age” ou às seitas que na China renovam as religiões tradicionais) nasce, ao invés, como sub-rogação das esperanças de realização radical da democracia que caracteriza os dias da vitória contra o nazifascismo e, sucessivamente, os movimentos de luta anticolonialista no terceiro mundo, esperança que dos anos 1970 em diante se reduziu progressivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas esperanças, que encontram uma última labareda em 1968, vêm sendo frustradas pelo triunfo do liberalismo selvagem de Reagan e Tatcher , pelo progressivo empobrecer-se das democracias ocidentais em “partido-cracias”, e pela metamorfose dos vitoriosos movimentos terceiro-mundistas em oligarquias de governo sempre mais corrompidas e sanguinárias. E a derrota do totalitarismo soviético em 1989 confirma este clima de esperanças frustradas: somente alguns países do Leste conseguem – fatigosamente, contraditoriamente, parcialmente – homologar-se às democracias ocidentais (já em crise com respeito aos valores fundantes de “tolerância e solidariedade”, como temos visto), enquanto a Rússia de Putin se torna modelo de “democracia negada” e a China consegue juntar totalitarismo político e desfrute econômico selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A democracia ocidental se baseia no conceito de autonomia e também é tributária ao cristianismo em função da premissa de igualdade. Como analisa o projeto político da modernidade? Ele está esgotado? Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paolo Flores D’Arcais - Quando diminui a esperança terrena na luta política e social, é natural que retorne o seu sub-rogado celeste. O fenômeno da “revanche de Deus” diminuirá tão logo tornem maciças as lutas pela democracia radical, com perspectivas críveis de sucesso ao menos parcial. O projeto político da modernidade não se exauriu por isso, mas é mais que incompleto e, portanto, a ser retomado, porque a realização de “tolerância e solidariedade” se chama precisamente democracia radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como podemos falar em moralidade, direitos humanos e verdade numa época tão relativista como a nossa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paolo Flores D’Arcais - Os direitos humanos são parte integrante desta luta que deve retornar. Mas para ser “humanos”, devem valer realmente para todos. A declaração de Independência americana, escrita por Thomas Jefferson , fala justamente de “direito à obtenção da felicidade”. Uma felicidade tornada impossível tanto pela falta de liberdade quanto pela desmedida das desigualdades econômicas e sociais. Em 1968 os estudantes de Varsóvia se rebelaram justamente contra o regime comunista, gritando “não há pão sem liberdade”, mas vale obviamente também o recíproco: “não há liberdade sem pão”. É necessário, no entanto, ter claro que os direitos humanos, que devem ser de “pão e liberdade” para todos e para cada um, não são de fato humanos no sentido de serem inscritos espontaneamente no coração do homo sapiens. A prevaricação, a prepotência, a violência, a “lei” do mais forte parecem mesmo ser com frequência a tendência mais natural. Os direitos humanos são, na realidade, direitos civis, escolhidos contra naturam através de lutas democráticas dos séculos mais recentes. Estes direitos civis são filhos do relativismo, porque jamais teriam podido nascer sem o princípio do autós-nomos, incompatível, como é óbvio, com qualquer “soberania de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Que valores são comuns entre cristãos e ateus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paolo Flores D’Arcais - Dadas estas premissas que acabo de expor, existe um terreno comum de ação ente ateus e crentes? Certamente, depende do tipo de ateus e do tipo de crentes. Não existe, de fato, uma moral ateia. Existem tantas e um ateu pode ser uma flor de reacionário. E também não existe uma moral dos crentes, mas tantas quantas as interpretações das religiões. Consequentemente, o terreno comum não depende da fé, mas das escolhas ético-políticas de cada um, seja ele ateu ou crente. Por exemplo, entre ateus democráticos que combatem por “justiça e liberdade” e crentes que levem a sério o Evangelho quando se lança contra os ricos (praticamente em cada página) e quando solicita que “teu dizer sim seja sim e teu dizer não seja não, porque o restante vem do demônio”, há plena consonância. (Tradução de Benno Dischinger)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2010/12/deus-das-revelacoes-profeticas-pode-ser.html"&gt;'Deus das revelações proféticas pode ser tornar fonte amarga de ateísmo'.&lt;/a&gt; (dezembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8667449438889333100?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8667449438889333100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/deus-e-uma-hipotese-desnecessaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8667449438889333100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8667449438889333100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/03/deus-e-uma-hipotese-desnecessaria.html' title='Deus é uma hipótese desnecessária'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-BOKQ8szHaCw/TW22qChppLI/AAAAAAAARPw/riZ1DbAgQMw/s72-c/ateismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-4007465582841226420</id><published>2011-02-19T11:01:00.000-02:00</published><updated>2011-02-19T11:01:03.691-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Perfil genético influi na escolha dos amigos</title><content type='html'>&lt;b&gt;de Veja &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que têm a variante de um gene relacionado ao alcoolismo, chamado DRD2, costumam ser amigas de quem tem a mesma variante. E as pessoas que não têm essa variante genética, e que portanto têm menos propensão ao alcoolismo, tendem a ser amigos de pessoas que também não a têm. As afinidades valem também para adolescentes que não têm o hábito de ingerir álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta é de cientistas das universidades da Califórnia em San Diego e Harvard em um estudo que mostra como alguns genes não apenas estão relacionados em pessoas de uma mesma família, mas em um mesmo grupo de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo resultados apresentados ontem na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, há um segundo gene chamado CYP2A6 que também apresenta um padrão estável em grupos sociais. Trata-se de um gene com uma variante que confere uma personalidade extrovertida e outra variante relacionada a uma personalidade mais introvertida. Nesse caso, os pesquisadores descobriram que as pessoas com o perfil genético extrovertido tendem a declarar-se amigas de pessoas de perfil mais introvertido e vice-versa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gene do comportamento — Estes resultados são frutos de dois estudos de saúde baseados em análises genéticas de milhares de voluntários. No Estudo Nacional de Saúde Adolescente foram analisados os genes relacionados ao comportamento social para alunos de 142 instituições americanas. Foi descoberto que dois de seis genes – o DRD2 e o CYP2A6 – estavam relacionados entre amigos. A observação foi confirmada depois com dados de outros 9.237 voluntários no Estudo Framingham do Coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os cientistas, "a estrutura genética das populações humanas pode ser resultado não só das relações de reprodução, mas das relações de amizade". A evolução humana, dessa perspectiva, "não está limitada ao entorno físico e biológico, mas inclui o entorno social, que pode ser uma força evolutiva em si mesma".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-4007465582841226420?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/4007465582841226420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/02/perfil-genetico-influi-na-escolha-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4007465582841226420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4007465582841226420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/02/perfil-genetico-influi-na-escolha-dos.html' title='Perfil genético influi na escolha dos amigos'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1582398578245543015</id><published>2011-02-19T10:39:00.000-02:00</published><updated>2011-02-19T10:39:36.624-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>A devota e o ateu no terreno da fé</title><content type='html'>&lt;div&gt;por &lt;b&gt;Antonio Gonçalvez Filho&lt;/b&gt;, do Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponte que separa a ex-freira e teóloga inglesa Karen Armstrong do jornalista e escritor também inglês, naturalizado norte-americano, Christopher Hitchens passa sobre o mesmo rio, o da religião. Por coincidência, estão sendo publicados ao mesmo tempo no País os mais recentes livros dos dois, Em Defesa de Deus, de Karen Armstrong, e Hitch-22, a autobiografia de Hitchens, escrita a toque de caixa depois que ele foi diagnosticado com câncer no esôfago. Em sua obra, a inglesa reserva sérias críticas ao patrício, que há quatro anos escreveu um best-seller, Deus Não É Grande, com mais de 300 mil exemplares vendidos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hitchens, no seu Hitch-22, não menciona Karen Armstrong, mas, na última entrevista concedida antes da metástase que chegou ao pulmão do inveterado fumante, em novembro passado, ele voltou à carga contra os que condenam seu ateísmo, soltando um epigrama filosófico digno do austríaco Wittgenstein (1889-1951): "O que pode ser afirmado sem evidência também pode ser rejeitado sem evidência".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hitchens foi batizado pela mídia um dos "quatro cavaleiros do Apocalipse", como ficou conhecido o quarteto ateísta formado por ele, o zoólogo evolucionista britânico Richard Dawkins e os filósofos norte-americanos Sam Harris e Daniel Dennett. Em Deus Não É Grande, Hitchens defende que "Deus não criou o homem à sua imagem, mas o contrário", o que explicaria a profusão de deuses e religiões que, segundo ele, "tanto têm adiado o desenvolvimento da civilização". Para Hitchens, nenhuma religião oferece respostas às perguntas mais elementares e a fé num ser supremo não passa de uma crença totalitária que abala os alicerces da liberdade individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karen Armstrong não pensa assim, mas já pensou, assumindo ter sido uma espécie de Richard Dawkins de saias depois que abandonou o convento, aos 25 anos, e passou por uma crise de fé. Hoje, ela diz que compreende a irritação dos novos ateus, porque, como explicou em suas memórias, A Escada Espiral, durante muitos anos não quis nada com a religião, afirmando mesmo que alguns de seus primeiros livros "tendiam ao dawkinsesco". Para Karen, é uma pena que Dawkins, Hitchens e Harris - ela poupa o darwinista neural Dennett - "se expressem com tanto destempero, porque algumas de suas críticas são válidas", entre as quais, os petardos atirados por Hitchens nos fundamentalistas islâmicos. Surpreendentemente, Karen observa em seu livro que, na verdade, os novos ateus "não são suficientemente radicais". Teólogos judeus, cristãos e muçulmanos repetem há séculos que Deus não existe sem que a fé dos religiosos se abale. "Com isso eles não pretendem negar a realidade de Deus, mas salvaguardar a transcendência divina", justifica a autora. Em nossa "sociedade falastrona", conclui, essa tradição do silêncio, que foi esquecida, podia evitar uma montanha de transtornos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro, Karen concentra-se no cristianismo - ela que escreveu sobre Buda e Maomé, entre os seus 15 livros que tratam de Deus e religiões - "porque é a tradição mais diretamente afetada pelo advento da modernidade científica e a mais castigada pelo novo ataque ateísta". Tanto Hitchens como Dawkins seguiriam, segundo a autora, "um naturalismo científico linha-dura, que reflete o fundamentalismo no qual baseiam sua crítica". O ateísmo, define a acadêmica, "sempre é a rejeição de uma forma específica de teísmo e depende dela como um parasita". Hitchens dependeria totalmente de uma leitura literal da Bíblia, critica a ex-freira. Dawkins, como os fundamentalistas protestantes, teria uma visão simplista dos ensinamentos morais da Bíblia. Os dois - além de Sam Harris - apresentariam a religião no que ela tem de pior, argumenta Karen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que ela tem de pior? O fundamentalismo, segundo a autora, por ser uma forma de fé que com frequência "deturpa a tradição que está tentando defender". A religião, defende Karen, é uma "disciplina prática" que depende de exercícios espirituais e uma vida de dedicação. A racionalidade científica pode até explicar o câncer de Hitchens, mas não pode aplacar seu pavor, observa. Hitchens, que já enfrentou outras tragédias - a mãe se matou num pacto com o amante - teve de engolir o próprio discurso contra o Estado de Israel ao descobrir que a avó materna trocara o prenome judeu Levin por Lynn e que seus ancestrais poloneses tinham como sobrenome Blumenthal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista e escritor não nutre simpatia pela ideia sionista, mas dedica um capítulo inteiro de suas memórias a esse conflito pessoal por ter sido criado como católico inglês e forçado pela avó a retomar suas raízes. Diz que não mudaria para Israel, mas se qualifica "como um membro da tribo", embora tenha brigado com Saul Below num jantar ao defender seu amigo Edward Said, justamente no dia em que o palestino foi manchete da revista Commentary, que o classificou de "professor de terror". Hitchens não conseguiu se livrar totalmente do seu trotskismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra revelação de Hitch 22 que explica a aversão religiosa do autor, casado por duas vezes e com três filhos, é sua homossexualidade, camuflada durante anos. No colégio, em Cambridge, se apaixonou por um garoto loiro de pernas arqueadas, sorriso malicioso e "ligeiramente de direita", o que ele logo resolveu perdoar. Pegos em flagrante, quase foram expulsos da escola, mas os professores convenceram a direção que Hitchens teria boas chances em Oxford, evitando assim o vexame público - e uma ação judicial, porque a homossexualidade era, então, considerada crime na Inglaterra. Hitchens talvez tenha evitado antes o assunto para não dar munição a seus inimigos - e eles são muitos, porque o jornalista defendeu a guerra contra o Iraque, inventou o termo islamofascismo e arrasou com a reputação de madre Teresa de Calcutá, acusando-a de bajuladora de fascistas e de estar a serviço dos poderosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hitchens é intolerante com religiosos e comunga com Sam Harris a ideia de que a própria defesa da tolerância religiosa está nos levando para o abismo. Nessa radicalidade, segundo Karen Armstrong, ambos se assemelham aos fundamentalistas religiosos - "embora devessem ter em mente que foi por não respeitar diferenças que uns e outros cometeram as piores atrocidades na era moderna", citando os campos de concentração nazistas e o Gulag soviético. Como exemplo extremo, a autora repete uma velha história sobre judeus que perderam a fé em Auschwitz e resolvem colocar Deus em julgamento, condenando-o à morte por ser onipotente e permitir o horror nazista. O rabino que dá a sentença é o mesmo que depois conclama os prisioneiros a rezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus pode estar morto, como sugere a fúria dos ateístas, mas a ex-freira recomenda aos pós-modernos recuperar a vida espiritual que tinham nossos ancestrais, visitando 2 mil anos de teologia para provar que não são as doutrinas, mas a prática de rituais e a introspecção que vão trazer Deus de volta à vida - uma heresia escandalosa para os ex-irmãos de fé de madre Martha, nome religioso adotado pela autora de Jerusalém (tradução de Hildegard Feist, 576 págs., R$ 34) que está sendo relançado, em edição de bolso, pela Companhia das Letras. Nele, Karen comenta a suprema ironia dessa cidade de fé (para a qual convergem os três monoteísmos, cristão, judaico e muçulmano) ser palco de tanta discórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ancestrais O que de mais interessante traz o livro Em Defesa de Deus - e vai incomodar os seguidores de Hitchens - é o elogio das religiões primitivas, caracterizadas por rituais, danças, sacrifícios e cantos. É também em defesa dos apóstatas que Karen recomenda o silêncio sobre algo ou alguém do qual ou de quem nada se sabe - e, nesse ponto, ela evoca, como Hitchens, a filosofia de Wittgenstein, autor da frase "Sobre o que não se pode falar deve-se manter silêncio". Para Karen, religião é como música. Não se pode explicar, mas se ouve com prazer e, de quebra, ela ainda opera milagres como acalmar bebês, fazer crescer as flores e curar algumas doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora teve esse insight - para usar uma expressão do jesuíta canadense Bernard Lonergan (1904-1984 ) -, ao visitar as cavernas de Lascaux e verificar que religião e arte já surgem inseparáveis. A experiência da iniciação do homem ancestral prova, segundo ela, que não existe no pensamento arcaico o conceito do sobrenatural, ou seja, "nenhum abismo entre o humano e o divino". Não existia o ser supremo, mas apenas um ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossos ancestrais normalmente imaginavam uma raça de seres especiais que chamavam de deuses", escreve Karen. Ao se cobrir com peles sagradas para personificar o mestre animal, o sacerdote assumia temporariamente o poder divino, lembra ela, ritual que não era produto de ideias religiosas - ao contrário. Pode parecer que a ex-freira entrou para o time de Hitchens, mas é só impressão. A exemplo de Diderot, ela crê em Deus, contudo vive muito bem com os ateus, como respondeu a Voltaire, que o criticou numa carta. Diderot foi aprisionado por escrever um texto ateísta, ele que cogitou ser jesuíta. Karen, pelo menos até agora, escapou da Inquisição.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2010/09/com-cancer-o-ateu-hitchens-enfrenta.html"&gt;Com câncer, o ateu Hitchens enfrenta a morte: 'Por que não eu?'&lt;/a&gt; (setembro de 2010&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1582398578245543015?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1582398578245543015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/02/devota-e-o-ateu-no-terreno-da-fe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1582398578245543015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1582398578245543015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/02/devota-e-o-ateu-no-terreno-da-fe.html' title='A devota e o ateu no terreno da fé'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-650908759183807926</id><published>2011-02-18T02:31:00.000-02:00</published><updated>2011-02-18T02:31:51.821-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>DNA de negros e pardos do Brasil é muito europeu</title><content type='html'>&lt;div&gt;por&lt;b&gt; Reinaldo José Lopes&lt;/b&gt;, da Folha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, faz cada vez menos sentido considerar que brancos têm origem europeia e negros são "africanos". Segundo um novo estudo, mesmo quem se diz "preto" ou "pardo" nos censos nacionais traz forte contribuição da Europa em seu DNA.&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uiHOtRJh0H0/TV3144MGWeI/AAAAAAAARK4/AG30l_RYRMg/s1600/dna.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://4.bp.blogspot.com/-uiHOtRJh0H0/TV3144MGWeI/AAAAAAAARK4/AG30l_RYRMg/s400/dna.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O trabalho, coordenado por Sérgio Danilo Pena, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), indica ainda que, apesar das diferenças regionais, a ancestralidade dos brasileiros acaba sendo relativamente uniforme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"A grande mensagem do trabalho é que [geneticamente] o Brasil é bem mais homogêneo do que se esperava", disse Pena à Folha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De Belém (PA) a Porto Alegre, a ascendência europeia nunca é inferior, em média, a 60%, nem ultrapassa os 80%. Há doses mais ou menos generosas de sangue africano, enquanto a menor contribuição é a indígena, só ultrapassando os 10% na região Norte do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de moradores das capitais paraense e gaúcha, foram estudadas também populações de Ilhéus (BA) e Fortaleza (compondo a amostra nordestina), Rio de Janeiro (correspondendo ao Sudeste) e Joinville (segunda amostra da região Sul).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao todo, foram 934 pessoas. A comparação completa entre brancos, pardos e pretos (categorias de autoidentificação consagradas nos censos do IBGE) só não foi possível no Ceará, onde não havia pretos na amostra, e em Santa Catarina, onde só havia pretos, frequentadores de um centro comunitário ligado ao movimento negro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para analisar o genoma, os geneticistas se valeram de um conjunto de 40 variantes de DNA, os chamados indels (sigla de "inserção e deleção"). São exatamente o que o nome sugere: pequenos trechos de "letras" químicas do genoma que às vezes sobram ou faltam no DNA.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Cada região do planeta tem seu próprio conjunto de indels na população -alguns são típicos da África, outros da Europa. Dependendo da combinação deles no genoma de um indivíduo, é possível estimar a proporção de seus ancestrais que vieram de cada continente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista histórico, o trabalho deixa claro que a chamada política do branqueamento -defendida por estadistas e intelectuais nos séculos 19 e 20, com forte conteúdo racista- acabou dando certo, diz Pena.&lt;br /&gt;Segundo os pesquisadores, a combinação entre imigração europeia desde o século 16 e casamento de homens brancos com mulheres índias e negras gerou uma população na qual a aparência física tem pouco a ver com os ancestrais da pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso porque os genes da cor da pele e dos cabelos, por exemplo, são muito poucos, parte desprezível da herança genética, embora seu efeito seja muito visível. O trabalho está na revista "PLoS One".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2009/05/casos-de-racismo.html"&gt;Casos de racismo&lt;/a&gt;. &lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-650908759183807926?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/650908759183807926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/02/dna-de-negros-e-pardos-do-brasil-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/650908759183807926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/650908759183807926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/02/dna-de-negros-e-pardos-do-brasil-e.html' title='DNA de negros e pardos do Brasil é muito europeu'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uiHOtRJh0H0/TV3144MGWeI/AAAAAAAARK4/AG30l_RYRMg/s72-c/dna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-2346774544379073371</id><published>2011-01-31T16:23:00.000-02:00</published><updated>2011-01-31T16:23:39.950-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Documento revela que Ratzinger defendeu uma reforma do celibato</title><content type='html'>por&amp;nbsp;&lt;b&gt;Miguel Mora&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Laura Lucchini&lt;/b&gt;, do El País&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUb842qcuVI/AAAAAAAARDI/7CKe3I_YtOs/s1600/Joseph+Ratzinger.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUb842qcuVI/AAAAAAAARDI/7CKe3I_YtOs/s320/Joseph+Ratzinger.jpg" width="251" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 1970, &lt;b&gt;Joseph Ratzinger&lt;/b&gt; (foto) pensava que o celibato não era uma instituição intocável. Mais que isso: era partidário da sua reforma e de que a Igreja católica voltasse à tradição antiga oriental: padres casados, bispos celibatários. A posição consta, preto no branco, num documento nunca publicado, assinado pelo atual Papa, que na época era professor em Tübingen, e por outros oito teólogos alemães, que foi publicado pela revista Pipeline, do grupo católico crítico Aktionskreis Regensburg (AKR).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto era um relatório preparatório solicitado pela Conferência Episcopal Alemã aoSínodo dos Bispos que se realizaria no ano seguinte em Roma. Os teólogos alemães indicavam que a obrigação de não casar era uma das principais causas pela falta de vocações e de jovens padres. O documento tem a data de 2 de fevereiro de 1970 e foi assinado por estudiosos de fama mundial como os teólogos Karl Rahner, Otto Semmelroth e os atuais cardeais Karl Lehmann e Walter Kasper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossas consultas e estudos coincidem na necessidade de um tratamento diferente da lei que estabelece o celibato (...) tanto para a Igreja alemã como para a Igreja mundial”, escreveram os teólogos no relatório dirigido aos bispos alemães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia é mais curiosa que desconhecia. O debate sobre o celibato foi um dos dois argumentos centrais do Sínodo realizado em 1971, sob o papado de Paulo VI: o segundo tema crucial na reunião foi a elaboração de um texto sobre a nova ordem econômica mundial, que antecipou a iminente crise do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contexto geral da Igreja estava mudando radicalmente. Graças à abertura favorecida pelo Concílio Vaticano II, que durou de 1959 até 1965, um vento de renovação sacudia a Igreja e a sociedade civil. Maio de 68 em Paris. Argélia lutando pela sua independência. “A Igreja se sentia já globalizada. Eram os anos do boom da Igreja africana e latino-americana”, recorda o vaticanista Filippo di Giacomo. “Com a descolonização da África, haviam nascido cerca de 50 países novos em apenas poucos meses de 1960, e isso havia obrigado o Vaticano a criar 46 novas conferências episcopais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O celibato entrou no Sínodo porque o Concílio havia ampliado a atenção para a África; porque o caso Lefebvre, deposto por ordenar bispos africanos, havia suscitado muita polêmica, e também, afirma Di Giacomo, “porque a Igreja previa que em poucos anos haveria um enorme aumento de católicos que necessitariam ser evangelizados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atender essa demanda que se esperava, o Vaticano pensou que ordenar padres casados, voltar à tradição antiga oriental, poderia ser uma solução eficaz. Paulo VI não quis tomar a decisão sozinho, e submeteu a questão à discussão do Sínodo, afirmando que respeitaria o resultado da votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as conferências de bispos europeus pediram opinião aos teólogos sobre a decisão a ser tomada. Também os teólogos italianos, como o cardeal Pellegrino, os franceses e os espanhóis apoiaram frente aos seus episcopados a decisão de reformar o celibato. Apenas os norte-americanos se opuseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa foi que, no Sínodo, os bispos europeus votaram a favor da reforma do celibato, mas os latino-americanos e africanos se opuseram majoritariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O paradoxo”, analisa o canonista Di Giacomo, “é que o episcopado teoricamente mais conservador fez a escolha progressista, e os progressistas, entre eles os que na sequência dariam forma à Teologia da Libertação, pediram ao seu episcopado que votassem contra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores do documento eram assessores da Conferência Episcopal Alemã, e mesmo no texto respeitam muitas vezes que com sua análise não queriam “prejudicar nenhuma decisão”, todos os autores se diziam “muito convencidos da necessidade de reexaminar a obrigação do celibato por parte dos níveis mais altos da hierarquia eclesiástica, pois”, afirmavam, “é urgente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente do resultado da discussão, o celibato deveria permanecer como uma verdadeira e real opção para os sacerdotes que assim o desejarem, segundo os autores. “Quem, contudo, considera este esclarecimento supérfluo, demonstra ter escassa fé na força deste conselho do Evangelho e na misericórdia de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento com a assinatura de Ratzinger, que não foi publicado até agora, foi entregue por um colaborador de Karl Rahner a outro clérigo de confiança que pertencia ao grupo católico crítico com a Igreja da cidade de Regensburg, o Aktionskreis Regensburg (AKR). O documento permaneceu cuidadosamente arquivado durante 41 anos, e aparece agora publicado pelo AKR em sua revista Pipeline.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores do documento raciocinaram então sobre o que agora a cúria vaticana, e o próprio Papa, demonizam como “espírito do tempo”. Naquele texto consideram possível uma revisão do celibato “simplesmente porque seria teologicamente incorreto” que “não se pudesse voltar a submeter à prova algo em um novo contexto histórico e social”. “Dizer o contrário”, escreveram, “não seria possível através de nenhum argumento teológico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os teólogos mencionavam o exemplo da Igreja oriental, e se referem muitas vezes à Bíblia, por exemplo, à Epístola de Paulo aos Gálatas. Do documento se desprende a tomada de consciência dos teólogos de que o Concílio Vaticano II estava tendo efeitos nos níveis mais baixos da Igreja. Em 1970, assim como hoje, os teólogos ortodoxos estavam preocupados com a falta de guias espirituais. “Agora os jovens padres se perguntam sobre a cada vez mais grave falta de padres e sobre como se pode superar o problema vital da Igreja e de seu próprio ofício. Para eles, não basta o olhar ideal para o passado”. O problema seria “colocar em dúvida hoje a factibilidade de uma vida celibatária para os jovens padres de agora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais fatores a considerar seriam, disseram os teólogos, a perda de um verdadeiro reconhecimento por parte da comunidade de fiéis, assim como a “fragilidade psíquica dos jovens em uma sociedade superexposta à sexualidade”. Os autores consideravam que, caso não se conseguisse atrair padres jovens, “então a Igreja terá a obrigação de levar a cabo uma modificação de sua moral”. Mais ou menos o que acontece hoje. Com a diferença de que agora são outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2008/11/igreja-demite-padre-casado-e-com-cinco.html"&gt;Arcebispo de Goiânia demite padre casado e com cinco filhos.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;novembro de 2008&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-2346774544379073371?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/2346774544379073371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/documento-revela-que-ratzinger-defendeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2346774544379073371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2346774544379073371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/documento-revela-que-ratzinger-defendeu.html' title='Documento revela que Ratzinger defendeu uma reforma do celibato'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUb842qcuVI/AAAAAAAARDI/7CKe3I_YtOs/s72-c/Joseph+Ratzinger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-9121513568655773628</id><published>2011-01-29T06:26:00.000-02:00</published><updated>2011-10-11T20:20:20.733-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Valdemiro Santiago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Mundial'/><title type='text'>O homem que multiplica fiéis (e dízimo)</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Título original: O homem que multiplica fiéis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Rodrigo Cardoso&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;João Loes&lt;/b&gt;, da Istoé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUPKXypmXtI/AAAAAAAARBs/WMTia8_iw9Y/s1600/Valdemiro+Santiago.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="280" src="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUPKXypmXtI/AAAAAAAARBs/WMTia8_iw9Y/s640/Valdemiro+Santiago.jpg" width="520" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com microfone em punho, Valdemiro Santiago de Oliveira, todo-poderoso líder da Igreja Mundial do Poderde Deus (IMPD), caminha bambeando de um lado para outro do altar fincado bem no centro de um galpão de 18 mil metros quadrados, localizado no Brás, bairro da região central de São Paulo. Dez mil pessoas se aglomeram ao redor do autointitulado apóstolo, em estado de atenção e êxtase, à espera de uma palavra, um toque, um abraço. Com o rebanho em suas mãos, e um timing digno de showman, ele chora, gargalha, transpira. Está entregue à multidão. A voz rouca sai carregada de ironia e ornamentada por um sorriso de canto de boca. “Está um congestionamento aqui fora. Ouvi dizer que acontece uma feira na redondeza!”, diz. Mas não há feira nenhuma. O movimento na região é provocado pelos concorridos cultos desse mineiro de 47 anos, natural de Cisneiros, distrito de Palma, a 400 quilômetros de Belo Horizonte. E Santiago sabe muito bem disso. Há 30 anos no movimento neopentecostal brasileiro, segmento que mais cresce no Brasil (deve chegar a 40 milhões de adeptos no novo Censo), o homem forte da Mundial é o mais fulgurante fenômeno religioso do Brasil atualmente. Sua identificação direta com a massa – é negro, tem sotaque caipira e português falho, trabalhou na roça e passou fome – o coloca nos braços humildes e carentes daqueles que procuram uma solução espiritual para as mazelas da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem me viu na tevê? Quem foi a Interlagos?”, questiona Santiago, enquanto os fiéis, contidos por obreiros, se debatem e gritam em sua direção. No primeiro dia de 2011, o religioso ganhou minutos preciosos em rede nacional por causa da massa impressionante de discípulos que conseguiu arregimentar em pleno 1º de janeiro, vinda de todos os cantos do Brasil para celebrar com ele no autódromo de Interlagos. Segundo os organizadores do evento, havia lá 2,3 milhões de pessoas. Nos dias 9 e 11 de janeiro, quando a reportagem de ISTOÉ acompanhou os cultos na sede mundial da IMPD, no Brás, uma antiga fábrica comprada por R$ 60 milhões em 60 parcelas de R$ 1 milhão, o apóstolo faturou sobre essa exposição em horário nobre. “Ninguém pode dizer que sou um sujeito dotado de uma inteligência, uma sabedoria”, disse Santiago à ISTOÉ, currículo escolar findo no quinto ano do ensino fundamental, mas alinhado em um terno bem cortado, gravata, camisa com abotoaduras douradas e sapatos tamanho 44 impecáveis. “Quem olha a minha vida e faz uma análise não tem como não glorificar Deus.”&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De fato, o garoto que perdeu a mãe aos 12 anos e caminhava oito quilômetros por dia para levar marmita para os familiares na roça lidera, hoje, um império religioso que conta com três mil igrejas espalhadas pela América do Sul e do Norte, Europa, Ásia e África e 4,5 milhões de fiéis, de acordo com dados da própria IMPD (leia ao lado quadro comparativo com outras denominações evangélicas). Treze anos depois de fundar a Mundial, o homem que gosta de cultivar a fama de matuto mora em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo, e tem na garagem três carros importados blindados – uma Land Rover, um Toyota e um Peugeot. Motoristas e seguranças particulares estão sempre à sua disposição. Helicópteros e um jato particular também. A Igreja Mundial, por sua vez, tem inaugurado um novo templo por semana e honra, mensalmente, uma despesa em torno de R$ 40 milhões. O dinheiro da igreja vem, principalmente, do dízimo arrecadado. Membros da IMPD estimam receber de doação em seus cultos uma média de R$ 10 por fiel. Há, ainda, envelopes nas cores ouro, prata e bronze. Pastores afirmam que a diferenciação não está diretamente ligada ao valor a ser dado à igreja. Segundo eles, cada tipo de envelope contém uma mensagem diferente. Nesse primeiro mês de 2011, o apóstolo reforçou o pedido por doações argumentando despesas com emissoras de tevê e rádio. “Ano novo, contratos novos e reajustados... Essa semana preciso muito de sua ajuda. Quem pode trazer até terça-feira R$ 100?”, perguntou Santiago. A quantia foi diminuindo à medida que o tempo ia passando. “E uma oferta mínima de R$ 30? Quem puder, fique de pé que o obreiro irá dar o envelope.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mística de milagreiro de Santiago a chave de seu sucesso e a responsável pelo fenômeno da multiplicação de fiéis à sua volta. E a televisão amplifica em doses continentais esse poder de comunicação inato do líder evangélico. Atualmente ele ocupa 22 horas diárias na programação da Rede 21, que pertence ao grupo Bandeirantes, ao custo de R$ 6 milhões mensais. Com mais R$ 101 mil por mês, pagos à Multichoice, empresa sul-africana distribuidora de sinal, também está no ar em Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Líbia, Zimbábue e Botswana. Na telinha, o que se vê são os cultos de Santiago em seus templos. Para isso, a performance do pastor é acompanhada, minuto a minuto, por fotógrafo e uma equipe de cinegrafistas, que registram tudo para ser divulgado, além da tevê, no jornal, na revista e na rádio da igreja.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na África do Sul, a Mundial possui uma hora de programação na TV Soweto, ao custo de R$ 59 mil mensais. Em Maputo, a capital de Moçambique, uma tevê e uma rádio já estão sob o domínio da corrente evangélica do ex-roceiro, fissurado, segundo palavras dos próprios membros da igreja, por se comunicar com os súditos via tevê. Afinal, se em um templo como o do Brás o apóstolo consegue falar para 30 mil pessoas, no ar, citando apenas os que possuem antena parabólica no Brasil, ele chega a 25 milhões de lares via Rede 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não e à toa que, anunciados pela telinha, seus eventos estão sempre lotados. “Aquela máxima da publicidade de que uma imagem vale mais do que mil palavras se aplica muito bem a Valdemiro”, afirma Ronaldo Didini, ex-membro da cúpula da Universal e braço-direito de Santiago, que responde pela estratégia de mídia da igreja. Além dele, são dirigentes da Mundial um consultor financeiro, também ex-Universal, e três deputados eleitos no último pleito – dois federais (José Olímpio, PP/SP e Francisco Floriano, PR/RJ) e um estadual (Rodrigo Moraes, PSC/SP). “As coisas são cada vez mais rápidas e profissionalizadas na Mundial”, diz o pesquisador Ricardo Bitun, autor da tese “Igreja Mundial do Poder de Deus: Rupturas e Continuidades no Campo Religioso Neopentecostal”, defendida na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Isso ocorre, em grande parte, por conta de um fenômeno conhecido como nomadismo religioso. Se durante muito tempo a Igreja Católica era a maior fornecedora de ovelhas ao rebanho pentecostal, agora esses últimos trocam de fiéis entre si. “Meu trabalho é o altar; meu negócio é multiplicar as almas”, diz Santiago, que também fatura com a crise de igrejas como a Renascer em Cristo, por exemplo, que perdeu em 2010 seus discípulos mais ilustres, o jogador de futebol Kaká e sua mulher, Caroline Celico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUPMlf-aIkI/AAAAAAAARBw/Sl7-CNc96QM/s1600/Valdemiro-capa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUPMlf-aIkI/AAAAAAAARBw/Sl7-CNc96QM/s320/Valdemiro-capa.jpg" width="246" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A ascensão de Santiago ao olimpo dos líderes religiosos do Brasil começou a ser moldada em 1976, quando, aos 16 anos, ele se converteu ao protestantismo. Naquela época, o garoto revoltado e de difícil trato, que em Cisneiros cuidava de marrecos, arava a terra e colhia ovos de anu para fazer omelete, morava com um dos 12 irmãos na mineira Juiz de Fora. Nessa cidade, trabalhava como pedreiro e levava uma vida desregrada. Dormia muitas noites na calçada e era viciado em drogas – ele se limita a dizer que consumia “álcool e substâncias sintéticas em forma de comprimidos”. Até que um pastor lhe estendeu a mão e Santiago passou a pregar. Foi obreiro, pastor, bispo e membro da cúpula da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Nos templos de Edir Macedo, atuou por 18 anos e se desligou em 1997, depois de um suposto desentendimento com o líder evangélico. Já havia, porém, decorado a cartilha de seu mentor. Pesquisador da área da sociologia da religião, Ricardo Mariano afirma que as crenças e práticas mágico-religiosas da Mundial são uma cópia da Universal. Tanto que até o nome da igreja de Santiago, Igreja Mundial do Poder de Deus, é uma evidente inspiração na primeira casa: Igreja Universal de Reino de Deus. Perspicaz, o religioso caipira foi beber da fonte que já havia sido aprovada pelo público. Tanto que, além de convidar parte da cúpula da IURD, atraiu também dezenas de pastores, prática que adotou até um ano atrás, quando membros da Mundial começaram a temer que houvesse “universais” infiltrados em suas fileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No altar da igreja que fundou em 1998 Valdemiro passou a receber portadores do vírus da Aids, doentes de câncer e até cadeirantes desenganados pela medicina. As pessoas em cadeira de roda são, até hoje, um dos campeões de audiência. É comum encontrar no templo fiéis carregando para o alto cadeiras de roda, num gesto explícito de libertação. Em um programa no início de janeiro, o apóstolo protagonizou, via tevê, uma situação do tipo. Ao seu lado, caminhando, um ex-paralítico afirmava ter permanecido imóvel por 15 anos. A reportagem de ISTOÉ tentou contato com esse homem, mas membros da cúpula da Mundial disseram ser impossível localizá-lo, pois as fichas de identificação ainda não estão informatizadas e há muitos casos como o dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor mineiro usa como nenhuma outra liderança pentecostal os depoimentos de enfermos e a evocação da cura divina. Juntos, eles provocam uma catarse espiritual. Os fiéis da IMPD fazem fila para testemunhar, no altar ao lado do apóstolo e com exames médicos em punho, que a medicina já os havia desenganado, mas que a intervenção milagrosa os salvou. “Na Igreja Mundial, o toque no corpo de Santiago é muito valorizado”, diz o sociólogo da religião Flávio Pierucci, da Universidade de São Paulo (USP). Aos 61 anos, a católica catarinense Aledir Lachewtz, 61 anos, levou fotos e roupas de sua tia octogenária que sofria com um edema pulmonar para serem abençoadas em um culto na IMPD. “Os médicos diziam que não tinha mais jeito”, conta Aledir. “Mas, depois das bênçãos, novos exames não apontaram mais nada. O apóstolo tem muito poder de cura.” Essa espécie de pronto-socorro espiritual, como define o teólogo Edin Abumansur, da PUC-SP, floresce de modo particular na Mundial. Enquanto Santiago prega, dezenas de placas com os dizeres “Aqui tem milagre” são levantadas por obreiros para auxiliá-lo. Selecionado previamente e de posse de exames médicos que revelariam primeiro a enfermidade e, em seguida, o desaparecimento dela – chamado na IMPD de “o antes e o depois” –, o fiel é alçado ao microfone ao lado do pastor. E é nessa hora que o líder da Igreja Mundial vira astro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto de seu 1,90 e 103 quilos (chegou a ter 153, mas emagreceu após uma cirurgia bariátrica, há oito anos), o apóstolo grampeia o rosto da pessoa contra o seu peito. Abraça, chora e grita, como fez com a mãe que atribuiu a cura de sua filha de 6 anos, que voltou a andar e a falar contrariando prognósticos médicos, segundo ela, à fé e às orações feitas na IMPD. “Esse Deus é poderoooso! Isso é para sacudir o barraco do cramunhão e botar pra baixo!”, berra o religioso. Ricardo Mariano, professor do programa de pós-graduação em ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e um dos maiores especialistas do Brasil em movimento neopentecostal, contextualiza: “A ênfase pentecostal na cura divina já tem mais de 60 anos e foi uma das principais responsáveis pelo crescimento desse movimento religioso na América Latina e na África. Desde então, constitui uma das iscas mais atraentes de potenciais adeptos aos templos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da eloquência com que evangeliza, Santiago ficou conhecido por usar chapéus típicos de quem se criou no meio do mato. Assim também é visto em seus finais de semana, que acontecem, como ele diz, às quartas-feiras. Nesses dias, ele se tranca em um sítio, em Santa Isabel, a 50 quilômetros de São Paulo. Lá, desfruta de um pesqueiro, da piscina e do campo de futebol, onde organiza e disputa campeonatos entre times formados por membros de seu ministério. “Mas o que gosto mesmo é de sentar na beira do rio, com minha varinha de pescar”, diz. “Sou um sujeito de pouca educação. É uma coisa de chucro, de caipira”, completa ele, uma espécie de Tim Maia do altar, que passa boa parte do culto distribuindo broncas em obreiros, cinegrafistas e músicos que o acompanham. “Ô, oreiúdo (orelhudo), abre passagem para a mulher chegar até aqui”, disse o chefe da IMPD a um pastor, no culto do domingo 9, provocando gargalhadas nos súditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo a esposa, a bispa Franciléia, com quem vive há 26 anos, e as duas filhas do casal, Rachel, 25, e Juliana, 23, que também trabalham em prol do ministério, escapam de seus pitos. O apóstolo também é conhecido por ser incansável na rotina de sua Mundial. Há dias em que nem volta para casa. “Tenho um quarto na igreja”, conta Santiago, referindo-se ao templo do Brás. “Em casa, tenho dormido três, quatro vezes no mês”, completa ele, que diz desfrutar, por noite, de apenas quatro horas de sono. Membro da IMPD, Fernando Trizi reforça o fato. “Antigamente, muitos fiéis dormiam aqui na igreja. E, algumas vezes, o apóstolo acordava de madrugada, descia do quarto e, de pijama, orava com eles.” Ao valorizar a ingenuidade e a simplicidade, o religioso prosperou. “O que chama mais a atenção é a emergência de uma autoridade religiosa pentecostal de expressão nacional negra, tal como o restante da cúpula da igreja”, diz Mariano, autor de “Neopentecostais: Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil” (Edições Loyola, 1999). Ao contrário de outras neopentecostais de peso, como a Renascer e a Universal, que ficaram mais requintadas em relação ao público que as frequenta, prometendo prosperidade àqueles que também desejam ascensão material, a Mundial tem acolhido a classe menos favorecida, um aglomerado de gente humilde que não se identifica mais com as outras denominações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na IMPD, porém, essas pessoas enxergam em seu líder uma figura que, mesmo de terno e gravata e sob os holofotes, fala a língua delas. Foi por meio dessa habilidade inata que muitas personalidades deixaram para trás o passado sofrido e se tornaram notórias. “O Valdemiro é como o Silvio Santos ou o Lula. O camelô que deu certo, mas nunca deixou de ser camelô. O metalúrgico que virou presidente da República, mas não deixou de ser metalúrgico”, compara Bitun. Os astro evangélico promete milagres como se contasse um causo. Apelo irresistível aos corações aflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2009/12/sobre-o-milagrento-valdemiro-santiago.html"&gt;Isto é Valdemiro Santiago&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-9121513568655773628?