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Ingrid Betancourt fala do cativeiro e da difícil adaptação à nova vida

Por seis anos, os rebeldes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) mantiveram a política franco-colombiana Ingrid Betancourt (foto) refém na floresta. Em uma entrevista para a “Spiegel” após a publicação de seu livro de memórias, ela discute seus anos no cativeiro, seus sentimentos de culpa e o processo terapêutico de escrever seu livro.

Spiegel: Sra. Betancourt, nós gostaríamos de começar com uma pergunta banal: como a senhora está?

Betancourt: Melhor do que há dois anos, há um ano ou há seis meses. Às vezes me sinto frágil, às vezes emotiva demais, mas estou colocando tudo o que posso de lado para ser uma pessoa feliz.

A felicidade é hoje algo diferente do que era antes de seu cativeiro?

Sim, antes de ter sido sequestrada, eu acho que a felicidade estava relacionada ao sucesso. Atualmente a felicidade está relacionada para mim ao descanso, paz, serenidade.

A senhora era uma mulher muito ambiciosa, resoluta. Não seria impossível perder sua impaciência?
Seis anos e meio é um longo tempo e aprender a perder sua impaciência é um processo. No final, ela se foi.

A senhora disse durante seus anos na floresta que queria se tornar outra pessoa.

Sim, porque as prioridades da minha vida mudaram. Nada do que eu possa encontrar atualmente pode ser tão ruim quanto o que deixei para trás. Há pequenas coisas que costumavam me incomodar, mas agora eu apenas penso: e daí?

Quando a senhora foi libertada em julho de 2008, todos ficaram surpresos com suas primeiras aparições em público: o encontro frio com seu marido, então as fotos e entrevistas, e finalmente as coletivas de imprensa com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. E durante tudo isso, a senhoria parecia estar firme e inabalada. A senhora estava em estado de choque ou eram apenas os velhos reflexos de uma política profissional em ação?

Eu acho que estava iluminada por aquela sensação de liberdade. Quero dizer, eu estava radiante de felicidade, como se estivesse transformada. Mas quando eu vejo as fotos daquele momento, as pessoas talvez não notem, mas eu posso ver claramente o fardo dos seis anos de cativeiro.

A euforia dos primeiros dias foi seguida por uma sensação de vazio e um colapso?

É claro, eu tive muita sorte pelo fato do governo francês ter cuidado imediatamente de mim e por uma equipe de médicos ter realizado exames físicos abrangentes. E isso levou várias semanas.

E o que encontraram?

Muitas pequenas coisas. Viver na floresta não faz bem para sua pele e seis anos sem um dentista tiveram suas consequências, mas não é um câncer e nem nada assim. E então ofereceram alguém para conversar comigo. Inicialmente, eu achei que não precisava, mas as outras pessoas sabiam que eu precisava.

Uma terapia para tratar de seus traumas?

Sim, e uma terapia que produziu muitas explicações. Reféns querem sobreviver... eles se concentram em sua própria visão estreita das coisas.

Reféns então se tornam egoístas?

Sim, e no meu caso, meus sequestradores disseram que as negociações não fossem bem-sucedidas em um ano, eles nos fuzilariam. E posteriormente disseram que se os militares viessem, os reféns morreriam. Esse tipo de coisa queima dentro de você. Todo dia eu pensava apenas em mim mesma e em fugir. Você não desenvolve empatia em uma situação como essa.

E assim que a senhora foi libertada?

A questão principal era meu relacionamento com meus filhos, porque era minha grande prioridade. Eu queria ser mãe de novo.

Seus filhos tinham 13 e 16 anos quando a senhora foi sequestrada...

 ...e eram adultos quando retornei. Soltar é difícil para todos os pais, mas eu não tinha ideia do que fazer. Foi como uma viagem no tempo, como se estivesse tentando abrir uma porta fechada. Eu fiz o que sempre tinha feito, achando que eu os ajudaria dessa forma, mas eles sentiram como se eu estivesse tentando invadir suas vidas privadas.

E a senhora conseguiu se tornar mãe de novo?

E sei que isso soará piegas, mas o amor ajuda. Na floresta, eu ouvia a voz da minha mãe em uma emissora de rádio para os reféns e suas famílias, e percebi quão poderosa ela era, a voz da minha mãe, e também a voz do meu pai, é claro. Meus filhos queriam me ver e me ouvir, mas a reação deles apenas foi diferente daquela que eu esperava. Nós primeiro tivemos que aprender a transmitir o que estávamos sentindo e realmente a escutar uns aos outros, e depois o fluxo de comunicação recomeçou. No final, eu me tornei mãe de novo, algo que me deu muita satisfação.

Os seus filhos conseguem entender o que aconteceu com a senhora?

