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Alemães chegavam a São Paulo há 180 anos

por Edison Veiga, do jornal Estado de S.Paulo

Mosteiro de São Bento. Colégio Visconde de Porto Seguro (fundado como Deutsche Schule). Instituto Goethe. Hospital Santa Catarina. Esporte Clube Pinheiros (que nasceu do Sport Club Germânia). Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Colégio Humboldt. Não são poucas as marcas que imigrantes alemães deixaram na capital paulista. "Mas, ao contrário do que acontece no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, essa parte da história germânica ficou esquecida", lamenta o diretor do Instituto Martius-Staden, Eckhard Kupfer. Mudar um pouco esse descaso é o objetivo de uma exposição itinerante cujo lançamento será amanhã, às 10 horas, na Escola Céu Azul, no bairro de Colônia, em Parelheiros, extremo sul da cidade (informações pelo telefone 3081-3311).


Até o fim do ano, os 29 painéis com cerca de seis fotos cada um percorrerão 14 pontos da cidade, como os Colégios Visconde de Porto Seguro e Humboldt e o Memorial do Imigrante

alemaes-brasil

"Fizemos um recorte histórico com imagens de 1890 a 1930", explica a coordenadora do arquivo do Martius-Staden, Daniela Rothfuss. Existe a intenção de que, ao longo de 2010, os painéis percorram o interior do Estado.

Alguns anos depois do fluxo migratório de alemães que se estabeleceram nos Estados do Sul, a primeira leva que chegou a São Paulo desembarcou em Santos em 13 de dezembro de 1827. Eram 226, entre homens, mulheres e crianças. "Foram artesãos e agricultores, na maioria", esclarece Daniela. "Vieram em busca de condições econômicas melhores."

Primeiramente ficaram alojados em um hospital militar na Chácara Bento André, na região de Santo Amaro. Em junho de 1829, há exatos 180 anos, grande parte do grupo aceitou explorar terras oferecidas pelo Império onde hoje fica o distrito de Santo Amaro.

Com casas de taipa de pilão, era fundado, então, o bairro de Colônia, no extremo sul do Município. Até o fim daquele ano, 149 famílias e 72 solteiros, num total de 926 imigrantes alemães, chegaram ao Estado de São Paulo - 336 se estabeleceram em Colônia, enquanto o restante rumou para o interior.

Para Kupfer, a localização geográfica pouco privilegiada do bairro é a principal razão para que a história dessas famílias nunca tenha sido muito explorada. "Se hoje já é um bairro de difícil acesso, imagine como era naquela época", ressalta.

> História da discriminação brasileira contra os japoneses sai do limbo. (abril de 2008)

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