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/9121513568655773628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/o-homem-que-multiplica-fieis-e-dizimo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/9121513568655773628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/9121513568655773628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/o-homem-que-multiplica-fieis-e-dizimo.html' title='O homem que multiplica fiéis (e dízimo)'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TUPKXypmXtI/AAAAAAAARBs/WMTia8_iw9Y/s72-c/Valdemiro+Santiago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8566212500596093184</id><published>2011-01-17T07:18:00.000-02:00</published><updated>2011-01-17T07:18:07.632-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Ditadura prendeu e torturou por duas vezes seguidas o homem errado</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Lucas Ferraz&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Oba já tinha passado por 18 meses de prisão, havia deixado a militância no movimento estudantil e estava recém-casado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era final de 1970, ele voltava à Universidade Federal do Paraná para concluir o curso de engenharia elétrica. Em Curitiba, foi surpreendido por uma unidade do Exército na rua. "Fui pego na pancada", conta ele. Três dias e muitas sessões de tortura depois, a repressão concluiu: não era ele o alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Mário Oba, 65, descoberta pela Folha, revela novos erros do regime militar, que prendeu e torturou por duas vezes seguidas o homem errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de um ano depois, entre 1971 e 1972 (Oba não se lembra da data precisa), a história se repetiu: ao sair do trabalho, o agora engenheiro foi novamente preso nas dependências do Exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que os militares tivessem a certeza de que erraram de novo, Mário Oba foi mais uma vez seviciado: telefone (tapas nos ouvidos), latinha (onde era obrigado a se equilibrar de pé), afogamentos, choques elétricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles queriam saber coisas da VPR [Vanguarda Popular Revolucionária], ligações com outros militantes. Muitas das pessoas, descobri depois, já estavam na clandestinidade ou tinham saído do país. Eu sabia que eles queriam um japonês, também de nome Mário, mas que não era eu", disse Oba à reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro Mário, alvo procurado pela ditadura, também é um nissei [filho de japoneses] e tem a mesma idade de Mário Oba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chizuo Osava, conhecido na luta armada como Mário Japa, era um dos homens mais temidos da repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerrilheiro da confiança de Carlos Lamarca, integrava o comando da VPR, organização em que a presidente da República, Dilma Rousseff, militou. Osava, inclusive, foi denunciado junto com a petista no processo que ficou trancado em cofre no STM (Superior Tribunal Militar) e foi aberto à Folha após meses de batalha judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confusão entre os jovens surgiu, provavelmente, a partir de uma versão criada por Mário Japa.&lt;br /&gt;"Quando caí na clandestinidade, no final dos anos 1960, espalhei para a família e amigos que estava me mudando para Curitiba, cidade em que tinha morado quando jovem. Acho que por isso o pegaram", contou Mário Osava, que adotou o codinome da luta armada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osava diz ter ficado "espantado" com a história de Oba, revelada a ele pela reportagem.&lt;br /&gt;Não mais de 20 nipônicos pegaram em armas contra a ditadura militar. Mário Oba, contudo, diz que nunca fez parte de uma organização armada de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele cumpriu 18 meses de prisão por invadir a reitoria da Universidade Federal do Paraná (era professor de karatê e liderou a invasão). Antes, tinha sido detido por participar de um congresso estudantil de Ibiúna, em 1968.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando o Exército prendeu e torturou Oba duas vezes por engano, Mário Japa, o alvo, já estava banido do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preso em São Paulo no início de 1970 ao capotar um carro que continha um arsenal de guerra, ele ganhou a liberdade, uma semana depois. Foi trocado pelo cônsul do Japão na capital paulista, que havia sido sequestrado pela VPR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osava só voltou ao Brasil com a Lei da Anistia, em 1979, após se exilar em países da América Latina, da Europa e da África. Desde então é repórter da agência Inter Press, no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confundido com um guerrilheiro temido, Mário Oba teve sorte de sair das duas prisões vivo.&lt;br /&gt;Seu último susto, conforme conta, ocorreu ainda na década de 1970. Foi alvo de um atentado, em Curitiba, quando recebeu um tiro no antebraço esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do disparo, diz, foi um membro do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), organização paramilitar de extrema direita que combatia opositores da ditadura. "Mas eu nunca soube se fui novamente confundido com o Japa", conta ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aos 65 anos, aposentado e vivendo em Brasília, Mário Oba diz que só muito tempo depois das duas prisões por engano, ao ler jornais, descobriu quem era o verdadeiro alvo. "Mas, modéstia à parte, sou muito mais bonito que ele", brinca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não "revirar coisas do passado", ele não quis conhecer Osava, como sugeriu a reportagem.&lt;br /&gt;Desde 2008, Oba espera da Comissão de Anistia do governo federal o julgamento de seu pedido de anistia e reparação econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De qualquer forma, foi um privilégio ter vivido aquela época. Foram anos ricos e bastante agitados", afirmou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8566212500596093184?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8566212500596093184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/ditadura-prendeu-e-torturou-por-duas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8566212500596093184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8566212500596093184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/ditadura-prendeu-e-torturou-por-duas.html' title='Ditadura prendeu e torturou por duas vezes seguidas o homem errado'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-4347668584777424582</id><published>2011-01-15T08:11:00.001-02:00</published><updated>2011-01-15T08:12:50.320-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Integração entre cérebro e máquinas vai influenciar evolução</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://www.antropoides.com.br/literatura/wp-content/uploads/2010/02/cerebro.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Alexandre Gonçalves&lt;/b&gt;, do Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Nicolelis é um dos pesquisadores brasileiros de maior prestígio. Pioneiro nos estudos sobre interface cérebro-máquina, suas descobertas aparecem na lista das dez tecnologias que devem mudar o mundo, divulgada em 2001 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Em 2009, tornou-se o primeiro brasileiro a merecer uma capa da Science. Na quarta-feira, foi nomeado membro da Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano. Nicolelis falou sobre o impacto da neurociência no futuro da humanidade. Criticou de forma contundente a gestão científica no País, especialmente em São Paulo. Também questionou os critérios - marcadamente políticos - que teriam norteado a escolha do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que as interfaces cérebro-máquina devem proporcionar no futuro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No curto prazo, penso que as principais aplicações serão na medicina, com novos métodos de reabilitação neurológica, para tratar condições como paralisia. No médio, chegarão às aplicações computacionais. Não usaremos mais teclados, monitores, mouse... o computador convencional deixará de existir. Vamos submergir em sistemas virtuais e nos comunicaremos diretamente com eles. No longo prazo, o corpo deixará de ser o fator limitante da nossa ação no mundo. Nossa mente poderá atuar com máquinas que estão à distância e operar dispositivos de proporções nanométricas ou gigantescas: de uma nave espacial a uma ferramenta que penetra no espaço entre duas células para corrigir um defeito. E, no longuíssimo prazo, a evolução humana vai se acelerar. Nosso cérebro roubará um pouco o controle que os genes têm hoje sobre a evolução. Daqui a três meses, publicarei um livro em que comento esses temas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que o sr. chama de curto, médio, longo e longuíssimo prazo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curto prazo são os próximos anos. Médio prazo, as próximas duas décadas. Longo prazo, o próximo século. Longuíssimo prazo, milhares de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como andam suas linhas de pesquisa na medicina?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos avançando rapidamente no exoesqueleto (um dispositivo que dá sustentação ao corpo de uma pessoa paralisada e é capaz de se mover obedecendo ao controle da mente). Outra linha de pesquisa importante é Parkinson. Publicamos um artigo na Science no ano passado. Estimulamos com eletricidade a medula espinhal de ratos com uma doença semelhante ao Parkinson e conseguimos reverter o congelamento motor característico da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ainda precisaremos dos sentidos para dialogar com sistemas computacionais?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos publicar um trabalho em breve descrevendo o envio do sinal de uma máquina diretamente ao tecido neural de um animal, sem mediação dos sentidos: na prática, criamos um sexto sentido. Vai ser uma novidade explosiva, mas não posso dar mais detalhes, pois o artigo ainda não foi publicado. Mas posso afirmar que a internet como conhecemos hoje vai desaparecer. Teremos uma verdadeira rede cerebral. A comunicação não será mediada pela linguagem, que deixará de ser o único ou o principal canal de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais as implicações antropológicas e sociológicas no longo prazo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo dizer que será a verdadeira libertação da mente do corpo, porque será a mente que determinará nosso alcance e potencial de ação na natureza. O que definimos como ser mudará drasticamente no próximo século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que o sr. acha da política científica brasileira?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está ultrapassada. Principalmente a gestão científica. Foi por isso que eu escrevi oManifesto da Ciência Tropical. O talento humano é sufocado por normas absurdas nas universidades. Devemos ter uma carreira para pesquisadores em tempo integral e oferecer suporte administrativo profissional aos cientistas. Mas aqui no Brasil há a cultura de que, subindo na carreira científica, o último passo de glória é virar um administrador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ou da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Uma tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O sr. afirmou diversas vezes que a ciência precisa ser democratizada.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. É uma atividade extremamente elitizada. Não temos a penetração popular adequada nas universidades. Quantos doutores são índios ou negros? A ciência deve ir ao encontro da sociedade brasileira. Há bem pouco tempo, a ciência ainda era uma atividade da aristocracia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como o sr. se vê na Academia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um pária. Não tenho o menor receio de falar isso. Sou tolerado. Ninguém chega para mim de frente e fala qualquer coisa. Mas, nos bastidores, é inacreditável a sabotagem de que fomos vítimas aqui em Natal nos últimos oito anos. Em 2010, na avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), tivemos um dos melhores pareceres técnicos da área de biomedicina. E nosso orçamento foi misteriosamente cortado em 75%. Pedi R$ 7 milhões. Recebemos R$ 1,5 milhão. As pessoas têm medo de abrir a boca, pois você é engolido pelos pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual é o futuro dos jovens pesquisadores no País?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, eles têm uma dificuldade tremenda para conseguir dinheiro, porque não são pesquisadores 1A do CNPq. Você precisa ser um cardeal da academia para conseguir dinheiro e sobressair. Cheguei à conclusão de que Albert Einstein não seria pesquisador 1A do CNPq, porque não preenche todos os pré-requisitos - número de orientandos de mestrado, de doutorado... Se Einstein não poderia estar no topo, há algo errado. Até agora, ninguém teve coragem de enfrentar o establishment da ciência brasileira. Minhas críticas não são pessoais. Quero que o Brasil seja uma potência científica para o bem da humanidade. As pessoas precisam ver que a juventude científica está de mãos atadas. Devemos libertar esse povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O sr. tem uma opinião bastante crítica sobre a política científica no País. Mas, na eleição, manifestou apoio público a Dilma. Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a outra opção era trágica. Basta olhar para o Estado de São Paulo: para a educação, a saúde e as universidades públicas. Eu adoro a USP, onde me formei. Mas a liderança que temos hoje na USP é terrível. A Fapesp é uma joia, um ícone nacional, reconhecida no mundo inteiro. Mas isso não quer dizer que as últimas administrações foram boas. Temos de ser críticos. Esta última administração, em especial, foi muito ruim. A Fapesp está perdendo importância. Veja só: a Science (no artigo publicado há algumas semanas sobre a ciência no Brasil) não dedicou uma linha à Fapesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como o sr. avalia o governo Lula?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiei e apoio incondicionalmente o presidente Lula, porque vivemos hoje o melhor momento da história do País. A proposta global de inclusão do governo Lula - e espero que será a mesma com a Dilma - é aquela em que eu acredito. Contudo, detalhes devem ser corrigidos. Admiro o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende. Tivemos grandes avanços com a criação dos INCTs e dos fundos setoriais. Mas o ministro não enfrentou a estrutura. Em oito anos, nunca fui chamado para dar uma opinião no ministério ou para apresentar os resultados do projeto de Natal. Sei que outros cientistas, melhores que eu, também não foram chamados. Mas fui chamado pelo Ministério da Educação. O ministro (Fernando Haddad) é o melhor que já tivemos. &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-4347668584777424582?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/4347668584777424582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/integracao-entre-cerebro-e-maquinas-vai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4347668584777424582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4347668584777424582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/integracao-entre-cerebro-e-maquinas-vai.html' title='Integração entre cérebro e máquinas vai influenciar evolução'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-4031074754761871031</id><published>2011-01-11T03:40:00.001-02:00</published><updated>2011-01-11T03:42:35.647-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><title type='text'>Animais não têm direitos, mas nós temos deveres para com eles</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Título original: &lt;b&gt;Homens e animais&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;João Pereira Coutinho&lt;/b&gt; para Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti a uma tourada na vida. Foi a primeira e a última. Era verão na Espanha e eu resolvi fazer um roteiro Hemingway (1899-1961): primeiro, beber na Gran Plaza; depois, tourada; finalmente, vomitar. Por causa da tourada, não da bebida. Tinha 15 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSvsZLUsbLI/AAAAAAAAQ3w/iUNf_lghVQk/s1600/tourada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSvsZLUsbLI/AAAAAAAAQ3w/iUNf_lghVQk/s320/tourada.jpg" width="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O espetáculo pode ser esteticamente apelativo. Não contesto. Mas também não contesto que as antigas lutas de gladiadores romanos talvez pudessem proporcionar espetáculo igual. Ou, pensando melhor, os pobres cristãos lançados às feras. Fechar o juízo estético a qualquer consideração moral permite chegar a conclusões mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a horrores mil. Como o horror da tourada. Não me lembro, com rigor, das etapas da corrida. Deixo isso para os especialistas. Lembro-me apenas de imagens soltas, cruéis, de uma violência primitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O touro na arena a investir furiosamente contra os homens que ondulavam as capas vermelhas. Os cavaleiros e os bandarilheiros a sangrar o bicho. Lentamente. E, quando o sangue já escorria, abundante, pelo dorso do animal, o matador tinha o seu solene momento.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, o matador é a peça quase bondosa do processo: quando a espada trespassa o touro, sabemos que a desumanidade acabou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, honra seja feita, os espanhóis são mais compassivos do que os irmãos lusitanos. Em Portugal, nem sequer se concede ao animal a estocada da misericórdia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Regresso à arena. O touro cai. O matador ergue os braços como um deus pagão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O povo aplaude, em delírio. E os abolicionistas protestam: às portas da praça; nos jornais; nas televisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatalmente, protestam com o pior argumento de todos: torturar é um erro porque os animais têm direitos.&lt;br /&gt;Lamento discordar. Os animais não têm direitos. Porque os animais não têm deveres. "Direitos" e "deveres" são concepções e imperativos humanos, criados pela nossa específica superioridade enquanto homens, enquanto seres racionais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Só nós temos direitos. Só nós temos deveres. Só nós somos capazes de os formular e articular e de viver em sociedades politicamente organizadas onde existe o poder necessário para proteger e aplicar esses direitos e deveres.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Temos o direito de não ser arbitrariamente perseguidos ou mortos. Temos o dever de não perseguir ou matar. Mas também temos o dever de não torturar um animal para gáudio das massas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim se entende por que sou contra as touradas. Não porque os animais têm direitos. Mas porque nós, como humanos, temos deveres para com eles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As touradas são uma forma de degradação, não apenas para os animais, mas, antes de tudo, para nós. Elas suspendem a nossa singularidade como seres racionais e compassivos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É por isso que aplaudo a decisão da televisão pública espanhola de não transmitir mais touradas. É um passo histórico, precedido por outros passos históricos: na Catalunha, por exemplo, a "fiesta" está banida. Segue-se o resto do país?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mistério. Mas confesso que nunca acreditei na validade de uma proibição pura e simples enquanto não existe na comunidade o repúdio moral que a justifique.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E esse repúdio cresce devagar; cresce com a atitude sábia dos programadores televisivos de retirarem as touradas do "prime time", alegando a intrínseca pornografia do espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Claro que a decisão não convence toda a gente. Não convence os aficionados, que avançaram com argumento previsível: os filmes de Hollywood são incomparavelmente mais violentos do que uma tourada. Como justificar a exibição de filmes e o boicote à tourada?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Era Cioran (1911-1995) quem definia o pessimista como o mártir do senso comum. Mas, às vezes, o senso comum é necessário. Desde logo para lembrar que existe uma diferença entre a ficção e a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No cinema, e mesmo no bom cinema, em nenhum momento a sombra do artifício desaparece por completo. Paradoxalmente, acreditamos na mentira porque suspendemos a incredulidade: é um negócio, consciente ou inconsciente, em que nos deixamos iludir. Mas que não altera a natureza inofensiva e indolor do que foi filmado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na tourada, essa ilusão desaparece. E, despida dos seus ornamentos retóricos, folclóricos ou culturais, o que resta é aquela memória de Espanha: uma memória de violência crua e cobarde dos homens sobre eles próprios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/12/jovem-afirma-que-espancou-cachorro.html"&gt;Jovem diz que espancou cachorro porque teve 'dia ruim'.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(dezembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2009/05/casos-de-maus-tratos-animais.html"&gt;Casos de maus-tratos a animal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-4031074754761871031?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/4031074754761871031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/animais-nao-tem-direitos-mas-nos-temos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4031074754761871031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4031074754761871031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/animais-nao-tem-direitos-mas-nos-temos.html' title='Animais não têm direitos, mas nós temos deveres para com eles'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSvsZLUsbLI/AAAAAAAAQ3w/iUNf_lghVQk/s72-c/tourada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8976993836054872708</id><published>2011-01-04T07:50:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T07:51:28.524-02:00</updated><title type='text'>Nos EUA, clínica permite rotina liberal a idosos com Alzheimer</title><content type='html'>do &lt;b&gt;New York Times&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margaret Nance era um caso difícil. Agitada e agressiva, ela não comia e batia nos funcionários e colegas de casas de repouso onde morou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso mudou quando Nance foi aceita na casa Beatitudes, em Phoenix (EUA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSLspjKx-rI/AAAAAAAAQxY/5tLVV-PXrN0/s1600/alzheimer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="231" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSLspjKx-rI/AAAAAAAAQxY/5tLVV-PXrN0/s320/alzheimer.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Sem se importar com as regras convencionais, a clínica permite que Nance, 96, portadora de Alzheimer, vá dormir, tomar banho e jantar quando quiser, mesmo que o cardápio for só chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacientes com demência na Beatitudes podem fazer qualquer coisa que lhes traga conforto, até tomar um drinque antes de dormir, afirma Tina Alonzo, diretora de pesquisa do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A postura incomum segue as últimas descobertas da ciência. Pesquisas sugerem que criar experiências emocionais positivas para pacientes com Alzheimer diminui ansiedade e problemas comportamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso envolve suspender remédios contra ansiedade e antipsicóticos, usados contra alucinações e agressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez deles, especialistas recomendam remédios para controlar dor ou depressão, para lidar com o que está deixando os pacientes infelizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros indicam mudanças estéticas nos quartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo do periódico "Jama" descobriu que luzes mais claras diminuem depressão, deterioração cognitiva e perda de habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes claras melhoram o ritmo circadiano e deixam os pacientes mais ativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas clínicas alemãs têm pontos de ônibus falsos para evitar que os pacientes se percam. Eles podem esperar ônibus que não existem até que se esqueçam de onde queriam ir ou concordem em entrar de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Beatitudes, foi instalado um tapete preto em frente ao elevador. Os moradores o veem como se fosse um buraco e não tentam pegar o elevador para sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles andam pelas beiradas, mas não pisam na parte preta", afirmou Alonzo, que acha isso melhor do que medidas de segurança, como pulseiras com alarmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clínica eliminou quase todas as restrições, desde as cadeiras de rodas com assentos profundos, que desencorajam os pacientes a ficar em pé, até os protetores de cama -algumas são baixas e protegidas por tatames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A instituição encoraja os residentes a ficar sem fraldas o máximo de tempo possível, levando-os ao banheiro para preservar o sentimento de independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida passou a ficar disponível constantemente, uma providência esperta, porque alguns pacientes ficavam distraídos demais para comer em grupo e se comportavam mal depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebendo que comida sem sal e sem gordura podia desencorajar os pacientes a se alimentar, a diretora da clínica começou a levar chocolate nos bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clínica também mudou a programação de atividades. Em vez de eventos em grupo, como bingo, funcionários, incluindo as faxineiras, conduzem atividades individualizadas: montar com bloquinhos, colorir, conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de Alzheimer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/06/vida-de-idoso.html"&gt;Qualidade de vida do idoso&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8976993836054872708?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8976993836054872708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/do-new-york-times-margaret-nance-era-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8976993836054872708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8976993836054872708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/do-new-york-times-margaret-nance-era-um.html' title='Nos EUA, clínica permite rotina liberal a idosos com Alzheimer'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSLspjKx-rI/AAAAAAAAQxY/5tLVV-PXrN0/s72-c/alzheimer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-5177230428449387628</id><published>2011-01-01T08:01:00.001-02:00</published><updated>2011-01-01T08:02:24.562-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>'Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade'</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;i&gt;Em novo livro, o filósofo e neurocientista americano Sam Harris propõe a criação de uma 'ciência da moralidade' para acabar de uma vez por todas com a influência da religião&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Marco Túlio Pires&lt;/b&gt;, de Veja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o filósofo americano &lt;b&gt;Sam Harris&lt;/b&gt; (foto) soube que o atentado ao World Trade Center em Nova York (Estados Unidos), no dia 11 de setembro de 2001, teve motivações religiosas, a briga passou a ser pessoal. Harris publicou em 2004 o livro A Morte da Fé (Companhia das Letras) — uma brutal investida contra as religiões, segundo ele, responsáveis pelo sofrimento desnecessário de milhões. Para Harris, os únicos anjos que deveríamos invocar são a ‘razão’, a ‘honestidade’ e o ‘amor’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TR72crHnVCI/AAAAAAAAQww/emNZ3Ts-1kw/s1600/filosofo%2BSam%2BHarris.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TR72crHnVCI/AAAAAAAAQww/emNZ3Ts-1kw/s320/filosofo%2BSam%2BHarris.jpg" width="257" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ao entrar de cabeça em um assunto tão delicado, o filósofo de 43 anos conquistou uma legião de inimigos e deu início a uma espécie de combate literário. Em resposta à repercussão de seu primeiro livro, que levou à publicação de livros-resposta sob as perspectivas muçulmana, católica e outras, os ataques de Harris à fé religiosa continuaram em 2006, com o lançamento do livro Carta a Uma Nação Cristã (Companhia das Letras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado em um lar secular, que nunca discutiu a existência de Deus e nunca criticou outras religiões, Harris recebeu o título de Doutor em Neurociência em 2009 pela Universidade da Califórnia (Estados Unidos). A pesquisa de doutorado serviu como base para seu terceiro livro, lançado em outubro de 2010: The Moral Landscape (sem edição brasileira). Nele, Harris conquista novos inimigos, dessa vez cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Harris tenta utilizar a razão e a investigação científica para resolver problemas morais, sugerindo a criação do que ele chama de "ciência da moralidade". Ele afirma que o bem-estar humano está relacionado a estados mentais mensuráveis pela neurociência e, por isso, seria possível investigar a felicidade humana sob essa ótica — algo com que a maioria dos cientistas está longe de concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência da moralidade substituiria a religião no papel de dizer o que é bom ou mau. Esse ‘novo ateísmo’ rendeu a Harris e outros três autores proeminentes — Daniel Dennet, Richard Dawkins e Christopher Hitchens — o título de 'Cavaleiros do Apocalipse'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista ao site de VEJA, Harris explica os pontos mais sensíveis de sua argumentação, e afirma que descrer de Deus é um atalho para a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que a moralidade e as definições do bem e do mal não deveriam ser deixadas para a religião?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema com relação à Religião é que ela dissocia as questões do bem e do mal da questão do bem-estar. Por isso, a religião ignora o sofrimento em certas situações, e em outras chega a incentivá-lo. Deixe-me dar um exemplo. Ao se opor aos métodos contraceptivos, a doutrina da Igreja Católica causa sofrimento. É coerente com seus dogmas, embora eles levem crianças a nascer na pobreza extrema e pessoas a ser infectadas pela aids, por fazerem sexo sem camisinha. Através das eras, os dogmas contribuíram para a miséria humana de maneira tremenda e desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Nem toda moralidade é baseada em religião. Existe uma longa tradição de pensamento moral secular por meio da filosofia. O que há de errado com essa tradição?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada de errado com ela a não ser o fato de que a maior parte das discussões filosóficas seculares são confusas e irrelevantes para as questões importantes na vida humana. Deveria ser consenso o apreço ao bem-estar humano. Se alguma coisa é má, é porque ela causa um grande e desnecessário sofrimento ou impede a felicidade das pessoas. Se alguma coisa é boa, é porque ela faz o contrário. Mas existem filósofos seculares batendo cabeça em debates entediantes, dizendo que não podemos falar de verdade moral. Segundo eles, cada cultura deve ser livre para inventar seus ideais morais sem ser perturbado por outros. Isso é loucura. Hoje reconhecemos que a escravidão, que era praticada por muitas culturas, era fonte de sofrimento. Nesse caso, deixamos para trás o relativismo. Por que não podemos fazer o mesmo em outros casos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você parece sugerir que a tolerância a outros credos não é uma virtude, como a maioria pensa. Por quê?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um posicionamento inicial muito bom. A tolerância é a inclinação para evitar conflito com outras pessoas. É como queremos que a maioria se comporte a maior parte do tempo quando se depara com diferenças culturais. Mas quando as diferenças se tornam extremas e a disparidade na sabedoria moral se torna incrivelmente óbvia, então, a tolerância não é mais uma opção. A tolerância à intolerância nada mais é do que covardia. Não podemos tolerar uma jihadglobal. A ideia de que se pode chegar ao paraíso explodindo pessoas inocentes não é um arranjo tolerável. Temos que combater essas coisas por meio da intolerância às pessoas que estão comprometidas com essa ideologia. Não acredito que seria possível sentar à mesa com, por exemplo, Osama Bin Laden e convencê-lo que a forma como ele enxerga o mundo é errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que a ciência deveria ditar o que é certo e o que é errado?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que reconhecer que as questões morais possuem respostas corretas. Se o bem-estar humano surge a partir de certas causas, inclusive neurológicas, quer dizer que existem formas certas e erradas para procurar a felicidade e evitar a infelicidade. E se as respostas corretas existem, elas podem ser investigadas pela ciência. Chamo de ciência o nosso melhor esforço em fazer afirmativas honestas sobre a natureza do mundo, tendo como base a razão e as evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é a ciência da moralidade e o que ela quer conquistar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a ciência da mente humana e das variáveis que afetam a nossa experiência do mundo para o bem ou para o mal. Ela pretende discutir, por exemplo, o que acontece com mulheres e garotas que são forçadas a utilizarem aburca [vestimenta muçulmana que cobre todo o corpo da mulher]. São efeitos neurológicos, psicológicos, sociológicos que afetam o bem-estar dos seres humanos. Com a burca, sabemos que é ruim para as mulheres e para a sociedade. Se metade de uma sociedade é forçada a ser analfabeta e economicamente improdutiva, mas ter quantos filhos conseguir, fica óbvio que essa é uma estratégia ruim para construir uma população que prospera. O objetivo é entender o bem-estar humano. Assim como queremos fazer convergir os princípios do conhecimento, queremos que as pessoas sejam racionais, que avaliem as evidências, que sejam intelectualmente honestas e que não sejam guiadas por ilusões. A Ciência da Moralidade pretende aumentar as possibilidades da felicidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O senhor afirma que há um muro dividindo a ciência e a moralidade. No que ele consiste?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem razões boas e ruins para a existência desse muro. A boa é que os cientistas reconhecem que os elementos relevantes ao bem-estar humano são extremamente complicados. Sabemos muito pouco sobre o cérebro, por exemplo, para entender todos os aspectos da mente humana. A ciência espera um dia responder essas questões e isso é muito bom. A razão ruim é que muitos cientistas foram confundidos pela filosofia a pensar que a ciência é um espaço sem valores. E a moralidade está, por definição, na seara dos valores. Esse muro não será destruído enquanto não admitirmos que a moralidade está relacionada à experiência humana, que por sua vez está relacionada com o cérebro e com a forma pela qual o universo se apresenta. Ou seja, por elementos que podem ser investigados pela ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais avanços científicos lhe fazem pensar que, agora, a moralidade pode ser tratada a partir do ponto de vista do laboratório?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos condição de dizer quando uma pessoa está olhando para um rosto, ou uma casa, ou um animal, ou quais palavras ela está pensando dentro de uma lista. Esse nível cru de diferenciação de estados mentais está definitivamente ao alcance da ciência. Sabemos quando uma pessoa está sentindo medo ou amor. Por causa disso podemos, em princípio, pegar uma pessoa que diz não ser racista, colocá-la em um medidor e verificar se ela está falando a verdade. Não apenas isso, podemos descobrir se ela está mentindo para si mesma ou para as outras pessoas. A tecnologia já chegou a esse nível, mas não conseguimos ler a mente das pessoas com detalhes. É possível que futuramente possamos descobrir coisas sobre a nossa subjetividade de que não temos consciência, utilizando experimentos científicos. E isso tudo se relaciona ao bem-estar humano e o modo como as pessoas ficam felizes e como poderemos viver juntos para maximizar a possibilidade de ter vidas que valham a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que deveríamos confiar a educação dos nossos filhos aos valores científicos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas não se transformariam, com o tempo, em algo como padres, mas com uma ‘batina’ diferente? Cientistas não são padres. Os médicos, por exemplo, agem sob o pensamento da medicina, que, como fonte de autoridade, não se tornou arrogante ou limitou a liberdade das pessoas de maneira assustadora. É uma disciplina que está concentrada em entender a vida humana e minimizar o sofrimento físico. Seu médico nunca vai até você ‘pregar’ sobre os preceitos da ciência, você vai até ele quando precisa. Pais que se deixam guiar por dogmas religiosos não dão remédios aos filhos e os deixam morrer. Na ciência não existem dogmas. Qualquer afirmação pode ser contestada de maneira sensata e honesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que dizer dos experimentos neurológicos que sugerem que a crença religiosa está embutida nos nossos cérebros?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que a crença religiosa esteja embutida no cérebro humano. Mas digamos que esteja. Façamos um paralelo com a bruxaria. Pode ser que a crença em bruxaria estivesse embutida em nossos cérebros. A bruxaria matou muitos seres humanos, assim como a religião. Todas as culturas tradicionais acreditaram em algum momento em bruxas e no poder de magia e, na verdade, a crença na reza possui um conceito semelhante. Algumas pessoas dizem que sempre acreditaremos em bruxas, que a saúde humana será afetada pela 'magia' de vizinhos. Na África, muitas pessoas realmente acreditam em bruxaria e isso é terrível porque causa sofrimento desnecessário. Quando não se entende porque as pessoas ficam doentes, ou porque as crianças morrem antes dos três anos, você está num estado de ignorância que a crença em bruxaria está suprindo uma necessidade de maneira nociva. Superamos isso no mundo desenvolvido por causa do avanço da Ciência. Sabemos como a agricultura é afetada, por exemplo. Entendemos os fenômenos meteorológicos e a biologia das plantas. Não é algo que a religião resolve, e sim a ciência. Mas costumava ser assim. A crença na regência de um deus sobre a lavoura era universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As pessoas deveriam parar de acreditar em Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Se eu acho que as pessoas deveriam parar de acreditar no Deus da Bíblia? Com certeza. Da mesma forma que as pessoas pararam de acreditar em Zeus, em Thor e milhares de deuses mortos. O Deus da Bíblia tem exatamente o mesmo status desses deuses mortos. É um acidente histórico estarmos falando dele e não de Zeus. Poderíamos estar vivendo num mundo onde os suicidas muçulmanos se explodiriam por causa de ideias dos deuses do Monte Olimpo. A diferença entre xiitas e sunitas muçulmanos é a mesma diferença entre seguidores de Apolo e seguidores de Dionísio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O senhor sempre foi ateu?