Casal Nardoni pode ter convencido pedreiro a mentir (O Globo Online)

O voto do desembargador Caio Canguçu (foto)  de Almeida, um dos três desembargadores dp Tribunal de Justiça de São Paulo que negaram nesta terça-feira o habeas corpus ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá , apontou um fato novo no processo que apura a morte de Isabella Nardoni.

caio-cangucu
No texto em que justifica a decisão de manter o casal preso, Canguçu de Almeida afirma que há "fortes indicativos" de que os Nardoni tenham levado o pedreiro Gabriel Santos Neto, que trabalhava em uma obra no sobrado atrás do edifício London, a dar declarações ao jornal "Folha de S.Paulo" afirmando ter ocorrido um arrombamento no local no fim de semana em que ocorreu o crime. Ouvido pela polícia, o pedreiro negou em depoimento o que afirmou ao jornal .

Ao afirmar que há indícios de que o casal tenha limpado manchas de sangue do apartamento e lavado uma fralda suja com o sangue da menina, o desembargador assinala: "Da mesma forma, e com igual propósito, teriam logrado obter declaração a um jornal da capital do pedreiro Gabriel Santos Neto, segundo a qual teria ocorrido um arrombamento, seguido de invasão, no prédio vizinho aquele em que localizado o apartamento do qual foi jogada a vítima, declaração, contudo, posteriormente desmentida pelo próprio Gabriel, quando de sua oitiva perante a autoridade policial. E se assim procederam, deram claro sinal de que se predispõem a invalidar a prova.." ( leia a íntegra dos votos do três desembargadores )

Além de responder pelo homicídio de Isabella, Alexandre e Anna Carolina são acusados de fraude processual. A reportagem publicada pelo jornal lançou dúvidas sobre o trabalho da polícia, que sempre negou a possibilidade de uma terceira pessoa ter entrado no apartamento da família e jogado a criança pela janela. Ouvido pela polícia, o pedreiro saiu da delegacia assustado, sem dar declarações à imprensa.

Para o desembargador, não se trata de fantasia reconhecer que há fortes indícios de que o casal tenha praticado o crime. Ele lembra, por exemplo, que a prova para a condenação pode "advir até por via indireta, imposta pelo bom senso" e pelo fato de o evento ser inconciliável com outra conclusão, a de ter entrado uma outra pessoa no apartamento.

Canguçu de Almeida, o mesmo desembargador que tirou o casal da prisão temporária decretada pela Justiça ( leia a íntegra da primeira decisão do desembargador sobre o caso), afirmou em seu voto do habeas corpus que a detenção agora se faz em face da necessidade de justiça, necessidade de verdade e de defesa pública.
Ele classificou os indícios de autoria de "quase incontestáveis" e afirmou em seu voto que isso ocorre apesar de o casal insistir "sem nenhum resquício de razoabilidade" em negar o crime.

O desembargador afirmou que o singelo clamor público não seria, isoladamente, razão para manter o casal preso, mas ressaltou que o Poder Judiciário tem de dar resposta "a esse grau de impunidade que grassa neste país"

Canguçu respondeu ainda a acusação da defesa de que não existiria marcas comprovando que Isabella foi esganada e sugeriu que o perito seja chamado como testemunha no processo. Ao explicar as razões que o levaram a votar pela permanência de Anna Carolina e Alexandre na prisão, Canguçu disse:

- Além de haver indícios veementes de autoria, decorrentes da presença da marca do pé dele (Alexandre) na cama e aderência de material da rede de proteção no corpo, se somam duas circunstâncias: a preocupação em lavar a fralda encontrada suja de sangue, o que dá sinais de que eles tentaram dificultar a produção de prova pericial, e a necessidade de respeitar a opinião pública, o clamor público - disse Canguçu.
Levorin, advogado de defesa, disse que respeita a decisão da Justiça, mas entende de forma diferente o processo.

- A materialidade, no sentido da defesa, está prejudicada. Os sinais característicos de esganadura não se fazem presentes. Nós entendemos que faltou demonstrar fotograficamente lesões externas que caracterizam a esganadura - disse Levorin.

> TJ mantém na cadeia pai e madrasta de Isabella.

> Caso Isabella.

Comentários

  1. 1- O pedreiro mentiu,pois se não tivesse mentindo ele não demoraria tanto para dar o seu ultimo depoimento, ele mentiu, porque todas as emissoras de tv têm a gravação em que ele fala que a porta do sobrado foi arrombada,e também não daria tempo, para Alexandre ou qualquer outro suborná-lo se isso tivesse acontecido por que razão ele não disse a polícia?

    A Isabella provavelmente não foi jogada do sexto andar por que?

    1- na reconstitução mostra claramente que o corpo dela não foi amortecido por aquela palmeira, pois além dela não ter mostrado arranhões da planta ela não cairia onde caiu.

    2- Se na reconstitução aquela boneca tivesse sido jogada poderia ser visto que ela não bateria o corpo na parede do prédio e mais a distância da janela comparado ao ponto de onde ela caiu.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Artigos de Luiz Felipe Pondé

O que muda na língua portuguesa com a reforma ortográfica

Europa tem 75 mil prostitutas do Brasil