Novo site disputa com jornais publicação de obituários

NEW YORK - Há 14 anos, Jeff Taylor ajudou a transformer o mercado de recrutamento fundando o Monster.com, umas das primeiras empresas online a desafiar a grande fonte de renda dos jornais.

Agora, justamente quando os jornais estão se recuperando da renda que perderam para o mercado online, Taylor acredita ter encontrado outra fonte que vai acender a competição online: obituário.

Historicamente, os velórios são eventos locais, o que reforça os laços entre jornais e comunidades. Mas Taylor acredita que isto pode estar mudando, conforme as pessoas começam a viver longe de seus lugares de origem, e espera que seu novo site, Tributes.com, venha preencher este espaço.

Diferentemente de quando o Monster estreou, em 1994, agora Taylor enfrenta muito mais competição. Os jornais já são os grandes jogadores no negócio de obituário, graças especialmente à empresa chamada Legacy.com, que está há dez anos atuando e administra a seção de obituário de vários sites para mais de 650 jornais, de onde cobra uma taxa. O site, que tem 45% das ações pertencentes ao Tribune Co, tem 12 milhões de visitas por mês.

O Legacy, como os competidores Memory-Of.com, oferece várias formas para as famílias e amigos enlutados lembrarem de seus familiares que faleceram, incluindo um livro de visitas virtual, que pode ser arquivado online mediante o pagamento de uma taxa.

Taylor diz que seu site pode fazer isso e muito mais, mas sem contar com as informações dos jornais sobre mortes e velórios. O Tributes.com amealhará as informações através de acordos com funerárias, grupos a também associações e informações públicas fornecidas pelo departamento de Seguridade Social. Taylor não quis revelar como serão estes acordos.

Tecnologia de busca sofisticada e uma boa base de dados permitirão ao usuário do Tributes.com receber e-mails notificando a morte de alguma pessoa de sua cidade natal, disse Taylor.

O Tributes espera faturar com a venda de publicidade, memoriais online e presentes, como flores e cartões. (AP)

> Orkut tem viciados em profiles de gente morta.

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