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me considerei um ateu, nem mesmo ao escrever meu primeiro livro. Todos somos ateus em relação a Zeus e Thor. Eu era um ateu em relação a eles e ao deus de Abraão. Mas nunca me considerei um ateu, como a maioria das pessoas não se considera pagã em relação aos deuses do Monte Olimpo. Foi no 11 de setembro de 2001, dia do atentado ao World Trade Center em Nova York, que senti que criticar a religião publicamente havia se tornado uma necessidade moral e intelectual. Antes disso eu era apenas um descrente. Eu nunca havia lido livros ateus, ou tivera qualquer conexão com a comunidade ateísta. O ateísmo não é um conceito que considere interessante ou útil. Temos que falar sobre razão, evidências, verdade, honestidade intelectual — todas essas coisas são virtudes que nos deram a ciência e todo tipo de comportamento pacífico e cooperativo. Não é preciso dizer que você é contra algo para advogar em favor da honestidade intelectual. Foi justamente isso que destruiu os dogmas religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O senhor cresceu em um ambiente religioso?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci em um ambiente completamente secular, mas não havia crítica às religiões ou discussões sobre ateísmo, existência de Deus etc. Quando era adolescente, fiquei muito interessado em religiões e experiências religiosas. Coisas como meditação, por exemplo. Aos vinte, comecei a estudar espiritualidade e misticismo. Ainda me interesso por essas coisas, mas acho que, para experimentar, não precisamos acreditar em nada que não possua evidencias suficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como o senhor se sente em ser rotulado como um dos ‘Quatro Cavaleiros do Apocalipse’?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou muito feliz com a companhia! É uma honra. A associação não me desagrada de forma alguma. Acho que os quatro lucraram por terem sido reunidos e tratados como uma pessoa de quatro cabeças. Em alguns momentos é um desserviço porque nossos argumentos não são exatamente os mesmos e não acreditamos nas mesmas coisas em todos os pontos. Mas tem sido útil sob o ponto de vista das publicações e admiro muito os outros cavaleiros — os considero mentores e amigos. A parte do apocalipse tem um efeito cômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se o senhor tivesse a chance de se encontrar com o Papa para um longo e honesto bate-papo, qual seria sua primeira pergunta?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de falar imediatamente sobre o escândalo do estupro infantil dentro da Igreja Católica. Acho que o Papa é culpável por tudo que aconteceu. A evidência nesse momento sugere que ele estava entre as pessoas que conseguiram fazer prolongar o sofrimento de crianças por muitos anos. Acho que ele trabalhou ativamente para proteger a Igreja do constrangimento e no processo conseguiu garantir que os estupradores tivessem acesso às crianças por décadas além do que deveria ter sido. O Papa deveria ser diretamente desafiado por causa disso. Contudo, é algo que seu &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; como líder religioso impede que aconteça. Ele nunca seria protegido dessa forma se ele estivesse em qualquer outra posição na sociedade. Imagine o que aconteceria se descobrissem que o reitor da Universidade de Harvard [uma das universidades americanas mais respeitadas do mundo] tivesse permitido que empregados da universidade estuprassem crianças por décadas e ele tivesse mudado essas pessoas de departamento para protegê-las da justiça secular? Ele estaria na cadeia agora. E isso é impensável quando se fala do Papa. Isso acontece por que nos ensinaram a tratar a religião com deferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/06/ateismo.html"&gt;Mais sobre ateísmo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-5177230428449387628?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/5177230428449387628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/nao-acreditar-em-deus-e-um-atalho-para.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5177230428449387628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5177230428449387628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2011/01/nao-acreditar-em-deus-e-um-atalho-para.html' title='&apos;Não acreditar em Deus é um atalho para a felicidade&apos;'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TR72crHnVCI/AAAAAAAAQww/emNZ3Ts-1kw/s72-c/filosofo%2BSam%2BHarris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3017602487669034092</id><published>2010-12-13T22:17:00.002-02:00</published><updated>2011-01-04T07:54:43.289-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Idosos deprimidos correm mais risco de ter demência</title><content type='html'>por&lt;b&gt; Guilherme Genestreti&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQa3O1AhKCI/AAAAAAAAQmY/dCa1PFRu120/s1600/idosa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQa3O1AhKCI/AAAAAAAAQmY/dCa1PFRu120/s320/idosa.jpg" width="264" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Idosos com depressão estão mais propensos à demência. O risco de desenvolver o quadro é quatro vezes maior nesses pacientes, segundo o psiquiatra Jerson Laks. Ele participa do Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que vai até amanhã, em Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A própria depressão, às vezes, é sinal de estágio inicial de demência", diz Laks, que coordena o centro de idosos do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno de 60% dos pacientes com demência apresentam também quadros de depressão. "O diagnóstico para diferenciá-las é difícil e os médicos precisam estar preparados para suspeitar das duas doenças e tratá-las", alertou Laks. Fatores biológicos, como a progressiva atrofia do cérebro, e psicossociais, como isolamento, falta de suporte familiar, inatividade e exposição a situações de luto favorecem o aparecimento de distúrbios de humor nas pessoas mais velhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SEM TRATAMENTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No idoso, a depressão é diferente. E pode ser muito perigosa, porque aumenta ou agrava a incidência de problemas cardiovasculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mortalidade de pacientes depressivos internados por causa dessas doenças é muito maior", diz Laks. O pior é que muitos idosos com depressão não são tratados. O diagnóstico não é feito, os sintomas são confundidos com os da própria velhice, segundo Sérgio Luis Blay, coordenador de psiquiatria geriátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pacientes e familiares pensam que tristeza e indisposição estão ligadas à idade e não buscam ajuda", diz Blay, alertando para a importância de consultar um médico em caso de mudança no comportamento do idoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PREVENÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnosticada a depressão, o idoso deveria receber acompanhamento de grupos de apoio ou recorrer a sessões de psicoterapia. Falta suporte social para esse público, afirma Jerson Laks: "As famílias fazem tudo o que podem, mas faltam políticas públicas que informem sobre o problema e promovam centros de convivência para a terceira idade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os especialistas concordam que centros de convivência, grupos de reunião para práticas esportivas e viagens de lazer são muito importantes para prevenir a melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essas ações têm caráter mais social do que terapêutico, mas são essenciais, porque o isolamento e a inatividade podem desencadear a doença. Porém, se o problema já estiver instalado, é necessário contar com grupos de apoio e centros de saúde especializados, que são incipientes", afirma Blay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é só porque a pessoa é idosa que é normal ela ser depressiva. Esse estigma precisa mudar", conclui Laks. Com o estreitamento da pirâmide etária e o aumento do número de idosos, a depressão deve se tornar o maior desafio de saúde pública no futuro, segundo especialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A incidência de depressão entre idosos é muito alta e tende a ser crônica. Como é essa a faixa que mais cresce no mundo, a depressão será a doença mais preocupante", afirma Laks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/09/quase-metade-dos-idosos-sofre-de.html"&gt;Quase metade dos idosos sofre de doenças crônicas, diz IBGE.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;setembro de 2010&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de Alzheimer.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/06/vida-de-idoso.html"&gt;Qualidade de vida do idoso.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3017602487669034092?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3017602487669034092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/idosos-deprimidos-correm-mais-risco-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3017602487669034092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3017602487669034092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/idosos-deprimidos-correm-mais-risco-de.html' title='Idosos deprimidos correm mais risco de ter demência'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQa3O1AhKCI/AAAAAAAAQmY/dCa1PFRu120/s72-c/idosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-2816155472195127643</id><published>2010-12-12T23:52:00.000-02:00</published><updated>2010-12-12T23:52:14.495-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><title type='text'>‘Pior forma de desrespeitar uma criatura é coisificá-la como comestível’.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV8FUxv1eI/AAAAAAAAQmI/VMgvY65m1yY/s1600/bichos.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV8FUxv1eI/AAAAAAAAQmI/VMgvY65m1yY/s1600/bichos.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;do &lt;b&gt;IHU Online&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A ética animal tem que conseguir se alçar como um campo de reflexão legítimo, constituir-se dentro e fora da academia”, é o que aponta o professor Carlos Naconecy na entrevista que concedeu àIHU On-Line, por e-mail. Ele fala sobre os principais conflitos que o conceito de ética animal vive atualmente e sobre como a bioética pode ser compreendida a partir da relação homem/animal. “Não há diferenças moralmente relevantes entre, digamos, três tipos de mamíferos, cães, ratos e porcos. Mas, mesmo assim, amamos o primeiro, odiamos o segundo e comemos o terceiro”, explica o professor aponta que isso mostra a segregação preconceituosa que há na diferenciação animal que se pratica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Naconecy é filósofo graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Fez doutorado também em Filosofia pela PUCRS. Foi pesquisador visitante em Ética Animal na Universidade de Cambridge (UK) e hoje é membro do Oxford Centre for Animal Ethics e do corpo editorial do Journal of Animal Ethics. É autor do livro Ética &amp;amp; Animais (Porto Alegre: Edipurs, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU On-Line – Como podemos entender o conceito de ética animal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Naconecy – A expressão "ética animal" deve ser entendida como uma ética, no sentido de reflexão filosófica, a respeito do tratamento dos animais (não humanos) por parte dos humanos. Nessa acepção, a ética animal se constitui como um dos ramos da Ética Aplicada, área da Filosofia que se debruça sobre as questões concretas que se impõem a nós neste momento da civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU -&amp;nbsp;Quais são os principais conflitos que a ética animal vive hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naconecy – Pensando particularmente no contexto brasileiro, eu diria, em primeiro lugar, que a ética animal tem que conseguir se alçar como um campo de reflexão legítimo, constituir-se dentro e fora da academia, ou seja, mostrar que há algo a ser dito e que merece ser ouvido. Isso significa levar os animais moralmente a sério, tomá-los em consideração nas decisões privadas e públicas, enquanto sujeitos, em vez de meros objetos – assim como fazemos com outros seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, temos "animais de (panela)" ou "animais para (companhia, diversão, experimentação, etc.)", mas não animais como sujeitos morais, isto é, que demandam nosso respeito. Esse imperativo ainda está muito distante da consciência moral ordinária e cotidiana. Na maior parte das vezes, os argumentos e reflexões em prol dos animais são descartados automaticamente e, quando não o são, o homem médio os classifica como passionais, sentimentalistas, fanáticos, idiossincráticos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto fundamental é reconhecer a alteridade dos animais, cuja reificação (transformação do animal em coisa), instrumentalização (utilização do animal como meio) ou antropomorfização (transfiguração da alteridade e especificidade animal) devem ser postas à luz de um devido crivo crítico. Em suma, em resposta à sua pergunta, o principal desafio da ética animal atualmente é conquistar seu espaço como área de reflexão moral genuína e relevante, ou seja, alçar seu estatuto filosófico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU – A zooantropologia é uma prática que já existe no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naconecy – A zooantropologia se debruça sobre a relação humano-animal, no encontro do animal humano com outro animal não humano, envolvendo conteúdos da antropologia, zoologia, etologia e psicologia. A domesticação e o papel dos pets são alguns dos seus objetos de estudo. Não acompanho de perto a pesquisa nessa área no Brasil, mas imagino que a zooantropologia esteja ainda muito incipiente no nosso país, se não inexistente. O que temos são programas de Zootecnia e Comportamento Animal, e algumas pesquisas com terapia com uso de animais, e é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU &amp;nbsp;– O que a bioética pode revelar sobre a relação homem/animal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naconecy – A função das éticas (zoo, bio ou outra qualquer) não é revelar ou descrever as relações, mas, antes, a de avaliar tais relações. Diferentemente do que a etimologia do termo indica, bioética é interpretada usualmente como ética médica, que se situa na relação entre médico e paciente, envolvendo questões como a eutanásia, aborto, suicídio etc. Entretanto, no seu sentido mais próprio, trata-se da ética da relação entre o humano e outros seres vivos. Ora, a categoria do vivo é mais ampla que a categoria do animal. Portanto, as questões de fundo da ética animal se inserem nas reflexões pertinentes ao valor intrínseco da vida e do viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU &amp;nbsp;– Veneramos e mimamos alguns animais, enquanto torturamos e destruímos outros. O que isso nos diz sobre a ética do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naconecy – Isso nos diz que o pensamento de senso comum é preconceituosamente discriminatório e moralmente inconsistente, com raízes culturais. Por exemplo, não há diferenças moralmente relevantes entre, digamos, três tipos de mamíferos, cães, ratos e porcos. Mas, mesmo assim, amamos o primeiro, odiamos o segundo e comemos o terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa segregação preconceituosa varia entre as diferentes culturas e as diversas sociedades. Esse fato indica o quão arbitrária e inconsistente é a razão moral humana quando se volta à categorização do "outro", de modo geral, e dos outros membros do reino animalia, em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU &amp;nbsp;– A academia hoje trata da questão da ética animal? De que forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naconecy – Vou me permitir citar um trecho do livro "Ética &amp;amp; Animais", que descreve exatamente esse ponto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A questão dos animais se apresenta como um problema aberto para a Filosofia. E quem escreve sobre animais numa área tão conservadora quanto a Filosofia corre o risco de parecer ridículo. De fato, falar hoje de uma ética para os animais é ainda visto com certa suspeição e até desprezo pelos acadêmicos. É bem verdade que alguns pensadores se ocuparam isoladamente com esse tema nos séculos anteriores. Também é muito provável que, ao longo da história do pensamento ocidental, vários filósofos deixaram de escrever sobre suas posições teóricas quanto ao status dos animais, a fim de evitar se sujeitarem a tal exposição constrangedora. Isso hoje ainda vale entre nós em certa medida. Felizmente, nossa sociedade hoje está mais preparada para considerar essa ideia. Ao longo dos últimos dois séculos, a atenção social quanto aos limites éticos da conduta humana em relação aos animais se restringiu a uma ética minimalista, que se limitava meramente a proibir a crueldade intencional. Mais recentemente, se percebeu que a maior parte do sofrimento animal pelas mãos humanas não é consequência de crueldade, mas da utilização normal e socialmente aceita dos animais. Constatou-se que a imensa magnitude da miséria animal não deriva de motivos sádicos, mas de razões nobres e altos ideais, como, por exemplo, a eficiência na obtenção de alimentos. Somente nas últimas três décadas os filósofos começaram a tentar estender sistematicamente seus conceitos ao domínio não humano. O que pode surpreender agora não é o fato de que um grande número de filósofos esteja reivindicando uma ética para os animais, mas, sim, o fato de que tais reivindicações ainda pareçam absurdas para muitos outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IHU – Que limite deve ser imposto à experimentação com animais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naconecy – Com o passar do tempo, a sensibilidade de uma sociedade pode considerar como eticamente obsoleta ou insuficiente uma prática que antes era vista como moralmente aceitável. O modo livre como a ciência e a tecnologia tratavam os animais, por exemplo, há algumas décadas atrás, não era considerado como moralmente problemático. As decisões sobre o uso de animais na ciência eram, afinal, um assunto de ciência, de cientistas para cientistas. Isso mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os usos e abusos da experimentação com animais são alvo de crítica por parte da sociedade civil. Essa contestação, envolvendo público e instituições, pede uma substituição do uso dos animais nos procedimentos. E a possibilidade de um estudante de anatomia evocar uma objeção de consciência nessa matéria não suscita mais a noção de tolice ou disparate. As realidades mudaram, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, os animais são utilizados aos milhões anualmente na pesquisa biomédica, em testes de segurança de produtos comerciais e com propósitos educacionais. (Segundo a British Union for the Abolition of Vivisection, 61% dos experimentos em animais são realizados sem qualquer anestesia!) A ideia que está por trás das justificativas oferecidas para a experimentação – a propósito, muito conveniente para nós, humanos – é que um animal é suficientemente semelhante a um humano em alguns aspectos (exatamente aqueles que justificam a experimentação), mas não em outros (os que exigiriam nosso respeito moral por ele).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, pratica-se uma espécie de terrorismo científico, propagando-se a ideia de que "se a experimentação com animais for banida, as pessoas começarão a morrer!" Mas, segundo o Statistics of Scientific Procedures on Living Animals, do Reino Unido, de 2007, apenas 21% dos experimentos com animais são para testar novos produtos médicos. Não estamos falando, portanto, de salvar vidas humanas, mas sim de esbanjar a vida dos animais por motivos fúteis ou inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se atentar ainda ao fato de que 99% dos animais que são retalhados não o são para mostrar a circulação sanguínea nas escolas, nem para observar o efeito de uma substância química no seu organismo – 99% dos animais sobre o nosso planeta são cortados no açougue, não no laboratório. A pior forma de desrespeitar uma criatura é “coisificá-la” como algo comestível. A justificação ética a favor da experimentação com um animal, com todas as suas fragilidades, ainda é mais forte que a justificação em se alimentar desse mesmo animal. O ponto aqui é muito simples: se eu posso matar para comer, por que eu não poderia matar para testar, ensinar e conhecer? A obtenção de conhecimento biomédico é supostamente mais importante, em termos morais, que a obtenção de um prazer culinário ou degustativo. Quero dizer que, se você realmente se preocupa com os animais de laboratório, você deve também se preocupar – e se preocupar antes – com o destino dos animais de panela.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/11/justica-confirma-que-aluno-de-biologia.html"&gt;Justiça confirma que estudante de biologia é obrigado a dissecar animal.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;novembro de 2010 &lt;/i&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-2816155472195127643?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/2816155472195127643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/pior-forma-de-desrespeitar-uma-criatura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2816155472195127643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2816155472195127643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/pior-forma-de-desrespeitar-uma-criatura.html' title='‘Pior forma de desrespeitar uma criatura é coisificá-la como comestível’.'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV8FUxv1eI/AAAAAAAAQmI/VMgvY65m1yY/s72-c/bichos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-9043143851173401755</id><published>2010-12-12T23:39:00.001-02:00</published><updated>2010-12-12T23:40:14.861-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Aposentadoria desacelera o cérebro, revelam pesquisas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV41xHZAOI/AAAAAAAAQmE/ZfrcEmDEAv8/s1600/aposentado.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV41xHZAOI/AAAAAAAAQmE/ZfrcEmDEAv8/s400/aposentado.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;por &lt;b&gt;Gina Kolata&lt;/b&gt;, do NYT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois economistas deram a seu artigo o título de "Aposentadoria Mental", e as constatações que fizeram, baseadas em pesquisas nos Estados Unidos e em 12 países europeus, sugerem que, quando mais cedo as pessoas se aposentam, mais acelerado é o declínio de sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É altamente interessante e instigante", disse Laura Cartensen, diretora do Centro de Longevidade da Universidade Stanford, na Califórnia. "Isso sugere que trabalhar proporciona um componente importante do ambiente que conserva as pessoas funcionando em nível ótimo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Japão e a Coreia do Sul começaram a fazer uma pesquisa sobre memória. China, Índia e países da América Latina planejam pesquisas semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora nem todos estejam convencidos, vários pesquisadores respeitados dizem que o estudo "Aposentadoria Mental" representa, no mínimo, uma evidência interessante em favor de uma hipótese em que muitos acreditam, mas que é surpreendentemente difícil de demonstrar. Pesquisadores constatam repetidas vezes que aposentados tendem a não se sair tão bem em testes cognitivos quanto pessoas que ainda estão trabalhando. Mas, eles observam, isso pode acontecer, porque pessoas cuja memória e habilidades pensantes estão declinando podem ter probabilidade maior de aposentar-se que pessoas cujas habilidades cognitivas permanecem afiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você faz palavras-cruzadas, você ganha habilidade em fazer palavras-cruzadas", disse Lisa Berkman, diretora do Centro de Estudos de População e Desenvolvimento da Universidade Harvard. "Mas não fica mais apto em matéria de comportamentos cognitivos na vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robert Willis, um dos autores do estudo e professor de economia da Universidade de Michigan, explica que o estudo foi possível, porque o Instituto Nacional do Envelhecimento iniciou um estudo nos EUA quase 20 anos atrás. Intitulada Estudo de Saúde e Aposentadoria, a pesquisa acompanha mais de 22 mil americanos com mais de 50 anos, submetendo-os a testes de memória de dois em dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso levou países europeus a iniciar suas pesquisas próprias, usando perguntas semelhantes para que os dados pudessem ser comparáveis. O teste analisa quão bem as pessoas conseguem recordar uma lista de dez substantivos imediatamente e dez minutos depois de tê-la ouvido. Os entrevistados nos EUA foram os que se saíram melhor, com escore médio de 11, de um máximo possível de 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os da Dinamarca e Inglaterra vieram a seguir, com escores pouco superiores a 10, seguidos pela França (8), Itália (7) e Espanha (6). Os pesquisadores observaram que há diferenças grandes nas idades em que as pessoas se aposentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, na Inglaterra e na Dinamarca, onde as pessoas se aposentam em idade mais avançada, 65% a 70% dos entrevistados ainda trabalhavam quando estavam no início da casa dos 60 anos. Na França e Itália, essa cifra é de 10% a 20%, e na Espanha, 38%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças nas idades de aposentadoria são decorrentes de incentivos econômicos. Os países onde as pessoas se aposentam mais cedo possuem políticas fiscais, pensões, pensões por invalidez e outras medidas que encorajam as pessoas a deixar a força de trabalho em idade mais jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores constataram que, quanto mais tempo as pessoas continuam a trabalhar, melhores são seus resultados nos testes quando chegam ao início da casa dos 60.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/06/vida-de-idoso.html"&gt;Qualidade de vida do idoso.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-9043143851173401755?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/9043143851173401755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/aposentadoria-desacelera-o-cerebro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/9043143851173401755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/9043143851173401755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/aposentadoria-desacelera-o-cerebro.html' title='Aposentadoria desacelera o cérebro, revelam pesquisas'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV41xHZAOI/AAAAAAAAQmE/ZfrcEmDEAv8/s72-c/aposentado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3795616240271048199</id><published>2010-12-12T23:29:00.002-02:00</published><updated>2010-12-12T23:31:28.872-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='animais'/><title type='text'>Cães lambem donos mais por causa dos cheiros e sabores</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Ricardo Mioto&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser poético dizer que um cão encheu seu dono de beijos quando ele voltou de viagem, mas a realidade, estão descobrindo os cientistas, não é assim tão fofa.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso porque cachorros são extremamente sensíveis a cheiros e sabores -coisas tão importantes para eles quanto a comunicação verbal ou a visão para os humanos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV2ogZMGJI/AAAAAAAAQmA/CQQPADQJcjA/s1600/c%25C3%25A3o-lambida.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV2ogZMGJI/AAAAAAAAQmA/CQQPADQJcjA/s320/c%25C3%25A3o-lambida.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, quando um dono volta da rua cheio de novos cheiros e gostos, seja da mão daquele colega de trabalho que foi cumprimentado ou da sujeira do banco de metrô em que sentou, ele está oferecendo ao seu cachorro um festival de sensações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se seu cão quer saber por onde você andou, isso significa, claro, que ele vê algo de especial em você. Mas eles gostam de cheirar e lamber mesmo desconhecidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Saber do papel do odor para eles mudou minha forma de pensar sobre a maneira alegre com que minha cachorra cumprimentava um visitante, indo diretamente na região genital dele", diz Alexandra Horowitz, da Universidade Columbia (EUA).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O comportamento da cachorra de Horowitz, que está lançando no Brasil o livro "A cabeça do cachorro" (BestSeller), faz todo sentido, diz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As regiões genitais, assim como a boca e os sovacos, produzem muitos odores -e logo ensinamos às crianças a importância de lavá-las bem. Estando a boca e os sovacos geralmente mais distantes do cachorro, não é difícil imaginar que área ele vai atacar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Não deixar que um cão cheire um visitante equivale, entre humanos, a vendar-se na hora de abrir a porta para um estranho", diz a cientista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Para um cão, cada pessoa tem um cheiro inconfundível, o que faz com que eles nos identifiquem pelo odor. Humanos conseguem usar o nariz para saber, por exemplo, se alguém fumou, mas cachorros vão muito além.&lt;br /&gt;Eles podem saber se você fez sexo, e até saber quem e quantas pessoas estavam junto. Ao se aproximar da sua boca, conseguem identificar o que você comeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que isso, cachorros sentem cheiro de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Gerações de crianças foram alertadas para nunca mostrar medo diante de um cão estranho", diz Horowitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era à toa. Quando assustados, suamos, e o odor do nosso corpo entrega o pavor. Além disso, a adrenalina é inodora para nós, mas não para bichos de faro aguçado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O olfato dos animais é tão bom que os cientistas querem utilizá-los na medicina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Um estudo treinou cães para reconhecer a urina de pacientes com câncer. Os cientistas se assustaram. Os cães aprenderam a "diagnosticar" a doença: só erram 14 vezes em 1.272 tentativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe direito quais substâncias eles aprenderam a reconhecer, mas alguns cientistas propõem "cães doutores" -pelos estudos feitos, eles acertam mais que muitos doutores humanos. &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3795616240271048199?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3795616240271048199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/caes-lambem-donos-mais-por-causa-dos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3795616240271048199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3795616240271048199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/caes-lambem-donos-mais-por-causa-dos.html' title='Cães lambem donos mais por causa dos cheiros e sabores'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TQV2ogZMGJI/AAAAAAAAQmA/CQQPADQJcjA/s72-c/c%25C3%25A3o-lambida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8564851965751276263</id><published>2010-12-10T06:38:00.002-02:00</published><updated>2010-12-10T06:53:52.751-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Dilma planejou assalto a banco,  diz telegrama secreto dos EUA</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Fernando Rodrigues&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Matheus Leitão&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diplomacia dos EUA afirmou em telegrama confidencial de 2005 que Dilma Rousseff, então recém-nomeada para a Casa Civil, "organizou três assaltos a bancos" e "planejou o legendário assalto popularmente conhecido como "roubo ao cofre do Adhemar" " na ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telegrama faz parte de um lote de nove documentos obtidos pela ONG WikiLeaks aos quais a Folha teve acesso. Não há nenhuma menção à fonte da informação a respeito da atuação atribuída à presidente eleita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma nega ter participado de ações armadas quando militou em organizações de esquerda, nos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo sobre ela na Justiça Militar descreve de forma diferente sua atuação: "Chefiou greves, assessorou assaltos a bancos". Não é acusada de "organizar" ou "planejar" assaltos. Ela foi condenada por subversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, disse àFolha: "O governo dos EUA não tem informação que confirme essas alegações. Ao contrário, nós temos uma longa e positiva relação com a presidente eleita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse telegrama, redigido em 2005 pelo então embaixador americano no Brasil, John Danilovich, já havia sido obtido em 2008 pelo jornal "Valor Econômico". Na época, ainda não era certa a candidatura de Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No conjunto de papéis que vazaram agora, há especulações sobre a personalidade da petista, as chances de ser eleita e sua saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso das ações armadas, há coincidência entre o que está no telegrama dos EUA e um trecho do livro "Mulheres que Foram à Luta Armada", do jornalista Luiz Maklouf Carvalho (1998).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há até hoje, entretanto, evidências concretas sobre a participação de Dilma em ações armadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou os relatos: "Gostei muito dos telegramas da embaixada que contêm perfis alentados sobre os candidatos a presidente em 2010 e sobre suas estratégias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hillary chama o sistema político brasileiro de "bizantino". E faz recomendações para futuros despachos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós damos especial valor a informações sobre como são os estilos de operação desses líderes, seus comportamentos, motivações, pontos fortes e fracos, relacionamento com seus superiores, sensibilidades, visões de mundo, hobbies e proficiência em línguas estrangeiras."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os detalhes já aparecem nos despachos sobre Dilma desde 2005. "Ela gosta de cinema e de música clássica. Perdeu peso recentemente, de acordo com relatos, depois de ter adotado a mesma dieta do presidente Lula."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há elogios a Dilma, vista como "competente" por empresas dos EUA, que "a louvam por sua paciência para ouvir e responder". E um alerta: "Ela tem uma fama de ser teimosa, uma negociadora dura e detalhista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O câncer linfático descoberto por Dilma em 2009 foi acompanhado pelos EUA. "Numa reunião em 18 de junho, com um visitante de Washington, Rousseff aparentava estar bem, com cor natural e maquiagem leve."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senador Tião Viana (PT-AC) disse aos americanos que "as alternativas mais prováveis", caso Dilma não fosse candidata, eram Antonio Palocci e Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula -nunca visto como opção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;Assalto a cofre rendeu US$ 2,5 mi a guerrilheiros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;O assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, no Rio, é tido como uma das principais ações da esquerda armada durante a ditadura militar (1964-1985).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cofre em questão ficava guardado na casa de Ana Capriglioni, apontada em relatórios militares como amante do governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime é creditado à VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares), grupo político-militar de oposição à ditadura formado por volta de 1969 com a fusão de outras organizações. Realizado em 1969, o assalto rendeu à guerrilha US$ 2,5 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora militasse na VAR-Palmares, a presidente eleita, Dilma Rousseff, assim como colegas de militância, nega ter participado diretamente do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depoimentos e relatórios policiais mostram, no entanto, que ela administrou parte do dinheiro obtido no roubo para bancar outras ações do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma teria usado o dinheiro para pagar salários a militantes, encontrar abrigo para eles e comprar um carro para a organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da divulgação do crime, em 1970, Ademar de Barros Filho e Ana Capriglioni negaram que o cofre pertencesse ao ex-governador e que nele houvesse a quantia apurada.&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8564851965751276263?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8564851965751276263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/dilma-planejou-assalto-banco-diz.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8564851965751276263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8564851965751276263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/12/dilma-planejou-assalto-banco-diz.html' title='Dilma planejou assalto a banco,  diz telegrama secreto dos EUA'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8100447010372506075</id><published>2010-11-16T03:47:00.000-02:00</published><updated>2010-11-16T03:47:05.854-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Estudo mostra casos de vingança de escravos contra seu proprietário</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Ricardo Mioto&lt;/b&gt; da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os senhores do Brasil escravocrata eram tão confiantes na submissão dos seus escravos que, com frequência, acabam assassinados por falta de tato ao lidar com eles.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A conclusão é da historiadora Maíra Chinelatto Alves, cujo mestrado recém-completado na USP é sobre isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ela conta, por exemplo, o caso do velho Pedro Antônio Oliveira, mais de 80 anos, de Campinas. Em 1845, irritado, teve a genial ideia de ir sozinho atrás de um dos seus 15 escravos, João de Nação, negro forte com menos de 30 anos, para castigá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em uma cena digna de filme B de ação rodado no Terceiro Mundo, o velho e o negro se encontraram no meio de um bananal. Oliveira deu uma paulada na cabeça de João, que reagiu com uma foice, matando o seu dono.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em sua defesa, João disse que tinha tomado "algumas pingas" e que "ainda andava meio quente delas".&lt;br /&gt;Com frequência, diz Chinelatto, os donos achavam que seus escravos faziam corpo mole e desciam o sarrafo para acabar com isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os mais ricos tinham intermediários, como capatazes, responsáveis por lidar com os escravos. O senhor, então, conseguia ficar mais distante. "Mantinha até uma imagem paternalista de senhor justo, a quem os cativos podiam recorrer", diz Chinelatto, que estudou processos criminais da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas proprietários mais pobres, como Oliveira, não tinham como manter intermediários. "Não existia só aquele senhor que a gente vê em novela, com vários capatazes. Todo mundo tinha escravos, mesmo que poucos." Senhores mais pobres tinham de se misturar aos escravos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Outro deles era João Lopes de Camargo, também de Campinas. Num dia de 1847, foi até a roça e achou o serviço mal feito. Por isso, chicoteou o escravo Matheus.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele reagiu, derrubando Camargo, que caiu de bruços. Mateus batia com um pedaço de pau, enquanto seu colega Venâncio atacava de enxada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto apanhava, segundo o depoimento de uma escrava, Camargo pedia a Matheus "que pelo amor de Deus não lhe matasse", prometendo-lhe a liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Matheus: "Quando você está surrando minha mulher, não se lembra de carta de liberdade. Por isso hei de matar você, mulher e filhos".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu matá-lo e correr para matar sua mulher, mas foi impedido por vizinhos que foram ver o que acontecia -o que mostra que a fazenda de Camargo, de fato, não era tão grande.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro proprietário, Antônio Pinto da Silva, foi morto em 1849 depois de esbofetear um escravo que, "de modo arrogante", disse que não podia comer angu pois "isso lhe faria mal à barriga".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A punição para os escravos assassinos mudou com o tempo. No começo do século 19, a regra era a pena de morte. Com o final da escravidão se aproximando, as penas foram ficando mais brandas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Era um sinal de que mesmo a Justiça começava a achar aceitável certa revolta contra a escravidão. Além disso, há um motivo menos ideológico: com o fim do tráfico, escravos ficaram caros, e não se mata algo valioso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É difícil saber exatamente quantos casos aconteceram: processos podem ter se perdido, e a própria Justiça ainda estava se consolidando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8100447010372506075?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8100447010372506075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/estudo-mostra-casos-de-vinganca-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8100447010372506075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8100447010372506075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/estudo-mostra-casos-de-vinganca-de.html' title='Estudo mostra casos de vingança de escravos contra seu proprietário'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8080971090169804740</id><published>2010-11-14T10:35:00.000-02:00</published><updated>2010-11-14T10:35:39.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>A objetividade é obsoleta; existe uma realidade para cada pesssoa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TN_Xa21sqcI/AAAAAAAAQaU/7ewoiUUKFwY/s1600/O_vazio_de_mim.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="440" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TN_Xa21sqcI/AAAAAAAAQaU/7ewoiUUKFwY/s640/O_vazio_de_mim.jpg" width="540" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;por &lt;b&gt;Marcelo Gleiser&lt;/b&gt; para a Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, descrevi como a física moderna vê a realidade como sendo composta devárias camadas, cada qual com seus princípios e leis.