Psicóloga critica despreparo de professores (Folha de Alphaville)

A psicóloga do Serviço de Psicologia Escolar do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Beatriz de Paula Souza, disse que, para entender o que houve na Emef do Jardim Belval, é preciso vivenciar o dia-a-dia da unidade de ensino e, a partir disso, identificar o que provocou a "reação" dos alunos.

De acordo com ela, essa "revolta" é a forma de os adolescentes sinalizarem insatisfação com o meio em que vivem. Então, primeiro é necessário identificar o motivo e criar ações para resgatar esses jovens. "A prefeitura, nesse caso, poderia mobilizar as secretarias de educação, saúde, cultura, esportes e cada uma delas pensar em uma atividade diferenciada voltada a esses jovens. Essa é apenas uma das formas para que eles aprendam a canalizar essas atitudes inadequadas, transformando-a em atividades esportivas, artísticas, entre outras".

Beatriz ressalta que o problema não está restrito às escolas públicas. "Dos casos semelhantes que já acompanhei, sempre ouvi que a culpa era dos pais e alunos. Só que as escolas também têm a sua parcela de culpa e devem rever seus procedimentos", ensina.

A psicóloga disse ainda que muitos professores não sabem conduzir reuniões com os pais. "Eles utilizam linguagem autoritária, e os pais e alunos acabam se sentindo humilhados, deixando de participar da comunidade escolar".

Dicas

- O primeiro passo é identificar as causas das insatisfações dos alunos

- As escolas precisam rever comportamentos de professores e direção

- A metodologia de ensino deve passar por constante atualização

- As escolas devem restabelecer contato com os alunos e pais

- Nem sempre a culpa está em apenas uma das partes. É necessário que toda a situação seja avaliada

> Secretário de Barueri que expulsou de escola 41 alunos teve de recuar.

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