Sim, eu acho que eles também precisam ser reconhecidos como vítimas, até mesmo por mim. Também não foi justo com eles e eles também foram privados de muitas coisas em fevereiro de 2002.

Na época, a senhora supostamente foi alertada para não ir de carro para San Vicente. Sua ex-diretora de campanha, Clara Rojas, insinuou que suas ambições políticas a colocaram em risco de ser sequestrada.
A verdade é que eu estava em Florencia, a caminho de um evento eleitoral em San Vicente. Nós queríamos continuar de carro, mas os militares disseram: nós temos helicópteros partindo a cada 20 minutos para San Vicente. Então esperamos... por duas horas. Enquanto isso, o avião do presidente pousou, ele embarcou em um helicóptero, voou para San Vicente, e eu ainda estava esperando. Então minha escolta de segurança foi retirada, todos os sete. Aquela foi uma manobra política. Eles queriam me dissuadir de viajar para San Vicente enquanto o presidente estava lá.

A senhora culpa o governo pelo seu sequestro?

Não, mas também não foi minha culpa. Ninguém tinha como saber o que aconteceria. Minha equipe e eu então partimos de carro. A estrada não estava fechada –havia táxis, motos, ônibus e, à minha frente, um jipe da Cruz Vermelha. Se os militares soubessem que as FARC planejavam uma emboscada e que estávamos em uma zona de guerra, eles teriam fechado o posto de controle. Mas não fizeram isso. Foi apenas depois que retrataram as coisas como se eu tivesse sido alertada ou tivesse sido ingênua.

A senhora exigiu indenização pelo governo e foi duramente criticada por isso.

Isso é muito injusto. Na Colômbia, assim como em muitos outros países, as vítimas de terrorismo têm direito de receber indenização. O valor que pedi foi calculado segundo os salários que não recebi e diversos outros fatores. Mas eles distorceram meu pedido e disseram que, por causa dele, eu estava atacando os soldados que me libertaram. Eu acho que foi algo muito pernicioso, apenas uma ação com motivação política.

A senhora voltará à política?

Não no sentido mais estreito. Ainda é importante para mim lutar por princípios. Mas não estou mais disposta a lidar com a maldade da política e os confrontos destrutivos intermináveis que isso provoca.

Isso significa que a senhora não vai mais concorrer a um cargo político?

Provavelmente não. É possível entender a política, no sentido mais amplo do termo, como um instrumento para mudar as coisas. Eu posso fazer isso escrevendo um livro e, assim espero, com minha fundação, a Fundação Ingrid Betancourt pela Liberdade. Esta organização buscará ajudar as famílias dos reféns, assim como aqueles que foram libertados e agora precisam começar uma nova vida –sem contar os reféns que ainda estão na floresta.

Qual foi sua estratégia de sobrevivência durante seus seis anos como refém?

Você precisa criar uma área onde você é autônoma. Se não posso decidir como viver, ao menos decidirei como organizar minha rotina diária. Exercícios e ioga, banho, meditação –eu podia decidir essas coisas. Eu tinha dois livros, Harry Potter e a Bíblia, e usei a Bíblia para treinar memória fotográfica. Onde estava aquela passagem? E então explorei meu eu interior: como pretendo viver minha vida quando estiver livre, quem eu era e quem eu serei no futuro? O mais importante é preservar este pequeno espaço para você mesma, porque independente do que façam a você, então eles não poderão atingir você.

A senhora já tomou conhecimento das circunstâncias que cercaram sua libertação?

Sim, eu falei com os soldados. Ocorreram mortes dentro das FARC, uma mudança de poder, os soldados infiltraram suas comunicações e disseram aos nossos sequestradores que os reféns seriam transferidos para um novo centro de comando. Foi um plano arriscado. Um oficial me disse posteriormente que, na noite anterior, ele leu na Bíblia sobre como Pedro foi libertado por um anjo que disse: “Me siga”. Ele contou aos outros em sua unidade a respeito de seu sonho, e eles entenderam como sendo um sinal e decidiram lançar a operação no dia seguinte. Apenas quando estávamos no helicóptero e os sequestradores tinham sido dominados é que percebemos que estávamos livres.

É possível preencher a lacuna de seis anos na sua vida?

Não, quando eu voltei, eu perdi muito: a Guerra no Iraque, as eleições, filmes, livros e música. E então um dia, logo após minha libertação, eu me vi segurando esse estranho telefoninho capaz de fazer tudo.

Spiegel: Um iPhone?


Não, um BlackBerry. Eu saí diretamente da selva e tinha um BlackBerry. Eu olhei para meu telefone e pensei, se é possível uma comunicação em todos os lugares, o tempo todo, por que ninguém me liga? Por que meus filhos não ligam? Uma vez por dia, pelo menos, preferencialmente duas! Então falei com meu filho e disse: “Lorenzo, eu estou tentando ligar para você o dia todo e você não responde”. E ele disse: “Olha, mãe, eu tenho meus amigos. Eu tenho coisas para fazer e não posso ficar ligando para você o tempo todo”. Isso foi muito, muito duro, e chorei por dias.