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Isso vai contra o reducionismo mais radical, que diz que tudo pode ser compreendido partindo do comportamento das entidades fundamentais da matéria. Segundo esse prima, existem apenas algumas leis fundamentais. Delas, todo o resto pode ser determinado. Gostaria de retornar ao tema hoje, mas focando num outro aspecto dessa questão que é bem complicado: o que é realidade e como sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo contrastando os filósofos Hume e Kant. Para Hume, o conhecimento vem apenas do que captamos com nossos sentidos. Baseados nesta informação, construímos a noção de realidade. Portanto, uma pessoa que cresceu sem qualquer contato com o mundo externo e que é alimentada por soros não seria capaz de reflexão. Kant diria que existem intuições já existentes desde o nascimento, estruturas de pensamento que dão significado à percepção sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem elas, os dados colhidos pelos sentidos não fariam sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas dessas intuições são as noções de espaço e de tempo: elas costuram a estrutura da realidade, conectando e dando sentido ao fluxo de informação que vem do mundo exterior. Uma mente com estruturas diferentes, portanto, teria uma noção diferente da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kant não diz que o sensório não é importante. Para ele, mesmo que o conhecimento comece com a experiência externa, não significa que venha desta experiência. Precisamos do fluxo de informação sensorial, mas construímos significado partindo de nossas intuições: os dados precisam ser ordenados no tempo e arranjados no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as primeiras décadas do século 20, duas revoluções forçaram uma reavaliação da ordem kantiana. A relatividade de Einstein combinou espaço e tempo. Deixaram de ser quantidades absolutas, tornando-se dependentes do observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é real para um pode não ser para outro. A teoria de Einstein restaura uma forma de universalidade, pois provê meios para que observadores diferentes possam comparar suas medidas de espaço e tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda revolução veio com a física quântica. Para nossa discussão hoje, seu aspecto mais importante é a relação entre o observador e o observado. Na época de Kant, a separação entre os dois era absoluta. No mundo quântico dos átomos e partículas, a natureza física de um objeto (se um elétron é uma partícula ou uma onda, por exemplo) depende do ato de observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, as escolhas feitas pelo observador induzem a natureza física do que é observado: o observador define a realidade. E como a intenção do observador vem de sua mente, a mente define a realidade. A mente precisa ainda das intuições a priori para interpretar o real, mas ela participa desta interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A objetividade imparcial se torna, então, obsoleta, já que mente e realidade tornam-se inseparáveis. Se essa relação na camada quântica afeta outras camadas é ainda objeto de discussão.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/foi-o-universos-que-se-criou-e-nao-deus.html"&gt;Foi o universo que se criou, e não Deus, diz Hawking.&lt;/a&gt; (setembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8080971090169804740?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8080971090169804740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/objetividade-e-obsoleta-existe-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8080971090169804740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8080971090169804740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/objetividade-e-obsoleta-existe-uma.html' title='A objetividade é obsoleta; existe uma realidade para cada pesssoa'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TN_Xa21sqcI/AAAAAAAAQaU/7ewoiUUKFwY/s72-c/O_vazio_de_mim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3886738123819771076</id><published>2010-11-11T23:07:00.001-02:00</published><updated>2010-11-11T23:08:05.352-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>28% dos brasileiros se queixam de dor crônica</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Juliana Vines&lt;/b&gt;, colaboradora da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor crônica atormenta pelo menos 28% da população brasileira, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Falta de tratamento correto e automedicação são os principais fatores que podem transformar uma dor passageira em crônica. De acordo com especialistas, o que caracteriza a doença é a formação de uma memória da dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"É como se o cérebro se acostumasse com a sensação e a reproduzisse ao menor estímulo", explica o reumatologista Jamil Natour, professor da Unifesp.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer que a doença pode ter sido curada e, ainda assim, o paciente continuar com o sintoma. "A dor passa a ser a doença", diz Natour.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sintomas aparentemente fracos podem desencadear a consolidação da memória cerebral.&lt;br /&gt;"Quanto mais tempo a pessoa sente dor, mais difícil será de fazer com que ela pare", afirma a anestesiologista Fabíola Peixoto Minson, diretora da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Natour, o diagnóstico é dificultado pelo fato de a sociedade considerar a dor como algo comum. "Não é normal. As pessoas perdem a chance de tratar a doença quando ela ainda é aguda."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há várias pesquisas que buscam associar a sensibilidade à dor com a genética.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Um estudo publicado na "Genome Research" identificou um gene relacionado à dor por lesão nervosa, como uma cirurgia ou trauma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores fizeram testes em ratos e depois analisaram pacientes de câncer de mama que sofriam de dor um ano e meio após a remoção parcial ou total do seio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Comprovou-se que a presença do gene CACNG2 está associada com os sintomas. "Não temos uma estimativa precisa, mas provavelmente cerca de 20% da população tem esse gene", afirma o professor Marshall Devor, um dos coordenadores do trabalho, em entrevista à Folha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não há evidência que o mesmo gene esteja associado a outros tipos de dor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Alguns cientistas acreditam que a fibromialgia e talvez até a enxaqueca podem ter origens neuropáticas. Isso pode ajudar na prevenção ou na criação de novas drogas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Minson, as maiores causas da dor crônica são fibromialgia, dores musculares, pélvicas e lombares.&lt;br /&gt;Algumas doenças são muito mais comuns em mulheres. Para cada nove mulheres com fibromialgia, há apenas um homem. A proporção de enxaqueca é de três para um. Entre as causas, está a variação hormonal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer caso, o tratamento nunca deve ser feito apenas com analgésicos, que só disfarçam a causa. Além de curar a doença de base, é preciso quebrar o ciclo de sintomas e fazer com que a memória da dor se apague.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"O paciente precisa passar um período sem dor para que seu cérebro comece a reagir de outra forma", diz Natour. &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3886738123819771076?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3886738123819771076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/28-dos-brasileiros-se-queixam-de-dor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3886738123819771076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3886738123819771076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/28-dos-brasileiros-se-queixam-de-dor.html' title='28% dos brasileiros se queixam de dor crônica'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-2991440926692254205</id><published>2010-11-07T13:31:00.002-02:00</published><updated>2010-11-07T13:42:59.122-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>A absurda tentativa de banir um livro de Lobato das escolas</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Celso Masson, Humberto Maia Júnior e Rodrigo Turrer&lt;/b&gt;, da Época&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TNbFjnBEaOI/AAAAAAAAQXg/eULWQCuo38c/s1600/monteiro-lobato.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TNbFjnBEaOI/AAAAAAAAQXg/eULWQCuo38c/s1600/monteiro-lobato.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como qualquer fábula, as de Monteiro Lobato (1882-1948) apresentam seres encantados, bichos falantes e situações inverossímeis. Foram escritas para despertar na criança o gosto pela leitura e fecundar a imaginação. Desde a década de 1920, as histórias do criador do Sítio do Picapau Amarelo têm sido adotadas nas escolas públicas de todo o país. Agora, o Conselho Nacional de Educação acolheu uma acusação de racismo contra uma dessas fábulas e pode bani-la das salas de aula por, de acordo com essa acusação, não “se coadunar com as políticas públicas para uma educação antirracista”. Ficar sem Monteiro Lobato é evidentemente ruim para as crianças – mas proibi-lo é pior ainda para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem levantou a questão foi Antonio Gomes da Costa Neto, servidor da Secretaria de Educação do Distrito Federal e mestrando na Universidade de Brasília (UnB) na área de relações internacionais. Ele fez uma denúncia à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial afirmando que o livro Caçadas de Pedrinho tem passagens que incitam o preconceito contra os negros. O caso foi encaminhado ao Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação. Uma das passagens citadas por Costa Neto é a descrição da cena em que Tia Nastácia, personagem negra, sobe numa árvore “que nem uma macaca de carvão”. Outra, quando a boneca Emília, ao advertir sobre a gravidade de uma guerra das onças contra os moradores do Sítio do Picapau Amarelo, diz: “Não vai escapar ninguém – nem Tia Nastácia, que tem carne preta” (leia os trechos abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ministro da Secretaria de Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, o conteúdo de Lobato deve ser considerado “racista” e “perverso”. Ainda que não leve uma criança a desenvolver comportamentos racistas, diz Araújo, ele fere a autoestima dos negros. “Para nós, que temos orgulho em ter a pele negra e o cabelo crespo, é duro ler que uma negra subiu (numa árvore) que nem uma macaca”, diz. Mesmo assim, Araújo afirma ser contra o veto à obra de Lobato. “Podemos negar 380 anos de escravidão? Não. Por isso, o debate é saudável”, diz. “Ao mesmo tempo que as crianças conhecem a obra, percebem que a sociedade caminha em passos expressivos, combatendo o racismo e a discriminação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impossibilidade de negar a história é um dos motivos que fazem a professora Nelly Novaes Coelho considerar a ideia do veto à obra de Lobato uma “tolice”. Estudiosa de autores dedicados ao público infantojuvenil, ela diz que literatura tem como uma de suas funções explorar a realidade. “A história brasileira tem a escravidão por base. Isso levou a um preconceito muito fundo e não se pode passar a borracha nisso nem colocar dentro de um armário e fechá-lo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação anunciou que vai pedir ao CNE que reveja o parecer. Reduzir a obra de Monteiro Lobato ao que ela possa conter de racista – e, por isso, proibi-la – é incorrer em vários erros. O primeiro (e mais evidente) é supor que os jovens leitores são desprovidos de qualquer senso crítico e levarão ao pé da letra o que foi escrito, como se o efeito das palavras sobre seu caráter fosse definitivo. “Estão subestimando as crianças”, diz o psicanalista Mario Corso, autor de Fadas no divã. “Se ela se tornar mesmo racista, não será por causa da literatura, mas por causa dos pais ou do ambiente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um segundo erro é rotular uma obra de arte e deixar escapar a complexa relação de seu autor com as ideias de seu tempo. Alguns dos maiores escritores do século XX, como o poeta americano Ezra Pound ou o romancista francês Louis-Ferdinand Céline, foram simpatizantes das ideias mais abjetas a respeito da superioridade racial europeia. Nem por isso suas obras deixam de ter um valor literário inestimável, seja ao inovar na forma, seja ao perscrutar a mente do homem moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do preconceito flagrante em Céline ou Pound, o racismo de Lobato é bastante discutível. Em várias ocasiões, ele valorizou a preciosa contribuição dos negros à cultura brasileira. O conto Negrinha é uma denúncia contra a elite que, nos anos 1920, ainda estava saudosa da escravidão. Sua obra mais polêmica, O presidente negro, um romance normalmente descrito como “eugenista” por descrever um mundo em que uma raça supera a outra, também oferece leituras alternativas. “Ele pode ser lido como uma grande metáfora das consequências da desculturação de um grupo étnico”, escreveu Marisa Lajolo, professora do Departamento de Teoria Literária da Unicamp. “Narra o desenlace do conflito racial nos Estados Unidos, que acaba tendo uma solução tão final quanto o foi a solução nazista para a questão judaica: a aniquilação dos negros, por meio de sua esterilização em massa.” Como revela a análise de Lajolo, as obras de arte não existem isoladamente. Cabe aos leitores interpretá-las de modo crítico e atribuir-lhes sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o maior erro da campanha contra o livro de Lobato é importar para a realidade brasileira a visão tosca e simplista dos defensores do “politicamente correto” nos Estados Unidos. Lá, o alvo predileto tem sido Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, autor de obras-primas como Tom Sawyer e As aventuras de Huckleberry Finn. Este último é um retrato vívido – e nem sempre lisonjeiro – da cultura do sul dos Estados Unidos pré-Guerra Civil. Huck Finn, como é conhecido, foi escrito no começo dos anos 1880 e publicado em 1884. Narra as peripécias do garoto Huck, viajando pelo Rio Mississippi e pelos Estados do sul. A obra deu nova voz à literatura americana: o narrador personifica o espírito criativo, aventureiro, independente e humanista, mesmo diante da crueldade da escravidão. Pela primeira vez, o autor usou linguagem coloquial na literatura americana, com gírias e palavras específicas das comunidades ao longo do Mississippi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa obra-prima alimenta uma controvérsia há duas décadas. Um grupo de acadêmicos e pedagogos acusa o livro de racismo. Para eles, o herói, Huck, humilha com frequência o escravo Jim, um personagem caricato, a quem Huck se refere usando a palavra “nigger” (um termo em inglês considerado uma forma racista e criminosa de se referir aos negros, intolerável para os ouvidos de qualquer americano contemporâneo). “Twain foi incapaz de pairar acima dos estereótipos de negros que os leitores brancos de sua era esperavam e apreciavam”, diz Stephen Railton, professor de literatura da Universidade de Virgínia. “Ele recorreu à comédia e ao chiste para fornecer humor à custa de Jim, o que confirmou, em vez de desafiar, o racismo típico do final do século XIX.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros estudiosos da obra de Twain pensam o contrário: o livro oferece um olhar arrasador sobre as atitudes arraigadas da sociedade americana, particularmente sobre o racismo. É uma crítica às convenções sociais e à escravidão sob o manto de singelo livro infantil. “Huck Finn é um ataque contra o racismo justamente por humanizar o personagem de Jim, um escravo, e com isso expor as falácias dos racistas e da escravidão”, diz Shelley Fisher Fishkin, professora da Universidade Stanford e da Universidade do Texas. “O termo nigger nem sequer era usado de forma pejorativa na Inglaterra vitoriana e tampouco nos Estados Unidos até os anos 1940.” Os jovens estudantes, porém, ficaram fora do debate. Segundo a Associação de Bibliotecas Americanas, entre 1990 e 1999, Huck Finn foi o clássico que mais escolas pediram para retirar da bibliografia básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, Lobato é atacado desde a década de 1940, quando seus livros eram classificados como propaganda comunista. “Diziam que, com o sítio, ele queria criar o Estado Stalinista”, diz Ilan Brenman, pesquisador da obra de Monteiro Lobato. Segundo ele, Lobato foi acusado até de deformar o caráter das crianças. Condenado a seis meses de prisão durante a ditadura de Getúlio Vargas, Lobato foi perseguido pelo então procurador da Província de São Paulo, Clóvis Cruel de Morais, que pediu ao Estado que apreendesse todos os exemplares da obra Peter Pan. “Alegou-se que a texto incutia um sentimento de inferioridade nas crianças brasileiras porque falava bem da Inglaterra”, diz Brenman. Emília era vista como uma ameaça à família brasileira, por subverter a hierarquia numa sociedade patriarcal, em que um menor jamais podia contestar os adultos. A desaforada Emília era a imagem da rebeldia. “Se não tomarmos cuidado, Emília corre o risco de se tornar uma Barbie bem-comportada, de aparência impecável, ou, simplesmente, de ser calada para sempre”, diz Brenman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TNbF5kIs8VI/AAAAAAAAQXk/xFZUzalVz_o/s1600/Mark+Twain.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TNbF5kIs8VI/AAAAAAAAQXk/xFZUzalVz_o/s1600/Mark+Twain.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No parecer apresentado ao Conselho Nacional da Educação, pela Secretaria da Educação do Distrito Federal, como justificativa para o veto a Caçadas de Pedrinho, a professora Nilma Lino Gomes, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que a obra faz “menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano, que se repete em vários trechos”. Nilma diz que não teve como objetivo vetar a obra de Monteiro Lobato. “Reconhecemos a importância de um clássico e da obra em questão. Não queremos impor nenhum tipo de patrulha, mas precisamos ser coerentes com os avanços da nossa legislação no tocante às relações raciais e à educação”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Marcia Camargos, coautora da biografia ilustrada Monteiro Lobato – Furacão na Botocúndia, o livro Caçadas de Pedrinhoserve justamente como oportunidade para as crianças terem acesso a esse debate. “Entender aquele contexto social é uma forma de evitar erros no presente e no futuro”, diz ela. “Monteiro Lobato acreditava que a criança é um ser autônomo, com capacidade de discernir, e procurava estimular o senso crítico.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Mauro Palermo, diretor da Globo Livros, a editora que publica a obra de Lobato, ele sempre instigou a reflexão em seus textos. “Isso vale tanto para sua obra infantil quanto para a adulta”, diz Palermo. “Em vez de proibir qualquer uma de suas obras, parece-me melhor estimular uma leitura crítica por parte das crianças, aproveitando a oportunidade para mostrar como nascem e se constroem preconceitos. Se queremos contribuir para a formação de cidadãos críticos, não devemos fugir de questões polêmicas. Devemos enfrentá-las.” Num de seus aforismos mais citados, Lobato afirma que “um país se faz com homens e livros”. Durante toda a vida, escreveu livros para formar homens. Certamente, não se reconheceria em um país que pretende formar seus futuros cidadãos vetando o acesso a livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/11/caso-da-tentativa-de-censura-um-livro.html"&gt;Caso da tentativa de censura a um livro de Monteiro Lobato.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(novembro de 2010) &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-2991440926692254205?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/2991440926692254205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/absurda-tentativa-de-banir-um-livro-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2991440926692254205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/2991440926692254205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/absurda-tentativa-de-banir-um-livro-de.html' title='A absurda tentativa de banir um livro de Lobato das escolas'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TNbFjnBEaOI/AAAAAAAAQXg/eULWQCuo38c/s72-c/monteiro-lobato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-5960278340488342699</id><published>2010-11-03T15:25:00.002-02:00</published><updated>2011-01-06T15:35:58.585-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Problema para lidar com dinheiro é sinal inicial de Alzheimer</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Gina Kolata&lt;/b&gt;, do NYT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dona de casa Renee Packel tinha uma típica vida suburbana. Ela cuidava da família e da casa, localizada perto da Filadélfia (EUA). Seu marido, Arthur, era advogado e vendia seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSX8Fsqe1sI/AAAAAAAAQzg/pQLCOsCA7SM/s1600/dinheiro.jpg" imageanchor="1" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; clear: left; color: black; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSX8Fsqe1sI/AAAAAAAAQzg/pQLCOsCA7SM/s1600/dinheiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia, tudo desabou. Os proprietários da casa ligaram cobrando o pagamento das prestações. Para a surpresa de Renee, seu marido havia parado de pagá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur Packel estava desenvolvendo doença de Alzheimer e se esquecera de como lidar com dinheiro. Quando tentou pagar as contas, Renee não achou as economias do casal. "Simplesmente desapareceram."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu com essa família é comum, segundo especialistas em Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com uma pesquisa feita por Daniel C. Marson, neuropsicólogo da Universidade do Alabama, a confusão sobre dinheiro pode ser o mais importante entre os primeiros sinais de mudança funcional que acontecem no início da demência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não afeta só as famílias. Consultores financeiros e advogados ficam em uma situação difícil quando a mente de seus clientes parece estar se esvaindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema vem crescendo com o envelhecimento da população e deve se tornar mais complexo à medida que os médicos diagnosticam a doença cada vez mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se novos exames do cérebro mostrarem sinais de que a pessoa está desenvolvendo a demência, isso significa que o paciente deve ser acompanhado ou que devem ser colocados limites nas suas tomadas de decisões que envolvam finanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renee Packel teve que fechar o negócio do marido e vender a casa para pagar advogados e credores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eles vivem em um apartamento de um quarto na Filadélfia. Aos 75 anos, ela sustenta a casa como recepcionista. Ele passa o dia em um centro para idosos. "Foi uma reviravolta", diz Renee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advogados veem outro lado do problema. Há diretrizes para lidar com clientes com demência, mas muitas questões ficam em aberto, segundo Charles P. Sabatino, líder de uma comissão sobre lei e envelhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil determinar se o cliente pode assinar um testamento ou transferir propriedade. "A lei quer uma resposta simples, sim ou não", diz Sabatino. Mas avaliações médicas não são categóricas. Elas levam em conta pontos fortes e fracos da capacidade de raciocínio que colocam o paciente em um estágio da evolução da doença. "Não há sim ou não."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de Alzheimer.&lt;/a&gt; &lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-5960278340488342699?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/5960278340488342699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/problema-para-lidar-com-dinheiro-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5960278340488342699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5960278340488342699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/11/problema-para-lidar-com-dinheiro-e.html' title='Problema para lidar com dinheiro é sinal inicial de Alzheimer'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TSX8Fsqe1sI/AAAAAAAAQzg/pQLCOsCA7SM/s72-c/dinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-4704249192707164293</id><published>2010-10-08T05:14:00.000-03:00</published><updated>2010-10-08T05:14:49.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Baixos níveis de testosterona podem ser indícios de Alzheimer</title><content type='html'>Baixos níveis do hormônio masculino testosterona podem estar associados com uma predisposição ao Alzheimer, diz estudo da Universidade de Hong Kong em parceria com a Universidade de Saint Louis, nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram analisados na pesquisa os níveis do hormônio em 153 chineses com mais de 55 anos e sem sinais de demência. Do total de voluntários, 47 tinham queixas de perda de memória e dificuldade na clareza de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ano, dez homens desse grupo apresentaram os primeiros sintomas de Alzheimer. Os mesmos voluntários tiveram baixos níveis de testosterona e altos níveis de uma proteína relacionada com o maior risco da doença.&lt;br /&gt;O estudo saiu no "Journal of Alzheimer's Disease".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os pesquisadores, a conclusão mostra que a falta do hormônio pode ser considerada um fator de risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de Alzheimer.&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 14px; font-weight: bold; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-4704249192707164293?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/4704249192707164293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/10/baixos-niveis-de-testosterona-podem-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4704249192707164293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4704249192707164293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/10/baixos-niveis-de-testosterona-podem-ser.html' title='Baixos níveis de testosterona podem ser indícios de Alzheimer'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8090107417259400513</id><published>2010-09-26T16:49:00.000-03:00</published><updated>2010-09-26T16:49:08.444-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Fumantes têm recuperação mais difícil quando adoecem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-jkoGnyjI/AAAAAAAAQGI/5WKIeVIOPLQ/s1600/cigarros.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-jkoGnyjI/AAAAAAAAQGI/5WKIeVIOPLQ/s400/cigarros.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;por &lt;b&gt;Giovanni Guido&lt;/b&gt; Cerri, professor titular da Faculdade de Medicina da USP e diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Artigo escrito para a Folha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Citar o cigarro sem lembrar os males que ele trás para a saúde das pessoas é praticamente impossível, principalmente quando olhamos para o desenvolvimento de certas doenças, como o câncer e os problemas cardiovasculares.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E as estatísticas confirmam a letalidade do vício do fumo: no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil mortes por ano são em decorrência do cigarro. Os estudos mostram ainda que, além de estarem mais propensos ao desenvolvimento de doenças, os fumantes têm uma recuperação mais difícil, quando adoecem, dos que os não fumantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No caso do câncer, cerca de 30% das mortes causadas são atribuídas ao tabagismo. Um levantamento promovido pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) apontou que, entre os pacientes ali internados, pelo menos um em cada quatro tem histórico de tabagismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O estudo foi realizado com 14,6 mil pessoas que passaram por tratamento no Icesp entre maio de 2008 e dezembro de 2009. Sem dúvida, é um dado alarmante e que deve estar sempre presente no pensamento da população, que recebe, constantemente, informações sobre os malefícios do cigarro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E engana-se quem ainda pensa que o fumo está ligado apenas ao câncer de pulmão. O estudo citado apontou que os maiores índices de tabagismo foram encontrados entre os pacientes dos grupos de urologia e de cirurgia torácica, com 46% e 44% do total de pessoas atendidas, respectivamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Entre os homens, o índice é ainda mais assustador: dos atendidos pelo setor de cirurgia torácica, 61% eram fumantes. Trata-se de uma prova concreta de que o tabaco afeta todo o nosso organismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não é apenas o fumante que tem consequências negativas pela exposição à fumaça do cigarro. Já foi demonstrado que quem convive com tabagistas têm entre 20% e 30% mais chances de desenvolver câncer de pulmão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por isso é tão importante celebrar o primeiro ano da Lei Antifumo, criada pelo governo do Estado de São Paulo e por sua Secretaria da Saúde. Nesse período, vistorias da Vigilância Sanitária Estadual e do Procon-SP mostram que mais de 99% dos estabelecimentos aderiram à lei, banindo o fumo e instalando avisos sobre a proibição.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma vitória para a saúde pública do país, com consequente melhoria na qualidade de vida da população.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas demonstram que mais de 80% da população aprova a iniciativa do governo do Estado em banir o cigarro dos ambientes fechados. E, apesar de sabermos como é difícil para os fumantes abandonarem o vício, a proibição, aliada às campanhas de conscientização e prevenção, representam um passo muito importante no combate ao tabagismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso reforça a esperança de garantirmos uma vida mais saudável para a nossa população, pois, a cada dia sem o cigarro, o corpo recupera suas funções e, embora os efeitos causados por ele não desapareçam, os riscos de problemas decorrentes do vício do fumo diminuem significativamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim, poderemos, no futuro, ver o câncer em decorrência do tabaco começar a desaparecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/09/cigarro.html"&gt;Mais sobre o cigarro.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8090107417259400513?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8090107417259400513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/fumantes-tem-recuperacao-mais-dificil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8090107417259400513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8090107417259400513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/fumantes-tem-recuperacao-mais-dificil.html' title='Fumantes têm recuperação mais difícil quando adoecem'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-jkoGnyjI/AAAAAAAAQGI/5WKIeVIOPLQ/s72-c/cigarros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1600304208370859477</id><published>2010-09-26T16:29:00.000-03:00</published><updated>2010-09-26T16:29:11.117-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Hospital das Clínicas cria técnica para corrigir próstata de idosos</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Cláudia Collucci&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um ano, o aposentado Claudio Luiz, 66, só urinava por meio de sonda. Sua próstata tinha aumentado de tamanho e comprimia a uretra.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Não conseguia mais urinar espontaneamente, tinha dores horríveis. Fiquei com sonda por um ano. Só usava calças largas para disfarçá-la. Foi um pesadelo", diz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-e21pnDZI/AAAAAAAAQGA/42CNait-RCQ/s1600/medicina.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-e21pnDZI/AAAAAAAAQGA/42CNait-RCQ/s320/medicina.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como 50% dos homens acima de 50, Luiz tinha hiperplasia prostática benigna: a próstata aumenta, o que traz dificuldade de urinar. Uma técnica inédita do Hospital das Clínicas de São Paulo o livrou do problema.&lt;br /&gt;"Uma semana após a cirurgia eu estava sem sonda e correndo na praia", comemora Luiz, maratonista.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Chamado de embolização das artérias da próstata, o procedimento é feito com anestesia local e sem internação. De dez pacientes tratados até agora, nove voltaram a urinar espontaneamente nos dias seguintes à cirurgia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O sucesso já aparece em estudos publicados pela equipe do HC em periódicos científicos internacionais.&lt;br /&gt;A embolização é usada há mais de uma década para tratar miomas uterinos e outros tumores. Só agora é que se demonstrou que também pode funcionar na próstata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples. Pela virilha é introduzido um cateter que chega à próstata. Por ele são injetadas microbolinhas que fecham parcialmente as artérias da glândula. Sem o sangue que serve de alimento, a próstata diminui e para de comprimir a uretra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o médico Francisco Carnevale, chefe da radiologia intervencionista do HC, participou de estudos experimentais na Universidade de Harvard, usando a técnica em cães-que têm a próstata parecida com a do homem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De volta ao Brasil e em conjunto com o serviço de urologia do HC, começou o estudo clínico com pacientes que tinham o grau máximo da doença (todos usando sondas para urinar) e estavam na fila por uma cirurgia. Hoje, cem pacientes esperam vaga no hospital para operar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Demonstramos a eficácia e a segurança do tratamento. Outra vantagem é que o homem preserva a função sexual", diz o médico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Segundo o urologista do HC Alberto Antunes, o próximo passo será usar a embolização em quem tem grau moderado do problema (queixa urinária, mas sem retenção) e esteja usando remédios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Será animador se pudermos evitar que idosos usem mais um remédio, que pode ter efeitos colaterais como fraqueza, tontura e queda de pressão", explica o médico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pacientes que não respondem aos medicamentos fazem cirurgia endoscópica, que consiste em passar um aparelho na uretra para abrir uma espécie de túnel, que libera a passagem da urina, explica Miguel Srougi, professor titular da USP.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"É como se a gente abrisse um túnel em uma montanha. Depois de dois meses, o organismo produz um tecido que reveste esse túnel", afirma o médico.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A desvantagem da cirurgia convencional em relação à embolização é que a primeira envolve anestesia peridural, internação e tem mais sangramento. O aparelho também pode ferir o canal da uretra. A cicatrização pode estreitar o canal, sendo necessária nova cirurgia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1600304208370859477?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1600304208370859477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/hospital-das-clinicas-cria-tecnica-para.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1600304208370859477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1600304208370859477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/hospital-das-clinicas-cria-tecnica-para.html' title='Hospital das Clínicas cria técnica para corrigir próstata de idosos'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-e21pnDZI/AAAAAAAAQGA/42CNait-RCQ/s72-c/medicina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-5300991130313512871</id><published>2010-09-26T16:04:00.000-03:00</published><updated>2010-09-26T16:04:12.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Custos com demência chegam a 1% do PIB mundial</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-X8m3GEaI/AAAAAAAAQF4/tlSky4lYoLk/s1600/demencia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-X8m3GEaI/AAAAAAAAQF4/tlSky4lYoLk/s640/demencia.jpg" width="512" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;da &lt;b&gt;BBC Brasil&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os custos globais com demência – causada, em sua maioria pelo mal de Alzheimer – vão ultrapassar 1% do Produto Interno Bruto mundial neste ano, chegando a US$ 604 bilhões, alerta um relatório publicado nesta terça-feira, dia mundial do Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Relatório Mundial do Alzheimer, se o cuidado com pacientes de demência fosse um país, ele seria a 18ª economia do mundo. Se fosse uma empresa, seria a maior do mundo, com receita superior à da Wal Mart e da ExxonMobil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento da Alzheimer’s Disease International (ADI) – que reúne várias organizações – contém os dados mundiais mais atualizados sobre o custo da doença e defende que sejam investidos mais recursos em pesquisas e tratamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estimativa é de que atualmente haja 35,6 milhões de pessoas vivendo com demência no mundo. Este número deve subir para 65,7 milhões até 2030 e 115,4 milhões até 2050.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A escala desta crise pede ação global”, afirmou Marc Wortmann, diretor executivo da ADI. “A história mostra que grandes doenças podem ser administráveis – e até evitáveis – com consciência global suficiente e vontade política para fazer investimentos substanciais em pesquisa e opções de cuidado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 70% dos custos com a doença ocorrem nos países desenvolvidos da Europa Ocidental e da América do Norte. Nesses países, os custos com o cuidado informal (feito por familiares ou acompanhantes pagos por esses familiares) é equivalente aos custos dos serviços sociais (feito por profissionais de saúde comunitária, ou asilos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países em desenvolvimento, ou com baixa renda per capita, o cuidado informal responde pela grande maioria dos custos, onde o custo direto dos serviços sociais é mínimo, em comparação. Em regiões como China, Índia e América Latina, espera-se ainda um aumento no número de casos de demência, conforme aumente a expectativa de vida das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o relatório, os países mais pobres sofrem com a falta de reconhecimento da doença, e o cuidado dos pacientes cai, em geral, sobre a família. Os países ricos têm dificuldades em cumprir a demanda por serviços, deixando muitos pacientes e acompanhantes com pouco, ou nenhum apoio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países ricos, a média de pacientes com demência vivendo em casa é de 66%. Nos países em desenvolvimento, este número chega a 94%, afirma o relatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, estima-se que entre 70% e 94% dos pacientes com demência vivam em casa, nas áreas urbanas, e entre 90% e 99% nas áreas rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o documento, os custos com os cuidados dos pacientes devem aumentar a uma velocidade mais alta do que a incidência da demência, à medida que os governos invistam mais em tratamento e saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Este é um chamado para o fato de que a doença de Alzheimer e outros tipos de demência são a crise social e de saúde mais significativa do século 21”, disse Daisy Acosta, diretora da ADI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lamentavelmente, os governos estão despreparados para os distúrbios sociais e econômicos que esta doença vai causar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório pede que a Organização Mundial de Saúde declare a demência como uma prioridade mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas em demência afirmam que os governos devem liderar o caminho em garantir que as estratégias nacionais para o tratamento de pacientes com demência sejam implementadas e que sejam investidos mais recursos em pesquisas para o desenvolvimento de novos exames, tratamentos e, possivelmente, a cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados publicados recentemente no Reino Unido sugerem que o investimento em pesquisas sobre doenças cardíacas é 15 vezes maior no país e 30 vezes maior no caso do câncer.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de&amp;nbsp;Alzheimer.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/06/vida-de-idoso.html"&gt;Vida de idoso.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-5300991130313512871?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/5300991130313512871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/custos-com-demencia-chegam-1-do-pib.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5300991130313512871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5300991130313512871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/custos-com-demencia-chegam-1-do-pib.html' title='Custos com demência chegam a 1% do PIB mundial'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-X8m3GEaI/AAAAAAAAQF4/tlSky4lYoLk/s72-c/demencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-6500535568091022320</id><published>2010-09-26T14:52:00.000-03:00</published><updated>2010-09-26T14:52:08.760-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Número de doentes de Alzheimer duplicará nos próximos 20 anos</title><content type='html'>&lt;b&gt;da AFP&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de doentes de Alzheimer e outras demências similares duplicará nos próximos 20 anos, passando de 35,6 milhões atualmente para 65,7 milhões em 2030, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira por conta do Dia Mundial do Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação Alzeimer''s Disease International (ADI), que reúne 73 associações de diversas partes do mundo, afirma que este número deverá triplicar nos próximos 40 anos. Assim, os doentes somarão 115,4 milhões em 2050.