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Mostrando postagens de Março 29, 2009

Sexo cada vez mais cedo

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Vídeo erótico com crianças veiculado na internet provoca escândalo e alerta para os riscos da sexualidade precoce
por Suzane Frutuoso, de Ibirubá (RS), da Istoé

A pequena cidade gaúcha de Ibirubá é um daqueles lugares onde o tempo parece passar mais devagar. Lá todas as famílias se conhecem, as pessoas se cumprimentam pelo nome e a população pode circular à vontade pelas ruas, com praças arborizadas e casas coloridas que ajudam a compor um cenário bucólico.

Tamanha placidez foi abalada há três semanas, quando explodiu na internet um vídeo de sexo explícito cujos protagonistas eram moradores da cidade: A., um garoto de 14 anos, e K., uma menina de 11. Durante as férias escolares, numa tar de quente de fevereiro, o adolescente se reuniu com três companheiros da mesma idade para jogar videogame na casa de um deles. Não havia adultos no local, os pais do menino estavam trabalhando. Minutos depois, a menina K. ligou para um dos garotos, perguntando se poderia encontrá- los.

Chegando lá, …

Sexting é usado para vinganças digitais

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por Fernanda Colavitti e Andres Vera, da ÉpocaPouco mais de duas décadas atrás, quando um grupo de adolescentes se reunia no vestiário da escola ou do clube, o máximo de erotismo a que eles tinham acesso era uma revista que mostrava fotos de mulheres com os seios de fora. Nu frontal, só em publicações estrangeiras. Imagens de sexo explícito só apareciam nas histórias pornográficas desenhadas por Carlos Zéfiro. Hoje, quando o sinal do intervalo dispara e um grupo de alunos deixa a sala de aula para colocar em dia a conversa com os colegas, muitos têm algo bem mais picante para mostrar no visor do celular. O que os excita são as cenas de adolescentes nuas ou praticando sexo. Não se trata de cenas baixadas da internet, mas gravadas por colegas e distribuídas por tecnologias a que todo celular hoje em dia tem acesso, como o Bluetooth. O fenômeno de fotografar ou filmar a si próprio em momentos de intimidade e transmitir as imagens por celular nasceu nos Estados Unidos, onde é chamado de “…

‘A Igreja excomungou todos os comunistas e nunca excomungou um único nazista’

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por Marta Fantini, produtora e apresentadora do programa “Le Brésil en Noir & Blanc”, na Rádio Campus Bordeaux, França.A polêmica sobre a decisão do arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, que excomunhou os médicos que realizaram o aborto no episódio da menina estuprada pelo pai ganhou repercussão internacional.Para o filósofo francês Michel Onfray, a decisão é coerente com o pensamento oficial da Igreja Católica de hoje: ”A ideologia da Igreja é reacionária, conservadora e insuportável. A Igreja apresenta indignações seletivas. Durante e após a II Guerra Mundial, ela excomungou todos os comunistas e nunca excomungou um único nazista”, critica Onfray.O filósofo francês Michel Onfray, iniciador da Universidade Popular de Caen , autor de 51 livros, traduzidos em mais de 20 línguas, e de uma coleção de 12 CDs, aposta na Filosofia como meio de vencer o lado irrracional do ser humano:“Apesar do sofrimento da existência humana, que sempre existiu e existirá, é preciso v…

Podemos deter o envelhecimento?

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por Philip Hunter, para o Prospect

A velhice quase não existe nos animais selvagens. Acidente, doença ou predação geralmente os matam muito antes de alcançarem seu período de vida potencial. Os seres humanos, porém, especialmente no mundo desenvolvido, estão chegando em números cada vez maiores à duração máxima de vida, considerada pela maioria dos gerontologistas em 120 anos.

A ciência do envelhecimento se dividiu entre otimistas e pessimistas desde que surgiram as primeiras teorias modernas, em meados do século 19. Os pessimistas afirmam que o envelhecimento é causado pela mesma decomposição inevitável que aflige as máquinas e os objetos inanimados.

Eles concordam que a biologia desenvolveu mecanismos de reparo para atenuar os danos, mas insistem que estes meramente retardam a morte o suficiente para garantir a sobrevivência reprodutiva do organismo.