Foi assim que começou sua nova vida?

Sim, mas então entendi que meu filho estava certo –e que eu não tinha mais uma vida própria. Eu não tinha apartamento, marido, filhos, emprego.

A senhora redescobriu sua própria vida?

Parte dela. Eu ainda não tenho meu próprio apartamento. Eu inicialmente quero ficar com meu filho em Paris e com minha filha em Nova York, então estou dividindo meu tempo entre as duas cidades e vivendo em suas casas. Eu ainda preciso encontrar o lugar certo para mim. Às vezes quero o mar, às vezes quero estar próxima de cavalos.

O que a levou a escrever um livro?

Eu sentia que tinha o dever de compartilhar com todos aqueles que me apoiaram e com o público em geral. Eu sentia que era algo que precisava ser contado. E eu queria entender tudo, dar um significado para esses seis anos.

Escrever foi um processo de cura para você?

Sim e não. Às vezes eu sentia que me curava, mas frequentemente dói, até mesmo fisicamente. Eu podia sentir que, de alguma forma, estava me queimando. Eu conversei com os outros reféns e pude ver que estavam seguindo em frente com suas vidas, se casando, tendo filhos –e eu estava presa aos meus pensamentos na floresta. Olhando para trás, eu acho que isso me tornou mais forte e capaz de ser feliz de forma saudável. Escrever me ensinou a deixar para trás e perdoar.

Quem?

Todos. Os sequestradores. Os reféns. Eu mesma.

Por que perdoar a si mesma?

Porque não fui a heroína que queria ser.

Você experimentou coisas que poucas pessoas suportaram.

Acredite, eu fui fraca, eu não estava preparada para nada. Eu tenho que me perdoar por coisas que fiz e que não gostei a respeito de mim mesma. Eu reagi de forma errada em muitos momentos e mantive a postura errada. Eu demorei tempo demais para desenvolver compaixão pelos outros e ser menos dura no meu julgamento. Não é construtivo em uma situação de crise apontar o dedo para aqueles que são fracos.

Por que você fez isso?

Nós todos fomos manipulados e não percebemos –ou percebemos tarde demais. Os sequestradores queriam impedir qualquer solidariedade entre nós. Eles fizeram tudo o que podiam para nos fazer odiarmos uns aos outros –nos fornecendo informações falsas a respeito uns dos outros, que eram muito prejudiciais. Foi terrível: eu estava sempre com medo e os outros me criticavam constantemente. Eu não podia entender isso, porque não estava ciente do meu papel especial na época.

Você era a estrela do acampamento.

Eu pensei que era importante para o mundo saber que estávamos vivos, contarmos com a atenção da mídia.

Mas os outros reféns...
...sentiram que tiveram sua existência roubada uma segunda vez. Eu era a única que recebia a atenção do público e isso os machucava. Eu não entendia isso na época. Nós reagimos diante da situação de formas diferentes e meu comportamento irritava os outros. Para mim, era importante manter minha dignidade. Eles viram isso como um problema adicional.

Foi essa situação que produziu a difamação que se seguiu? Você frequentemente era descrita em termos pouco lisonjeiros.

É claro. Além disso, era a estratégia das FARC semear a discórdia e criar conflitos entre nós. E depois surgiu muito sensacionalismo nas publicações. Eu me transformei em uma espécie de monstro. Todavia, eu me dou bem com muitos dos ex-reféns. Nós ainda nos encontramos, compartilhamos coisas e sempre permaneceremos ligados. Eu passei mais tempo com eles do que com qualquer outra pessoa. Nós não escolhemos uns aos outros, mas nós sabemos tudo a respeito uns dos outros. Eles são minha nova família.

Mas você não fala mais com sua ex-diretora de campanha, Clara Rojas.

Infelizmente. Nós estávamos em situações de vida completamente diferentes e tínhamos mentalidades divergentes: eu estava no modo de fuga; Clara estava no modo de adaptação. Eu queria voltar para os meus filhos; ela queria sobreviver e não correr nenhum risco.

Duas mulheres sequestradas em um acampamento dominado por homens: por que não conseguiram permanecer aliadas?

Imagine viver 24 horas por dia em cômodos extremamente apertados. Imagine que você esteja sentada no assento do meio de um avião e então um homem muito gordo senta-se ao seu lado, por seis anos. Nós tivemos que dividir um espaço do tamanho de uma cama. Nós nos sentávamos ao lado uma da outra e tocávamos uma na outra. Quando Clara se virava, os pés dela ficavam no meu rosto. Não havia nenhuma privacidade. As pessoas precisam de espaço para sobreviver. Chegou a um ponto em que dissemos ok, é melhor não conversar. Nós nos voltamos uma contra a outra porque não podíamos nos voltar contra nossos sequestradores por toda sua brutalidade, maldade, vulgaridade e tudo mais.