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O custo da doença de Alzheimer e das outras demências representará em 2010 1% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou seja, 604 bilhões de dólares, afirma o relatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os especialistas do King''s College de Londres e do Karolinska Institutet da Suécia, que compilaram os dados mais recentes do estudo, os fundos dedicados ao Alzheimer terão que se multiplicar por 15 para atender aqueles que sofrem deste mal, um financiamento comparável ao dos que sofrem de doenças cardiovasculares, e por 30 para se igualar ao financiamento para aqueles que padecem de câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doença de Alzheimer e as outras similares afetam 0,5% da população mundial. O Alzheimer afeta a memória e é incurável. O risco de ter essa doença aumenta com a idade: duplica-se a cada cinco anos a partir de 65 anos e chega a 50% aos 85 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Alzheimer Disease International, os governos teriam que dar mais importância ao Alzheimer ao confeccionar suas políticas de saúde. No nível mundial, deveria ser uma das prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) e figurar na agenda dos encontros do 68 e do G20, considera a ADI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A doença de Alzheimer e as outras demências similares constituem a maior crise social e de saúde do século XXI", declarou a presidente da ADI, Daisy Acosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os governos do mundo estão muito mal preparados para os transtornos econômicos e sociais que esta doença deverá causar", completou.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de&amp;nbsp;Alzheimer.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-6500535568091022320?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/6500535568091022320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/numero-de-doentes-de-alzheimer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/6500535568091022320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/6500535568091022320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/numero-de-doentes-de-alzheimer.html' title='Número de doentes de Alzheimer duplicará nos próximos 20 anos'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-271725887831218066</id><published>2010-09-26T14:24:00.001-03:00</published><updated>2010-09-26T14:24:37.564-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Brasileiros são os que mais esperam apoio da família na velhice</title><content type='html'>A pesquisa da multinacional de seguro de saúde Bupa, conduzida pela universidade London School of Economics, foi feita com mais de 12 mil entrevistados em junho deste ano. No Brasil, 1.005 pessoas foram ouvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três em cada quatro brasileiros entrevistados (76%) disseram acreditar que sua família vai sustentá-los na velhice. Em países como França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha, menos de 70% das pessoas acreditam que serão sustentadas pelos parentes ao chegarem a velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-BXhoTeDI/AAAAAAAAQFg/IV9-FEZCDXE/s1600/velhice.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-BXhoTeDI/AAAAAAAAQFg/IV9-FEZCDXE/s320/velhice.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os brasileiros também estão entre os que mais acreditam que a responsabilidade de ser sustentado na velhice é dos seus familiares – dois em cada três entrevistados (66%) manifestaram esta visão na pesquisa da Bupa. Na Grã-Bretanha, menos de 30% atribuem à família a responsabilidade de sustentá-los na velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo também revelou que os brasileiros são os que mais têm expectativas positivas sobre chegar à terceira idade - 17%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros só perdem para os franceses na "sensação" de juventude. Entre os entrevistados com 65 anos ou mais, 72% disseram que não se sentem velhos, e 67% se declararam saudáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, apesar da perspectiva positiva sobre a terceira idade, 64% dos brasileiros disseram não estar se preparando financeiramente para a velhice. Menos de 7% das pessoas disseram estar separando dinheiro para quando pararem de trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É realmente animador ver que tantos brasileiros não se sentem velhos e estão até com boas expectativas sobre a velhice, mas as pessoas não podem ser complacentes", disse o diretor médico da Bupa International, Sneh Khemka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros também estão entre os que menos atribuem ao Estado o papel principal no sustento das pessoas idosas. Como nos Estados Unidos, Alemanha e Índia, menos de 10% dos brasileiros acreditam que a responsabilidade maior no cuidado de idosos é do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na China e Grã-Bretanha, mais de 25% dos entrevistados esperam que o Estado os sustentará na velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa revelou que a principal preocupação das pessoas ao chegar à velhice é com doenças como câncer (para 34% dos entrevistados nos 12 países) e demência (23%).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/06/vida-de-idoso.html"&gt;Qualidade de vida do idoso&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-271725887831218066?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/271725887831218066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/brasileiros-sao-os-que-mais-esperam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/271725887831218066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/271725887831218066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/brasileiros-sao-os-que-mais-esperam.html' title='Brasileiros são os que mais esperam apoio da família na velhice'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJ-BXhoTeDI/AAAAAAAAQFg/IV9-FEZCDXE/s72-c/velhice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-7927902292590111686</id><published>2010-09-23T12:57:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T12:57:29.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Ingrid Betancourt fala do cativeiro e da difícil adaptação à nova vida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJt38amNdSI/AAAAAAAAQEQ/2SjSmjud3nI/s1600/Ingrid+Betancourt.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJt38amNdSI/AAAAAAAAQEQ/2SjSmjud3nI/s320/Ingrid+Betancourt.jpg" width="278" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por seis anos, os rebeldes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) mantiveram a política franco-colombiana &lt;b&gt;Ingrid Betancourt&lt;/b&gt; (foto) refém na floresta. Em uma entrevista para a “Spiegel” após a publicação de seu livro de memórias, ela discute seus anos no cativeiro, seus sentimentos de culpa e o processo terapêutico de escrever seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Spiegel: Sra. Betancourt, nós gostaríamos de começar com uma pergunta banal: como a senhora está?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Betancourt: Melhor do que há dois anos, há um ano ou há seis meses. Às vezes me sinto frágil, às vezes emotiva demais, mas estou colocando tudo o que posso de lado para ser uma pessoa feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A felicidade é hoje algo diferente do que era antes de seu cativeiro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, antes de ter sido sequestrada, eu acho que a felicidade estava relacionada ao sucesso. Atualmente a felicidade está relacionada para mim ao descanso, paz, serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora era uma mulher muito ambiciosa, resoluta. Não seria impossível perder sua impaciência?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Seis anos e meio é um longo tempo e aprender a perder sua impaciência é um processo. No final, ela se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora disse durante seus anos na floresta que queria se tornar outra pessoa.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque as prioridades da minha vida mudaram. Nada do que eu possa encontrar atualmente pode ser tão ruim quanto o que deixei para trás. Há pequenas coisas que costumavam me incomodar, mas agora eu apenas penso: e daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando a senhora foi libertada em julho de 2008, todos ficaram surpresos com suas primeiras aparições em público: o encontro frio com seu marido, então as fotos e entrevistas, e finalmente as coletivas de imprensa com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. E durante tudo isso, a senhoria parecia estar firme e inabalada. A senhora estava em estado de choque ou eram apenas os velhos reflexos de uma política profissional em ação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que estava iluminada por aquela sensação de liberdade. Quero dizer, eu estava radiante de felicidade, como se estivesse transformada. Mas quando eu vejo as fotos daquele momento, as pessoas talvez não notem, mas eu posso ver claramente o fardo dos seis anos de cativeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A euforia dos primeiros dias foi seguida por uma sensação de vazio e um colapso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, eu tive muita sorte pelo fato do governo francês ter cuidado imediatamente de mim e por uma equipe de médicos ter realizado exames físicos abrangentes. E isso levou várias semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E o que encontraram?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pequenas coisas. Viver na floresta não faz bem para sua pele e seis anos sem um dentista tiveram suas consequências, mas não é um câncer e nem nada assim. E então ofereceram alguém para conversar comigo. Inicialmente, eu achei que não precisava, mas as outras pessoas sabiam que eu precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma terapia para tratar de seus traumas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, e uma terapia que produziu muitas explicações. Reféns querem sobreviver... eles se concentram em sua própria visão estreita das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Reféns então se tornam egoístas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, e no meu caso, meus sequestradores disseram que as negociações não fossem bem-sucedidas em um ano, eles nos fuzilariam. E posteriormente disseram que se os militares viessem, os reféns morreriam. Esse tipo de coisa queima dentro de você. Todo dia eu pensava apenas em mim mesma e em fugir. Você não desenvolve empatia em uma situação como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E assim que a senhora foi libertada?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão principal era meu relacionamento com meus filhos, porque era minha grande prioridade. Eu queria ser mãe de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seus filhos tinham 13 e 16 anos quando a senhora foi sequestrada...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;...e eram adultos quando retornei. Soltar é difícil para todos os pais, mas eu não tinha ideia do que fazer. Foi como uma viagem no tempo, como se estivesse tentando abrir uma porta fechada. Eu fiz o que sempre tinha feito, achando que eu os ajudaria dessa forma, mas eles sentiram como se eu estivesse tentando invadir suas vidas privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E a senhora conseguiu se tornar mãe de novo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sei que isso soará piegas, mas o amor ajuda. Na floresta, eu ouvia a voz da minha mãe em uma emissora de rádio para os reféns e suas famílias, e percebi quão poderosa ela era, a voz da minha mãe, e também a voz do meu pai, é claro. Meus filhos queriam me ver e me ouvir, mas a reação deles apenas foi diferente daquela que eu esperava. Nós primeiro tivemos que aprender a transmitir o que estávamos sentindo e realmente a escutar uns aos outros, e depois o fluxo de comunicação recomeçou. No final, eu me tornei mãe de novo, algo que me deu muita satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os seus filhos conseguem entender o que aconteceu com a senhora?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu acho que eles também precisam ser reconhecidos como vítimas, até mesmo por mim. Também não foi justo com eles e eles também foram privados de muitas coisas em fevereiro de 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na época, a senhora supostamente foi alertada para não ir de carro para San Vicente. Sua ex-diretora de campanha, Clara Rojas, insinuou que suas ambições políticas a colocaram em risco de ser sequestrada.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu estava em Florencia, a caminho de um evento eleitoral em San Vicente. Nós queríamos continuar de carro, mas os militares disseram: nós temos helicópteros partindo a cada 20 minutos para San Vicente. Então esperamos... por duas horas. Enquanto isso, o avião do presidente pousou, ele embarcou em um helicóptero, voou para San Vicente, e eu ainda estava esperando. Então minha escolta de segurança foi retirada, todos os sete. Aquela foi uma manobra política. Eles queriam me dissuadir de viajar para San Vicente enquanto o presidente estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora culpa o governo pelo seu sequestro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, mas também não foi minha culpa. Ninguém tinha como saber o que aconteceria. Minha equipe e eu então partimos de carro. A estrada não estava fechada –havia táxis, motos, ônibus e, à minha frente, um jipe da Cruz Vermelha. Se os militares soubessem que as FARC planejavam uma emboscada e que estávamos em uma zona de guerra, eles teriam fechado o posto de controle. Mas não fizeram isso. Foi apenas depois que retrataram as coisas como se eu tivesse sido alertada ou tivesse sido ingênua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora exigiu indenização pelo governo e foi duramente criticada por isso.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é muito injusto. Na Colômbia, assim como em muitos outros países, as vítimas de terrorismo têm direito de receber indenização. O valor que pedi foi calculado segundo os salários que não recebi e diversos outros fatores. Mas eles distorceram meu pedido e disseram que, por causa dele, eu estava atacando os soldados que me libertaram. Eu acho que foi algo muito pernicioso, apenas uma ação com motivação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora voltará à política?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não no sentido mais estreito. Ainda é importante para mim lutar por princípios. Mas não estou mais disposta a lidar com a maldade da política e os confrontos destrutivos intermináveis que isso provoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Isso significa que a senhora não vai mais concorrer a um cargo político?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente não. É possível entender a política, no sentido mais amplo do termo, como um instrumento para mudar as coisas. Eu posso fazer isso escrevendo um livro e, assim espero, com minha fundação, a Fundação Ingrid Betancourt pela Liberdade. Esta organização buscará ajudar as famílias dos reféns, assim como aqueles que foram libertados e agora precisam começar uma nova vida –sem contar os reféns que ainda estão na floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual foi sua estratégia de sobrevivência durante seus seis anos como refém?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você precisa criar uma área onde você é autônoma. Se não posso decidir como viver, ao menos decidirei como organizar minha rotina diária. Exercícios e ioga, banho, meditação –eu podia decidir essas coisas. Eu tinha dois livros, Harry Potter e a Bíblia, e usei a Bíblia para treinar memória fotográfica. Onde estava aquela passagem? E então explorei meu eu interior: como pretendo viver minha vida quando estiver livre, quem eu era e quem eu serei no futuro? O mais importante é preservar este pequeno espaço para você mesma, porque independente do que façam a você, então eles não poderão atingir você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora já tomou conhecimento das circunstâncias que cercaram sua libertação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu falei com os soldados. Ocorreram mortes dentro das FARC, uma mudança de poder, os soldados infiltraram suas comunicações e disseram aos nossos sequestradores que os reféns seriam transferidos para um novo centro de comando. Foi um plano arriscado. Um oficial me disse posteriormente que, na noite anterior, ele leu na Bíblia sobre como Pedro foi libertado por um anjo que disse: “Me siga”. Ele contou aos outros em sua unidade a respeito de seu sonho, e eles entenderam como sendo um sinal e decidiram lançar a operação no dia seguinte. Apenas quando estávamos no helicóptero e os sequestradores tinham sido dominados é que percebemos que estávamos livres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É possível preencher a lacuna de seis anos na sua vida?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, quando eu voltei, eu perdi muito: a Guerra no Iraque, as eleições, filmes, livros e música. E então um dia, logo após minha libertação, eu me vi segurando esse estranho telefoninho capaz de fazer tudo.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Spiegel: Um iPhone?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, um BlackBerry. Eu saí diretamente da selva e tinha um BlackBerry. Eu olhei para meu telefone e pensei, se é possível uma comunicação em todos os lugares, o tempo todo, por que ninguém me liga? Por que meus filhos não ligam? Uma vez por dia, pelo menos, preferencialmente duas! Então falei com meu filho e disse: “Lorenzo, eu estou tentando ligar para você o dia todo e você não responde”. E ele disse: “Olha, mãe, eu tenho meus amigos. Eu tenho coisas para fazer e não posso ficar ligando para você o tempo todo”. Isso foi muito, muito duro, e chorei por dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi assim que começou sua nova vida?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas então entendi que meu filho estava certo –e que eu não tinha mais uma vida própria. Eu não tinha apartamento, marido, filhos, emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora redescobriu sua própria vida?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte dela. Eu ainda não tenho meu próprio apartamento. Eu inicialmente quero ficar com meu filho em Paris e com minha filha em Nova York, então estou dividindo meu tempo entre as duas cidades e vivendo em suas casas. Eu ainda preciso encontrar o lugar certo para mim. Às vezes quero o mar, às vezes quero estar próxima de cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que a levou a escrever um livro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sentia que tinha o dever de compartilhar com todos aqueles que me apoiaram e com o público em geral. Eu sentia que era algo que precisava ser contado. E eu queria entender tudo, dar um significado para esses seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Escrever foi um processo de cura para você?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim e não. Às vezes eu sentia que me curava, mas frequentemente dói, até mesmo fisicamente. Eu podia sentir que, de alguma forma, estava me queimando. Eu conversei com os outros reféns e pude ver que estavam seguindo em frente com suas vidas, se casando, tendo filhos –e eu estava presa aos meus pensamentos na floresta. Olhando para trás, eu acho que isso me tornou mais forte e capaz de ser feliz de forma saudável. Escrever me ensinou a deixar para trás e perdoar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos. Os sequestradores. Os reféns. Eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que perdoar a si mesma?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não fui a heroína que queria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você experimentou coisas que poucas pessoas suportaram.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite, eu fui fraca, eu não estava preparada para nada. Eu tenho que me perdoar por coisas que fiz e que não gostei a respeito de mim mesma. Eu reagi de forma errada em muitos momentos e mantive a postura errada. Eu demorei tempo demais para desenvolver compaixão pelos outros e ser menos dura no meu julgamento. Não é construtivo em uma situação de crise apontar o dedo para aqueles que são fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que você fez isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós todos fomos manipulados e não percebemos –ou percebemos tarde demais. Os sequestradores queriam impedir qualquer solidariedade entre nós. Eles fizeram tudo o que podiam para nos fazer odiarmos uns aos outros –nos fornecendo informações falsas a respeito uns dos outros, que eram muito prejudiciais. Foi terrível: eu estava sempre com medo e os outros me criticavam constantemente. Eu não podia entender isso, porque não estava ciente do meu papel especial na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você era a estrela do acampamento.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei que era importante para o mundo saber que estávamos vivos, contarmos com a atenção da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas os outros reféns...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;...sentiram que tiveram sua existência roubada uma segunda vez. Eu era a única que recebia a atenção do público e isso os machucava. Eu não entendia isso na época. Nós reagimos diante da situação de formas diferentes e meu comportamento irritava os outros. Para mim, era importante manter minha dignidade. Eles viram isso como um problema adicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Foi essa situação que produziu a difamação que se seguiu? Você frequentemente era descrita em termos pouco lisonjeiros.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro. Além disso, era a estratégia das FARC semear a discórdia e criar conflitos entre nós. E depois surgiu muito sensacionalismo nas publicações. Eu me transformei em uma espécie de monstro. Todavia, eu me dou bem com muitos dos ex-reféns. Nós ainda nos encontramos, compartilhamos coisas e sempre permaneceremos ligados. Eu passei mais tempo com eles do que com qualquer outra pessoa. Nós não escolhemos uns aos outros, mas nós sabemos tudo a respeito uns dos outros. Eles são minha nova família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mas você não fala mais com sua ex-diretora de campanha, Clara Rojas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente. Nós estávamos em situações de vida completamente diferentes e tínhamos mentalidades divergentes: eu estava no modo de fuga; Clara estava no modo de adaptação. Eu queria voltar para os meus filhos; ela queria sobreviver e não correr nenhum risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Duas mulheres sequestradas em um acampamento dominado por homens: por que não conseguiram permanecer aliadas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine viver 24 horas por dia em cômodos extremamente apertados. Imagine que você esteja sentada no assento do meio de um avião e então um homem muito gordo senta-se ao seu lado, por seis anos. Nós tivemos que dividir um espaço do tamanho de uma cama. Nós nos sentávamos ao lado uma da outra e tocávamos uma na outra. Quando Clara se virava, os pés dela ficavam no meu rosto. Não havia nenhuma privacidade. As pessoas precisam de espaço para sobreviver. Chegou a um ponto em que dissemos ok, é melhor não conversar. Nós nos voltamos uma contra a outra porque não podíamos nos voltar contra nossos sequestradores por toda sua brutalidade, maldade, vulgaridade e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você nunca quis falar a respeito do abuso sexual.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E continua sendo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Clara Rojas decidiu ter um filho, mesmo na floresta.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, ela falou com nossos sequestradores e apresentou o requerimento correspondente. Com as FARC, era sempre preciso apresentar um requerimento. Um de nossos sequestradores foi o primeiro a me falar a respeito. Clara veio me ver depois, eu estava me exercitando entre dois beliches em nossa cabana e ela levantou sua camisa e me mostrou sua barriga. Eu disse que seria muito doloroso naquelas circunstâncias, mas também que um bebê é uma bênção. E depois que seu filho nasceu, eu fiquei muito comovida com a presença daquele bebê na floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vocês se viram de novo após serem libertadas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, ela veio me visitar, nós nos abraçamos e ela me mostrou seu filho Emmanuel –foi muito comovente. Então ela escreveu seu livro e eu escrevi o meu. Nós precisamos de mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Além de seu relacionamento com Clara Rojas, seu casamento também foi discutido publicamente.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu fui mantida prisioneira e a única coisa que eu tinha era um pequeno rádio. Eu ouvia minha mãe todo dia, meus filhos duas vezes por semana e desde que consegui enviar uma carta para fora do acampamento, todos souberam que eu podia ouvi-los. Mas eu dificilmente ouvia meu marido, pelo menos não até ele ter dado uma entrevista, após dois anos, quando ele escreveu seu primeiro livro. Então ele disse que queria sua vida de volta e eu percebi sobre o que ele estava falando. Eu não esperava que ele viveria por anos como um monge, mas então ele falou a respeito de sua namorada e disse: eu não tive nenhum filho com Ingrid porque ela estava sempre ocupada demais. E quando eu encontro a mulher da minha vida, eu gostaria de tê-los. Foi cruel. Eu fiquei sentada lá, me sentindo substituída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Qual foi o motivo da separação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando desci do avião após ser libertada, uma das primeiras coisas que ele me perguntou é se poderia continuar morando no meu apartamento. Então eu vi que tinha um problema. Então fui para a casa da minha mãe. A primeira coisa que fiz foi tomar um longo banho. Eu não consegui dormir na cama na primeira noite; ela era macia demais. Então deitei no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A senhora ainda tem pesadelos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, o tempo todo. William, um dos reféns, me disse recentemente que ainda experimenta esses momentos de ansiedade intensa, que todos sentíamos quando tínhamos que fugir rapidamente e trocar de acampamento. Mas ele entra em pânico quando está em um aeroporto ou caminhando pela cidade. Eu conheço muito bem essa sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Esse ainda é o caso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mesmo aqui em Nova York, eu estou constantemente olhando por sobre meu ombro. Helicópteros são o pior. Quando ouço um helicóptero, eu entro em pânico, então começo a transpirar e tenho que encontrar um banheiro, e então adoeço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vocês não foram resgatados por um helicóptero?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas durante os seis anos anteriores, dezenas de helicópteros circulavam acima de nós e toda vez achávamos que íamos morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sra. Betancourt, obrigado por esta entrevista.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ingrid Betancourt, 48 anos, era uma candidata à presidência da Colômbia quando foi sequestrada em 23 de fevereiro de 2002, a caminho de um evento eleitoral no sul do país. Ela foi mantida refém na selva por 2.322 dias pela organização guerrilheira colombiana de esquerda FARC, frequentemente acorrentada, constantemente ameaçada, às vezes torturada. Após um comando militar tê-la resgatado e 14 outros reféns em 2 de julho de 2008, ela se tornou alvo de uma barragem de críticas: os outros reféns a chamaram de diva e, após sua separação de seu marido, os jornais colombianos escreveram que ela era uma esposa ingrata. Betancourt tem cidadania tanto francesa quanto colombiana.&amp;nbsp;Seu livro “Even Silence Has an End: My Six Years of Captivity in the Colombian Jungle” (Até mesmo o silêncio tem um fim: meus seis anos de cativeiro na selva colombiana) foi publicado em setembro nos Estados Unidos pela Penguin, e no Reino Unido pela Virago Press. O livro também foi publicado neste mês em alemão. (Tradução: George El Khouri Andolfato)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-7927902292590111686?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/7927902292590111686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/ingrid-betancourt-fala-do-cativeiro-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7927902292590111686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7927902292590111686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/ingrid-betancourt-fala-do-cativeiro-e.html' title='Ingrid Betancourt fala do cativeiro e da difícil adaptação à nova vida'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJt38amNdSI/AAAAAAAAQEQ/2SjSmjud3nI/s72-c/Ingrid+Betancourt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-7763169211739061647</id><published>2010-09-20T05:29:00.001-03:00</published><updated>2010-09-20T05:30:31.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Internet nos faz pensar de forma mais superficial, diz escritor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJcafomiGBI/AAAAAAAAQDA/zCy6RFkRhF8/s1600/Alzheimer.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJcafomiGBI/AAAAAAAAQDA/zCy6RFkRhF8/s400/Alzheimer.jpg" width="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Marcelo Leite&lt;/b&gt;, para a Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nicholas Carr cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro "The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains" (que poderia ser traduzido como "No Raso -O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros" e será lançado no Brasil pela Agir).&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros. O livro já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos. Está sendo traduzido em 15 línguas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com as "tecnologias de tela" é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção. Leia abaixo trechos da entrevista telefônica dada por Carr da casa de parentes em Evergreen, Colorado, onde se refugiou depois de evacuado por força de incêndios florestais perto de sua casa nas montanhas Rochosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Folha - O livro deplora a internet como ameaça à mente formada pela invenção de Gutenberg, que nos deu o Renascimento e o Iluminismo. Mas Gutenberg também não destruiu a mente e a filosofia medievais? Ou seria mais preciso dizer que as invenções amplificam e continuam a cultura do passado?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nicholas Carr - Toda tecnologia de comunicação e escrita traz mudanças. Isso é verdadeiro mesmo para o período anterior a Gutenberg, com a invenção do alfabeto, pela maneira como alterou a memória humana e nos deu maior capacidade de intercambiar informação. A internet, assim como tecnologias anteriores, amplifica certos modos de pensar e certos aspectos da mente intelectual, mas também, ao longo do caminho, sacrifica outras coisas importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se a leitura e a reflexão profundas estão em risco, como explicar o sucesso de coisas como o Kindle e seu livro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas não mudam de imediato. O número ao menos dos que leem livros sérios vem caindo há um bom tempo, mas haverá pessoas lendo livros por muito tempo no futuro. Meu argumento é que essa prática está se mudando do centro da cultura para a periferia, e as pessoas começam a usar a tela como sua ferramenta principal de leitura, não a página impressa. Acho também que, à medida que mudamos para dispositivos como Kindle ou iPad para ler livros, mudamos nossa maneira de ler, perdemos algumas das qualidades de imersão da leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que pode ser feito em termos práticos e individuais para resistir a tal tendência?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escrevi o livro para ser do tipo de autoajuda. A mudança que estamos vendo faz parte de uma tendência de longo prazo, na qual a sociedade põe ênfase no pensamento para a solução rápida de problemas, tipos utilitários de pensamento que envolvem encontrar informação precisa rapidamente, distanciando-se de formas mais solitárias, contemplativas e concentradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, como indivíduos, nós temos escolha. Mesmo que a desconexão se torne mais e mais difícil, pois a expectativa de que permaneçamos conectados está embutida na nossa vida profissional e cada vez mais na visa social, a maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As escolas deveriam restringir o uso da internet pelos alunos, em lugar de se lançar de cabeça na tecnologia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Nos EUA tem havido uma corrida para considerar que computadores na escola são sempre uma coisa boa, até mesmo uma confusão da qualidade do ensino com o tempo que os alunos passam conectados. É um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente os computadores e a internet têm um papel importante a desempenhar na educação, e as crianças precisam aprender competências computacionais, a usar a internet de maneira eficaz. Mas as escolas precisam perceber que essa é uma maneira de pensar diferente de ler um livro. É preciso dar tempo e ênfase, no ensino, para desenvolver a capacidade de prestar atenção em uma única coisa, em vez de mover sua atenção entre diversas coisas. Isso é essencial para certos tipos de pensamento crítico e conceitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O sr. consideraria a internet responsável pela epidemia de casos de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho certeza de que a ciência sobre isso seja definitiva, ainda. Há indicações de que as tecnologias que as crianças usam, de videogames a Facebook, possam contribuir para TDAH. É algo que precisa ser mais estudado. Para os pais preocupados com a capacidade de seus filhos de manter a atenção, poderia ser apropriado restringir as tecnologias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A TV e o rock também já foram acusados no passado de ameaçar os intelectos jovens, mas não há carência de novos escritores e artistas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que uma tecnologia nova e popular aparece, há pessoas que adotam uma visão exageradamente otimista, de uma utopia social, e pessoas que adotam uma visão exageradamente negativa, de que ela vai destruir a civilização. No livro tento não adotar uma visão unilateral da tecnologia, porque acho que ela tem muitas coisas boas, do acesso mais fácil à informação até novas ferramentas para autoexpressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu temor é que, na medida em que empurramos celulares, smartphones e computadores para as crianças em idades cada vez mais precoces, elas não venham a desenvolver as habilidades mentais mais contemplativas e atentas. Isso seria uma grande perda para a cultura, pois a expressão artística requer reflexão mais calma, tranquila, introspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É concebível que a internet possa mover-se numa direção que combine os poderes da informação visual com os do texto para promover pensamentos em profundidade?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é possível, mas cada tecnologia que usamos para fins intelectuais tem certos efeitos e reflete um conjunto particular de premissas sobre como devemos pensar. A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. A tecnologia pode mudar rapidamente, mas não vejo razão para pensar que vá [noutra direção].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/07/redes-sociais-sao-grupos-de-atores.html"&gt;Redes sociais são grupos de atores, diz estudiosa.&lt;/a&gt; (julho de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/06/redes-sociais.html"&gt;Redes sociais.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-7763169211739061647?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/7763169211739061647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/internet-nos-faz-pensar-de-forma-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7763169211739061647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7763169211739061647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/internet-nos-faz-pensar-de-forma-mais.html' title='Internet nos faz pensar de forma mais superficial, diz escritor'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJcafomiGBI/AAAAAAAAQDA/zCy6RFkRhF8/s72-c/Alzheimer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-4216972115594782057</id><published>2010-09-19T06:30:00.000-03:00</published><updated>2010-09-19T06:30:35.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Busca na internet cria novo doente imaginário: o cybercondríaco</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Mariana Pastore&lt;/b&gt;, da a Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dor de cabeça ou tumor? Um sintoma cabe em muitas doenças e a confusão é comum, em tempos de doutor Google. Muita gente prefere "ele" à consulta médica, na busca da causa do mal-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipocondria digital é um mal contemporâneo batizado de cybercondria. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóstico e automedicação, pode evoluir para ansiedade e síndrome do pânico.&lt;br /&gt;De acordo com pesquisas internas do Google, 61% dos americanos adultos buscam informações de saúde.&lt;br /&gt;A grande oferta de sites especializados colabora para a autossugestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJXVZearHNI/AAAAAAAAQCQ/VHyF5qhrbj4/s1600/hipocondr%C3%ADaco+digital.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJXVZearHNI/AAAAAAAAQCQ/VHyF5qhrbj4/s320/hipocondr%C3%ADaco+digital.jpg" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um exemplo é o site americano de informações de saúde WebMD, que disponibiliza uma animação do corpo humano para o autodiagnóstico. O usuário clica na região onde tem dor e ele abre uma tabela com sintomas que corresponderiam à determinada área e à doença relacionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cybercondria, em diferentes graus, já aparece no cotidiano dos profissiona-is."Os pacientes já chegam ao consultório com informações da internet e ainda fazem buscas após a consulta", afirma Paulo Olzon, clínico-geral da Unifesp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O médico alerta os desavisados que determinado sintoma pode ser comum a dezenas de doenças e destaca a importância da relação de confiança entre médicos e pacientes. "Na hora que a pessoa fica sem referência, vai buscar por conta própria e acaba se atrapalhando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu com a administradora de empresas Alba Prizão, 27. Ela desenvolveu distúrbios de ansiedade por causa, em grande parte, do excesso de informação equivocada na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alba começou as loucas buscas por sintomas e doenças depois que teve uma reação alérgica provocada por uma taça de vinho tinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conta: "Fui à farmácia, o farmacêutico disse para eu ir ao hospital tratar a reação. Falou que alergia pode evoluir para choque anafilático, mas que não era meu caso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pronto-socorro, a administradora foi diagnosticada com alergia e medicada, mas não chegou a ir a um médico. Começou a pesquisar sobre choque anafilático no computador e descobriu que era um problema sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, foi parar no hospital diversas vezes com sintomas da reação alérgica. "Tinha sempre os mesmos: taquicardia, garganta fechando e tremedeira."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicoterapeuta e professor da PUC-SP Antonio Carlos Pereira explica que o corpo reage a situações criadas pelo cérebro: toda a fisiologia pode ser afetada por ideias, daí o risco de conclusões sobre doenças baseadas no dr. Google. Isso posto, ele defende o direito do paciente buscar na rede o significado do jargão usado pelo médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alba deixou de usar xampu, desodorante e sabonete na época, por medo. "Tirei todas as conclusões pela internet, fuçava tudo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última ida da moça ao pronto-socorro, uma médica disse que ele deveria consultar um psiquiatra, pois seu problema era psicológico. Alba foi diagnosticada com ataques de ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O supervisor do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP Luiz Vicente de Mello explica que o medo desencadeia as histaminas, substâncias que nos defendem dos corpos estranhos que nos atacam. "Há relação entre o sistema de alergia e o de emoção. Quem é muito tenso desenvolve sintomas físicos, somáticos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os ataques de Alba cessaram e ela frequenta o especialista uma vez por semana. As buscas na rede diminuíram, mas o fácil acesso ainda lhe parece tentador. "Meus pais e meu médico me proibiram de entrar na internet para procurar doença. Tento não fuçar muito, mas ainda olho", entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mello afirma que as pesquisas on-line devem ser criteriosas. "Sites confiáveis, ligados a faculdades, ajudam a esclarecer. Já os alternativos podem fornecer informações errôneas e quem não conhece os termos técnicos pode confundir uma doença com outra e transformá-la em preocupação excessiva."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, 10% a 15% da população sofre de ansiedade, segundo dados do Instituto de Psiquiatria da USP, enquanto apenas 2% a 4% são hipocondríacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o interesse dos pacientes que sofrem desses dois distúrbios é o mesmo: descobrir se têm determinada doença. A ansiedade é tratada com antidepressivos e psicoterapia, enquanto a hipocondria, com terapia cognitiva comportamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consulta médica deve ser soberana, de acordo com o supervisor do instituto. "O paciente não pode procurar nada sem avaliação clínica médica, senão é induzido a comprar remédios que podem fazer mal e ocultar uma doença mais grave."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conclusões precipitadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo cybercondria vem de "cyber" e "chondria", do grego, que se refere a desordem obsessiva. Foi criado em 2000, para designar a prática de chegar a conclusões precipitadas após a pesquisa de um sintoma de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou a ser mais usado em 2002, quando uma pesquisa da Microsoft, que ouviu 1 milhão de usuários da rede para melhorar seu sistema de buscas, chamou os cybercondríacos de "buscadores de saúde".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo sugeriu que o autodiagnóstico obtido por mecanismos de busca da web levava as pessoas a crer que sofriam de doenças graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 2% de todas as consultas feitas na rede foram relacionadas à saúde e cerca de 250 mil usuários recorreram ao menos uma vez a medicamentos. Além disso, um terço dos entrevistados realizou buscas para explorar doenças graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "Pew Internet &amp;amp; American Life Project" concluiu que 6 milhões de pessoas entravam todo dia na rede atrás de conselhos médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, a empresa ouviu 515 funcionários e levantou que as buscas na internet têm o potencial de aumentar a ansiedade das pessoas sem formação médica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca da metade interrompeu o trabalho para pesquisar doenças graves na rede ao menos uma vez, e um terço dos profissionais viu seu nível de ansiedade crescer ao aprofundar as buscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/06/redes-sociais.html"&gt;Redes sociais.