Os otimistas afirmam que todos os animais têm células reprodutivas imortais ("linhagens germinais") e que o envelhecimento e…

‘O Planeta necessita que mudemos de modelo de vida’

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Do IHU On-line Serge Latouche, professor emérito de Economia da Universidade de Paris-Sul (Orsay), é um dos teóricos do decrescimento, uma proposta que rechaça o crescimento pelo crescimento e a sociedade de consumo. Convidado pelo Instituto do Território, Latouche alertou, em uma conversa em Valência, para a superexploração do Planeta. Urge uma mudança, razão pela qual, para Latouche, “a crise é uma boa notícia”.Segue a entrevista que Serge Latouche concedeu a Cristina Vázquez e está publicada no jornal espanhol El País, 30-03-2009. A tradução é do Cepat.Esses tempos de crise são um momento propício para as teorias do decrescimento, não?Sim e não. Sim, porque a crise econômica está conectada ao desastre econômico, o que nos leva a um choque terapêutico que exige outro sistema [de produção]. E não, porque a reação de todos os Governos e dos poderes econômicos não é corrigir, mas reproduzir o atual sistema; mais indústrias automobilísticas e mais cimento, o que é uma contradição. Os Go…

Atas mostram como militares faziam cassações

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As atas do Conselho de Segurança Nacional mostram que os militares usavam critérios distintos, além de arbitrários, para absolver ou cassar mandatos e direitos políticos com base no AI-5. Em alguns casos, ter um bom amigo nas Forças Armadas bastava para salvar a pele de um acusado de subversão. Em outros, uma suspeita vaga de simpatizar com o comunismo era suficiente para decretar o fim da carreira de políticos jovens e promissores.A reportagem é de Bernardo Mello Franco e Evandro Éboli, publicada no jornal O Globo, 25-03-2009.Os dois fatores pesaram no julgamento de Mario Covas, em 16 de janeiro de 1969. Ao anunciar seu processo, o presidente Costa e Silva definiu Covas: “Um rapaz que conheço pessoalmente, simpatizo muito com ele, mas que se excedeu demais em sua atuação política”.O vice-presidente Pedro Aleixo citou um pronunciamento do então deputado do MDB, acusando-o de porta-voz de agitadores: “Embora seja muito inteligente, ele não tem capacidade literária para fazer discursos…

A solidão do papa Bento 16

Em editorial, o jornal El País, 29-03-2009, afirma que, entre todas as crises de Bento XVI, "há um problema maior, de abandono. Muitos religiosos não compartilham a forma de estar no mundo desses papas modernos, sempre mais pendentes do que vem de fora do que aquilo que lhes é próprio". A tradução é de Moisés Sbardelotto.Segue o texto:"Hoje, na Igreja, se morde e se devora", escreveu, no dia 10 de março, um Joseph Ratzinger inocente. Era a sua histórica e despida carta aos bispos, admirável peça literária na qual o Papa fez autocrítica, explicou como foi possível o perdão aos lefebvrianos excomungados e aproveitou para revelar a sua inabilidade em navegar na Internet e a aguda divisão interna que vive o catolicismo.Faltam poucos dias para que se completem os primeiros quatro anos do atual papado, e às duríssimas críticas suscitadas por vários erros encadeados (a reabilitação de um bispo negacionista; o caso Englaro; a excomunhão da mãe e dos médicos da menina brasi…

Hoje, o chefe deve ser mais humano, afirma filósofo

O escritório não é mais o mesmo. Alain de Botton, filósofo inglês especializado em coletar tiques e tendências da sociedade contemporânea é quem radiografa como nos comportamos no lugar em que transcorremos a maior parte do nosso tempo. "Lavorare piace" [Trabalhar é bom, em tradução livre], o seu último livro, foi publicado nesta semana na Grã-Bretanha.A entrevista é de Enrico Franceschini, publicada no jornal La Repubblica, 27-03-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.Eis a entrevista.O seu livro fala dos "prazeres" do trabalho, mas há também dores?Evidentemente que sim, e a maior delas é perder o trabalho. Assim como o prazer primário, especialmente em tempos de recessão, é saber que não o perdemos. Mas, há também os prazeres secundários: o trabalho nos dá uma razão para nos levantar da cama, para uma vida social, para o camaradismo com os colegas, às vezes nos dá até o amor. Basta pensar em quantos começam uma relação no escritório.Como o modo de se entender o…