Você nunca quis falar a respeito do abuso sexual.
E continua sendo assim.

Clara Rojas decidiu ter um filho, mesmo na floresta.
Sim, ela falou com nossos sequestradores e apresentou o requerimento correspondente. Com as FARC, era sempre preciso apresentar um requerimento. Um de nossos sequestradores foi o primeiro a me falar a respeito. Clara veio me ver depois, eu estava me exercitando entre dois beliches em nossa cabana e ela levantou sua camisa e me mostrou sua barriga. Eu disse que seria muito doloroso naquelas circunstâncias, mas também que um bebê é uma bênção. E depois que seu filho nasceu, eu fiquei muito comovida com a presença daquele bebê na floresta.

Vocês se viram de novo após serem libertadas?
Sim, ela veio me visitar, nós nos abraçamos e ela me mostrou seu filho Emmanuel –foi muito comovente. Então ela escreveu seu livro e eu escrevi o meu. Nós precisamos de mais tempo.

Além de seu relacionamento com Clara Rojas, seu casamento também foi discutido publicamente.
Eu fui mantida prisioneira e a única coisa que eu tinha era um pequeno rádio. Eu ouvia minha mãe todo dia, meus filhos duas vezes por semana e desde que consegui enviar uma carta para fora do acampamento, todos souberam que eu podia ouvi-los. Mas eu dificilmente ouvia meu marido, pelo menos não até ele ter dado uma entrevista, após dois anos, quando ele escreveu seu primeiro livro. Então ele disse que queria sua vida de volta e eu percebi sobre o que ele estava falando. Eu não esperava que ele viveria por anos como um monge, mas então ele falou a respeito de sua namorada e disse: eu não tive nenhum filho com Ingrid porque ela estava sempre ocupada demais. E quando eu encontro a mulher da minha vida, eu gostaria de tê-los. Foi cruel. Eu fiquei sentada lá, me sentindo substituída.

Qual foi o motivo da separação?
Quando desci do avião após ser libertada, uma das primeiras coisas que ele me perguntou é se poderia continuar morando no meu apartamento. Então eu vi que tinha um problema. Então fui para a casa da minha mãe. A primeira coisa que fiz foi tomar um longo banho. Eu não consegui dormir na cama na primeira noite; ela era macia demais. Então deitei no chão.

A senhora ainda tem pesadelos?
Sim, o tempo todo. William, um dos reféns, me disse recentemente que ainda experimenta esses momentos de ansiedade intensa, que todos sentíamos quando tínhamos que fugir rapidamente e trocar de acampamento. Mas ele entra em pânico quando está em um aeroporto ou caminhando pela cidade. Eu conheço muito bem essa sensação.

Esse ainda é o caso?

Sim, mesmo aqui em Nova York, eu estou constantemente olhando por sobre meu ombro. Helicópteros são o pior. Quando ouço um helicóptero, eu entro em pânico, então começo a transpirar e tenho que encontrar um banheiro, e então adoeço.

Vocês não foram resgatados por um helicóptero?

Sim, mas durante os seis anos anteriores, dezenas de helicópteros circulavam acima de nós e toda vez achávamos que íamos morrer.

Sra. Betancourt, obrigado por esta entrevista.

Ingrid Betancourt, 48 anos, era uma candidata à presidência da Colômbia quando foi sequestrada em 23 de fevereiro de 2002, a caminho de um evento eleitoral no sul do país. Ela foi mantida refém na selva por 2.322 dias pela organização guerrilheira colombiana de esquerda FARC, frequentemente acorrentada, constantemente ameaçada, às vezes torturada. Após um comando militar tê-la resgatado e 14 outros reféns em 2 de julho de 2008, ela se tornou alvo de uma barragem de críticas: os outros reféns a chamaram de diva e, após sua separação de seu marido, os jornais colombianos escreveram que ela era uma esposa ingrata. Betancourt tem cidadania tanto francesa quanto colombiana. Seu livro “Even Silence Has an End: My Six Years of Captivity in the Colombian Jungle” (Até mesmo o silêncio tem um fim: meus seis anos de cativeiro na selva colombiana) foi publicado em setembro nos Estados Unidos pela Penguin, e no Reino Unido pela Virago Press. O livro também foi publicado neste mês em alemão. (Tradução: George El Khouri Andolfato)

Comentários

  1. deve ter sido horrivel né ter ficado longe de seus filhos mas graças a Deus tudo vai ficar bem

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  2. boa sorte em sua vida

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