&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-4216972115594782057?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/4216972115594782057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/busca-na-internet-cria-novo-doente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4216972115594782057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/4216972115594782057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/busca-na-internet-cria-novo-doente.html' title='Busca na internet cria novo doente imaginário: o cybercondríaco'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJXVZearHNI/AAAAAAAAQCQ/VHyF5qhrbj4/s72-c/hipocondr%C3%ADaco+digital.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1068777385103980599</id><published>2010-09-16T22:46:00.009-03:00</published><updated>2011-05-19T12:39:46.135-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Informações sobre o mal de Alzheimer</title><content type='html'>&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2011/05/familia-colombiana-e-esperanca-em.html"&gt;Família colombiana é esperança em pesquisa sobre o Alzheimer.&lt;/a&gt; (maio de 2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2011/01/do-new-york-times-margaret-nance-era-um.html"&gt;Nos EUA, clínica permite rotina liberal a idosos com Alzheimer&lt;/a&gt; (janeiro de 2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/12/idosos-deprimidos-correm-mais-risco-de.html"&gt;Idosos deprimidos correm mais risco de ter demência&lt;/a&gt; (dezembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/11/problema-para-lidar-com-dinheiro-e.html"&gt;Problema para lidar com dinheiro é sinal inicial de Alzheimer&lt;/a&gt; (novembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/10/baixos-niveis-de-testosterona-podem-ser.html"&gt;Baixos níveis de testosterona podem ser indício de Alzeimer.&lt;/a&gt; (outubro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/custos-com-demencia-chegam-1-do-pib.html"&gt;Custos da demência chegam a 1% do PIB mundial, diz estudo. &lt;/a&gt;(setembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/numero-de-doentes-de-alzheimer.html"&gt;Número de doentes de Mal de Alzheimer duplicará nos próximos 20 anos.&lt;/a&gt; (setembro 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/alzheimer-pode-ser-diabetes-cerebral.html"&gt;Alzheimer pode ser 'diabetes cerebral', diz pesquisa da UFRJ&lt;/a&gt;. (setembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/biopsia-de-pele-pode-servir-para.html"&gt;Biópsia de pele pode servir para diagnosticar mal de Alzheimer.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(setembro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/02/idosos-consomem-alcool-tanto-quanto-os.html"&gt;Idosos consomem álcool tanto quanto jovens.&lt;/a&gt; (fevereiro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/01/medico-frances-descobre-proteina-que.html"&gt;Médico francês descobre proteínas que combate o mal de Alzheimer.&lt;/a&gt; (janeiro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/09/oficinas-ensinas-idosos-lidar-com-perda.html"&gt;Oficinas ensinam idosos a lidar com perda de memória.&lt;/a&gt; (setembro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/09/infeccoes-podem-estimular-o-avanco-do.html"&gt;Infecções podem estimular o avanço do Alzheimer, diz estudo&lt;/a&gt;. (setembro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/09/alzheimer-importancia-do-diagnostico.html"&gt;Alzheimer: a importância do diagnóstico precoce.&lt;/a&gt; (setembro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/07/viver-sozinho-na-meia-idade-agrava.html"&gt;Viver sozinho na meia-idade agrava risco do Alzheimer, diz estudo&lt;/a&gt;. (julho de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/03/maioria-que-busca-tratamento-contra-mal.html"&gt;Maioria que busca tratamento contra mal de Alzheimer é mulher.&lt;/a&gt; (março de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/01/falta-de-vitamina-d-eleva-risco-de.html"&gt;Falta de vitamina D eleva o risco de falta de memória.&lt;/a&gt; (fevereiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/02/quem-trabalha-demais-corre-mais-risco.html"&gt;Quem trabalha demais corre mais risco de ficar demente, diz estudo.&lt;/a&gt; (fevereiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/01/pessoas-calmas-tm-menos-risco-de.html"&gt;Pessoas calmas têm menos risco de demência, diz estudo&lt;/a&gt; (janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/01/antipsicticos-fazem-doente-de-alzheimer.html"&gt;Antipsicóticos fazem doente de Alzheimer viver menos.&lt;/a&gt; (janeiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2008/12/pesquisa-sobre-alzheimer-conclui-que.html"&gt;Pesquisa sobre Alzheimer conclui que ômega 6 destrói &amp;nbsp;neurônios.&lt;/a&gt; (dezembro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2008/08/inspeo-mostra-que-asilos-no-respeitam-o.html"&gt;Inspeção mostra que asilos não respeitam o Estatuto do Idoso&lt;/a&gt;&amp;nbsp;(agosto de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2008/07/estatinas-risco-de-demncia-pela-metade.html"&gt;Estatinas reduzem risco de demência pela metade, revela pesquisa&lt;/a&gt;. (julho de 2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/06/vida-de-idoso.html"&gt;Vida de idoso.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1068777385103980599?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1068777385103980599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1068777385103980599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1068777385103980599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html' title='Informações sobre o mal de Alzheimer'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1541202955746252638</id><published>2010-09-16T21:31:00.002-03:00</published><updated>2010-09-26T15:10:49.776-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Biópsia de pele pode servir para diagnosticar mal de Alzheimer</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJK2p8w9xHI/AAAAAAAAQBM/BuGskVLN4Dc/s1600/Alzheimer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJK2p8w9xHI/AAAAAAAAQBM/BuGskVLN4Dc/s1600/Alzheimer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; line-height: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;da agência &lt;b&gt;Efe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MADRI - Um grupo de pesquisadores espanhóis liderado por Miguel Calero, do Instituto de Saúde Carlos III, avalia se uma biópsia da pele pode se tornar uma ferramenta para o diagnóstico precoce do mal de Alzheimer, doença que atinge 430 mil pessoas só na Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma das linhas de investigação realizadas na Fundação Cien (Centro de Investigação de Doenças Neurológicas), que será apresentada no VII Simpósio Internacional "Avanços no mal de Alzheimer", em 21 de setembro, dia mundial da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal objetivo do projeto de Calero, parcialmente financiado pela Fundação Rainha Sofia, é analisar as alterações moleculares periféricas - diferentes das manifestadas no cérebro - associadas ao Alzheimer por meio de biópsias de pele de pacientes e pessoas saudáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal de Alzheimer é uma doença do sistema nervoso central e, segundo o especialista, é complicado acessar o cérebro. As células epiteliais compartilham da mesma formação genética e estão submetidas aos mesmos fatores bioquímicos que os do sistema nervoso central, podendo manifestar alterações comuns entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alterações moleculares na pele associadas à doença poderiam servir como biomarcadores, mesmo em estágios iniciais, e também como elementos para avaliar a evolução da enfermidade e a resposta do paciente a diferentes terapias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se confirmada, a biópsia pode se converter em uma ferramenta de diagnóstico minimamente invasiva, simples e econômica. Segundo Calero, o projeto começou em outubro de 2008 em fase experimental e novos estudos ainda são necessários para confirmar a eficácia da iniciativa, mas ele se mantém otimista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O envelhecimento progressivo da população na sociedade ocidental, que vem sendo especialmente significativo na Espanha, faz com que as estimativas de casos de Alzheimer no mundo aumentem cerca de 75% nos próximos 25 anos, se essa tendência continuar. Se assim for, especialistas acreditam que o mal seja projetado como a doença do século 21 e se torne um dos principais desafios da biomedicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um avanço no conhecimento da doença também pode ser fundamental para reduzir os gastos sociais e sanitários, de acordo com Pablo Martinez, coordenador da jornada do dia 21, que será presidida pela rainha da Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gastos relacionados com demência na Espanha em 2010 chegaram a cerca de US$ 17,9 bilhões (R$ 30,6 bilhões). Estima-se que 610 mil espanhóis sofram de algum tipo de demência - entre eles, o Alzheimer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As associações de pacientes com Alzheimer avaliam que são necessários US$ 38.400 (R$ 65.664) por ano para manter um paciente com a doença. Nesse sentido, a colaboração público-privada e o esforço em pesquisa e desenvolvimento são fundamentais. Por isso, segundo Martínez, uma possível redução nos orçamentos estaduais com pesquisa poderia colocar em "perigo" todos os projetos da Fundação Cien.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emilio Marmaneu, da Confederação Espanhola das Associações de Familiares e Pacientes de Alzheimer, salientou a importância do diagnóstico precoce e de exames sistemáticos na população, a exemplo do que já é feito nos casos de câncer de mama e próstata. Marmaneu também destacou a necessidade de um plano nacional contra o mal de Alzheimer, o que está sendo negociado com parlamentares.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #464646; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; line-height: 16px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; line-height: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de&amp;nbsp;Alzheimer.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1541202955746252638?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1541202955746252638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/biopsia-de-pele-pode-servir-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1541202955746252638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1541202955746252638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/biopsia-de-pele-pode-servir-para.html' title='Biópsia de pele pode servir para diagnosticar mal de Alzheimer'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJK2p8w9xHI/AAAAAAAAQBM/BuGskVLN4Dc/s72-c/Alzheimer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8413280122840906852</id><published>2010-09-16T18:14:00.000-03:00</published><updated>2010-09-16T18:14:08.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Pessoa introspectiva tem cérebro maior, revela estudo</title><content type='html'>Algumas pessoas conhecem suas mentes melhor que outras, e a pesquisa descrita nesta semana é um passo para entender a biologia por trás de um aspecto importante da consciência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um trabalho necessário para que, um dia, se possam compreender doenças ou ferimentos no cérebro que provam as pessoas de aspectos fundamentais da reflexão sobre si mesmas, como esquizofrênicos que não acreditam que estão doentes e, por isso, rejeitam medicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJKIhKezmzI/AAAAAAAAQBA/egdzMZG_uy8/s1600/cabecao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJKIhKezmzI/AAAAAAAAQBA/egdzMZG_uy8/s320/cabecao.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ao descobrir as bases neurológicas da consciência de si mesmo "seremos capazes de criar estratégias para intervir nesses casos e melhorar a capacidade introspectiva das pessoas?", pergunta Stephen Fleming, do University College London, principal autor da pesquisa publicada na revista Science.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introspecção é basicamente pensar sobre o que se está pensando, um modo de julgar os próprios pensamentos e ações - algo intrinsecamente difícil de estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa britânica encontrou um meio de medir a capacidade introspectiva ao comparar a confiança das pessoas numa decisão tomada com o acerto da decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores apresentaram a 32 pessoas saudáveis uma série de padrões numa tela de computador, dos quais um era mais brilhante que os outros, por alguns instantes. Primeiro, os voluntários tiveram de escolher rapidamente qual tela continha o padrão mais brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como algumas pessoas são melhores observadores que outras, o nível de dificuldade foi ajustado para que todos tivessem o mesmo tipo de obstáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse ajuste, os voluntários tiveram de dar uma nota para seu grau de confiança na resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia: pessoas com boa introspecção teriam mais confiança quanto estivessem certas, e mais dúvida quanto estivessem erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Varreduras do cérebro mostraram que a capacidade introspectiva está fortemente ligada á quantidade de matéria cinzenta em uma parte do córtex pré-frontal, bem atrás dos olhos, dizem os pesquisadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, as pessoas mais introspectivas também mostraram uma função mais forte na matéria branca dessa parte do cérebro - a matéria branca são os "cabos telefônicos" que permitem a comunicação entre as células.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforçando as descobertas, estudos anteriores mostram uma associação entre esquizofrenia e mau funcionamento do córtex pré-frontal, e derrames nessa área podem roubar das pessoas a capacidade introspectiva, disse Fleming.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais pesquisas são necessárias para resolvera questão de o que veio antes: são essas diferenças cerebrais inatas? Ou refletem um fortalecimento da região cerebral em resposta a um esforço maior de introspecção, o que significaria que essa capacidade pode ser treinada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2008/12/o-crebro-humano-uma-gambiarra-evolutiva.html"&gt;&amp;nbsp;O cérebro humano é uma gambiarra evolutiva que frequentemente dá pau, diz psicólogo&lt;/a&gt;. (dezembro de 2008)&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8413280122840906852?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8413280122840906852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/pessoa-introspectiva-tem-cerebro-maior.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8413280122840906852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8413280122840906852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/pessoa-introspectiva-tem-cerebro-maior.html' title='Pessoa introspectiva tem cérebro maior, revela estudo'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJKIhKezmzI/AAAAAAAAQBA/egdzMZG_uy8/s72-c/cabecao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-5077575006136626480</id><published>2010-09-16T04:33:00.003-03:00</published><updated>2010-09-16T04:35:35.671-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Abusos sexuais desestabilizam a igreja belga e abala o país</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Jean-Pierre Stroobants&lt;/b&gt;, do Le Monde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicação de um relatório oficial, que reúne depoimentos sobre abusos sexuais atribuídos a padres, vem desestabilizando a Igreja belga, acusada de querer abafar o caso, e abala o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, as palavras. “Nós queremos nos comprometer a uma disponibilidade máxima para as vítimas”, afirma Dom Andre-Joseph Leonard, arcebispo de Malines-Bruxelas e primaz da Bélgica. De outro, as imagens. Elas mostram Rik Devillé, um padre flamengo, diretor da associação Direitos Humanos na Igreja, expulso por um vigia da sala onde o chefe dos católicos belgas ia, na segunda-feira (13), em Bruxelas, manifestar sua compaixão e sua vontade de buscar – finalmente – o diálogo com aqueles que foram abusados por padres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJHHbWIzQLI/AAAAAAAAQAk/rpQ190ZQEWA/s1600/pedofilia+na+igreja.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJHHbWIzQLI/AAAAAAAAQAk/rpQ190ZQEWA/s1600/pedofilia+na+igreja.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Igreja Católica da Bélgica respondeu a um escândalo de abuso sexual com planos de criar um centro de reconciliação e de estabelecer novas regras para o clero, mas grupos ligados às vítimas disseram que as medidas são insuficientes.&lt;br /&gt;"Os últimos meses foram muito difícis para a Igreja e para nós. Estamos totalmente ceomprometidos com a resolução desse problema de uma forma nova", disse o arcebispo André-Joseph Leonard em entrevista à imprensa. "Causa-nos dor. Sair de uma crise dessas não é fácil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo Direitos Humanos na Igreja conseguiu seu objetivo: mostrar que não se deve crer na promessa da hierarquia católica. Segundo seus coordenadores, Dom Léonard e seus colegas na verdade não querem esclarecer as bolinações, estupros e atos sádicos revelados por quase 500 queixosos. Desde que foram publicados, em um relatório oficial de 200 páginas, na sexta-feira (10), seus depoimentos vêm desestabilizando a Igreja e abalam um país que, de repente, tornou a mergulhar no clima do caso Marc Dutroux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1990, os crimes, por muito tempo impunes, do assassino perverso e pedófilo, levaram o reino à beira de uma crise de regime, uma vez que tanto a polícia quanto a Justiça haviam fracassado em sua missão de proteger os mais frágeis. Hoje, é a instituição católica, um dos últimos pilares do país, que está tremendo nas bases. A Igreja havia criado uma comissão interna encarregada, durante anos, de ouvir as supostas vítimas dos abusadores. Essa instância presidida por uma magistrada,Godelieve Halsberghe, abriu cerca de trinta processos mas só conseguiu a condenação de um único padre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Halsberghe afinal pediu demissão, certamente convencida de que a Igreja estava a usando para continuar a fazer reinar a lei do silêncio. O pedopsiquiatra Peter Adriaenssens a sucedeu e viu sua tarefa ser simplificada pelas revelações sobre o bispo de Brugges, Dom Roger Vangheluwe: este teve de renunciar em junho, após confessar ter abusado de seu sobrinho durante oito anos. Esse episódio encorajou as vítimas a se manifestarem, revelando aquilo que a Igreja quis por muito tempo ocultar. O professor Adriaenssens pôde então dar início, na sexta-feira (10), a um processo de dimensão inédita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao publicar por extenso dezenas de depoimentos sem edição, insistindo no fato de que não se tratava, usando sua expressão, de “carícias”, mas sim de “fatos horríveis”, esse homem circunspecto surpreendeu, consternou e abalou. “Trabalho nesse setor há 23 anos, mas mesmo para mim esses depoimentos foram como um soco no estômago”, confessou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolhidos no espaço de alguns meses, os depoimentos poderiam se resumir a algumas palavras e números-chave: idade média das vítimas, 12 anos; vítima mais jovem, 2 anos; testemunha mais velha, 90 anos; número de predadores identificados e ainda em vida, 91; suicídios, 13; tentativas de suicídio, 6... Ao ler com detalhes essa terrível litania de sofrimentos – todas as grandes mídias reproduziram o relatório, disponível na internet – o público “descobriu que o inferno existe”, acredita o cronista Walter Pauli no diário “De Morgen”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os depoimentos são anônimos e a identidade dos predadores não foi revelada. Assim como os lugares onde agiram – e, às vezes, ainda agem. No entanto, observa-se que os fatos aconteceram – dos anos 1950 aos anos 1990 – tanto em internatos quanto em escolas, tanto em paróquias quanto em grupos de jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das testemunhas, doente, diz “reunir suas últimas forças” para descrever o calvário que ainda a faz sofrer, 39 anos depois. Ela tinha 6 anos e tinha de sofrer o “zim-boum-pan-pan, uma punição da qual não podia falar: era entre Jesus e nós, para entrar em comunhão com ele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, oito longos anos de estupros, bolinações e exibicionismo camuflados por um homem que aos domingos brincava com os pais da vítima, confessando-lhes que seu único pecado era fumar charuto... “Era sua maneira de cativá-los e sobretudo de nos calar ainda mais: como ele parecia ter sua confiança, de que adiantaria contar para eles e fazer todos sofrerem?” Aluno em um outro internato flamengo onde também estudavam dois de seus irmãos, uma outra testemunha conta as diversas e incessantes humilhações que um professor lhe infligia: centenas de punições, de páginas a copiar, proibições de sair, e finalmente, “a revelação”: forçado a se colocar de joelhos pelo enésimo castigo no quarto do interessado. E, ali, a descoberta horrorizada do deleite sexual que esse terrível assédio causava nesse religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeros depoimentos – com exceção daqueles marcados pela raiva e, às vezes, por uma rejeição completa da Igreja e das religiões – ainda mostram o sentimento de culpa das vítimas. Elas não queriam desagradar, manchar a reputação de homens vistos como intocáveis, envergonhar seus pais. Muitos foram criticados por terem escondido a verdade quando decidiram falar. Vindo de um meio pobre e sofrendo de graves carências afetivas, um jovem, estuprado por um vigário, decidiu em 1991 denunciar este último junto a um futuro bispo. Ele foi acusado de ter mentido, simplesmente porque o vigário “negava os fatos”. Estuprada por um padre aos 17 anos, uma outra vítima quis encontrar o responsável pela sua diocese. Ela voltou de lá chocada, “sobretudo religiosamente, porque não encontrei nenhuma preocupação pastoral, nenhuma consciência religiosa do drama que eu enfrentava”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra descoberta importante: algumas vítimas reproduziram aquilo que sofreram. Uma testemunha, estuprado dos 7 aos 12 anos de idade, abusou de adolescentes posteriormente e foi condenado à prisão. “Ao mesmo tempo em que negava minha responsabilidade nos fatos cometidos, e sabendo que as causas de meus atos certamente vinham de causas multifatoriais, ficava claro que os atos do abade A. tiveram um papel determinante em minha identidade sexual e minha maturidade”, afirma em seu depoimento. O homem perdoou seu estuprador, que lhe enviou 200 euros para pagar uma conta de aquecimento. Alguns padres pagaram os estudos de suas vítimas ou facilitaram sua aprovação escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve crianças, em compensação, que foram duplamente punidas. Por terem decidido falar do acontecido com seus pais ou com uma pessoa de confiança, sem nenhuma providência tomada após relatarem seus infortúnios. “A lei do silêncio reina em toda parte na sociedade”, afirma o Dr. Adriaenssens. Ele se recusa a falar de uma operação sistemática de abafamento por parte da Igreja, e sim de uma “recusa incestuosa em agir”. Em cerca de 90 dos 500 casos, algum eclesiástico foi informado, mas decidiu “proteger sua família, a Igreja”, diz o pedopsiquiatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último exemplo dessa tendência é ilustrado pela atitude dos monges da abadia de Blanden, em Flandres. Eles acolheram Eric Dejaeger, 63, um missionário procurado desde 2006 no Canadá, onde é alvo de nove queixas por estupro de crianças, depois de já ter cumprido ali uma pena de prisão por casos similares. Acaso? O padre Dejaeger prometia, na segunda-feira (13), it ao Palácio da Justiça de Louvain para se “colocar à disposição das autoridades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma mais geral, é mesmo entre a Justiça e a Igreja que se dará a sequência desses casos. Somente quatorze deles estão nas mãos do procurador federal. Um juiz de instrução de Bruxelas, Wim De Troy, deu início em junho a uma vasta operação de investigações no quartel-general do episcopado e na casa de Dom Godfried Danneels, ex-primaz da Bélgica. Ele também se apropriou de todos os dossiês da comissão Adriaenssens, levando à dissolução desta. Mas uma guerra surda dentro da magistratura desmantelou essa operação judicial e ordenou a restituição de todos os dossiês, hoje bloqueados. Em teoria, a investigação de De Troy prossegue, mas parece reduzida a nada, o que leva à raiva das vítimas, que exigem um encontro comDom Léonard e acesso a todas as informações que o juiz possuía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira (13), o episcopado prometeu criar um novo centro, onde as vítimas serão recebidas e ouvidas. Ele também considera “uma nova estrutura de colaboração” com a Justiça e um envolvimento das vítimas em iniciativas destinadas a facilitar sua recuperação. Contudo, a Igreja não se tornou “disfuncional”, afirmaDom Léonard, retomando um termo que foi popular na época do caso Dutroux...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel Ringlet, padre, escritor e vice-reitor da Universidade Católica de Louvain, acredita que isso que está acontecendo hoje, na verdade é ainda mais grave do que aquilo que foi exposto pelo caso do assassino pedófilo. E diz ainda que a Igreja não voltará a ser aceita pela sociedade se não abandonar seu “silêncio culpado” sobre a sexualidade de seus membros, “terreno no qual essa pedofilia pôde se desenvolver”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais categórico ainda, Walter Pauli escreveu no sábado: “Que Roma e Malines-Bruxelas não se iludam: a Igreja da Bélgica perdeu toda sua autoridade”. O analista disse ainda: “Nem o Marquês de Sade poderia, ou ousaria, publicar um catálogo como esse de perversões sexuais, sendo que o mais grave é que tudo isso acontece dentro de uma relação de poder. E que nunca são questões de ‘parceiros’, mas sim de vítimas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2008/09/casos-de-padres-pedfilos.html"&gt;Casos de padre pedófilo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-5077575006136626480?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/5077575006136626480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/denuncias-de-abusos-sexuais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5077575006136626480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/5077575006136626480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/denuncias-de-abusos-sexuais.html' title='Abusos sexuais desestabilizam a igreja belga e abala o país'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TJHHbWIzQLI/AAAAAAAAQAk/rpQ190ZQEWA/s72-c/pedofilia+na+igreja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3699534259268558697</id><published>2010-09-15T05:00:00.002-03:00</published><updated>2010-09-26T15:09:28.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Alzheimer pode ser 'diabetes cerebral', diz pesquisa da UFRJ</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://veja.abril.com.br/blog/genetica/files/2009/09/alzheimer.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por &lt;b&gt;Reinado José Lopes&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos dados obtidos por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) reforçam a ideia de que há uma relação íntima entre o diabetes e o mal de Alzheimer, devastadora doença degenerativa do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser mais exato, o Alzheimer seria, grosso modo, a diabetes do cérebro, interferindo na sinalização do hormônio insulina, o mesmo cuja ação fica desregulada no organismo de diabéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É claro que o mal de Alzheimer continuará sendo uma doença multifatorial [ligada a múltiplos fatores]", disse à Folha a neurocientista Fernanda De Felice, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. "Mas achamos que a insulina pode ser central na gênese da doença."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Felice apresentou os últimos resultados a respeito da ideia durante o 34º congresso anual da SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento), na cidade de Caxambu (MG).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos com dois tipos de cobaias -camundongos transgênicos e macacos cinomolgos (Macaca fascicularis)-, feitos pelos cientistas da UFRJ, indicam que remédios originalmente projetados para tratar diabetes poderiam, portanto, ser úteis contra o Alzheimer, mal que ainda não tem cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras pistas sobre o mecanismo ligando as duas doenças vieram de estudos &lt;i&gt;in vitro&lt;/i&gt;. Sabe-se que o Alzheimer é desencadeado por maçarocas da proteína beta-amiloide, que têm efeitos nada agradáveis sobre o funcionamento dos neurônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses efeitos é a diminuição no número de projeções das células nervosas. Isso, por sua vez, tem impacto negativo nas conexões de neurônios, cruciais para a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Felice e seus colegas tinham verificado, em pesquisa publicada no ano passado na revista científica "PNAS", que as maçarocas de beta-amiloide tendiam a ficar grudadas justamente em regiões da membrana das células onde a insulina se "conecta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastava fornecer insulina aos neurônios para impedir que isso acontecesse e protegê-los da perda de conexões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, com as cobaias, eles viram que medicamentos que potencializam a ação da insulina não só combatem a beta-amiloide como também fazem com que bichos doentes tenham desempenho melhor em tarefas de memória, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Felice conta que já há planos para testar drogas contra diabetes em pacientes com Alzheimer. Os pesquisadores da UFRJ querem que parte desse teste clínico envolva pacientes brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, quem tem a doença não deve arriscar uma aplicação de insulina, pois o organismo pode até ficar resistente ao hormônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/09/alzheimer-importancia-do-diagnostico.html"&gt;Alzheimer: a importância do diagnóstico precoce.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/09/informacoes-sobre-o-mal-de-alzheimer.html"&gt;Informações sobre o mal de&amp;nbsp;Alzheimer.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/09/alzheimer-importancia-do-diagnostico.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 18px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3699534259268558697?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3699534259268558697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/alzheimer-pode-ser-diabetes-cerebral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3699534259268558697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3699534259268558697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/alzheimer-pode-ser-diabetes-cerebral.html' title='Alzheimer pode ser &apos;diabetes cerebral&apos;, diz pesquisa da UFRJ'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3578831277583110397</id><published>2010-09-12T17:49:00.000-03:00</published><updated>2010-09-12T17:49:52.731-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><title type='text'>Natascha relata os horrores do seu cativeiro de 10 anos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;por&amp;nbsp;&lt;b&gt;Frank Bauer&lt;/b&gt;, do The Guarian, publicado no Brasil pelo Estado de S.Paulo&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TI07kTBcQRI/AAAAAAAAP94/x7w2kpSsD-w/s1600/Natascha+Kampusch.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TI07kTBcQRI/AAAAAAAAP94/x7w2kpSsD-w/s400/Natascha+Kampusch.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É uma tarde gelada no fim de agosto, numa área não particularmente mozartiana de Viena. &lt;b&gt;Natascha Kampusch&lt;/b&gt; (foto) está diante de mim no escritório do seu agente, e me estende a mão. À sua esquerda está o agente, Wolfgang Brunner, à direita seu tradutor, Jill Kreuer. Boca fechada, lábios apertados. Observo uma pequena mancha descolorida na pele da sua mão, resultado de uma ferida, provocada por uma surra que nunca sarou completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Choro por ele", ela disse, referindo-se ao seu sequestrador, Wolfgang Priklopil. A admiração transformou-se em indignação e confusão e ela começou a receber cartas de ódio. Assim, começou a escrever um livro de memórias, 3.096 Dias, explicando tudo. Trata-se de uma crônica intuitivamente brilhante dos seus anos de cativeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natascha tinha concordado em conversar comigo sobre o livro. Mas, ainda muito nervosa, seus lábios continuam colados. Olho ansiosamente para ela. Terei ido a Viena para me encontrar com uma pessoa psicologicamente incapaz de falar? Mas, para meu alivio, ela me diz: "Alô."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você tem dificuldade para falar a respeito?", pergunto. "É difícil", ela responde. "Então, por que aceitou?" Natascha diz: "Quero reivindicar minha interpretação dessa história."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natascha nasceu num conjunto habitacional perto de Viena. "Estava acostumada a conviver com pessoas perturbadas", diz ela. "No meu bairro havia alcoólatras, pessoas com problemas mentais. Adoravam falar sobre teorias de conspiração. Pessoas fracassadas na vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pais divorciados a espancavam e a insultavam. Aos 10 anos, era uma menina que comia compulsivamente, deprimida, só. Na verdade, nos seus últimos momentos de liberdade ela fantasiava um suicídio. Imaginava se atirando na frente de um carro e, depois, a mãe chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o que estava sonhando acordada quando ia na direção do homem encostado na perua de entrega. "Como seus pais estão se sentindo com relação a esse livro?", é a minha pergunta. "Você é bastante honesta sobre a crueldade deles."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma pequena pausa. &lt;/b&gt;"Eles ainda não leram", diz ela. Mas acrescenta que espera que o livro acabe com a impressão que as pessoas têm de que "minha mãe era uma pessoa brutal e passei um tempo melhor naquele calabouço". Por mais dura que fosse sua mãe, não se igualava a Priklopil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas primeiras palavras para seu sequestrador quando se viu dentro do carro foram: "Que número de sapato você usa?", diz ela. "Qual era a sua idade, era casado, tinha filhos? Por que não tinha filhos?" Foi o que perguntei a ele." E por quê? "Sabia, porque no Aktenzeichen Xy...ungelost (programa de TV exibindo crimes reais ocorridos na Áustria) eles diziam que você precisa ter o máximo de informação possível sobre o criminoso." Ela sorri, lembrando da sua ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Primeiros dias&lt;/b&gt;. Ele a levou para sua casa, num bairro próspero da cidade chamado Strasshoff e colocou-a num minúsculo aposento no porão que, evidentemente, já vinha preparando havia um longo tempo. Ficava debaixo de um alçapão na garagem, a que se chegava descendo alguns degraus, passando por uma parede de concreto oca para o outro lado por uma pequena portinhola de metal, oculta detrás de um armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local era tão secreto e fortificado que era preciso uma hora para chegar até ele. Um aposento de cinco metros por cinco, vazio, à prova de som, sem janelas e com o som irritante da vibração de um ventilador de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mandou que ela tirasse sua mochila. Quando ela perguntou se poderia levá-la consigo, a resposta do homem foi alarmante: "Você pode ter um radiotransmissor escondido e usá-lo para pedir ajuda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma alegação estranha e paranoica - crianças de 10 anos não costumam ter aparelhos de transmissão nas suas mochilas. Mas, diz ela, "estava acostumada com pessoas adultas fazendo e dizendo coisas estranhas que não entendia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pediu que ele a cobrisse, lesse uma história e lhe desse um beijo de boa-noite. E tudo isso ele fez alegremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, o relacionamento foi relativamente fácil. Ou, pelo menos tão fácil quando um está preso num calabouço e o outro tem de manter todo o local oculto do mundo exterior, incluindo a mãe e o melhor amigo, Ernst Holzapfel, que o visitavam regularmente. Ele levava para ela croissants e brinquedos caros, como um trenzinho completo. Como se fosse um mecanismo de defesa, ela regredia psicologicamente à idade de um bebê dependente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então as coisas começaram ficar estranhas. Os presentes se tornaram menos interessantes. "Ele começou a me trazer antissépticos bucais e fita adesiva", diz ela. "Mas eu ainda estava feliz em ganhar aqueles presentes. Ficava feliz sempre que ganhava algum presente, mesmo que fosse um suco de laranja."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dizia que era um deus egípcio e ela decidiu que o mais fácil era aceitar o que ele dizia. "Às vezes quando ele me dava banho, eu me imaginava num spa. Quando me dava alguma coisa para comer, eu o imaginava um cavalheiro, que estava fazendo tudo aquilo para mim galantemente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos de adolescência, submeter-se às vontade dele ficou mais difícil e ela começou a se rebelar. Por exemplo, recusava-se categoricamente a chamá-lo de "mestre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Achava aquilo ridículo e bobo", diz ela. "Mas esse era o comportamento que sempre tive desde a pré-escola. Por exemplo, um menino dizia "sou o presidente", ou "sou o rei". Eu respondia "ora, eu sou uma princesa e você tem de fazer tudo o que eu mandar". É uma espécie de megalomania."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chegara então a vez de Priklopil adaptar-se à nova situação. Sua prisioneira não era mais tão dócil. Infelizmente, ele decidiu que a solução era desestruturá-la completamente para remodelá-la de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele queria mostrar cada vez mais que era mais forte do que eu, que eu tinha de obedecer sem questionar." E ele começou a espancá-la, constante e violentamente, negava-lhe comida e a mantinha no escuro por longos períodos. Instalou um interfone de modo que pudesse acordá-la no meio da noite, berrando insultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele era engenheiro na Siemens, daí suas habilidades técnicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando comíamos juntos, ele sempre pegava uma porção muito maior", diz ela. "Estava consciente de que eu não tinha nenhum direito. Além disso, ele começou a me ver como uma pessoa que poderia fazer trabalhos pesados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começou a levá-la para o andar superior para limpar a casa. Ela tinha de fazer isso seminua, com o olhar abaixado. Só podia falar quando ele desse sua permissão, caso contrário apanhava. No livro, ela escreve que a única coisa sobre a qual não quer falar é sobre abusos sexuais, mas que estes eram insignificantes, e mesmo quando começou a algemá-la à sua cama, ele só queria ficar abraçado a ela. E ela diz que decidiu que sobreviveria por causa de um fato ocorrido quando tinha 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Promessa.&lt;/b&gt; Como não havia adultos sadios, coerentes em sua existência, decidiu que se tornaria uma adulta. Numa visão vívida viu-se com 18 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E disse à visão: "Prometo para você que vou sair daqui. Ainda sou muito pequena. Mas quando você fizer 18 anos, vai ter força para vencer o sequestrador e libertar-se desta prisão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espancamentos continuaram nos seis anos seguintes. Às vezes, só conseguia evitá-los esmurrando o próprio rosto repetidamente, quase zombando, até que ele pedia que parasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou o suicídio, cortando os pulsos com uma agulha de tricô aos 14 anos. No entanto, houve também momentos de ternura. Às vezes, ele pedia desculpas, comprava-lhe presentes, falava do seu sonho de ter uma vida com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho que ele realmente confiava em mim", afirma. "Comigo ele podia se comunicar, agir apesar da doença. Acho que queria criar seu pequeno mundo perfeito com uma pessoa que estaria lá somente para ele."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a via como uma espécie de bela escrava ariana e uma companheira que o adorava. Contou-lhe que os judeus foram os responsáveis pelos atentados do 11 de Setembro, tingiu os cabelos dela de loiro e - depois de convencê-la de que qualquer tentativa de fuga significaria a morte para ela e para ele, e também para dezenas de outras pessoas - levou-a para esquiar. A jovem ariana esquiando ao seu lado numa montanha, "como se Leni Riefenstahl fosse a diretora do filme", ela ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, ele saiu algumas vezes com ela, equivalentes a 13 dias ao todo, para a farmácia, uma loja de ferragens, mas principalmente para flats vazios para alugar que ele reformava para o seu amigo, Ernst Holzapfel. E a obrigava a fazer trabalho pesado. Ela estava apavorada demais para fugir, para falar qualquer coisa às pessoas que encontrava - como o farmacêutico, ou o policial que parou o carro em uma blitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ela completou 18 anos. Nesse dia, olhou para ele e disse: "Você nos colocou numa situação da qual somente um poderá sair vivo. Eu realmente estou grata por você não me matar e por cuidar tão bem de mim. Foi muita bondade sua. Mas não pode me obrigar a ficar para sempre com você. Sou uma pessoa independente com necessidades próprias. Esta situação precisa acabar." Ela fechou os olhos esperando que a espancasse, mas não aconteceu nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez disso, abriu os olhos e viu que ele tinha uma expressão triste, de derrota. "Acho que ele entendeu que eu tinha chegado ao fim das minhas forças, que tinha me levado àquele ponto extremo. Eu estava totalmente esgotada, mas de certo modo isso me deu forças renovadas. Ele não tinha mais nenhum argumento para contestar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Momento decisivo.