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Mostrando postagens de Junho 13, 2010

O pássaro que ruge

O locutor esportivo mais conhecido do Brasil foi alvo da campanha "Cala boca Galvão" no Twitter, que mostrou até onde a rede de 140 caracteres pode levar um assunto: o mundo

por Jadyr Pavão Júnior e Rafael Sbarai, de Veja


Ferir com palavras, pondo para circular histórias falsas com o objetivo de irritar ou destruir alguém, é uma prática tão antiga quanto a história humana. A humanidade viajava ainda à velocidade de 16 quilômetros por hora das carroças, mas as notícias ruins e fofocas já pareciam ter asas. As línguas de trapo mal esperavam o conquistador romano Júlio César, talvez o mais celebrado general e estadista de todos os tempos, sair de Roma para começar seu trabalho de intriga e destruição. Conforme registrou o historiador Gaius Suetonius Tranquillus, morto por volta do ano 122 da era cristã, o patriciado "punha para circular histórias" dando conta de que César arrancava todos os pelos do corpo com pinças e era chamado de "marido de todas as esposas e e…

'Sexualidade é como as línguas. Todos podem aprender várias'

por  Luz Sánchez-Mellado, do El País de 13 de junho de 2010
Beatriz Preciado não é homem, nem mulher, nem heterossexual, nem homossexual, nem transsexual, diz. Brilhante filósofa e ensaísta, relata sua viagem da infância em Burgos, Espanha, até ser ícone do movimento transgênero.

Ela se movimenta pelo Centro Pompidou de Paris como se estivesse em casa. Alta, andrógina, alternativa. Experimental. Beatriz Preciado não tem receio, como o edifício do museu, ao exibir suas interioridades para explicar a si mesmo e ao mundo. Autora de "Manifiesto contrasexual" (Ed. Opera Prima) – uma espécie de bíblia do movimento transgênero ou queer – e de "Testo yonqui" (Ed. Espasa) – onde explica os efeitos que a autoadministração de testosterona provoca em sua vida sexual –, essa burgalesa de 39 anos vive como pensa e pensa como vive.

Em constante revolução contra as normas que determinam politicamente o sexo, o gênero, os modos de buscar e de obter prazer. Filósofa, ativista alterna…

Deus de Newton e Einstein não era o judaico-cristão

por Marcelo Gleiser, para a Folha

Talvez isso surpreenda muita gente, mas tanto Newton quanto Einstein, sem dúvida dois dos grandes gigantes da física, tinham uma relação bastante íntima com Deus.

É bem verdade que o que ambos chamavam de "Deus" não era compatível com a versão mais popular do Deus judaico-cristão.

Numa época em que existe tanta disputa sobre a compatibilidade da ciência com a religião, talvez seja uma boa ideia revisitar o pensamento desses dois grandes sábios.

No epílogo da edição de 1713 de sua obra prima "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural" (1686), Newton escreve que o seu Deus (cristão, claro) era o senhor do Cosmo e que deveria ser adorado por estar em toda a parte, por ser o "Governante Universal". Essa visão de Deus pode ser considerada panteísta, se entendermos por panteísmo a doutrina que identifica Deus com o Universo ou que identifica o Universo como sendo uma manifestação de Deus.

A visão que Einstein tinha de Deus, …