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Mostrando postagens de Setembro 19, 2010

Ingrid Betancourt fala do cativeiro e da difícil adaptação à nova vida

Por seis anos, os rebeldes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) mantiveram a política franco-colombiana Ingrid Betancourt (foto) refém na floresta. Em uma entrevista para a “Spiegel” após a publicação de seu livro de memórias, ela discute seus anos no cativeiro, seus sentimentos de culpa e o processo terapêutico de escrever seu livro.

Spiegel: Sra. Betancourt, nós gostaríamos de começar com uma pergunta banal: como a senhora está?

Betancourt: Melhor do que há dois anos, há um ano ou há seis meses. Às vezes me sinto frágil, às vezes emotiva demais, mas estou colocando tudo o que posso de lado para ser uma pessoa feliz.

A felicidade é hoje algo diferente do que era antes de seu cativeiro?

Sim, antes de ter sido sequestrada, eu acho que a felicidade estava relacionada ao sucesso. Atualmente a felicidade está relacionada para mim ao descanso, paz, serenidade.

A senhora era uma mulher muito ambiciosa, resoluta. Não seria impossível perder sua impaciência?
Seis anos e meio é u…

Internet nos faz pensar de forma mais superficial, diz escritor

por Marcelo Leite, para a Folha

Nicholas Carr cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro "The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains" (que poderia ser traduzido como "No Raso -O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros" e será lançado no Brasil pela Agir).

Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros. O livro já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos. Está sendo traduzido em 15 línguas.

Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com as "tecnologias de tela" é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção. Leia abaixo trechos da entrevista telefônica dada por Carr da casa de parentes em Evergreen, Colorado, onde se refugiou depois de evacuado …

Busca na internet cria novo doente imaginário: o cybercondríaco

por Mariana Pastore, da a Folha

Dor de cabeça ou tumor? Um sintoma cabe em muitas doenças e a confusão é comum, em tempos de doutor Google. Muita gente prefere "ele" à consulta médica, na busca da causa do mal-estar.

A hipocondria digital é um mal contemporâneo batizado de cybercondria. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóstico e automedicação, pode evoluir para ansiedade e síndrome do pânico.
De acordo com pesquisas internas do Google, 61% dos americanos adultos buscam informações de saúde.
A grande oferta de sites especializados colabora para a autossugestão.

Um exemplo é o site americano de informações de saúde WebMD, que disponibiliza uma animação do corpo humano para o autodiagnóstico. O usuário clica na região onde tem dor e ele abre uma tabela com sintomas que corresponderiam à determinada área e à doença relacionada.

A cybercondria, em diferentes graus, já aparece no cotidiano dos profissiona-is."Os pacientes já chegam ao consultório c…