&lt;/b&gt; E então, poucas semanas mais tarde, ele a deixou sozinha no jardim por um momento, enquanto foi atender ao telefone, e ela simplesmente saiu pelo portão. Começou a correr, desesperadamente. Pediu às pessoas que passavam que a ajudassem, mas elas a ignoraram. Finalmente, encontrou alguém que se dispôs a chamar a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você acha que ele se resignou com a sua fuga?", pergunto. "É possível que ele previsse que isso iria acontecer", responde Natascha. "É possível que ele desejasse que isso acontecesse." Evidentemente, a situação deve ter ficado tremendamente difícil para ele com todo o estresse provocado por manter uma escrava secreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Priklopil foi falar com seu amigo Ernst Holzpfel. Ficaram rodando de carro por Viena durante três horas e ele confessou tudo. "Sou um sequestrador, um estuprador", contou. Então Holzapfel deixou-o sair do carro e Priklopil deitou-se nos trilhos da ferrovia até que um trem passou por cima de sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início Natascha recebeu inúmeras ofertas de ajuda, algumas bem estranhas: "Você poderia morar comigo e me ajudar no trabalho da casa. Estou oferecendo casa, comida, salário. Embora seja casado, tenho a certeza de que podemos chegar a um acordo", disse uma destas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas conta que as propostas pararam quando ela se recusou a fazer o papel da vítima - uma menina frágil precisando de ajuda - e tentou explicar aos entrevistadores as nuances da sua relação com o engenheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era bem essa a história que as pessoas queriam ouvir, e assim acharam que ela sofria da Síndrome de Estocolmo - um rótulo, afirma, que pretendia negar-lhe sua capacidade de julgar sua própria experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acho muito natural que alguém procure conhecer o seu sequestrador", ela diz. "Principalmente se você passa muito tempo com essa pessoa. É uma questão de empatia, de comunicação. Procurar a normalidade no quadro de um crime não é uma síndrome. É uma estratégia de sobrevivência." Ela para. "Mas as pessoas ficam entediadas quando falo isso. Algumas afirmam que eu deveria ser trancafiada de novo, que não há nada de especial no fato de ter sido trancada daquele jeito, que eu gostava daquilo, que aquilo foi bom para mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natascha comprou a casa de Strasshof para impedir que se tornasse um santuário de fanáticos insanos. Acha a sua fama "entediante e incômoda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sabia, quando estava no calabouço, que a história me tornaria famosa, mas pensava que seria uma experiência mais positiva, como ganhar a Olimpíada. Você está nas manchetes, as pessoas a admiram, e então acaba e fim. Nunca imaginei que encontraria tantas pessoas desagradavelmente curiosas que se recusam a manter distância de mim, pessoas sem educação. Também tive vários complexos, portanto ser uma pessoa conhecida só aumenta o incômodo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que tipo de complexos?" pergunto. "Inseguranças. Por que as pessoas olham de maneira tão estranha para mim e me tratam de um modo tão curioso? Então me lembro: Ah, sim! As pessoas me reconhecem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inesperadamente, ela se torna a âncora de um programa de entrevistas na TV. "Sempre quis entrevistar pessoas", fala. "Quando estava no cativeiro, ouvia o rádio e admirava os entrevistadores." Para e sorri. "E com certeza aprendi a conversar com as pessoas. Fui obrigada a ouvi-lo, e acho que isso foi muito positivo, porque muitas pessoas da minha idade não conseguem apenas ficar ouvindo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Deve ter sido uma boa lição sobre a natureza humana", digo. "Então vai querer ser jornalista?", pergunto. "Psicóloga", responde. "Embora antes, meu desejo era aprender duas profissões: de ferreiro e de sapateiro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo o que uma moça deseja na vida", diz seu agente do outro lado da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto se ela tem flashbacks. Encolhe os ombros. "Não esqueço de tudo isso, mas agora não é importante. Quero viver o momento. Mas às vezes, sim, tenho flashbacks."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto para ela: "O que traz estas lembranças para o presente?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando estou preocupada com uma situação em que alguém age de maneira semelhante. Como na minha vida privada. Vejo homens maltratando mulheres e agirem de modo possessivo com elas. Tenho flashbacks se as pessoas tentam me fazer comer quando não tenho fome. Na prisão, ele me tirava a comida, mas quando elas fazem o contrário, isto me tira a minha dignidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por acaso pergunta a estas pessoas por que estão agindo como o sequestrador?", eu pergunto. "Às vezes", responde. "Isso faz com que elas parem?" "Sim", responde ela sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Obra.&lt;/b&gt; E agora vamos ao livro de memórias. Por acaso, tentar penetrar na mente dele a ajudou do ponto de vista psicológico? "Gosto muito de fazer isso", responde. "Na realidade, provavelmente gosto até demais, e é por isso que procurei um terapeuta. Gosto de me colocar no lugar das pessoas e procurar sentir o que elas sentem. Por exemplo, se estou apaixonada por alguém, penso constantemente: "Por que ele disse aquilo daquele modo? Ele queria dizer aquilo mesmo? O que aconteceu na sua infância? Por que ele agiu daquela maneira?""&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Evidentemente, no caso do seu sequestrador, você tenta penetrar em uma mente que está completamente confusa e desordenada", digo. "Mas ele confiava em mim. Era capaz de abrir-se comigo e mostrar-me suas ideias e visões, embora fossem visões e ideias doentias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para, e daí a pouco continua. "Não quero fazer psicologia de programa de entrevistas, mas acho que tudo isto aconteceu porque ele era conservador demais por fora, excessivamente conformado e conformista, e acho que foi por isso que cometeu o crime. Ele tinha algo como uma fronteira entre o que a sociedade permitia e os seus desejos pessoais, e foi incapaz de conciliar as duas coisas". E depois - cansada de falar sobre tudo aquilo - ela toca uma música do seu iPhone para o pessoal que está na sala e borrifa um pouco do seu novo perfume no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Cronologia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sequestro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2 de março de 1998, a menina de 10 anos some a caminho da escola. Amiga diz que um homem colocou Natascha em um furgão branco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Investigações&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Policiais interrogaram mil donos de veículos, incluindo o sequestrador, o engenheiro Wolfgang Priklopil. Sua casa em Strasshof, a 16 km da cidade onde a criança vivia, nunca foi revistada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ajuda materna&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe de Priklopil, apesar de visitá-lo nos fins de semana e ajudar a limpar a casa e cozinhar, não sabia sobre a garota escondida pelo filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Violência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem era obrigada a chamá-lo de "meu senhor" ou "mestre". Quando adolescente, decidiu enfrentá-lo e passou a ser espancada, ficar noites trancada no escuro e sem comer. Aos 14 anos, chegou a tentar suicídio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Trabalhos forçados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natascha era levada para o andar superior da casa para serviços de limpeza. A jovem era obrigada a trabalhar seminua e sem olhar para o sequestrador, ou seria agredida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cativeiro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina é levada para um quarto construído embaixo da garagem, uma espécie de cofre com 25 metros quadrados, à prova de som e sem janelas, com uma cama, uma pia e um vaso sanitário. A comunicação era feita por um interfone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Abuso sexual&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natascha diz que eram insignificantes. Ele chegou a algemá-la para que ela dormisse abraçada a ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saídas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou o cativeiro 13 vezes. Seu raptor a levava a esquia. Na maioria das vezes, trabalhou na reforma de flats, fazendo trabalhos pesados. Numa das saídas, chegaram a ser parados em uma blitz por um policial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fuga&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 18 anos, Natascha limpava o carro do sequestrador quando ele se afastou para usar telefone, por causa do barulho causado pelo aspirador de pó. A menina aproveitou a ausência e fugiu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Suicídio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percebeu a fuga de Natascha, Priklopil, aos 44 anos, confessou o crime a um amigo e cometeu suicídio atirando-se numa linha de trem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Identificação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teste de DNA comprovou a identidade de Natascha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Programa de TV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois da fuga, a menina estreia um programa de entrevistas em uma emissora de TV austríaca. Ex-piloto Nikki Lauda foi o primeiro entrevistado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dona da prisão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jovem compra a casa em que viveu presa por 8 anos para evitar a curiosidade da população&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Acusações contra a mãe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigitte Sirny, mãe da jovem, foi acusada de planejar o sequestro para acobertar supostos abusos sexuais. A polícia encontrou fotos de Natascha seminua na casa da mãe, que foi inocentada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Biografia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos depois de escapar de seu sequestrador, Natascha lança livro contando como foi a vida no cárcere para que as pessoas saibam a sua versão da história. O caso também inspirou um filme, que deve ser lançado em 2012&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/03/caso-do-monstro-incentuoso.html"&gt;Caso do monstro incestuoso.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3578831277583110397?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3578831277583110397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/natascha-relata-os-horrores-do-seu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3578831277583110397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3578831277583110397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/natascha-relata-os-horrores-do-seu.html' title='Natascha relata os horrores do seu cativeiro de 10 anos'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TI07kTBcQRI/AAAAAAAAP94/x7w2kpSsD-w/s72-c/Natascha+Kampusch.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-8751836179171217693</id><published>2010-09-12T12:17:00.003-03:00</published><updated>2010-09-12T12:20:39.203-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><title type='text'>'Há mais escravos no mundo hoje que em qualquer outro período'</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Carolina Rossetti&lt;/b&gt;, do Estado de S.Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TIzuwuN0ZdI/AAAAAAAAP9w/zvsBwKcRrvE/s1600/prostitutos+brasileiros.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TIzuwuN0ZdI/AAAAAAAAP9w/zvsBwKcRrvE/s320/prostitutos+brasileiros.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Escravos sexuais brasileiros&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Com o livro inaugural Disposable People (algo como Pessoas Descartáveis), publicado em 1999, o sociólogo americano Kevin Bales tinha intenção de chocar o mundo. Queria abrir os olhos dos que achavam que escravidão era ranço do passado. Dez anos e seis livros mais tarde, sempre investigando o mesmo tema, Bales agora quer provar que a devastação ambiental tem íntima relação com a escravidão moderna - seu sétimo livro será sobre isso. Reconhece que a conscientização sobre o problema aumentou, mas ainda há um longo caminho para se chegar à abolição universal.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Fundador da organização Free the Slaves, criada para articular esforços globais em torno do problema, para Bales a escravidão nunca deixou de existir, apenas mudou de forma. Há mais escravos no mundo hoje que em qualquer período da história. E a vida deles não vale um vintém. Otimista, Bales não acha difícil extirpar esse câncer. Conhecimento para tanto, temos. O que falta é decisão política e recursos. Ele é categórico ao afirmar que o Brasil, apesar de muitas limitações, tem o que ensinar ao mundo nesse campo. Saiba por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que é ser escravo hoje em dia?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante minhas pesquisas pelo mundo, percebi que existem dois perfis de escravos. Há os escravizados já no feto, que nascem mercadoria, particularmente na Ásia. Esses geralmente trazem um vazio nos olhos. Estão paralisados na vida, sem alternativa. E há os escravos que nascem livres, como os carvoeiros que conheci no Brasil. Eles caem na armadilha dos gatos, transpiram angústia, mas querem retomar a vida. Vivem num movimento pendular que alterna esperança e desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em Disposable People, o senhor estima em 27 milhões o número de escravos no mundo, o maior da história. A escravidão foi alguma vez abolida?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Nunca houve um dia na terra sem escravidão. Os primeiros documentos escritos da humanidade, que datam de 5 mil anos, incluem relatos de escravidão. Ela faz parte de nossa história desde o primeiro dia da era escrita e achamos que seja até pré-histórica. Mas certamente houve países, culturas e comunidades sem escravos. Ser escravo não é o estado natural do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se a escravidão é uma constante na história, como a ONG que o senhor dirige, a Free the Slaves, prevê exterminá-la em 25 anos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você prefere viver com ou sem esperança? Claro que é um projeto ousado, mas não o considero demasiadamente utópico. Admito que atingir essa meta exigirá muita cooperação e muitos recursos. E isso ainda não está disponível, mesmo que o custo de abolir a escravidão não seja lá tão alto em termos globais. Lembre-se de quando se erradicou a varíola. Foi há quase 20 anos que os países se reuniram para bater o martelo e decidir: vamos eliminar essa praga para sempre! Pois bem, é desse tipo de ação conjunta que precisamos. A escravidão trabalha nos limites da humanidade, vive na marginalidade da sociedade global. É crime em quase todos os países e a maioria dos cidadãos no mundo a considera moralmente errada. A escravidão moderna está próxima da extinção. Precisamos dar o empurrão final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Saber que ainda existem escravos no mundo surpreende...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo estava cego para esse problema até há alguns anos. Muitos de nós pensávamos que a única forma de escravidão era aquela do passado, a "escravidão legalizada". E a reduzíamos à imagem de africanos trabalhando em canaviais ou fazendas de algodão. Com a explosão populacional que se seguiu ao fim da 2ª Guerra e, posteriormente, com desmantelamento da União Soviética, surge um contingente imenso de pessoas vulneráveis que caem nas mãos de redes criminosas. Não fomos capazes de ver isso de imediato, mesmo ocorrendo debaixo do nosso nariz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A vida humana está mais barata hoje?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza. Essa foi uma das grandes surpresas que tive na minha pesquisa. No passado os escravos eram caríssimos. Comprar um escravo equivalia a comprar um equipamento sofisticado, como um trator ou um caminhão. Hoje existe um contingente enorme de pessoas em estado de vulnerabilidade social e relativamente fáceis de escravizar. Nos Estados Unidos é possível comprar um escravo doméstico por uns US$ 6 a 7 mil. Na Índia, são necessários míseros US$ 30. Ou nem isso. Em lugar de grandes somas para comprar um escravo, é só dizer para o pobre coitado: "Suas crianças estão famintas, você não tem emprego, aqui não há esperança para você. Pula já neste caminhão e vem comigo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como o Brasil se situa nesse cenário?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que estive no Brasil foi há 13 anos, no período da redemocratização. O governo brasileiro de então, assim como outros naquele tempo, não compreendia a extensão do problema e fazia pouco ou nada para impedir o trabalho escravo. A situação mudou. O governo Lula talvez tenha sido o mais eficiente do mundo no combate ao trabalho escravo. Diferentemente da maioria dos países, o Brasil montou a chamada "lista suja", que é divulgada na internet e lista empresas que utilizam trabalho escravo. É uma inovação maravilhosa que, pelo o que sei, nenhum outro país tem igual. Mas isso não dá ao Brasil nota 10, apenas nota 7. Ainda há muito por fazer. O país precisa treinar melhor os promotores e procuradores, priorizar processos que envolvam exploração trabalhista, tráfico de pessoas e escravidão, e garantir a punição dos criminosos. Outro problema é a reincidência. Muitos brasileiros que foram traficados para o exterior, ou explorados no país mesmo, acabam voltando à situação de exploração. O Brasil poderia evoluir inspirando-se nas leis da Índia, que, apesar de ter o maior número de escravos do mundo, tem o sistema legal mais avançado. Lá um ex-escravo recebe apoio financeiro por alguns anos, para ajudá-lo a se estabilizar na vida. Isso faz diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como permitir o livre ir e vir sem recorrer a restrições mais rígidas de imigração e ao mesmo tempo impedir o tráfico de pessoas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma questão difícil para muitos países. A chave é abrir um canal para facilitar e agilizar a imigração legal e segura. Se as pessoas sentem que precisam sair de seus países e tentar uma vida fora, elas merecem uma chance de fazer isso na legalidade. Outra solução é convencê-las a não abandonar seus países e ajudá-las a construir suas vidas com dignidade em seu local de origem. Sei que isso é difícil particularmente para residentes de países africanos imersos em guerra civil, violência e corrupção. Mas, de todo modo, é preciso haver informação sobre os perigos que se corre hoje ao imigrar ilegalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na semana passada, foram encontrados 70 brasileiros traficados para a Espanha para trabalhar como garotos de programa. Todos haviam contraído dívidas com os aliciadores para a emissão de passaporte e compra da passagem de avião. Essa é a forma mais comum de coerção?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma forma bastante usada, não sei se é a mais comum. Existem basicamente três categorias de escravidão. A mais rara é a que se dá antes mesmo de a pessoa nascer e ocorre principalmente em países africanos e árabes. Nesse caso, filhos de escravos nascem escravos, são vendidos e trocados. A escravidão por contrato usa a boa-fé da vítima para submetê-la a uma condição ilegal de trabalho. Já na escravidão por dívida a pessoa, mesmo trabalhando exaustivamente, não consegue se libertar: a dívida só aumenta, porque não é real, é um truque. Pressiona psicologicamente. Às vezes, é mais fácil, barato e eficiente, no lugar de ter que manter a vítima sob fiscalização a todo momento, conseguir controlar a mente da pessoa, pois o corpo fica manso e obediente. Um bom capataz sabe controlar as emoções da vítima, criando momentos de alívio para depois levá-la ao desespero novamente. É como treinar um animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vítimas de tráfico de pessoas mais homens ou mulheres?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas indicam que a proporção é quase igual para ambos os sexos. O que intriga nesse caso dos brasileiros na Espanha é que são homens explorados no mercado do sexo. Isso, embora não seja novidade, ocorre menos. Geralmente, homens são explorados em sua força de trabalho. A escravidão voltada para a exploração trabalhista é disparado a mais comum, depois vem a sexual. O problema da Espanha não são as brasileiras ou os brasileiros que vão para lá trabalhar no mercado do sexo. O xis do problema é a ideia que muitos homens têm de que podem usar violência ou dinheiro para obter satisfação sexual. E a solução só virá quando as pessoas entenderem que tratar os outros como commodity sexual é desumano e criminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um obstáculos no atendimento às vítimas de tráfico de pessoas, especialmente as exploradas sexualmente, é que muitas não se veem como vítimas. Entendem que a decisão de testar o inesperado foi autônoma e os abusos, resultado de sua escolha. Como lidar com esse perfil?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos essa mesma reação em mulheres vítimas de violência doméstica. Com frequência elas se culpam por ter escolhido aquele marido ou por não ter lavado a louça ou posto a mesa antes de ele chegar em casa. Acabam assumindo a responsabilidade pelo abuso e absolvendo o agressor. Em se falando de vítimas de tráfico de pessoas que foram enganadas, submetidas a abusos físicos e exploradas sexualmente, precisamos dar aconselhamento psicológico não idêntico, mas semelhante ao dispensado às mulheres vítimas de violência doméstica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Há casos em que vítimas de tráfico ou de escravidão se tornam aliciadores e recrutam outras vítimas. Como o senhor vê esses indivíduos do ponto de vista jurídico?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mudança de papéis não é pouco usual. Mulheres traficadas, ao tentar ganhar algum tipo de poder e controle sobre suas vidas, acabam entrando na organização criminosa e passam recrutar amigas, irmãs e vizinhas. Portanto, de vítimas tornam-se parte do crime. E sabem melhor do que ninguém a dor que estão infligindo ao outro. É válido, portanto, que sejam tratados como criminosos, embora a punição deva ser diferente, pois é claro que precisam também de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De que forma a destruição ambiental potencializa a escravidão?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante que o Brasil entenda essa relação: não é só a destruição dos recursos naturais que empurra cidadãos para a condição de escravo, mas em muitos casos o tipo de trabalho usado para efetuar essa destruição é escravo. Criminosos rompem leis ambientais, invadem áreas de preservação, exploram minério em locais proibidos, fazendo pouco caso das leis e escravizando empregados. A destruição ambiental tem impacto na vida das pessoas. Indígenas, ribeirinhos e pequenos agricultores, ao verem destruída sua fonte de subsistência, se tornam muito mais vulneráveis a propostas de emprego pouco confiáveis que resultam em trabalho forçado. É um ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O tráfico de pessoas é um crime transnacional e o desmantelamento de organizações criminosas desse tipo depende da cooperação entre nações. Avançamos nesse quesito?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os países membros da ONU assinaram a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional e o Protocolo Adicional de Palermo, que preveem a cooperação internacional nesse sentido. Sabemos o que precisa ser feito, resta saber se os governos vão dar ao tema a prioridade necessária. No livro Ending Slavery, faço uma comparação entre Brasil e Japão porque neste, apesar de ser um país rico e contar com uma polícia bem preparada, o número de pessoas escravizadas é extremamente alto. O Japão não dispõe de boas leis nem de programas sociais contra a escravidão. Mesmo tendo poder e recursos para atacar o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como tornar a escravidão um empreendimento não lucrativo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimativas conservadoras calculam que a escravidão moderna movimenta entre US$ 30 e US$ 40 bilhões por ano. Para níveis de economia global isso representa uma parcela pequena, é trocado. Podemos atacar o problema partindo de dois flancos. Por um lado, tornar impossível o trabalho escravo, com a perseguição e prisão dos criminosos. A outra abordagem é justamente a ‘lista suja" desenvolvida no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/08/policia-da-espanha-desmonta-rede-que.html"&gt;Polícia da Espanha desmonta rede que usa prostitutos brasileiros&lt;/a&gt;. (agosto de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt;&lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/02/pesquisador-estima-que-existem-no-mundo.html"&gt; Pesquisador estima que existam no mundo 29 milhões de escravos. &lt;/a&gt;(fevereiro de 20090&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-8751836179171217693?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/8751836179171217693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/ha-mais-escravos-no-mundo-hoje-que-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8751836179171217693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/8751836179171217693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/ha-mais-escravos-no-mundo-hoje-que-em.html' title='&apos;Há mais escravos no mundo hoje que em qualquer outro período&apos;'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TIzuwuN0ZdI/AAAAAAAAP9w/zvsBwKcRrvE/s72-c/prostitutos+brasileiros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1904977875600317625</id><published>2010-09-12T03:44:00.000-03:00</published><updated>2010-09-12T03:44:25.420-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Talvez esteja na hora de Hawking deixar Deus em paz</title><content type='html'>&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;por &lt;b&gt;Marcelo Gleiser&lt;/b&gt;, para a Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Stephen Hawking&lt;/b&gt; (foto), o famoso físico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, está mais uma vez ocupando manchetes e blogs pelo mundo afora. A razão é a publicação de seu livro "O Grandioso Design" ("The Grand Design"), com Leonard Mlodinow, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TIx2Pd5VOUI/AAAAAAAAP9o/2YNeUBjcJYI/s1600/Stephen+Hawking.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TIx2Pd5VOUI/AAAAAAAAP9o/2YNeUBjcJYI/s320/Stephen+Hawking.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;A atenção é consequência da afirmação feita por Hawking de que a física resolveu a questão da origem do Universo e que, portanto, Deus não é necessário. Na verdade, isso não passa de mais uma batalha numa guerra um tanto longa e inútil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Em seu bestseller "Uma Breve História do Tempo", publicado em 1988, Hawking escreveu: "Se o Universo é contido em si mesmo, sem borda ou fronteira, não teria começo ou fim: simplesmente seria. Neste caso, qual o lugar de um criador?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante: "Se descobrirmos uma teoria completa, filósofos, cientistas e o público leigo tomariam parte na discussão de por que o Universo e nós existimos. Se encontrarmos a resposta, seria o grande triunfo da razão humana, pois, então, conheceríamos a mente de Deus".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Hawking afirma que tem novos argumentos que colocam Deus para escanteio de vez. Será?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;A ideia dele, que já circula de formas diferentes desde os anos 70, vem do casamento da relatividade e da mecânica quântica para explicar a origem do Universo, isto é, como tudo veio do nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, usamos as propriedades atrativas da gravidade para mostrar que o cosmo é uma solução com energia zero (o "nada" de onde tudo vem) das equações que descrevem sua evolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Segundo, como na mecânica quântica (que descreve elétrons, átomos etc.) tudo flutua, o Universo pode ser resultado de uma flutuação de energia nula a partir de uma entidade que "contêm" todos os Universos possíveis, o multiverso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Nosso Universo é o que tem as propriedades certas para existir por tempo suficiente -quase 14 bilhões de anos- para formar estrelas, planetas e também vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Em meu livro "Criação Imperfeita", publicado em março, argumento exatamente o oposto. Descrevo como afirmações que defendem a existência de uma "teoria de tudo" são incompatíveis com a física.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;As teorias que Hawking e Mlodinow usam para basear seus argumentos -teorias-M, vindas das supercordas- têm tanta evidência empírica quanto Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;É lamentável que físicos como Hawking estejam divulgando teorias especulativas como quase concluídas. A euforia na mídia é compreensível: o homem quer ser Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;O desafio das teorias a que Hawking se refere é justamente estabelecer qualquer traço de evidência observacional, até agora inexistente. Não sabemos nem mesmo se essas teorias fazem sentido. Certas noções, como a existência de um multiverso, não parecem ser testáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Ademais, a existência de uma teoria final é incompatível com o caráter empírico da física, baseado na coleta gradual de dados. Não vejo como poderemos ter certeza de que uma teoria final é mesmo final.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Como nos mostra a his&lt;/span&gt;tória da ciência, surpresas ocorrem a toda hora. Talvez esteja na hora de Hawking deixar Deus em paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&amp;gt; &amp;nbsp;&lt;a href="http://ntegras.blogspot.com/2010/09/foi-o-universos-que-se-criou-e-nao-deus.html"&gt;Foi o universo que se criou, e não Deus, diz Hawking.&lt;/a&gt; (setembro de 2010)&lt;/div&gt;&lt;div style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1904977875600317625?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1904977875600317625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/talvez-esteja-na-hora-de-hawking-deixar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1904977875600317625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1904977875600317625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/talvez-esteja-na-hora-de-hawking-deixar.html' title='Talvez esteja na hora de Hawking deixar Deus em paz'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TIx2Pd5VOUI/AAAAAAAAP9o/2YNeUBjcJYI/s72-c/Stephen+Hawking.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-7190195256779036043</id><published>2010-09-11T06:24:00.004-03:00</published><updated>2010-11-20T12:42:05.634-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Nova explicação para o baixo QI: infecções parasitárias</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Drauzio Varella&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para a Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se medir a inteligência de alguém já é tarefa inglória, imagine estimar seus valores médios em populações inteiras. Talvez não exista na biologia campo mais sujeito a interpretações contraditórias, preconceituosas e apaixonadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TItJz1jsQ8I/AAAAAAAAP9Q/dGFheQkPzf4/s1600/qi.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TItJz1jsQ8I/AAAAAAAAP9Q/dGFheQkPzf4/s1600/qi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 1990, foi descrito o efeito Flynn, segundo o qual ocorrem aumentos significantes das médias do quociente de inteligência (QI) em curtos intervalos de tempo, à medida que as nações se desenvolvem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, Lynn e Vanhanen fizeram a primeira tentativa de relacionar inteligência com desenvolvimento econômico, ao publicar um estudo sobre o QI médio dos habitantes de 81 países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, N. Broder levantou a hipótese de que a inteligência, assim como outros traços psicológicos, é altamente plástica, portanto adaptável ao ambiente. Como consequência, tende a crescer com a escolaridade e com os desafios cognitivos impostos pelo meio, como os que surgem na migração do campo para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado no fato de que os níveis nacionais de QI são menores nos países com mortalidade infantil elevada e naqueles em que os bebês nascem com baixo peso, Broder concluiu que saúde e nutrição podem afetar a inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que os estudos não esclarecem, no entanto, é se existe relação de causa e efeito entre essas variáveis, isto é, se a instrução ativa a inteligência ou se indivíduos mais inteligentes estudam mais. O mesmo vale para os que abandonam a agricultura para tentar a sorte na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas conclusões retiradas de vários estudos dão ideia da complexidade dessas interações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O QI de uma população é menor nos países em que as temperaturas permanecem mais altas durante o inverno. Tem certa lógica: frio e neve exigem maior criatividade para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Como regra, quanto mais distante da Etiópia estiver o país, mais alto o QI de seus habitantes. Tem a mesma lógica: quanto mais se afastou da terra natal, mais desafios adaptativos o homem foi obrigado a vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você, leitor que resistiu com bravura à introdução, está reservada a cereja do bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristopher Eppig e colaboradores escreveram um artigo na prestigiosa Proceedings of The Royal Society, propondo uma explicação unificadora, daquelas que nos deixa a sensação do por que não pensei nisso antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo eles, as causas apresentadas estão por trás de uma variável bem mais relevante: as infecções parasitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista energético, o cérebro é o órgão do corpo humano que mais consome energia: 87% no recém-nascido, 44% aos cinco anos; 34% aos dez; 23% nos homens e 27% nas mulheres adultas.&lt;br /&gt;As infecções parasitárias interferem com o equilíbrio energético: 1) alguns microrganismos se alimentam de tecidos humanos que precisam ser reparados. 2) outros vivem nos intestinos e prejudicam a absorção de nutrientes. 3) para multiplicar-se, os vírus dependem da maquinaria de reprodução da célula, processo que exige energia. 4) o hospedeiro infectado precisa investir energia para ativar o sistema imunológico; por longos períodos, nas infecções crônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diarreias na infância têm custo energético especialmente elevado. Primeiro, por causa da alta prevalência -estão entre as duas principais causas de óbitos em menores de cinco anos. Além disso, porque elas dificultam o aproveitamento de nutrientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quadros diarréicos de repetição durante os primeiros cinco anos de vida podem privar o cérebro das calorias necessárias para o desenvolvimento pleno e comprometer a inteligência para sempre.&lt;br /&gt;Diversos trabalhos demonstraram que infecções parasitárias e QI trilham caminhos opostos. Um deles, realizado no Brasil pelo grupo de Jardim-Botelho, mostrou que crianças escolares com ascaridíase apresentam performance mais medíocre nos testes de capacidade cognitiva. E, mais, naquelas parasitadas por mais de um verme intestinal os resultados são piores ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hipótese de que infecções parasitárias prejudicariam o desenvolvimento da inteligência explica porque a média do QI aumenta rapidamente quando um país se desenvolve (efeito Flynn), porque o QI é mais alto nas regiões em que o inverno é mais frio (menos parasitoses) e porque nos países pobres os valores médios do QI são mais baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, existem 38 milhões de residências sem esgoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2008/06/descrentes-em-deus-tm-qi-mais-alto.html"&gt;Descrentes em Deus têm QI mais altos, diz estudo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;junho de 2008&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/11/artigos-de-drauzio-varella.html"&gt;Artigos de Drauzio Varella.&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-7190195256779036043?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/7190195256779036043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/nova-explicacao-para-o-baixo-qi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7190195256779036043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/7190195256779036043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/nova-explicacao-para-o-baixo-qi.html' title='Nova explicação para o baixo QI: infecções parasitárias'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TItJz1jsQ8I/AAAAAAAAP9Q/dGFheQkPzf4/s72-c/qi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3751127655769814124</id><published>2010-09-02T13:42:00.002-03:00</published><updated>2011-06-18T22:33:19.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Foi o universo que se criou, e não Deus, diz Hawking</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TH_Txzh5xqI/AAAAAAAAP50/h8QLdfdv-_U/s1600/Stephen+Hawking.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TH_Txzh5xqI/AAAAAAAAP50/h8QLdfdv-_U/s400/Stephen+Hawking.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;da &lt;b&gt;Reuters&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não criou o universo e o "Big Bang" foi uma consequência inevitável das leis da física, argumenta o eminente físico teórico britânico &lt;b&gt;Stephen Hawking&lt;/b&gt; (foto) em um novo livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "The Grand Design" (O Grande Projeto, tradução livre), escrito conjuntamente com o físico norte-americano Leonard Mlodinow, Hawking diz que uma nova série de teorias tornava a ideia de um criador do universo um conceito redundante, segundo o diário britânico The Times, que publicou trechos do livro nesta quinta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por existir uma lei como a da gravidade, o universo pode e irá se criar a partir do nada. A criação espontânea é o motivo pelo qual existe algo além do nada, por que o universo existe, e por que nós existimos", escreve Hawking.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é necessário invocar Deus para iniciar uma reação e impulsionar o andamento do universo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hawking, de 68 anos, que conquistou reconhecimento mundial com seu livro "Uma Breve História do Tempo", de 1988, um registro das origens do universo, é renomado por seu trabalho sobre buracos negros, cosmologia e gravidade quântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1974, o cientista está trabalhando para casar dois pilares da física moderna — a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, relacionada à gravidade e fenômenos em grande escala, e a teoria quântica, referente a partículas subatômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus mais recentes comentários sugerem que ele rompeu com suas ideias anteriores sobre religião. Anteriormente, ele escreveu que as leis da física significavam que simplesmente não era necessário acreditar que Deus teria participado do Big Bang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse em "Uma Breve História do Tempo": "Se descobrirmos uma teoria completa, seria o triunfo definitivo da razão humana — pois então compreenderemos a mente de Deus."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu último livro, ele disse em 1992 que a descoberta da órbita de outra estrela além do Sol ajudava a desconstruir a visão do pai da física, Isaac Newton, de que o universo não poderia ter surgido do caos, mas foi criado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso faz as coincidências de nossas condições planetárias — um único Sol, uma combinação de sorte de uma distância entre a Terra e o Sol e a massa solar, muito menos impressionante, e evidência muito menos convincente de que a Terra foi criada cuidadosamente apenas para agradar aos seres humanos", diz ele no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hawking consegue falar apenas por um sintetizador de voz computadorizado, em decorrência de uma neurodistrofia muscular que avançou nos últimos anos e o deixou quase completamente paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começou a sofrer da doença em seus 20 e poucos anos, mas conseguiu se estabelecer como uma das maiores autoridades no mundo científico. O físico também teve participação especial no filme "Jornada nas Estrelas" e nos desenhos animados "Futurama" e "Os Simpsons".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado ele anunciou que estaria deixando o cargo de professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge que mantém desde 1979. O posto já foi anteriormente assumido por Newton.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2010/06/ciencia-vai-ganhar-da-religiao-afirma.html"&gt;Ciência vai ganhar da religião, afirma Stephen Hawking.&lt;/a&gt; (junho de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2011/06/ciencia-versus-religiao.html"&gt;Ciência versus religião.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-3751127655769814124?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/3751127655769814124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/foi-o-universos-que-se-criou-e-nao-deus.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3751127655769814124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/3751127655769814124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/09/foi-o-universos-que-se-criou-e-nao-deus.html' title='Foi o universo que se criou, e não Deus, diz Hawking'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/TH_Txzh5xqI/AAAAAAAAP50/h8QLdfdv-_U/s72-c/Stephen+Hawking.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-1749014579402585855</id><published>2010-08-29T16:19:00.001-03:00</published><updated>2010-08-29T16:25:07.791-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Homeopatia é uma fraude que já dura 200 anos?</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Marcelo Leite&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Claudia Colluci&lt;/b&gt;, da Folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THqx65e4l_I/AAAAAAAAP4E/G9JtUzCXVoY/s1600/homeopatia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THqx65e4l_I/AAAAAAAAP4E/G9JtUzCXVoY/s1600/homeopatia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A a doutrina médica a homeopatia defende, como sugerem as raízes gregas do nome, que a semelhança ("homeo") entre efeitos ("pathos") de uma doença e os de uma droga bastam para elegê-la como medicamento.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se ingerir chumbo paralisa os músculos e pode levar à morte, também poderia ser um tratamento de paralisias similares. Tido como uma lei da natureza há mais de 200 anos, o princípio se encontra sob fogo cerrado da medicina convencional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre veneno e remédio, para homeopatas, está na dose. Em quantidades mínimas, não só o efeito desaparece como troca de sinal, por assim dizer: diluída, a substância se tornaria capaz de despertar uma ação regeneradora do organismo. Quanto maior a diluição, mais potente seria o medicamento homeopático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DEBATE APAIXONADO&lt;/b&gt; - O princípio da semelhança já é difícil de aceitar para a ciência experimental, núcleo da medicina baseada em evidências, que almeja proscrever a homeopatia. Somado ao da diluição radical, que resulta em remédios compostos só de água, configura-se como charlatanismo aos olhos do pesquisador tradicional. No Reino Unido, o debate apaixonado chegou a ponto de questionar se o governo deve continuar pagando tratamentos e pesquisas sem base científica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Rubens Dolce Filho, presidente da Associação Paulista de Homeopatia e professor na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), exerce tanto a alopatia como a homeopatia e não vê incompatibilidade. "Se a homeopatia fosse uma porcaria, já teria acabado 200 anos atrás. Eu não sou louco." Para ele, a homeopatia tem suas limitações, mas não é uma fraude.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"A homeopatia está entre os piores exemplos de medicina baseada na fé", contestam Michael Baum e Edzard Ernst na edição de novembro do periódico "The American Journal of Medicine". Médico e pesquisador alemão, Ernst trabalhou com homeopatia em Viena; hoje professor de medicina complementar na Universidade de Exeter e Plymouth (Reino Unido), tornou-se um de seus mais ácidos críticos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Esses axiomas não estão só em desalinho com fatos científicos, mas também em direta oposição a eles", diz o artigo. "Devemos manter a mente aberta para astrologia, motos-perpétuos, alquimia, abdução por aliens e visões de Elvis Presley? Não, e temos a satisfação de admitir que nossas mentes se fecharam para a homeopatia da mesma maneira."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;São palavras incomuns numa publicação médica, ainda que outra prestigiada revista, "Lancet", tivesse decretado a morte da homeopatia quatro anos antes. Ernst disse coisas semelhantes num depoimento ao Parlamento britânico. A Câmara dos Comuns lançou em 2009 uma ofensiva contra a homeopatia por meio de seu Comitê de Ciência e Tecnologia. A conclusão do relatório final, publicado na internet em fevereiro, não poderia ser mais severo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Ao oferecer a homeopatia no NHS [Serviço Nacional de Saúde] e ao permitir que a MHRA [Agência Reguladora de Remédios e Produtos de Saúde] licencie produtos que depois aparecem nas prateleiras das farmácias, o governo corre o risco de endossar a homeopatia como sistema médico eficaz. [...] A homeopatia não deve ser financiada pelo NHS, e a MHRA deveria parar de licenciar produtos homeopáticos."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Sociedade de Homeopatas do Reino Unido reagiu acidamente à comissão. Acusou-a de ignorar as evidências apresentadas, como um total de 74 estudos sobre a eficácia da homeopatia, 63 deles positivos para a terapêutica alternativa. O relatório parlamentar, por seu turno, acusa os homeopatas de manipulação da literatura médica, privilegiando estudos positivos para confundir o público.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Perguntamo-nos se algum tipo de evidência demoveria médicos homeopatas de sua autoilusão", afirmam Baum e Ernst no comentário em que fecham as mentes para a doutrina, "e os desafiamos a projetar um ensaio metodologicamente sólido que, se negativo, os convença a abandonar o ramo."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"A homeopatia permaneceu como a esfinge entre os sistemas contemporâneos de medicina", já havia constatado anos antes o filósofo alemão Peter Sloterdijk (pronuncia-se "sloterdáic"), no discurso que proferiu em 1996, por ocasião do bicentenário da homeo-patia. "Um bloco errático no meio da civilização técnica, ao mesmo tempo plausível e incrível, enigmático e eficaz, uma efígie do ontem e do amanhã."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REPERTORIZAÇÃO&lt;/b&gt; - O consultório de Marcus Zulian Teixeira, 52, fica no bairro paulistano de Pinheiros, a um quarteirão da Faculdade de Medicina da USP. É lá que ele se formou e hoje pesquisa e dá aulas. Exíguo e funcional, o espaço sugere tratar-se de um médico de razoável sucesso, ainda que não enriquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciada uma consulta, a sucessão de perguntas parece não ter fim. O paciente, no sentido mais literal da palavra, terá de dizer de que lado dorme, como anda o apetite, se tem sonolências ou se é calorento. E a dor de cabeça que o traz ali, aparece mais do lado direito ou esquerdo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A lista crescente de sintomas alimenta um programa chamado "repertório digital de homeopatia". O computador reage a ela relacionando medicamentos adequados para cada condição, de arnica a zinco. Para a dor de cabeça destra, surgem 106 nomes na tela. Para calores, 170. O sono sobre o lado direito do corpo está associado com sete substâncias, entre elas a camomila.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O processo, conhecido como "repertorização", segue em frente, hierarquizando os sintomas segundo a intensidade, até que o homeopata se fixe no remédio único para tratar o indivíduo à sua frente -e não a doença específica que o levou ao consultório. É o início de uma terapia que pode consumir semanas, meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira está entre os homeopatas que escolheram lutar com as armas da medicina baseada em evidências. Depois de formar-se em agronomia e enveredar pela agricultura biodinâmica, foi estudar medicina, aos 27 anos, para tornar-se homeopata. Por seis anos frequentou a Faculdade de Medicina da USP sem mencionar a ninguém sua intenção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quase duas décadas depois, ministra lá a disciplina de graduação fundamentos da homeopatia. Pesquisou durante cinco anos a rinite alérgica de 54 pacientes para delimitar o efeito placebo e separá-lo da contribuição terapêutica específica de medicamentos homeopáticos, estudo que defendeu em 2009 como tese de doutorado e publicou em artigo no periódico especializado "Homeopathy".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Teixeira afirma ser possível desenvolver metodologias para realizar estudos que respeitem o princípio da individualização, ou seja, um remédio para cada paciente e seu quadro peculiar de sintomas. Isso não ocorre em testes convencionais de medicamentos, alega, pois estes têm por alvo um tratamento único em comparação com outro. Seria preciso, além disso, um estudo com a participação de muitos centros de pesquisa para conseguir recrutar uma amostra grande de pacientes. O custo subiria para a casa dos milhões de dólares, inviável para o setor marginal da homeopatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PLACEBO&lt;/b&gt; - A homeopatia tem sim alguma eficácia, como qualquer medicamento, inócuo ou não para determinada doença, que seja testado em seres humanos. Mesmo que tomem apenas pílulas de farinha, após cair no grupo de controle de um teste clínico, algumas pessoas verão sua saúde melhorar, mostram inúmeros estudos, por acreditarem estar tomando um remédio eficaz. Mas não se obteve consenso sobre o fulcro da questão -se homeopatia ocasiona algo mais que o efeito placebo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se for só isso, placebo, a terapia se torna eticamente indefensável, pois prescreveria dose cavalar de logro na relação médico-paciente. Pois é justamente uma relação melhor entre eles que muitas pessoas parecem buscar na homeopatia, sucesso de público há séculos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O alívio oferecido pela medicina complementar e alternativa, que inclui homeopatia e acupuntura, compõe desde 2006 o arsenal curativo reconhecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com sua Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, formulada pelo Ministério da Saúde em acordo com diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, realizaram-se 326.379 consultas homeopáticas pelo SUS. O custeio da homeopatia mais que quintuplicou numa década, atingindo R$ 3,2 milhões no ano passado, com a distribuição de medicamentos a partir de 2006. Estima-se que existam no Brasil cerca de 15 mil homeopatas, 4,4% dos 340 mil médicos. No SUS, a parcela é ainda menor: 535, ou 0,2% dos 280 mil profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, segundo a OMS, 2,5 milhões de pessoas recorrem à homeopatia, com gasto equivalente a R$ 5 bilhões anuais. Valor similar se atribui ao mercado mundial de medicamentos homeopáticos, que tem metade da demanda na Europa (sobretudo na Alemanha e na França) e o restante dividido principalmente por EUA e Índia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A Índia tem 400 mil homeopatas e 307 hospitais especializados nela. Na antiga metrópole, Reino Unido, restam quatro hospitais (um foi fechado em 2009). A homeopatia pode estar na mira do Parlamento, mas é a preferida da família real -príncipe Charles à frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ARTES DA CURA&lt;/b&gt; - Em 2010, completam-se 200 anos da publicação do "Organon da Arte de Curar", obra do alemão Samuel Hahnemann (1755-1843) que estabeleceu a homeopatia. No ano que vem será festejado o bicentenário de sua monumental "Materia Medica Pura", que homeopatas cuidam de citar pelo título em latim, sem os acentos. Os primeiros artigos de Hahnemann sobre homeopatia, porém, datam de 1796.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo numa época em que a medicina convencional envenenava e sangrava pacientes, a implausibilidade dos princípios homeopáticos já chocava. Em 1842, um ano antes da morte de Hahnemann e dois após a introdução da homeopatia no Brasil, sua doutrina já era ridicularizada pelo médico e escritor americano Oliver Wendell Holmes (1809-94, pai de um célebre juiz de mesmo nome na Suprema Corte).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O médico proferiu duas conferências na Sociedade Bostoniana para Difusão do Conhecimento Útil, reunidas sob o título "Homeo-patia e seus Delírios Afins". A objeção principal se voltava contra a doutrina -depois abandonada pelos homeopatas- da "psora", algo como uma coceira primordial que estaria na origem de sete oitavos de todas as doenças crônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não me envolverei com essa excrescência [...]; o tempo é muito precioso, e a safra de extravagâncias vivas pesa demais sobre minha foice para que eu venha a cegá-la com palha e restolho", disparou Holmes no fecho da catilinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;URTICÁRIA&lt;/b&gt; - A "psora" parou de incomodar, mas o princípio da similitude continua causando urticária, 200 anos depois dos golpes de foice do médico americano. Teses extraordinárias, diz-se no mundo da ciência, exigem provas extraordinárias. Os fatos em apoio à tese da semelhança, contudo, prosseguem esparsos e longe de formar consenso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se pode dizer do princípio da dinamização (diluições sucessivas), que sobrevive como alvo preferencial dos inimigos da homeopatia no reino da ciência estabelecida. A comissão parlamentar britânica se baseou em estudos que, na sua interpretação, descartam o poder curativo dos medicamentos homeopáticos ultradiluídos. Mostrou-se tão segura que recomendou a interrupção até das pesquisas sobre a eficácia da homeopatia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o Ministério da Saúde lançará em 2011 uma linha de financiamento de pesquisa sobre homeopáticos, mas não revela o montante. "É muito difícil conseguir financiamento dos órgãos de fomento para as práticas não convencionais", diz Carmem Lucia De Simioni, coordenadora de Políticas Integrativas do ministério. Segundo Simioni, não se cogita rever o apoio à homeopatia, como no Reino Unido: "Construímos uma política numa base muito sólida, com muita responsabilidade, ouvindo todos os parceiros, nos pautando pela OMS".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os homeopatas discordam da interpretação da literatura médica pela comissão parlamentar britânica, mas concordam que ensaios clínicos constituem o padrão de ouro da evidência biomédica para chancelar terapias. Há dois tipos de estudos nessa linha de investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RCT&lt;/b&gt; - O tipo mais básico inclui ensaios randomizados e controlados, conhecidos pela sigla em inglês RCT. Neles, vários pacientes recrutados são distribuídos de modo aleatório (randomizado) em grupos que recebem o medicamento em teste, um composto com aparência similar desprovido da substância em causa (placebo), ou então outro remédio que se queira confrontar com o primeiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;RCTs por vezes conduzem a resultados de alcance estatístico limitado, por usar pequenas amostras da população que um centro de pesquisa recruta sozinho. A solução é aumentar a amostra reunindo vários centros que sigam a mesma metodologia: são os RCTs "multicêntricos", que chegam a custar milhões de dólares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Outra saída é aumentar a amostra agrupando ensaios independentes sobre uma mesma terapia, com metodologias semelhantes o bastante para permitir a somatória dos resultados. O estratagema dá origem ao segundo tipo de RCT, conhecido como estudos de meta-análise, a forma mais sólida de evidência em medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;META-ANÁLISE&lt;/b&gt; - No centro da querela da homeopatia está uma meta-análise publicada em 2005 na revista "Lancet" pelo grupo de pesquisa suíço-britânico de Aijing Shang e Matthias Egger. Eles reuniram resultados de 110 estudos de homeopatia e medicamentos convencionais, com amostras variando entre 10 e 1.573 pacientes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As conclusões foram desfavoráveis para a homeopatia: seus resultados clínicos não seriam mais que efeitos placebo. Em editorial, a "Lancet" permitiu-se, até, alguma ironia: "Quanto mais diluída se torna a evidência em favor da homeopatia, maior parece a sua popularidade".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os homeopatas destacam duas críticas aos métodos usados na meta-análise de Shang e Egger. A primeira veio menos de um mês depois, na própria "Lancet", e partiu de Klaus Linde e Wayne Jonas, autores de análise similar publicada em 1997. Mesmo concordando que "a homeopatia é altamente improvável", eles argumentam que o artigo não fornece base sólida para a conclusão sobre o efeito placebo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Objeções similares foram divulgadas pelo periódico "Journal of Clinical Epidemiology" em 2008. O artigo de R. Lüdtke e A.L.B. Rutten conclui que, por força da alta heterogeneidade entre os ensaios, os resultados e conclusões de Shang são menos nítidos do que o apresentado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No intuito de reforçar a base factual da doutrina, os homeopatas buscam apoio em todo fato e teoria que julguem confirmar sua convicção. Teixeira, por exemplo, tem à mão extensa bibliografia na área de imunologia, biofísica e farmacologia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Fazem sucesso entre os adeptos estudos sobre a "memória da água", candidata a explicar a potência de tinturas ultradiluídas. São trabalhos polêmicos, como dois do Nobel de Medicina Luc Montagnier publicados em 2009 num obscuro periódico de Hong Kong, embora o descobridor do vírus da Aids nem mencione neles a homeopatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VESTÍGIO ROMÂNTICO&lt;/b&gt; - Para o filósofo Sloterdijk, o fascínio da homeopatia deriva de um vestígio romântico, a noção de que tudo no mundo é eloquente. A natureza fala por meio do corpo doente, mas numa língua que ele não entende mais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Desse ângulo, os sintomas são signos que remetem não a entidades ideais (moléstias), mas a outras coisas do mundo: substâncias químicas, dotadas de desmesurada força vital. O intérprete homeo-pata traduz esse discurso somático e restabelece, pelo diálogo, o equilíbrio perdido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Soa fantástico, mas talvez por isso seja bem recebido por tantas pessoas, em especial as que padecem de moléstias crônicas. A homeopatia lhes dá coisas que as tecnoterapias baseadas em evidência se tornaram incapazes de oferecer, como a atenção do médico ou a perspectiva de superar o estranhamento com o próprio corpo. Desse ponto de vista, a implausível sobrevivência da homeopatia seria o sintoma renitente de uma crise na própria medicina convencional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THqyZYM4jWI/AAAAAAAAP4I/BKqV2VaQcvQ/s1600/remedios+homeopaticos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THqyZYM4jWI/AAAAAAAAP4I/BKqV2VaQcvQ/s1600/remedios+homeopaticos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Até os críticos da homeopatia podem concordar com esse diagnóstico. "Tenho enfatizado com frequência que a medicina 'mainstream' tem muito a aprender sobre empatia, dedicação, tempo para ouvir etc.", concede Edzard Ernst, o alemão de cabeça fechada, que no entanto ressalva: "A boa medicina deve fiar-se tanto na arte quanto na ciência médica, não trocar uma pela outra".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As terapias mais arcanas, para Sloterdijk, terminam por encontrar-se com as promessas genômicas de uma era de medicina individual e precisa. Ele antevê uma época na qual os pacientes se entenderão cada vez mais como biogerentes de si próprios e crescerão como pilotos de seus sistemas imunes: "Daqui vislumbramos o futuro de uma medicina que lê e escreve os signos do vivente nas camadas hoje ainda não pesquisadas do texto da natureza".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2009/02/governo-lista-plantas-que-poderao-virar.html"&gt;Governo lista plantas que poderão virar fitoterápicos.&lt;/a&gt; (fevereiro de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/08/erros-medicos.html"&gt;Erros médicos?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-1749014579402585855?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/1749014579402585855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/08/homeopatia-e-uma-fraude-que-ja-dura-200.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1749014579402585855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/1749014579402585855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/08/homeopatia-e-uma-fraude-que-ja-dura-200.html' title='Homeopatia é uma fraude que já dura 200 anos?'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THqx65e4l_I/AAAAAAAAP4E/G9JtUzCXVoY/s72-c/homeopatia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-593389764717162654</id><published>2010-08-28T21:43:00.000-03:00</published><updated>2010-08-28T21:43:16.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Opiniões disparatadas não são monopólio dos ignaros</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Sérgio Augusto&lt;/b&gt;, para o Estadão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gandhi causou mais danos à humanidade do que Hitler. A revolução islâmica salvou o Irã para a democracia.Os governos militares fizeram um bem inestimável ao Brasil. Lula transformou o Brasil no Sudão da Américado Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THmpsA7E0SI/AAAAAAAAP30/0XNFG-kfHg0/s1600/dialogo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THmpsA7E0SI/AAAAAAAAP30/0XNFG-kfHg0/s1600/dialogo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não subscrevo nenhuma dessas afirmativas, e só as juntei aqui para mostrar como certos disparates e determinados vaticínios não brotam exclusivamente de mentes ignaras e rombudas – se é que essa constatação, de tão velha, já não virou um truísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira afirmativa foi processada no cérebro do filósofo esloveno Slavoj Zizek. A segunda trazia a assinatura de Michel Foucault. A terceira era uma ideia fixa de Gilberto Freyre. E a quarta, com o verbo no futuro (do presente ou do pretérito, tanto faz), foi uma profecia do Paulo Francis. Uau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Zizek, Gandhi e seu militante pacifismo desencadearam uma onda de violência improdutiva, que não eliminou a influência britânica sobre os rajás da Índia nem o sistema de castas do país, ao passo que Hitler fez de tudo para aniquilar o colonialismo inglês. Perdeu a parada, mas até&amp;nbsp;onde pôde ir, sua violência afetou mais o status quo domundo do que o pacifismo de Gandhi o status quo da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconcertante Zizek, que é a favor da violência, desde que ela consiga mudar o que precisa ser mudado,aumentou seu contingente de desafetos ao aproximar o símbolo máximo do pacifismo, da não violência, do símbolo máximo do belicismo e da ferocidade – sobretudo na terra de Gandhi, por conta de uma entrevista ao The Times of India, em janeiro deste ano. Seu controverso paralelismo reavivou a fúria do jornalista Adam Kirsch, há tempos às turras com ele na revista The New Republic. Kirsch baixara a lenha em dois livros do filósofo, Violence e In Defense of Lost Causes; Zizek respondeu; o placar atual é 2 x 1 a favor de Kirsch. Quem mandou Zizek dizer (ou insinuar) que Hitler “não foi violento o bastante”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kirsch, judeu, não quis saber de examinar a provocação pelo ângulo menos óbvio. Por pouco não a comparou à crítica de Sartre à “decepcionante” atuação dos jacobinos na Revolução Francesa. Para Sartre, muito mais cabeças deveriam ter rolado entre 1792 e 1795, para o bem de todos e felicidade geral da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Sartre pediu mais sangue no Reino do Terror,Marx qualificou Simon Bolívar de “canalha covarde”, Engels festejou a conquista da Califórnia ao México pelos Estados Unidos, Eliot era antissemita, Pound bajulou Mussolini e Heidegger curvou-se ao nazismo, sem que nenhum desses desvios empanasse a importância de suas contribuições para um mundo mais civilizado, que sentido&amp;nbsp;faz patrulhar e punir Foucault por sua pixotada pró-aiatolá Khomeini?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o xá da Pérsia começou a balançar no trono, no final dos anos 1970, Foucault vislumbrou no Irã o surgimento de uma república democrática, inspirada por “uma religião de combate e sacrifício”, que transcenderia o islamismo e transfiguraria o mundo. Os mulás, garantiu, não eram fanáticos, mas a voz dos oprimidos. O xá caiu, os mulás empalmaram o poder e o fundamentalismo religioso sufocou os anseios democráticos,combatendo e sacrificando os “impuros”, submetidos a julgamentos sumários e execuções quase instantâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alarmado com o revertério, Foucault enviou carta ao primeiro-ministro Mehdi Bazargan, seu velho amigo,mas este, que também acreditara na possibilidade de uma república laica no Irã, logo deixaria a pasta, decepcionado com os desvios da revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época em que Foucault augurava um futuro fulgurante para o Irã, nosso&amp;nbsp;mais festejado sociólogo, Gilberto Freyre, utilizava seu espaço na imprensa para incensar a ditadura militar. “O que teria sido do Brasil, nestes últimos anos, sem governos excepcionais?”,perguntou num de seus artigos para a Folha de S. Paulo, em junho de 1978. Já o sabíamos vaidosíssimo, ególatra, fascinado pelo poder e amigo de ditadores (Getúlio Vargas, Salazar), mas sua atuação como chaleira do regime excepcional surpreendeu até alguns de seus mais devotos discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freyre defendeu o AI-5, manifestou-se a favor de eleições indiretas (“mais honestas que as diretas”), sempre esquivou-se de condenar a censura a livros, filmes e peças de teatro (não abriu o bico quando o ministro da Justiça Armando Falcão proibiu o livro de contos Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca), fez um programa de governo para a Arena, o partido oficial do regime militar, a pedido de seu presidente, Filinto Müller, antigo verdugo do Estado Novo, e apoiou a candidatura de Paulo Maluf à presidência. Morto há 23 anos, perdeu a ascensão de Lula à presidência. Nada desautoriza a desconfiança de que teria se transformado num admirador&amp;nbsp;irrestrito do atual presidente, fosse ele quem fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Francis, se bem o conheci, continuaria um anti-Lula intransigente, explorando-lhe e mesmo &lt;br /&gt;exagerando-lhe os defeitos, mas com um pouco da cautela dos gatos escaldados. Nenhum de seus presságios vingou. Nem o “povão reacionário” conseguiu eleger Lula em 1989, nem os militares saíram do quartel quando ele derrotou José Serra. Francis previu que o Brasil,com Lula no Planalto, viveria “paralisado” por greves, “isolado do mundo” e correndo “o sério risco de se tornar o Sudão da América do Sul”, com uma inflação descontrolada e uma presença nula no&amp;nbsp;comércio internacional. Bendita seja a opaca bola de cristal do Francis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://integras.blogspot.com/2008/05/falcias-sobre-luta-armada-na-ditadura.html"&gt;Falácias da luta armada à ditadura militar.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-593389764717162654?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/593389764717162654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/08/opinioes-disparatadas-nao-sao-monopolio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/593389764717162654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/593389764717162654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/08/opinioes-disparatadas-nao-sao-monopolio.html' title='Opiniões disparatadas não são monopólio dos ignaros'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THmpsA7E0SI/AAAAAAAAP30/0XNFG-kfHg0/s72-c/dialogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-704565915830161701</id><published>2010-08-28T17:17:00.002-03:00</published><updated>2010-12-06T22:20:42.997-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><title type='text'>Publicada a lei que torna crime a alienação parental</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Marina Ito&lt;/b&gt;, do Consultor Jurídico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta sexta-feira (27/8), foi publicada a Lei 12.318 que torna crime a chamada alienação parental. As Varas de Família já vêm lidando com o problema há algum tempo e tendo de enfrentar situações complexas envolvendo dois adultos que, em batalhas um com o outro, e com as melhores das intenções em relação ao filho, acabam por prejudicá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THluXwH1BPI/AAAAAAAAP3Y/wTT-3LenFVU/s1600/aliena%C3%A7%C3%A3o+parental.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="245" src="http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THluXwH1BPI/AAAAAAAAP3Y/wTT-3LenFVU/s320/aliena%C3%A7%C3%A3o+parental.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O fenômeno da Síndrome da Alienação Parental (SAP) ocorre quando o pai ou a mãe tenta excluir da vida do filho o outro genitor. Para tanto, utiliza-se dos mais variados artifícios. O advogado Ricardo Zamariola Junior explica que as práticas judiciais mais comuns para que isso aconteça são as falsas acusações, principalmente as de abuso sexual. É comum, diz o especialista, que tais acusações levem à interrupção do contato entre a criança e o genitor acusado, antes mesmo que haja comprovação das alegações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Também se pode mencionar a criação de obstáculos de qualquer natureza ao exercício do direito de visitação do genitor que não detém a guarda, inclusive a imposição de supervisão desnecessária, providência que usualmente faz com que a criança, até de maneira inconsciente, pense que precisa ser protegida de seu próprio pai ou mãe”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras atitudes também são adotadas, como exemplifica a diretora da Comissão Nacional para Infância e Juventude do Instituto Brasileiro de Direito de Família (Ibdfam), a advogada Tânia da Silva Pereira. Ela cita a dificuldade que um dos pais impõe em relação à comunicação ou ao acesso a informações básicas sobre o filho, como horários da escola, do médico ou comemorações. Também inclui a tomada de decisões importantes sem autorização do outro genitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da situação, pai ou mãe tenta buscar no Judiciário uma solução para o caso. É nessa hora, diz o vice-presidente da OAB do Rio de Janeiro, advogadoSérgio Fisher, que o juiz precisa ter muita cautela. “É muito difícil saber onde está a verdade.” Ele afirma que é muito raro um juiz inverter a guarda sem que o caso seja analisado por psicólogos e assistentes sociais. No Rio, o próprio Judiciário tem uma equipe para avaliar tais situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A questão é extremamente tormentosa para quem está decidindo, pois há duas versões e somente uma verdade. Uma decisão errada pode trazer problemas de todas as ordens ao menor”, afirma a advogada Ana Luisa Porto Borges, do escritório Peixoto e Cury Advogados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zamariola explicou que, hoje, em matéria de guarda, vige o princípio da proteção integral da criança. “Em processos envolvendo guarda de menores, o julgador há de encontrar a solução que mais atenda ao interesse da criança”, afirma Zamariola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa resposta pode, em alguns processos, durar meses. “Quando a SAP é identificada, a rigor as providências cabíveis haveriam de ser tomadas com urgência. Todavia, em muitos casos o julgador aguarda por meses a fio o esgotamento da fase de produção de provas e até mesmo o julgamento final dos recursos interpostos pelas partes, o que pode levar anos”, constata. Para o especialista, a demora pode piorar ainda mais a situação do menor e agravar o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que existe é uma tensão entre a segurança jurídica — que aponta para a necessidade de se esgotar o procedimento judicial antes de se alterar a situação de fato — e a efetividade do processo, que aponta para a necessidade de se chegar a uma solução o mais rapidamente possível”, explica. “O Judiciário tem privilegiado em demasia a segurança jurídica”, diz, atentando-se para a necessidade de efetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17 de agosto, a juíza da 1ª Vara de Família de Nova Iguaçu (RJ), Cláudia Nascimento Vieira, veio a público explicar que, no processo de disputa da guarda da menina Joanna Cardoso, morta depois de ficar quase um mês internada, estudos psicológicos indicavam a necessidade de restabelecer o convívio da criança com o pai sem a interferência da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfecho do caso levou, não apenas a juíza a esclarecer alguns pontos de um processo que corria em segredo de Justiça, como a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) a repudiar as declarações da mãe da menina, que atribuiu ao Judiciário a responsabilidade pela morte da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a juíza, o pai encontrou dificuldades para as visitas e os obstáculos criados pela mãe levaram o Judiciário a expedir mandados de visitação e de busca e apreensão. A guarda provisória da criança foi revertida ao pai, decisão mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conflitos de família, com envolvimento de um menor, geram angústia também para quem está de fora do núcleo familiar. Em outro processo analisado pelo Judiciário fluminense, a desembargadora Teresa Castro Neves expôs a dificuldade de lidar com o embate. Ela reformou a decisão de primeira instância, que havia determinado a guarda compartilhada de uma menor, e reverteu a guarda para o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desembargadora alertou para o quão delicada é a questão. “Por um lado, o risco de deferir a guarda da criança a um eventual pedófilo que abusa sexualmente da menor, por outro, o risco de privar um pai inocente da convivência com sua prole e participação no seu crescimento”, escreveu na decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base em vários laudos psicológicos, a desembargadora entendeu que a mãe da criança a estava submetendo à alienação parental. Ela fez severas críticas ao comportamento da mãe, já que as avaliações apontaram que, por um comportamento egoísta, ela sujava a imagem do pai para a filha. “A mãe, não há dúvida de que também ama sua filha, porém, suas questões pessoais estão interferindo na saúde deste relacionamento e criando atmosfera nociva à menor”, constatou a desembargadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já foi vítima de uma situação como essa. Em 1989, o Jornal do Brasil publicou a manchete “Lula tem filha cuja existência nunca revelava” em que o autor descrevia Lurian Cordeiro Lula da Silva como “o segredo mais bem guardado do candidato a presidente da República pelo Partido dos Trabalhadores, deputado Luis Inácio Lula da Silva, 44 anos, mantido a sete chaves pelos dirigentes da campanha do candidato”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida real, Lula reconhecera a filha desde o primeiro momento. Registrara-a em seu nome e se via forçado a visitá-la furtivamente, com a cumplicidade da avó materna, por causa do impedimento da mãe, a enfermeira Míriam Cordeiro. Da sua biografia pública, editada pela Câmara dos Deputados (“Repertório Biográfico”), constava o nome de Lurian, dois anos antes de a reportagem ser publicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar dos casos concretos e sim da alienação parental, a advogada Ana Borges lembrou que “as mágoas entre os genitores devem ser resolvidas entre eles sem o envolvimento do menor”. Ela afirma que o fato de o genitor não pagar a pensão esperada não deve ser fator para impedir que ele visite ou tenha acesso ao filho. “Há meios específicos para obrigar o genitor a cumprir sua obrigação alimentar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue texto da Lei 12.318/2010, que trata da alienação parental:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;LEI Nº 12.318, DE 26 DE AGOSTO DE 2010&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem de veto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispõe sobre a alienação parental e altera o art. 236 da Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 1o Esta Lei dispõe sobre a alienação parental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 2o Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo único. São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;&lt;br /&gt;II - dificultar o exercício da autoridade parental;&lt;br /&gt;III - dificultar contato de criança ou adolescente com genitor;&lt;br /&gt;IV - dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar;&lt;br /&gt;V - omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço;&lt;br /&gt;VI - apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente;&lt;br /&gt;VII - mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 3o A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 4o Declarado indício de ato de alienação parental, a requerimento ou de ofício, em qualquer momento processual, em ação autônoma ou incidentalmente, o processo terá tramitação prioritária, e o juiz determinará, com urgência, ouvido o Ministério Público, as medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente, inclusive para assegurar sua convivência com genitor ou viabilizar a efetiva reaproximação entre ambos, se for o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo único. Assegurar-se-á à criança ou adolescente e ao genitor garantia mínima de visitação assistida, ressalvados os casos em que há iminente risco de prejuízo à integridade física ou psicológica da criança ou do adolescente, atestado por profissional eventualmente designado pelo juiz para acompanhamento das visitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 5o Havendo indício da prática de ato de alienação parental, em ação autônoma ou incidental, o juiz, se necessário, determinará perícia psicológica ou biopsicossocial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1o O laudo pericial terá base em ampla avaliação psicológica ou biopsicossocial, conforme o caso, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes, exame de documentos dos autos, histórico do relacionamento do casal e da separação, cronologia de incidentes, avaliação da personalidade dos envolvidos e exame da forma como a criança ou adolescente se manifesta acerca de eventual acusação contra genitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 2o A perícia será realizada por profissional ou equipe multidisciplinar habilitados, exigido, em qualquer caso, aptidão comprovada por histórico profissional ou acadêmico para diagnosticar atos de alienação parental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 3o O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação parental terá prazo de 90 (noventa) dias para apresentação do laudo, prorrogável exclusivamente por autorização judicial baseada em justificativa circunstanciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 6o Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador;&lt;br /&gt;II - ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado;&lt;br /&gt;III - estipular multa ao alienador;&lt;br /&gt;IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial;&lt;br /&gt;V - determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão;&lt;br /&gt;VI - determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente;&lt;br /&gt;VII - declarar a suspensão da autoridade parental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parágrafo único. Caracterizado mudança abusiva de endereço, inviabilização ou obstrução à convivência familiar, o juiz também poderá inverter a obrigação de levar para ou retirar a criança ou adolescente da residência do genitor, por ocasião das alternâncias dos períodos de convivência familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 7o A atribuição ou alteração da guarda dar-se-á por preferência ao genitor que viabiliza a efetiva convivência da criança ou adolescente com o outro genitor nas hipóteses em que seja inviável a guarda compartilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 8o A alteração de domicílio da criança ou adolescente é irrelevante para a determinação da competência relacionada às ações fundadas em direito de convivência familiar, salvo se decorrente de consenso entre os genitores ou de decisão judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 9o (VETADO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 10. (VETADO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, 26 de agosto de 2010; 189o da Independência e 122o da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUIZ INÁCIO LULA DASILVA&lt;br /&gt;Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto&lt;br /&gt;Paulo de Tarso Vannuchi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt; &lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2009/08/rafaella-teve-de-fazer-terapia-para.html"&gt;Mãe fez com que filha odiasse o pai: 'Ele não gosta de você'&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://e-paulopes.blogspot.com/2010/12/reconhecimento-de-paternidade.html"&gt;Casos de pedido de reconhecimento de paternidade.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4574318421872707999-704565915830161701?l=integras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://integras.blogspot.com/feeds/704565915830161701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/08/publicada-lei-que-torna-crime-alienacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/704565915830161701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4574318421872707999/posts/default/704565915830161701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://integras.blogspot.com/2010/08/publicada-lei-que-torna-crime-alienacao.html' title='Publicada a lei que torna crime a alienação parental'/><author><name>Paulo Roberto Lopes</name><uri>https://profiles.google.com/104137798352539516133</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-lPj2IuppGgw/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAUi0/xA40mF-qqOI/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THluXwH1BPI/AAAAAAAAP3Y/wTT-3LenFVU/s72-c/aliena%C3%A7%C3%A3o+parental.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4574318421872707999.post-3880717068585515597</id><published>2010-08-28T04:53:00.002-03:00</published><updated>2010-11-20T12:43:48.496-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde'/><title type='text'>Reposição de testosterona em questão</title><content type='html'>por &lt;b&gt;Drauzio Varella&lt;/b&gt;&amp;nbsp;para a Folha&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os níveis circulantes de testosterona caem com a idade. O declínio começa ao atingirmos a maturidade e prossegue à medida que envelhecemos, mas a velocidade de queda é muito variável. Alguns homens com mais de 70 anos mantém níveis próximos aos dos jovens, enquanto outros já apresentam concentrações baixas aos 40.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THi-_cjXGbI/AAAAAAAAP3Q/1WwFTM8x1Uo/s1600/anabolizantes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://4.bp.blogspot.com/_IiqtR-OghpI/THi-_cjXGbI/AAAAAAAAP3Q/1WwFTM8x1Uo/s320/anabolizantes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As alterações físicas e comportamentais causadas pelas variações fisiológicas levam à diminuição da massa óssea, da massa muscular e da força física, ao acúmulo de tecido adiposo, fadiga e tendência à depressão e à piora da função sexual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Como esses distúrbios são indistinguíveis do próprio processo de envelhecimento, é razoável supor que possam ser corrigidos por meio da administração de testosterona, à semelhança da reposição de hormônios femininos na menopausa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades estão na inexistência de critérios bem definidos para caracterizar o hipogonadismo nessa faixa etária, na dúvida sobre a eficácia do tratamento e na possibilidade de efeitos indesejáveis, como o aumento do risco de câncer de próstata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Acabam de ser publicados dois estudos que procuram esclarecer essas questões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O primeiro foi realizado com 3.219 homens de 40 a 79 anos, em oito países europeus, para estabelecer a relação entre sintomas e níveis de testosterona.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De uma lista inicial de 32 sintomas possivelmente associados à queda dos níveis de testosterona, apenas nove conf
